Pós-Doutorado em Ciência e Tecnologia de Alimentos com Bolsa da FAPESP

 

Agência FAPESP – O Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) apoiados pela FAPESP, oferece uma oportunidade de Pós-Doutorado na área de Ciência e Tecnologia de Alimentos. O prazo de inscrição encerra em 15 de agosto.

O bolsista integrará a equipe do projeto “Extração de açúcares solúveis aplicada à purificação de polissacarídeos não amiláceos: aspectos experimentais e modelagem”, desenvolvido junto ao Laboratório de Engenharia de Alimentos (LEA) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). Essa pesquisa integra o eixo “Novas Tecnologias e Inovação” do FoRC.

O bolsista deverá conduzir pesquisa experimental e teórica no programa correspondente, além de outras atividades, como a disseminação dos resultados da pesquisa em periódicos e congressos científicos.

Os candidatos devem ter o título de doutor obtido há menos de sete anos, obtido no Brasil ou no exterior, sem restrição à área.

A avaliação das propostas será realizada pelos pesquisadores do FoRC diretamente envolvidos na execução da pesquisa, em reuniões fechadas. A decisão sobre o candidato selecionado será justificada, mas sobre ela não caberá recurso pelos candidatos não selecionados. A decisão será publicada, em formato eletrônico, até o dia 31 de agosto de 2016 no site www.usp.br/forc.

Interessados podem se candidatar até 15 de agosto. Mais informações sobre a vaga: www.fapesp.br/oportunidades/1205.

A vaga está aberta a brasileiros e estrangeiros. O selecionado receberá Bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP no valor de R$ 6.819,30 mensais e Reserva Técnica. A Reserva Técnica de Bolsa de PD equivale a 15% do valor anual da bolsa e tem o objetivo de atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa.

Caso o bolsista de PD resida em domicílio diferente e precise se mudar para a cidade onde se localiza a instituição-sede da pesquisa, poderá ter direito a um Auxílio-Instalação. Mais informações sobre a Bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP estão disponíveis em www.fapesp.br/bolsas/pd.

Outras vagas de Bolsas de Pós-Doutorado, em diversas áreas do conhecimento, estão no site FAPESP-Oportunidades, emwww.fapesp.br/oportunidades.

 

Disponível em: http://agencia.fapesp.br/posdoutorado_em_ciencia_e_tecnologia_de_alimentos_com_bolsa_da_fapesp/23726/

Bolsa de Pós-Doutorado no Centro de Pesquisa para Inovação em Gás Natural

Agência FAPESP – O Centro de Pesquisa para Inovação em Gás Natural (Research Centre for Gas Innovation – RCGI) com sede na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), oferece oportunidade de Pós-Doutorado na área de Dinâmica dos Fluidos Computacionais com bolsa da FAPESP. O prazo de inscrição encerra em 31 de julho.

O RCGI, apoiado pela FAPESP e pelo Grupo BG-Shell no âmbito do Programa de Apoio à Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (PITE) e coordenado pelo professor Júlio Meneghini, tem como objetivo transformar pesquisa e desenvolvimento em novas aplicações de gás natural, bem como em sinergias entre gás e outras tecnologias emergentes.

O candidato selecionado integrará equipe multidisciplinar, na área de simulação numérica para otimizar o campo de escoamento de células a combustível do tipo PEM utilizando métodos numéricos.

Para acessar o formulário de aplicação e mais informações, acesse o site www.rcgi.poli.usp.br/opportunities.

A oportunidade está publicada no endereço www.fapesp.br/oportunidades/1158/.

O selecionado receberá bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP no valor de R$ 6.819,30 mensais e Reserva Técnica. A Reserva Técnica da bolsa de PD equivale a 15% do valor anual da bolsa e tem o objetivo de atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa.

Caso o bolsista resida em domicílio diferente e precise se mudar para a cidade onde se localiza a instituição sede da pesquisa, poderá ter direito a um Auxílio-Instalação.

Mais informações sobre a bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP estão disponíveis em fapesp.br/bolsas/pd.

Outras vagas de bolsas de Pós-Doutorado, em diversas áreas do conhecimento, estão no site FAPESP-Oportunidades.

 

Disponível em: http://agencia.fapesp.br/bolsa_de_posdoutorado_no_centro_de_pesquisa_para_inovacao_em_gas_natural/23645/

Pós-Doutorado em Bioquímica na USP

 

Agência FAPESP – O Laboratório de Biologia Celular e Molecular do Plasmodium do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP) oferece oportunidade de Pós-Doutorado em Bioquímica com bolsa da FAPESP. O prazo de inscrição encerra em 31 de julho.

O bolsista integrará equipe de pesquisa do Projeto Temático “Genômica Funcional do Plasmodium“. O projeto visa gerar dispositivos de liberação tópica de antimaláricos em desenvolvimento pelo laboratório, baseados em membranas poliméricas de diferentes arquiteturas, e o screening de compostos com potencial antimalárico.

Os candidatos deverão ter título de doutor obtido nos últimos cinco anos em áreas relacionadas ao projeto e apresentar experiência em Biologia Celular, como em cultivo de células, biomateriais e técnicas correlatadas a ambos.

Os interessados devem enviar carta de interesse, súmula curricular (normas FAPESP) e 2 duas cartas de referências para a professora Célia Regina da Silva Garcia (celiaregarcia@gmail.com).

A oportunidade está publicada em www.fapesp.br/oportunidades/1202/.

O selecionado receberá bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP no valor de R$ 6.819,30 mensais e Reserva Técnica. A Reserva Técnica da bolsa de PD equivale a 15% do valor anual da bolsa e tem o objetivo de atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa.

Caso o bolsista resida em domicílio diferente e precise se mudar para a cidade onde se localiza a instituição sede da pesquisa, poderá ter direito a um Auxílio-Instalação.

Mais informações sobre a bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP estão disponíveis em fapesp.br/bolsas/pd.

Outras vagas de bolsas de Pós-Doutorado, em diversas áreas do conhecimento, estão no site FAPESP-Oportunidades.

 

Disponível em: http://agencia.fapesp.br/posdoutorado_em_bioquimica_na_usp/23658/

Pós-Doutorado em Engenharia Metalúrgica e de Materiais no Ipen

Agência FAPESP – Uma oportunidade de Pós-Doutorado com Bolsa da FAPESP está disponível, até o dia 22 de julho, no Centro de Ciência e Tecnologia dos Materiais do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen). As atividades serão realizadas no Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP).

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Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares recebe inscrições até o dia 22 de julho para vaga com bolsa da FAPESP (Foto:Ipen)

A vaga está vinculada ao Projeto Temático “Estudo da corrosão localizada e caracterização da resistência à corrosão associada à fadiga na região de solda em ligas de alumínio de elevada resistência soldadas por fricção (FSW)“.

O trabalho é conduzido por um grupo multidisciplinar que inclui pesquisadores do Ipen, da USP em São Paulo e São Carlos, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Araraquara e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) em Diadema, cujas linhas de investigação estão voltadas à corrosão de ligas de alumínio, especificamente na indústria aeronáutica.

O candidato selecionado conduzirá pesquisa teórica e/ou empírica no tema “Uso da espectroscopia de impedância local (LEIS) para estudo da corrosão de ligas de alumínio de elevada resistência mecânica, soldadas por FSW”. Também desempenhará outras atividades regulares, como a apresentação de seminários, a elaboração de papers, a disseminação dos resultados da pesquisa e a produção de artigos a serem submetidos em revistas de alto impacto acadêmico.

É recomendável ter doutorado em Corrosão de Ligas de Alumínio, forte histórico de publicação e bom desempenho em inglês falado e escrito.

A documentação solicitada inclui CV Lattes completo ou Curriculum Vitae, se estrangeiro; MyCitation (Google Scholar); e projeto de pesquisa com introdução, objetivos, metodologia, método de análise de resultados, conclusões e bibliografia (tamanho máximo de 20 páginas).

Candidaturas devem ser enviadas para egp01@ipen.br, com o assunto indicando “Bolsa – PD Temático – Corrosão – LEIS”. Dúvidas podem ser encaminhadas à coordenadora do projeto, Dra. Isolda Costa (icosta@ipen.br).

A seleção do bolsista será feita em duas etapas: na primeira, serão avaliados o curriculum, as publicações, o perfil e a trajetória do candidato, assim como a qualidade científica da proposta e sua aderência às linhas de pesquisa do projeto; a segunda consistirá em uma entrevista presencial ou por videoconferência.

A oportunidade está publicada na íntegra em fapesp.br/oportunidades/1189.

O selecionado receberá bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP no valor de R$ 6.819,30 mensais e Reserva Técnica. A Reserva Técnica da bolsa de PD equivale a 15% do valor anual da bolsa e tem o objetivo de atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa.

Caso o bolsista resida em domicílio diferente e precise se mudar para a cidade onde se localiza a instituição sede da pesquisa, poderá ter direito a um Auxílio-Instalação.

Mais informações sobre a bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP estão disponíveis em fapesp.br/bolsas/pd.

Outras vagas de bolsas de Pós-Doutorado, em diversas áreas do conhecimento, estão no site FAPESP-Oportunidades.

 

Disponível em: http://agencia.fapesp.br/posdoutorado_em_engenharia_metalurgica_e_de_materiais_no_ipen/23553/

A.C. Camargo Cancer Center oferece bolsas de iniciação científica

Agência FAPESP – A Fundação Antônio Prudente – A.C. Camargo Cancer Center recebe, até 18 de julho, inscrições para bolsas de iniciação científica.

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Bolsas Pibic são para o desenvolvimento de pesquisa básica e clínica em 17 projetos. Inscrições até 18 de julho (Foto: A.C. Camargo Center)

As bolsas, do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic), são para o desenvolvimento de pesquisa básica e clínica em 17 projetos.

Entre os projetos estão: “Identificação de microRNAs como marcadores diagnóstico para doenças humanas por príons”, “Desfecho dos nódulos tireoidianos com punção aspirativa por agulha fina não diagnóstica”, “Proteômica do câncer”, “Análise multidimensional de dados para a identificação de alterações genômicas”, “Validação de padrões de metilação de DNA como marcador prognóstico em câncer de tireoide” e “Neoplasias na adolescência”.

As bolsas terão duração de 12 meses. Os alunos selecionados iniciarão as atividades em 1ºde agosto de 2016.

A aceitação dos candidatos será baseada na disponibilidade de vagas e estará, necessariamente, ligada ao projeto de pesquisa previamente aprovado pela Comissão de Iniciação Científica.

As inscrições devem ser realizadas das 8h às 12h ou das 13h às 15h na secretaria da Pós-Graduação do A.C. Camargo, rua Prof. Antônio Prudente, 109, 2º subsolo, Liberdade, São Paulo.

Mais informações: www.accamargo.org.br/edital e (11) 2189-5000, ramal 2031 ou 5113, com Ana Maria, Luciana, Karla e Vanuza.

 

Disponível em: http://agencia.fapesp.br/ac_camargo_cancer_center_oferece_bolsas_de_iniciacao_cientifica/23554/

Pesquisadores mapeiam toda a população de microrganismos da cana-de-açúcar

 

 

Diego Freire  |  Agência FAPESP – Um único exemplar de cana-de-açúcar é lar de 23.811 tipos de bactérias e 11.727 grupos diferentes de fungos. O achado é de pesquisadores do Instituto de Biologia (IB) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que realizaram o mapeamento completo e inédito das comunidades de microrganismos que habitam todos os tecidos da cana, da raiz às folhas.

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Mapeamento de mais de 35 mil espécies de bactérias e fungos e novo método para o estudo de suas funções junto à planta foram publicados na revista Scientific Reports (Foto: Léo Ramos/Revista Pesquisa FAPESP)

 

A pesquisa, realizada no Laboratório Central de Tecnologias de Alto Desempenho em Ciências da Vida (LaCTAD), que conta com o apoio da FAPESP na modalidade Equipamentos Multiusuários(EMU), teve dois artigos publicados na revista Scientific Reports, do grupo Nature; o primeiro no dia 30 de junho, relatando o mapeamento completo do microbioma, o conjunto de microrganismos que vivem nos diferentes órgãos da planta; o segundo, publicado na terça-feira (12/07), apresenta um novo método para o isolamento e o cultivo de coleções dessas populações para o estudo das funções que elas desempenham para a planta.

Isso porque a microbiota dos vegetais, como a dos animais, medeia interações importantes entre o organismo e o seu meio – entre as quais, nas plantas, está a conversão do nitrogênio atmosférico em compostos nitrogenados, utilizados na síntese de proteínas. Mas, de acordo com os pesquisadores, sem o mapeamento completo do microbioma não seria possível conhecer mais a fundo essa relação, cuja compreensão pode fazer avançar a biotecnologia voltada para a produção agrícola sustentável.

“Existe uma comunidade de microrganismos habitando todos os organismos superiores que é fundamental para o favorecimento do sistema imune nos animais, no homem e nas plantas, atuando inclusive na defesa contra patógenos. No entanto, é de conhecimento da comunidade científica pouco mais do que meia dúzia de funções desempenhadas pelas bactérias e fungos dos vegetais, e estudos que avaliam a diversidade, a estrutura e o impacto dessa microbiota em culturas de importância econômica ainda são raros. Esses dois papers trazem uma nova visão do microbioma da cana e de como acessá-lo para desenvolver tecnologias baseadas na associação entre plantas e microrganismos”, disse Paulo Arruda, professor do Departamento de Genética e Evolução do IB-Unicamp.

Os pesquisadores realizaram um inventário completo da estrutura e da composição das comunidades bacterianas e fúngicas associadas à cana. As mais de 35 mil espécies de bactérias e fungos mapeadas habitam o interior e a superfície de raízes, brotos e folhas.

“Esses milhares de tipos de microrganismos não devem estar contribuindo apenas para a meia dúzia de funções da microbiota da planta que são conhecidas atualmente. Trata-se de uma caixa-preta da biologia a ser desbravada”, disse Arruda, que também coordena o Centro de Biologia Química de Proteínas (SGC-Unicamp), apoiado pela FAPESP por meio do Programa Parceria para Inovação Tecnológica (PITE).

Mapa dos microrganismos

A identificação massiva das espécies de microrganismos que habitam a cana foi possível graças ao uso de um sequenciador de segunda geração, cuja tecnologia permite sequenciar marcadores de DNA microbiômico presentes em amostras de raiz, brotos e folhas sem a necessidade de se isolar e cultivar cada espécie de bactéria e fungo em laboratório, como era feito até então.

“Até pouco tempo atrás, por conta das limitações tecnológicas, a pesquisa ficava refém do cultivo de bactérias em laboratório, o que é um trabalho moroso e que resulta numa quantidade muito pequena de amostras, especialmente porque muitas espécies não crescem em meios de cultura. Dessa forma, conhecia-se apenas superficialmente a real diversidade das comunidades de microrganismos que habitam cada tecido da planta”, disse Rafael Soares Correa de Souza, do Centro de Biologia Molecular e Engenharia Genética (CBMEG) da Unicamp.

Além disso, ainda de acordo com o pesquisador, “a maioria dos trabalhos na área estava focada em analisar o microbioma apenas da raiz, determinando quais são as bactérias e demais microrganismos que se associam a ela e que estariam relacionados à apreensão de nutrientes e outros processos”.

O trabalho desenvolvido com o sequenciamento de segunda geração mapeou o microbioma da cana contemplando comunidades que vivem fora e dentro da raiz, do caule e nas folhas em diferentes estágios de desenvolvimento. Os pesquisadores agora dispõem de um “mapa” completo para saber quais são as bactérias e fungos mais abundantes, suas funções e possíveis aplicações biotecnológicas, acessando toda uma diversidade que não podia ser desbravada até então.

Para isso, foi desenvolvido um protocolo próprio de preparo do sequenciamento. Os pesquisadores coletaram amostras da raiz, do caule e das folhas separadamente e lavaram cada uma com uma solução especial. A água residual foi submetida a centrifugação de baixa velocidade para que resíduos do solo e do ambiente fossem separados, isolando-se os microrganismos. Em seguida, uma nova centrifugação foi feita – dessa vez, em alta velocidade – para precipitar as células contendo o material genético que seria sequenciado. O mesmo processo foi feito para os microrganismos que habitam o interior da planta, sendo que, para expô-los, os tecidos foram triturados no liquidificador.

Além do mapa, os pesquisadores dispõem de coleções de amostras representativas dos microrganismos que vivem no microbioma da planta.

“Essas coleções estão armazenadas de forma a serem facilmente acessadas, o que possibilitará a seleção de microrganismos para compor inóculos que representam diferentes comunidades e que podem ser estudados para que se saiba quais efeitos benéficos eles trazem às plantas. Temos, agora, um mapa e o recurso biológico necessário para o avanço da pesquisa”, disse Jaderson Silveira Leite Armanhi, também do CBMEG.

Além da FAPESP, a pesquisa foi financiada pela companhia energética de origem espanhola Repsol e pela Repsol Sinopec Brasil. Os trabalhos também contaram com a participação de pesquisadores do Centro de Biotecnología y Genómica de Plantas da Universidad Politécnica de Madrid (UPM), na Espanha.

Os resultados do mapeamento são apresentados no artigo Unlocking the bacterial and fungal communities assemblages of sugarcane microbiome, de Rafael Soares Correa de Souza, Vagner Katsumi Okura, Jaderson Silveira Leite Armanhi, Beatriz Jorrín, Núria Lozano, Márcio José da Silva, Manuel González-Guerrero, Laura Migliorini de Araújo, Natália Cristina Verza, Homayoun Chaichian Bagheri, Juan Imperial e Paulo Arruda, disponível para acesso em www.nature.com/articles/srep28774.

Já o artigo Multiplex amplicon sequencing for microbe identification in community-based culture collections, de Jaderson Silveira Leite Armanhi, Rafael Soares Correa de Souza, Laura Migliorini de Araújo, Vagner Katsumi Okura, Piotr Mieczkowski, Juan Imperial e Paulo Arruda, divulgado hoje, pode ser acessado em www.nature.com/articles/srep29543.

 

Disponível em: http://agencia.fapesp.br/pesquisadores_mapeiam_toda_a_populacao_de_microrganismos_da_canadeacucar/23551/

Química poderá dar a maior contribuição para solucionar desafios globais

 

 

Elton Alisson, de Porto Seguro (BA)  |  Agência FAPESP – A população mundial deverá saltar do atual patamar de 7 bilhões de pessoas para 9 bilhões até 2050. Esse aumento trará desafios globais, como o de possibilitar o acesso a alimentos a esse contingente de pessoas, de forma sustentável.

A maior parte das soluções para esse e outros problemas globais poderá vir da Química, avaliou Adriano Defini Andricopulo, professor do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP) em conferência durante a 68ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Com o tema “Sustentabilidade, tecnologia e integração social”, o evento ocorre até a próxima sexta-feira (09/07) no campus de Porto Seguro da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB).

“A Química, sem dúvida, deve dar a maior contribuição para solucionar os desafios globais no século 21”, estimou Andricopulo, que é membro do comitê executivo e coordenador de transferência de tecnologia do Centro de Pesquisa e Inovação em Biodiversidade e Fármacos (CIBFar) – um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) apoiados pela FAPESP.

De acordo com dados apresentados pelo pesquisador, em 1960 um hectare de terra alimentava duas pessoas. Em 2050 a mesma quantidade de terra terá de alimentar mais de seis pessoas.

Esse desafio é agravado pelo fato de que hoje não se consegue alimentar nem os 7 bilhões de pessoas existentes no mundo, ponderou. “Será preciso desenvolver novos produtos para proteger as culturas agrícolas contra pragas e doenças”, apontou Andricopulo. “Nesse sentido, a síntese química terá um papel fundamental.”

Cerca de 40% dos alimentos existentes no mundo hoje não existiriam se não houvesse agroquímicos para protegê-los do ataque de organismos causadores de doenças em plantas (fitopatógenos), disse o pesquisador.

A fim de desenvolver novos princípios ativos para pesticidas e herbicidas voltados a controlar ervas daninhas, pragas e doenças fúngicas – uma vez que com o passar do tempo os organismos podem desenvolver resistência a elas –, os químicos têm buscado cada vez mais inspiração em compostos naturais.

Muitas plantas produzem misturas complexas de substâncias químicas que afetam o comportamento de insetos, influenciando onde vão se alimentar ou procriar, afirmou o pesquisador. “Essa informação pode ser usada para desenvolver métodos práticos para o controle de pragas”, disse.

Já o aumento do conhecimento sobre a nutrição vegetal pode resultar na melhoria de plantas para absorver nutrientes vitais, como nitrogênio, de forma mais eficiente, indicou Andricopulo.

Um elemento essencial para o desenvolvimento das plantas, uma vez que é usado em uma série de processos metabólicos, o nitrogênio é abundante na atmosfera, mas não tem nenhuma utilidade biológica direta e precisa ser convertido em outras formas, como nitratos, que as plantas são capazes de usar.

As plantas, contudo, não podem absorvê-lo diretamente do ar, mas somente nas formas de amônia solúvel em água ou nitrato, em que são convertidas por bactérias que vivem no solo.

A fim de fornecer esses compostos para as plantas, têm sido usados fertilizantes, como nitrato de amônio. O uso indiscriminado de fertilizantes, contudo, pode causar a degradação da qualidade do solo, a poluição das fontes de água e da atmosfera e o aumento da resistência de pragas.

“A Química pode contribuir na produção de catalisadores mais baratos, por exemplo, que poderiam ajudar as plantas a fixar nitrogênio de forma mais eficiente”, avaliou Andricopulo.

Outro elemento essencial para as plantas – que, em alguns anos, até 80% dele estarão disponíveis em formas que não podem ser absorvidas e usadas – é o fósforo.

A fim de disponibilizá-lo para as plantas são usados comumente fertilizantes criados a partir de fosfato extraído de depósitos de rocha sedimentária e tratado quimicamente para aumentar sua concentração e torná-lo mais solúvel, de forma a facilitar sua absorção.

O problema, contudo, é que os depósitos de fosfato no mundo podem se esgotar nos próximos 50 a 100 anos. “A Química pode desempenhar um papel importante no desenvolvimento de novas tecnologias para recuperar o fósforo a partir de resíduos para potencial reutilização”, apontou Andricopulo.

Congresso Mundial de Química

O pesquisador destacou que, em julho de 2017, o Brasil será o primeiro país da América do Sul a sediar o Congresso Mundial de Química da União Internacional para a Química Pura e Aplicada (IUPAC, na sigla em inglês).

Uma instituição científica global, criada em 1919 por químicos acadêmicos e industriais, e reconhecida como autoridade em nomenclatura, terminologia, padronização de métodos de pesos e medidas, peso atômico e outros dados químicos, a IUPAC realiza a cada dois anos um congresso mundial.

Até então, somente países da Europa, Ásia, Oceania e América do Norte sediaram o evento.

“A realização do Congresso Mundial da IUPAC no Brasil será o maior evento de Química na América do Sul”, estimou Andricopulo.

O congresso será realizado entre os dias 9 e 14 de julho no World Trade Center, em São Paulo.

Mais informações e inscrições: www.iupac2017.org.

 

Disponível em: http://agencia.fapesp.br/quimica_podera_dar_a_maior_contribuicao_para_solucionar_desafios_globais/23502/

Pós-Doutorado em Bioenergia com bolsa da FAPESP

 

Agência FAPESP – Estão abertas, até o dia 30 de junho, as inscrições para duas vagas de Pós-Doutorado no Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético (Nipe) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Os candidatos selecionados receberão bolsa da FAPESP.

As oportunidades integram o Projeto Temático “Contribuição de produção de bioenergia pela América Latina, Caribe e África ao projeto GSB-LACAF-Cana-I, vinculado ao Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN).

O objetivo principal do projeto é explorar possibilidades para a produção de bioenergia a partir da cana-de-açúcar de forma sustentável em países em desenvolvimento.

Os candidatos precisam ter doutorado obtido a partir de 2010 nas áreas de Agronomia, Engenharia ou Economia; interesse científico pela produção de etanol de cana-de-açúcar na América Latina e na África; excelente currículo (publicações); e conhecimento avançado de temas como análise de dados, sustentabilidade, bioenergia e cana-de-açúcar.

Interessados devem enviar os seguintes documentos (em formado PDF) para rbaldajr@unicamp.br: carta de apresentação explicando suas motivações, curriculum vitae e duas cartas de recomendação.

As mensagens devem ser encaminhadas aos cuidados do Prof. Luís Cortez, coordenador do projeto, e mencionar a vaga de interesse: “Bolsa 1 – Produção Sustentável de Cana-de-Açúcar para Bioenergia: Análise Integrada de Modelos de Produção” ou “Bolsa 2 – Avaliação do Potencial de Produção Sustentável de Bioenergia de Cana-de-Açúcar na América Latina e África”.

A oportunidade está publicada no endereço fapesp.br/oportunidades/1174.

Os selecionados receberão bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP no valor de R$ 6.819,30 mensais e Reserva Técnica. A Reserva Técnica da bolsa de PD equivale a 15% do valor anual da bolsa e tem o objetivo de atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa.

Caso os bolsistas residam em domicílio diferente e precisem se mudar para a cidade onde se localiza a instituição sede da pesquisa, poderão ter direito a um Auxílio-Instalação.

Mais informações sobre a bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP estão disponíveis em fapesp.br/bolsas/pd.

Outras vagas de bolsas de Pós-Doutorado, em diversas áreas do conhecimento, estão no site FAPESP-Oportunidades.

 

Disponível em: http://agencia.fapesp.br/posdoutorado_em_bioenergia_com_bolsa_da_fapesp/23409/

Pós-Doutorado em Farmácia na USP Ribeirão Preto

Agência FAPESP – A Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da Universidade de São Paulo (USP) oferece uma vaga de Pós-Doutorado com bolsa da FAPESP. Inscrições serão recebidas até o dia 15 de junho.

A oportunidade está vinculada ao Projeto Temático Novos aspectos funcionais dos eicosanoides, coordenado pela professora Lúcia Helena Faccioli.

O candidato selecionado atuará no Laboratório de Inflamação e Imunologia das Parasitoses, desenvolvendo projetos voltados à identificação e quantificação simultânea de vários eicosanoides, especialmente aqueles derivados da via do citocromo-P450 (CYP450), utilizando Cromatografia Líquida de Alta Eficiência Acoplada à Espectrometria de Massas Sequencial (HPLC-MS/MS).

Para concorrer, é necessário ter doutorado ou grau equivalente em Química, Farmácia, Bioquímica ou áreas afins; experiência em espectrometria de massas para identificação de biomoléculas; conhecimento em plataforma de análise SCIEX com o uso de triplo-quadrupolo e TOF; inglês avançado (escrito e falado); interesse em trabalhar em um grupo multidisciplinar; experiência comprovada em métodos analíticos como cromatografia líquida de alta eficiência; e conhecimento experimental em manipulação de animais e cultura de células.

Competitividade acadêmica em nível internacional (com publicações em revistas indexadas) e disposição para colaborar interna e externamente ao grupo de pesquisa, bem como para ajudar demais membros do grupo dentro de sua área de experiência, são qualidades desejáveis.

Interessados devem enviar mensagem intitulada “PD – Eicosanoides/Massas” para faccioli@fcfrp.usp.br, anexando: carta de aplicação, descrevendo experiência na área, interesse no tema do projeto e planos de expansão do tema; Currículo Lattes completo ou equivalente (para estrangeiros); e carta com referências profissionais.

A oportunidade está publicada no endereço www.fapesp.br/oportunidades/1118.

O selecionado receberá bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP no valor de R$ 6.819,30 mensais e Reserva Técnica. A Reserva Técnica da bolsa de PD equivale a 15% do valor anual da bolsa e tem o objetivo de atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa.

Caso o bolsista resida em domicílio diferente e precise se mudar para a cidade onde se localiza a instituição sede da pesquisa, poderá ter direito a um Auxílio-Instalação.

Mais informações sobre a bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP estão disponíveis em www.fapesp.br/bolsas/pd.

Outras vagas de bolsas de Pós-Doutorado, em diversas áreas do conhecimento, estão no site FAPESP-Oportunidades.

Disponivel em: http://agencia.fapesp.br/posdoutorado_em_farmacia_na_usp_ribeirao_preto/23340/

Centro de Estudos da Metrópole oferece vagas de Pós-Doutorado

 

Agência FAPESP – O Centro de Estudos da Metrópole, um dosCentros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) apoiados pela FAPESP, oferece vagas de Pós-Doutorado com bolsa da Fundação. O prazo para inscrições termina no dia 13 de junho.

Os bolsistas conduzirão pesquisa teórica e/ou empírica, além de outras atividades regulares, como apresentação de seminários, elaboração de papers e disseminação dos resultados da pesquisa. Deverão ainda produzir ao menos um artigo a ser submetido em revista de alto impacto acadêmico, bem como apresentá-lo em um seminário.

As oportunidades estão vinculadas a projetos específicos, em um dos seguintes temas: “Entender os efeitos independentes das políticas públicas nas condições sociais e/ou na redução da desigualdade”; “Entender o papel das instituições políticas nas decisões sobre políticas redistributivas, particularmente o comportamento eleitoral e o processo de elaboração das leis”; e “Mapear formas alternativas de governança em áreas urbanas e em suas conexões com o Estado de forma a entender quem faz o quê?”.

É recomendável que os candidatos possuam doutorado em Ciências Sociais ou áreas relacionadas, com forte histórico de publicação e bom desempenho em inglês falado e escrito.

Para concorrer, é necessário enviar a seguinte documentação para centrodametropole@usp.br: CV Lattes completo ou curriculum vitae, se estrangeiro; MyResearcherID e/ou MyCitation (Google Scholar); lista de publicações; projeto de pesquisa (não deve conter a identificação do candidato, uma vez que a avaliação será feita sob sigilo de autoria); e cópia de duas publicações (apenas artigos, livros ou capítulos de livros). O assunto da mensagem deve indicar “Bolsa – PD CEPID-CEM”.

A primeira etapa da seleção envolverá análise do currículo, das publicações, do perfil e da trajetória do candidato, assim como da qualidade científica da proposta e sua aderência às linhas de pesquisa do CEM. A segunda etapa consistirá em uma entrevista (a ser feita pessoalmente ou via Skype) com a comissão de seleção.

As oportunidades estão publicadas nos seguintes links:

Serão selecionados até três bolsistas. Eles receberão bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP no valor de R$ 6.819,30 mensais e Reserva Técnica. A Reserva Técnica da bolsa de PD equivale a 15% do valor anual da bolsa e tem o objetivo de atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa.

Caso os bolsistas residam em domicílio diferente e precisem se mudar para a cidade onde se localiza a instituição sede da pesquisa, poderão ter direito a um Auxílio-Instalação.

Mais informações sobre a bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP estão disponíveis em www.fapesp.br/bolsas/pd.

Outras vagas de bolsas de Pós-Doutorado, em diversas áreas do conhecimento, estão no site FAPESP-Oportunidades.

 

Disponível em: http://agencia.fapesp.br/centro_de_estudos_da_metropole_oferece_vagas_de_posdoutorado/23329/

Bolsa de Pós-Doutorado em Engenharia de Biossistemas na USP

 

Agência FAPESP – O Núcleo de Pesquisa em Materiais para Biossistemas (NAP BioSMat) e o Grupo de Construções e Ambiência (Constrambi) da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) da Universidade de São Paulo (USP), campus Pirassununga, oferece uma oportunidade de Pós-Doutorado em Engenharia de Biossistemas com bolsa da FAPESP. O prazo de inscrição encerra em 5 de julho.

O bolsista integrará a equipe do Projeto Temático “Resíduos Agroindustriais e seu uso potencial como materiais apropriados para habitação e infraestrutura (AGROWASTE)“. O trabalho do bolsista estará focado na avaliação de cinzas de resíduos agroindustriais como potenciais adições pozolânicas, fibras vegetais utilizadas como reforço e processo de cura não convencional para materiais compósitos de fibrocimento e envolverá as seguintes atividades:

– Caracterização física, química e mineralógica das cinzas com o objetivo de avaliar a atividade pozolânica;

– Estudo da reação pozolânica em vários sistemas pozolana / Ca(OH)2 e pozolana / cimento;

– Avaliar os complexos mecanismos que ocorrem em pastas de cimento, com caracterização mecânica e microestrutural;

– Estabelecimento de base técnico-científica sobre a viabilidade de produção de cimentos com adições de cinzas agroindustriais;

– Zona de transição interfacial entre fibras vegetais e matrizes cimentícias;

– Cura acelerada em atmosfera saturada de CO2 de compósitos de fibrocimento.

O bolsista deve possuir título de Doutor há menos de cinco anos e ter experiência em pesquisas na área de materiais de construção, resíduos agroindustriais, materiais pozolânicos e técnicas de caracterização de materiais. Uma forte produção científica em periódicos internacionais com reconhecido processo editorial seletivo é igualmente valorizada.

Os interessados deverão enviar carta de interesse, curriculum vitae completo e referências ao pesquisador principal do projeto, Holmer Savastano Júnior, no endereço de e-mail holmersj@usp.br, com o assunto “Bolsa PD FAPESP”, ou por correios ao NAP BioSMat e Grupo Constrambi – FZEA/USP, avenida Duque de Caxias Norte, 225 CEP 13635-900. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (19) 3565 4153.

A oportunidade está publicada em fapesp.br/oportunidades/1130.

O candidato selecionado receberá bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP no valor de R$ 6.819,30 mensais e Reserva Técnica. A Reserva Técnica da bolsa de PD equivale a 15% do valor anual da bolsa e tem o objetivo de atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa.

Caso o bolsista resida em domicílio diferente e precise se mudar para a cidade onde se localiza a instituição sede da pesquisa, poderá ter direito a um Auxílio-Instalação.

Mais informações sobre a bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP estão disponíveis em fapesp.br/bolsas/pd.

Outras vagas de bolsas de Pós-Doutorado, em diversas áreas do conhecimento, estão no site FAPESP-Oportunidades.
 

Disponível em: http://agencia.fapesp.br/bolsa_de_posdoutorado_em_engenharia_de_biossistemas_na_usp_/23298/

Bolsa de Pós-Doutorado em Química Medicinal na USP de São Carlos

 

Agência FAPESP – O Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos oferece uma oportunidade de Pós-Doutorado em Química Medicinal com bolsa da FAPESP. O prazo de inscrição encerra em 3 de junho.

O bolsista integrará a equipe de pesquisa do Projeto Temático “Planejamento, Síntese e Atividade Tripanossomicida de Inibidores Covalentes Reversíveis da Enzima Cruzaína”.

O objetivo do Projeto Temático FAPESP é a descoberta de novos inibidores de cisteíno proteases para o tratamento da doença de Chagas, que é causada pelo parasito Trypanosoma cruzi e é endêmica na América do Sul e Central.

A doença de Chagas é atualmente tratável apenas na fase aguda e os fármacos utilizados têm efeitos colaterais inaceitáveis. Assim, esta posição representa uma excelente oportunidade para fazer contribuições importantes na área das doenças tropicais negligenciadas, segunda Carlos Montanari, pesquisador principal do projeto.

Os candidatos devem ter doutorado em química orgânica, química medicinal ou biologia química. Idealmente, devem ter experiência em ensaios bioquímicos e biofísicos. Conhecimento de biologia molecular também é desejável.

Os interessados deverão apresentar carta que explicite as razões da candidatura, curriculum vitae e duas cartas de apoio emitidas por pesquisadores que reconhecidamente atuem na área. A documentação deve ser enviada para o e-mailCarlos.Montanari@usp.br.

A oportunidade está publicada em http://www.fapesp.br/oportunidades/1139/.

O candidato selecionado receberá bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP no valor de R$ 6.819,30 mensais e Reserva Técnica. A Reserva Técnica da bolsa de PD equivale a 15% do valor anual da bolsa e tem o objetivo de atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa.

Caso o bolsista resida em domicílio diferente e precise se mudar para a cidade onde se localiza a instituição sede da pesquisa, poderá ter direito a um Auxílio-Instalação.

Mais informações sobre a bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP estão disponíveis em www.fapesp.br/bolsas/pd.

Outras vagas de bolsas de Pós-Doutorado, em diversas áreas do conhecimento, estão no site FAPESP-Oportunidades.

Disponivel em: http://agencia.fapesp.br/bolsa_de_posdoutorado_em_quimica_medicinal_na_usp_de_sao_carlos/23291/

BOLETIM ELETRÔNICO SBQ – N° 1222 – 25/05/2016

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25/05/2016

 

 

 

Oportunidades e desafios do empreendedorismo
O empreendedorismo é um dos segmentos da economia que mais tem crescido no Brasil, mostrando força inclusive em momentos de crise, como foi 2015 e tem sido 2016. Para muito além das start-ups ligadas à tecnologia e informação – de longe o setor mais ’empreendedor’ do País, os laboratórios de química e ciências podem oferecer ótimas oportunidades para pesquisadores que tenham o chamado espírito empreendedor. » Veja mais…

 

Kurt Wuthrich: um Nobel que veio da fazenda
Ele cresceu em uma família rural, próximo à região suíça de Emmental, famosa por seus queijos. Entre a fazenda de um avô, e o restaurante e a padaria da família, cresceu próximo à natureza e às criações. Desde cedo desenvolveu gosto pelas ciências naturais – aprendeu sobre seres aquáticos em longas horas de observação de um lago particular de criação de trutas. É sócio do mesmo clube de pesca onde Ernest Hemingway se divertia na Nova Zelândia. » Veja mais…

 

39ª Reunião Anual da SBQ – Últimas atualizações
Estamos a cinco dias do mais importante evento de química no país! Para os inscritos na 39ª Reunião Anual algumas informações extras. » Veja mais…

 

Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) – Por que o Brasil não pode abrir mão de 31 anos de sua edificação?
Duas questões me levaram a escrever esta nota sobre a fusão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação com o Ministério das Comunicações que está sendo proposta pelo Sr. Michel Temer, em exercício da presidência do Brasil, em função do afastamento da presidente Dilma Rousseff por 180 dias. » Veja mais…

 

VEJA TAMBÉM NESTA EDIÇÃO:

NOTÍCIAS

 

  Senadores e comunidade científica manifestam-se contra fusão de ministérios – Em audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia nesta terça-feira (24), a comunidade científica e senadores manifestaram-se unanimemente contra a fusão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação com o das Comunicações. » Veja mais…

 

Kassab define secretários de novo Ministério do governo provisório – O ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações do governo interino, Gilberto Kassab, anunciou, no dia 23 de maio, os nomes do secretário-executivo e dos cinco secretários técnicos da nova pasta. » Veja mais…  

 

Lei que autorizava uso, produção e comercialização da “pílula do câncer” é suspensa pelo STF – O ministro do STF Marco Aurélio de Mello, relator da liminar, ressaltou que cabe à Anvisa, e não ao Congresso Nacional, viabilizar a distribuição de qualquer medicamento e, ao permitir a distribuição da substância sem o aval da Agência, o Congresso deixa de cumprir com o dever constitucional de tutela da saúde da população. » Veja mais…

 

Do Sonho à Síntese Orgânica – Projetar a Química Orgânica Sintética do Brasil no cenário internacional era o seu sonho. Sintetizar moléculas complexas do ponto de vista estrutural, a sua missão. Foi mirando nesses objetivos que o professor Luiz Carlos Dias, em 1996, fundou o Laboratório de Química Orgânica Sintética (LQOS), no Instituto de Química da UNICAMP. » Veja mais…

 

Delegação sueca visita o Brasil para impulsionar parcerias em pesquisa – Secretário Jailson de Andrade destacou, em abertura de seminário na Capes, em Brasília (DF), relevância de acordos existentes com o país europeu e a possibilidade de ampliar cooperação bilateral entre as nações. » Veja mais…

 

Déficit em produtos químicos recua 18,4% entre janeiro e abril –O déficit da balança comercial de produtos químicos atingiu US$ 6,4 bilhões nos quatro primeiros meses deste ano, equivalente a um recuo de 18,4% em relação ao mesmo período de 2015. De janeiro a abril de 2016, o Brasil importou US$ 10,2 bilhões e exportou US$ 3,8 bilhões em produtos químicos. » Veja mais…

 

CALENDÁRIO DE EVENTOS DA QUÍMICA – SBQ

Informe-se sobre os eventos da área de química divulgados pela SBQ, acessando nosso calendário mensal, clique aqui.

 

EVENTOS

1. II Simpósio de Química Medicinal da UNESP

» Veja mais…

 

OPORTUNIDADES

CONCURSOS PÚBLICOS E PROCESSOS SELETIVOS PARA CONTRATAÇÃO DE DOCENTES

1. Edital de Concurso Público com 28 vagas para Cargo de Professor
Efetivo da UVA é publicado em Diário Oficial do Estado

PROCESSOS SELETIVOS EM PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO

1. Programa de Pós-graduação em Química do Instituto de Química da
Unesp de Araraquara abre inscrições
2. Inscrições abertas para o Mestrado em Ciências Ambientais – UDESC

BOLSAS DE GRADUAÇÃO, DOUTORADO, PÓS-DOC OU SANDUÍCHE

1. Pós-Doutorado em Bioquímica – IQ UNICAMP
2. Seleção de bolsistas de pós-doutorado PNPD – UFABC

» Veja todas as oportunidades desta edição… 

BOLETIM ELETRÔNICO SBQ – N° 1221 – 19/05/2016

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19/05/2016

 

 

 

Workshop internacional sobre educação busca ouvir experiências da plateia
Se você se preocupa com a qualidade do ensino de Química e ciências, uma parada obrigatória na 39ª Reunião Anual é o Workshop “Teaching Chemistry: vision, practice and achievements”, que reunirá quatro especialistas estrangeiros e quatro brasileiros (Fotos e nomes no decorrer da matéria) para trocar experiências sobre as boas práticas em ensino e seus resultados. O workshop será realizado no primeiro dia do evento, 30 de maio, das 9h às 16h (com intervalo para almoço). » Veja mais…

 

Mensagem do Presidente da SBQ sobre a
fusão do MCTI
Em meio à barafunda estabelecida nos principais poderes desse país, medidas como a fusão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério das Comunicações (em um novo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações) indicam momentos turbulentos pela frente para o desenvolvimento científico e tecnológico do país. É inconcebível o MCTI sem a autonomia característica e necessária. » Veja mais…

 

Reta final na preparação da 39ª RA em Goiânia
Estamos a menos de duas semanas da abertura oficial da 39a Reunião Anual da SBQ em Goiânia! A expectativa para a realização do evento pela primeira vez no Centro-oeste é enorme. A Comissão Organizadora e a Comissão Local estão empenhadas para que tudo transcorra da melhor forma possível. Até o momento temos cerca de 1500 participantes inscritos. Além disso, receberemos cerca de 1000 alunos do ensino médio de escolas públicas de Goiás, que participarão das atividades de experimentação previstas na programação. » Veja mais…

 

Saiu a revista Química Nova número 4, volume 39
O número 4, volume 39 da Química Nova, está no ar. » Veja mais…
VEJA TAMBÉM NESTA EDIÇÃO:

NOTÍCIAS

 

Demotion of science ministry angers beleaguered Brazilian researchers – New President Michel Temer — who replaces impeached Dilma Rousseff — is fusing the science and telecommunications ministries. » Veja mais…

 

CNPq divulga resultado do julgamento da Chamada INCT – MCTI/CNPQ/CAPES/FAPS Nº 16/2014 – Em observância ao estabelecido na Chamada INCT – MCTI/CNPq/CAPES/FAPs nº 16/2014, e tendo sido cumpridas as etapas do processo de admissão, análise e julgamento das 345 propostas submetidas ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, o CNPq torna pública a relação das 252 propostas que receberam recomendação no processo de análise de mérito técnico-científico para financiamento no âmbito da referida Chamada. » Veja mais…

 

Regulamentação da Lei da Biodiversidade é um retrocesso e abre margem para judicialização, avalia especialista – Antes da publicação do decreto, a SBPC encaminhou, em 02 de maio, uma carta ao Ministério do Meio Ambiente, com cópia à Casa Civil e ao MCTI, em que alertava que o texto estabelecia procedimentos “excessivamente” burocráticos, que poderiam atrasar a pesquisa e o desenvolvimento científicos e tecnológicos do País. » Veja mais…

 

MCTI lança Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação 2016 – 2019 – Construído em parceria com a comunidade científica e o setor produtivo, Encti define 11 áreas prioritárias em CT&I. Fortalecimento do SNCTI é condição para o Brasil dar um salto em competitividade. » Veja mais…

 

MCTI abre consulta pública para regulamentação do Marco Legal da CT&I – O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) colocou em consulta pública o decreto de regulamentação do Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação, sancionado em janeiro de 2016 pela Presidência da República. O texto está disponível no site Participa.br até o dia 12 de junho. » Veja mais…  

 

  Cientistas que dão show de comunicação – Como explicar um conceito científico complexo, como os conjuntos infinitos, em apenas 3 minutos? Isso para um público não especializado, usando apenas a voz e gestos, sem nenhum recurso de imagem e som. E sem Power Point. » Veja mais…

 

Simulado do Enem: química e física são as áreas de maior dificuldade – Química e física foram as áreas em que os estudantes tiveram maior dificuldade no primeiro simulado nacional do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), aplicado nos dois últimos finais de semana. Ao todo, 711.746 fizeram o exame online, de acordo com o Ministério da Educação (MEC). » Veja mais…

 

CCT ouvirá cientistas e Kassab, novo ministro da Ciência e Tecnologia – O novo ministro de Ciência, Tecnologia e Comunicações, Gilberto Kassab, será convidado a apresentar planos e prioridades de sua gestão à Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação (CCT). Requerimento com esse objetivo foi aprovado nesta terça-feira (17), mas a audiência só será marcada depois que a comissão ouvir a comunidade científica, proposta que também acolhida. Essa audiência já está agendada para a próxima semana. » Veja mais…

 

Negociações com editoras avançam com resultados positivos – A comunidade acadêmica brasileira tem acompanhado, desde o ano passado, as readequações no orçamento da Educação. »Veja mais…  

 

CALENDÁRIO DE EVENTOS DA QUÍMICA – SBQ

Informe-se sobre os eventos da área de química divulgados pela SBQ, acessando nosso calendário mensal, clique aqui.

 

EVENTOS

1. XVII Brazilian Meeting on Inorgaic Chemistry e VII Brazilian Meeting on Rare
» Veja mais…

 

OPORTUNIDADES

CONCURSOS PÚBLICOS E PROCESSOS SELETIVOS PARA CONTRATAÇÃO DE DOCENTES

1. Concurso para a Professor Adjunto-A (DE) na área de Química Orgânica – UFRN

PROCESSOS SELETIVOS EM PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO

1. Processo seletivo para o Programa de Pós-Graduação em Química
(Mestrado e Doutorado) – UFU
2. Processo seletivo para Mestrado e Doutorado em Química – PPGQ-UFAM
3. Processo seletivo no Programa de Pós-graduação em Ciência e
Engenharia de Materiais (Mestrado Acadêmico) – UTFPR/Campus
Londrina

BOLSAS DE GRADUAÇÃO, DOUTORADO, PÓS-DOC OU SANDUÍCHE

1. Bolsa PNPD no Programa de Pós-Graduação em Química da UFC

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BOLETIM ELETRÔNICO SBQ – N° 1220 – 12/05/2016

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12/05/2016

 

 

 

Sessão Especial sobre os desafios ao desenvolvimento científico e tecnológico no país reúne Galembeck e Chaimovich na 39ª RA
Como é possível superar desafios ligados ao ensino de ciência, de modo a estimular mais e melhor as vocações dos alunos e trazer mais cabeças para o desenvolvimento tecnológico e científico? A pergunta quem faz é o professor Eliezer Barreiro, coordenador do LASSBio, do Instituto de Ciências Biomédicas, da UFRJ. As respostas virão dos renomados químicos Hernan Chaimovich (IQ-USP), presidente do CNPq, e Fernando Galembeck, da Unicamp, ex-presidente da SBQ. Eles farão parte da Sessão Especial “Desafios Atuais no Desenvolvimento Científico e Tecnológico”, no dia 1 de junho, na 39ª Reunião Anual da SBQ, em Goiânia. » Veja mais…

 

Inscrições prorrogadas até 15 de maio para o Prêmio Para Mulheres na Ciência
L’Oréal-UNESCO-ABC
A L’Oréal Brasil, em parceria com a Unesco no Brasil e com a Academia Brasileira de Ciências, prorrogou as inscrições para a 11ª edição do prêmio Para Mulheres na Ciência L’Oréal-UNESCO-ABC. » Veja mais…

 

VEJA TAMBÉM NESTA EDIÇÃO:

NOTÍCIAS

 

  O Prof. Wagner Batista de Almeida é eleito Fellow da Royal Society of Chemistry – O jornal The Times, em sua edição de 17 de março de 2016, publicou a lista dos novos membros eleitos para a categoria de Fellow da Sociedade Real de Química (Royal Society of Chemistry – RSC) da Inglaterra. Na lista consta o nome do professor Wagner Batista de Almeida, Professor Titular Aposentado do Departamento de Química da UFMG e atualmente Professor Adjunto no Instituto de Química da Universidade Federal Fluminense (UFF). »Veja mais…

 

Ministério de Ciência e Tecnologia pode se transformar em ‘puxadinho’, alerta Lasier – O presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), Lasier Martins (PDT-RS), lamentou nesta terça-feira (10) a possível fusão dos ministérios de Ciência e Tecnologia e de Comunicações. »Veja mais…  

 

MEC repudia tentativas de cerceamento dos princípios e fins da educação brasileira – Vimos a público manifestar nossa indignação frente a recentes iniciativas de setores da sociedade que buscam cercear os princípios e fins da educação nacional, mais especificamente acerca de documentos autodenominados “notificações extrajudiciais contra o ensino de ‘ideologia de gênero’ nas escolas”; a recomendação do Ministério Público de Goiás (MPF/GO) a 39 órgãos e autarquias federais (incluindo universidades e institutos federais instalados no estado de Goiás), para que não sejam realizados atos políticos dentro das suas dependências físicas; e o Projeto de Lei aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas que institui, no âmbito do sistema estadual de ensino, o “Programa Escola Livre”, o qual, verdadeiramente, tenta anular princípios educacionais consagrados pela Constituição Federal de 1988 e reafirmados pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/1996). » Veja mais…

 

  ABC comemora seus 100 anos no Museu do Amanhã – A noite de 3 de maio de 2016 marcou um momento especial na história da Academia Brasileira de Ciências (ABC). No auditório do recém-inaugurado Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, foi realizada a abertura da Reunião Magna da ABC, em uma edição especial comemorativa do seu centenário. » Veja mais…

 

Regras para patentes estão em pauta na Comissão de Ciência e Tecnologia – A Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) votará na terça-feira (10), em decisão terminativa, projeto que institui uma nova fórmula de cálculo do custo para manutenção de patentes. » Veja mais…  

 

Frente Parlamentar para Investimentos Federais na Educação será lançada hoje – Foi lançada ontem (11) a Frente Parlamentar Mista para Investimentos Federais na Educação. A frente deverá ser coordenada pelo deputado Marcio Alvino (PR-SP). » Veja mais…

 

ANPEd envia manifestação sobre manutenção dos Programas de Pós-Graduação ao MEC, MF, CNPq e Capes – A Associação de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação – ANPEd, representando seus sócios individuais e institucionais, reunidos no Fórum Nacional de Coordenadores de Programas de Pós-Graduação em Educação da ANPEd — Forpred, vem por meio desta manifestar sua extrema preocupação com as condições de manutenção dos programas de pós- graduação. » Veja mais…

 

  Fontes renováveis poderão ter papel maior na geração de energia até 2040 – A participação de fontes renováveis na matriz energética brasileira pode ser de pelo menos 60% até 2040, conforme prevê o Projeto de Lei do Senado (PLS) 712/2015, do senador Cristovam Buarque (PPS-DF). » Veja mais…

 

CALENDÁRIO DE EVENTOS DA QUÍMICA – SBQ

Informe-se sobre os eventos da área de química divulgados pela SBQ, acessando nosso calendário mensal, clique aqui.

 

EVENTOS

1. VI Simpósio mineiro de Química
2. VI Workshop em Microfluídica
3. 5th Brazil-Spain Workshop on Organic Chemistry (BSWOC-2016)

» Veja mais…

 

OPORTUNIDADES

PROCESSOS SELETIVOS EM PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO

1. Processo seletivo de bolsista do Pós-Doutorado – PNPD/CAPES na UFOP
2. Seleção para o curso de Doutorado em Inovação Tecnológica e
Biofamacêutica da UFMG

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BOLETIM ELETRÔNICO SBQ – N° 1219 – 05/05/2016

 

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05/05/2016

 

 

 

Fernando Albericio vem à 39a RA e quer montar laboratório no Brasil
Ele é um dos mais importantes cientistas na metodologia de síntese de peptídeos. Fundador do Instituto de Pesquisas em Biomedicina de Barcelona, tem mais de 800 artigos publicados e 50 patentes. O espanhol Fernando Albericio, do Departamento de Química Orgânica da Universidade de Barcelona, será um dos conferencistas convidados da 39a Reunião Anual, que será realizada a partir do próximo dia 30, em Goiânia, com o tema “Peptídeos Terapêuticos”. » Veja mais…

 

Relatório da Reunião do CA-QU realizada no período de 04 a 08 de abril de 2016 para julgamento dos projetos submetidos ao Edital MCTI/CNPq 01/2016-Universal
O Comitê Assessor de Química, CA-QU, reuniu-se de 04 a 08 de abril de 2016 na sala A, Andar 2C do edifício sede do CNPq, Lago Sul, Brasília, para avaliar os projetos submetidos ao Edital MCTI/CNPq 01/2016 – Universal. » Veja mais…

 

Harry Kroto morre aos 76
Durante os primeiros esforços visando a preparação da 37ª. Reunião Anual da SBQ (RASBQ) em Natal-RN, que ocorreu em maio de 2014, decidimos convidar um agraciado com o Prêmio Nobel de Química para uma sessão especial. O Prof. Harold Kroto foi o primeiro nome a ser aventado, por diferentes motivos, dentre os quais sua conhecida capacidade de oratória, seu envolvimento com educação científica para crianças e jovens, sua reconhecida formação humanista, e o assunto que lhe rendeu o maior prêmio que um cientista pode almejar, que continuava encantando pesquisadores de todas as áreas e de diferentes gerações. » Veja mais…

 

Saiu o JBCS número 5, volume 27
O número 5 do JBCS, volume 27 de 2016, correspondente ao mês de maio está publicado online. » Veja mais…

 

VEJA TAMBÉM NESTA EDIÇÃO:

NOTÍCIAS

 

  Inscrições prorrogadas até 15 de maio para o Prêmio Para Mulheres na Ciência L’Oréal-UNESCO-ABC – A L’Oréal Brasil, em parceria com a Unesco no Brasil e com a Academia Brasileira de Ciências, prorrogou as inscrições para a 11ª edição do prêmio Para Mulheres na Ciência L’Oréal-UNESCO-ABC. »Veja mais…

 

Inovação e empreendedorismo são exigências para ICTs – Com a sanção do Marco Legal da CT&I, os núcleos de inovação tecnológica passam a atuar como conselheiros das políticas de inovação das instituições de pesquisa. E, apesar de 96% deles estarem distantes das novas exigências legais, exemplos bem sucedidos indicam como desenvolver esse perfil empreendedor e inovador. » Veja mais…

 

Verba destinada pelo CNPq ao auxílio à pesquisa no país em 2015 foi a menor desde 2001 – No ano passado, foram investidos R$ 319,7 milhões. Em 2001, com a correção da inflação, esse montante era de R$ 387,3 milhões. Com cortes nos orçamentos, agências de fomento têm congelado bolsas e deixado de pagar em dia. (CBN) » Veja mais…

 

Temer sinaliza que Ministério da Ciência e Tecnologia continua como moeda de troca – Não demorou muito para o vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP) mostrar que tratará o Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação (MCTI) como mera moeda de troca, da mesma forma como tem procedido a presidente Dilma Rousseff (PT-RS) desde o início da campanha para a votação que os reelegeu em 2014. (Maurício Tuffani – Direto da Ciência) » Veja mais…  

 

  Para sair da crise, Brasil deve apostar em ciência, diz novo presidente da ABC – Para o físico Luiz Davidovich, país deve seguir exemplos de nações que enfrentaram crises econômicas ampliando os investimentos em P&D. Segundo ele, MCTI teve papel fundamental no desenvolvimento do Brasil e deve ser fortalecido. » Veja mais…

 

Edição impressa do Jornal da Ciência destaca a Tecnologia e Inovação na universidade brasileira – A ciência brasileira ocupa, hoje, o 13o lugar no ranking dos países com maior produção de conhecimento no mundo. Mas ainda somos o 70º em inovação, segundo a última edição do Global Innovation Index. E esses dados apontam um desa­fio para nossas instituições de pesquisa: somos ótimos em fazer ciência, mas precisamos aprender a estreitar laços com o setor produtivo e sermos também grandiosos para inovar. » Veja mais…

 

Segunda versão da base curricular incorpora sugestões de consulta pública – O Ministério da Educação (MEC) entregou no dia 03/05/2016 a segunda versão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) ao Conselho Nacional de Educação (CNE), que será, a partir de agora, responsável pela consolidação do documento. De acordo com o MEC, a nova versão incorporou as sugestões feitas por consulta pública e por especialistas e o conteúdo foi aprimorado. O CNE deverá apresentar, ainda este ano, a versão final, que deverá ser implementada nas escolas a partir de 2018. » Veja mais…

 

CALENDÁRIO DE EVENTOS DA QUÍMICA – SBQ

Informe-se sobre os eventos da área de química divulgados pela SBQ, acessando nosso calendário mensal, clique aqui.

 

EVENTOS

1. 18° Encontro Nacional de Química Analítica (ENQA)
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OPORTUNIDADES

CONCURSOS PÚBLICOS E PROCESSOS SELETIVOS PARA CONTRATAÇÃO DE DOCENTES

1. Concurso público para professor (área: Ensino de Ciências) – UFPR
2. Vaga de docente (Química Inorgânica) – UFJF
3. Concurso público para docente (Ensino de Química e Físico-Química) –
UFAL/Campus A. C. Simões – Maceió
4. Concurso público para docente (Físico-química, Química Analítica e
Tecnologia,Físico-química, Química Inorgânica e Tecnologia e Química
Orgânica) – UFAL/Campus A. C. Simões – Maceió
5. Concurso público para preenchimento de 02 vagas (Espectroscopia
Molecular e Química Inorgânica) – IQ-UFBA

BOLSAS DE GRADUAÇÃO, DOUTORADO, PÓS-DOC OU SANDUÍCHE

1. Bolsista Programa Inova Talentos – IEL / CNPq

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BOLETIM ELETRÔNICO SBQ – N° 1218 – 28/04/2016

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28/04/2016

 

 

 

Brasileiros ocupam espaço da IUPAC
Eleição de Érico Marlon Flores e Vanderlan Bolzani para divisões científicas reflete qualidade da química brasileira. » Veja mais…

 

RESULTADO
Às 10:00 h do dia 27/04/2016 a comissão eleitoral designada para conduzir o processo eleitoral para gestão 2016-2018 da SBQ reuniu-se, na sede da SBQ, no IQ-USP-SP, para fazer a apuração dos votos.

Clique aqui para ver o resultado para a Diretoria, Conselho Consultivo, Conselho Fiscal, Diretorias de Divisões e Secretarias Regionais.

Agradecemos a comissão eleitoral e todos os associados efetivos que participaram do processo! Parabenizamos os eleitos e desejamos muito sucesso na nova gestão, que se inicia em 29/05/2014, durante a Assembleia Geral da 39ª. RASBQ.

Rossimiriam Freitas
Tesoureira da SBQ

 

VEJA TAMBÉM NESTA EDIÇÃO:

NOTÍCIAS

 

  Aplicação de fundos setoriais em ciência e tecnologia no país é ineficiente, dizem debatedores –Faltam foco e avaliação na aplicação de recursos de fundos setoriais na área de ciência e tecnologia no Brasil. » Veja mais…

 

Um brinde à ciência: festival vai tirar os cientistas das universidades – Levar os pesquisadores para conversarem sobre ciência em restaurantes, cafés e bares é o objetivo do Pint of Science, evento que vai mobilizar sete cidades brasileiras e acontecerá simultaneamente em mais 11 países. » Veja mais…

 

Mundo está mais verde hoje do que há 30 anos, diz estudo – Pode parecer mentira, mas a Terra está hoje mais verde do que há 30 anos, e tudo graças ao aumento dos níveis de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, que atuaram como “fertilizante” para as plantas. A conclusão é de um estudo internacional publicado no dia 25/04 na revista científica Nature Climate Change, uma das publicações com maior impacto científico. » Veja mais…

 

Expectativa de mudança – Lei da Biodiversidade cria novas regras para pesquisadores e empresas, mas regulamentação atrasa. » Veja mais…  

 

  Comissão analisa aumento da participação de fontes renováveis na matriz energética – Está na pauta da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) projeto que aumenta para 60% a participação de fontes renováveis na matriz energética brasileira, até 2040. » Veja mais…

 

Governo confirma demissão de Pansera. Emília Ribeiro assume MCTI – A ministra interina é secretária executiva do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, se especializou em legislação e tem 30 anos de serviço público. » Veja mais…

 

Pesquisa para o desenvolvimento tecnológico – “A maioria das pessoas sabe que a FAPESP apoia a pesquisa acadêmica por meio de bolsas e auxílios. Mas a Fundação também apoia a pesquisa voltada ao desenvolvimento tecnológico”, afirmou o presidente da FAPESP, José Goldemberg, em conferência promovida pela Academia Nacional de Farmácia, que teve como tema Programas Nacionais e Estaduais de Fomento à Inovação em Saúde. » Veja mais…  

 

Senado retira educação de PEC sobre despesas de estados e municípios – O Senado retira educação de proposta que permite aos estados, o Distrito Federal e os municípios aplicarem em outras despesas parte dos recursos hoje atrelados a áreas específicas. » Veja mais…

 

  CNPq reúne membros de comitê internacional para julgar INCTs – Ao longo desta semana, estarão reunidos na sede do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), trinta e cinco pesquisadores renomados em suas áreas do conhecimento de vários países para julgar as propostas do último edital do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT), lançado em 2014. » Veja mais…

 

Chemistry Nobel Laureate Walter Kohn dies at age 93 – Chemistry Nobel Laureate Walter Kohn died April 19. He was 93. An emeritus professor of physics at the University of California, Santa Barbara, he received the Nobel Prize in 1998 for his development of density functional theory. » Veja mais…  

 

CALENDÁRIO DE EVENTOS DA QUÍMICA – SBQ

Informe-se sobre os eventos da área de química divulgados pela SBQ, acessando nosso calendário mensal, clique aqui.

 

EVENTOS

1. 19º Congresso Brasileiro de Catálise e IX Congresso Mercosul de Catálise
(MercoCat)
2. VIII Encontro Estadual de Química (ENESQUIM)
3. VII Encontro Regional de Química da SBQ Nordeste e IV Escola de Química
Professor Ricardo Ferreira
4. 5th Brazil-Spain Workshop on Organic Chemistry” (BSWOC-2016)
5. Reunião Magna 2016: Paving a Better Future

» Veja mais…

 

OPORTUNIDADES

CONCURSOS PÚBLICOS E PROCESSOS SELETIVOS PARA CONTRATAÇÃO DE DOCENTES

1. Concurso para provimento de vagas para o Magistério Superior – UTFPR

BOLSAS DE GRADUAÇÃO, DOUTORADO, PÓS-DOC OU SANDUÍCHE

1. Empresa Líbera Tecnologia & Inovação Ltda. seleciona bolsistas

» Veja todas as oportunidades desta edição… 

Pós-doutorado em Imunologia com Bolsa da FAPESP

 

04 de maio de 2016

Agência FAPESP – O Projeto Temático “Modulação de monócitos, macrófagos e pericitos pelos genes dos fatores estimuladores de colônia para tratamento de isquemia de membros em modelo murino”, financiado pela FAPESP, dispõe de uma vaga para pós-doutoramento.

Com Bolsa da FAPESP, a oportunidade é para participação em subprojetos do Temático e está disponível no laboratório de terapia gênica do Departamento de Biofísica da Escola Paulista de Medicina / Universidade Federal de São Paulo.

Sob coordenação do professor Sang Won Han, o bolsista deverá participar de estudo sobre o efeito da superexpressão dos genes de citocina no músculo esquelético em nível transcripcional e celular.

Os candidatos interessados devem ter titulação de doutorado, com experiência nas áreas de biologia celular e molecular e imunologia confirmada por publicações e/ou tese de doutorado.

Além disso, é imprescindível experiência com cultura celular (principalmente de macrófagos, monócitos, pericitos), citometria de fluxo, PCR quantitativa, microarray e análise de expressão gênica.

Os candidatos interessados deverão enviar documentos comprobatórios dos pré-requisitos, curriculum vitae, carta de intenções para a vaga e duas cartas de recomendação para o professor Han (han.unifesp@gmail.com) até 13 de maio de 2016.

Para os candidatos que atenderem aos requisitos, uma entrevista por Skype será agendada. A previsão de duração da bolsa é de 24 meses.

Mais informações sobre a vaga: fapesp.br/oportunidades/1064.

A vaga está aberta a brasileiros e estrangeiros. O selecionado receberá Bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP no valor de R$ 6.819,30 mensais e Reserva Técnica. A Reserva Técnica de Bolsa de PD equivale a 15% do valor anual da bolsa e tem o objetivo de atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa.

Caso o bolsista de PD resida em domicílio diferente e precise se mudar para a cidade onde se localiza a instituição sede da pesquisa, poderá ter direito a um Auxílio-Instalação. Mais informações sobre a Bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP estão disponíveis em fapesp.br/bolsas/pd.

Outras vagas de Bolsas de Pós-Doutorado, em diversas áreas do conhecimento, estão no site FAPESP-Oportunidades, emfapesp.br/oportunidades.

Disponível em: http://agencia.fapesp.br/posdoutorado_em_imunologia_com_bolsa_da_fapesp/23141/

Oportunidade de Pós-Doutorado em Farmacologia

 

27 de abril de 2016

Agência FAPESP – O Centro de Toxinas, Resposta Imune e Sinalização Celular (CeTICS), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) apoiados pela FAPESP, no Instituto Butantan, oferece uma oportunidade de Pós-Doutorado em Farmacologia. O prazo de inscrição encerra em 30 de abril.

O bolsista vai atuar junto à equipe do subprojeto “Controle epigenético na analgesia dependente da ativação de receptores opioides: papel dos miRNAs e metilação do DNA no efeito antinociceptivo da crotalfina”, sob a supervisão da profa. Yara Cury.

O objetivo do projeto é avaliar as vias de sinalização intracelular e a participação de mecanismos epigenéticos no efeito analgésico de longa duração da crotalfina.

Os candidatos devem ter PhD, ou grau equivalente, em Biologia Molecular, Biologia Celular, Bioquímica, Farmacologia ou disciplinas afins. É desejável que tenham experiência em pelo menos uma das seguintes áreas: epigenética, análise da expressão gênica, sinalização celular e estudos da dor em modelos animais.

Os interessados deverão enviar carta de motivação, descrevendo realizações e interesse no tema do projeto, curriculum vitae completo e nomes de três referências para o e-mail da profa. Yara Cury, no endereço yara.cury@butantan.gov.br, com cópia para luciene.zanchetta@butantan.gov.br. O e-mail deve ter como título “PD – Dor/CEPID”.

A oportunidade está publicada no endereço http://www.fapesp.br/oportunidades/1050/.

O selecionado receberá bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP no valor de R$ 6.819,30 mensais e Reserva Técnica. A Reserva Técnica da bolsa de PD equivale a 15% do valor anual da bolsa e tem o objetivo de atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa.

Caso o bolsista resida em domicílio diferente e precise se mudar para a cidade onde se localiza a instituição sede da pesquisa, poderá ter direito a um Auxílio-Instalação.

Mais informações sobre a bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP estão disponíveis em www.fapesp.br/bolsas/pd.

Outras vagas de bolsas de Pós-Doutorado, em diversas áreas do conhecimento, estão no site FAPESP-Oportunidades.

Disponível em: http://agencia.fapesp.br/oportunidade_de_posdoutorado_em_farmacologia_/23100/

Oportunidade de Pós-Doutorado em Química Medicinal

 

27 de abril de 2016

Agência FAPESP – O Instituto de Química de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP) oferece uma oportunidade de Pós-Doutorado em Química Medicinal com bolsa da FAPESP. O prazo de inscrição encerra em 30 de abril.

O bolsista estará alocado no Grupo de Química Medicinal do Instituto de Química de São Carlos (IQSC/USP) e vai atuar junto à equipe liderada pelo professor Carlos Montanari, no desenvolvimento de pesquisa no âmbito do Projeto Temático FAPESP que investiganovos inibidores de cisteíno proteases para o tratamento da doença de Chagas, causada pelo parasitoTrypanosoma cruzi e endêmica na América do Sul e Central.

A doença de Chagas é atualmente tratável apenas na fase aguda e os fármacos utilizados têm graves efeitos colaterais.

Os candidatos devem ter doutorado em química orgânica, química medicinal ou biologia química e experiência em ensaios bioquímicos e biofísicos. Conhecimento de biologia molecular também é desejável.

Os interessados deverão enviar carta explicitando as razões da candidatura, curriculum vitae e duas cartas de apoio emitidas por pesquisadores que reconhecidamente atuem na área para o e-mail do prof. Carlos Montanari (Carlos.Montanari@usp.br).

A oportunidade está publicada no endereço http://www.fapesp.br/oportunidades/1083/.

O selecionado receberá bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP no valor de R$ 6.819,30 mensais e Reserva Técnica. A Reserva Técnica da bolsa de PD equivale a 15% do valor anual da bolsa e tem o objetivo de atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa.

Caso o bolsista resida em domicílio diferente e precise se mudar para a cidade onde se localiza a instituição sede da pesquisa, poderá ter direito a um Auxílio-Instalação.

Mais informações sobre a bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP estão disponíveis em www.fapesp.br/bolsas/pd.

Outras vagas de bolsas de Pós-Doutorado, em diversas áreas do conhecimento, estão no site FAPESP-Oportunidades.

Disponível em: http://agencia.fapesp.br/oportunidade_de_posdoutorado_em_quimica_medicinal/23101/

BOLETIM ELETRÔNICO SBQ – N° 1217 – 20/04/2016

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20/04/2016

 

 

 

Liberação da ‘Pílula do Câncer’ expõe atropelo da ciência pela política
Na semana passada a novela da fosfoetanolamina sintética, chamada popularmente de “Pílula do Câncer”, teve um novo capítulo com a sanção presidencial à lei que permite seu uso. » Veja mais…

 

Resumo do Relatório Técnico-Científico sobre os testes químicos realizados com as cápsulas da “Pílula do Cancer
Sob encomenda do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), desde dezembro de 2015, o Laboratório de Química Orgânica Sintética (LQOS) do Instituto de Química da UNICAMP – coordenado pelo Prof. Dr. Luiz Carlos Dias, em colaboração com o Laboratório de Avaliação e Síntese de Substâncias Bioativas (LASSBio), do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro-UFRJ – coordenado pelo Prof. Eliezer Barreiro, ambos vinculados ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Fármacos e Medicamentos (INCT-INOFAR), analisou os componentes químicos das cápsulas de fosfoetanolamina oriundas do Instituto de Química de São Carlos da Universidade de São Paulo (IQSC-USP). » Veja mais…

 

Você já votou? Eleições se encerram na próxima semana!
Dando prosseguimento ao processo eleitoral eletrônico para eleger os membros para compor a Diretoria, o Conselho Consultivo, o Conselho Fiscal, as Secretarias Regionais e as Diretorias Divisionais da SBQ, gestão 2016/2018, comunicamos que já foi iniciada, no dia 28 de março, a fase final das eleições SBQ 2016. » Veja mais…

 

Saiu a Revista Virtual de Química
número 2, volume 8
Editorial: Número Especial em Estrutura Eletrônica e Dinâmica Molecular.
O V Simpósio de Estrutura Eletrônica e Dinâmica Molecular (V SeedMol) foi realizado de 15-19 de setembro de 2014, na Pousada dos Pireneus Resort. »Veja mais…
VEJA TAMBÉM NESTA EDIÇÃO:

NOTÍCIAS

 

  MCTI tem autorização do governo para empréstimo com o BID, diz Pansera – Em reunião com diretores de institutos de pesquisa e entidades vinculadas ao MCTI, Celso Pansera afirmou que os recursos vão “irrigar o sistema nacional de ciência, tecnologia e inovação” a partir de 2017. » Veja mais…

 

Brasil pode produzir 10 bi de litros de etanol de segunda geração até 2025, diz ONU – Para cumprir os compromissos firmados na 21ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 21), no último mês de dezembro, em Paris, o Brasil precisa diminuir suas emissões de gases de efeito estufa em 37% até 2025. » Veja mais…  

 

  Ciência pode ajudar a reduzir impacto de fertilizantes nitrogenados no meio ambiente – Os fertilizantes nitrogenados, que contêm o elemento nitrogênio num formato assimilável pelos vegetais, são importantes para a formação das proteínas indispensáveis à saúde do caule e da raiz das plantas, mas seu uso indiscriminado aumenta as emissões de óxido nitroso, um potente causador do efeito estufa. » Veja mais…

 

A simple way to track your everyday exposure to chemicals –Silicone wristbands mimic how the body absorbs toxic compounds. For one week, 92 preschool-aged children in Oregon sported colorful silicone wristbands provided by researchers from Oregon State University. »Veja mais…  

 

Quantidade de editais aprovados pela Faperj caiu um terço em 2015 – A crise financeira traz impactos à Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj). Os editais caíram a pouco mais de um terço em 2015 na comparação com os dois anos anteriores – de 45 para 18. » Veja mais…

 

  Relatório dá alternativas para energia limpa – A construção de grandes hidrelétricas na Amazônia tem sido apresentada como indispensável para garantir o crescimento do país. » Veja mais…

 

Nova era industrial transformará produtividade global – O aumento da produtividade caminha no sentido de mais uma revolução industrial. As fábricas inteligentes, com altos níveis de comunicação e capacidade de monitoramento de processos, já dão seus primeiros passos, principalmente na Alemanha e nos Estados Unidos. » Veja mais…

 

CNPq – 65 anos apoiando o desenvolvimento cientifico e tecnológico do Brasil – Criado em 1951, pelo Almirante Álvaro Alberto, com o compromisso do fortalecimento científico e tecnológico em todas as esferas do conhecimento, o CNPq é a única agência de fomento de abrangência nacional que, ao centrar a sua ação nos pesquisadores, estudantes, divulgadores, extensores de conhecimento, estabelece relações únicas e pessoais com cidadãos criadores em todo o país. » Veja mais…

 

CALENDÁRIO DE EVENTOS DA QUÍMICA – SBQ

Informe-se sobre os eventos da área de química divulgados pela SBQ, acessando nosso calendário mensal, clique aqui.

 

OPORTUNIDADES

CONCURSOS PÚBLICOS E PROCESSOS SELETIVOS PARA CONTRATAÇÃO DE DOCENTES

1. Concurso para professor adjunto (Química Analítica Ambiental) –
DCFS/CCA/UFPB/Campus II – Areia-PB
2. Processo seletivo de credenciamento de novos docentes para o
programa de pós-graduação stricto sensu em ciências aplicadas a
produtos para saúde – nível mestrado acadêmico
3. Últimos dias para participar do processo seletivo para professor na área
de Química Ambiental Marinha do Departamento de Química do
CTC/PUC-Rio

PROCESSOS SELETIVOS EM PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO

1. Processo seletivo para Mestrado e Doutorado – UNIFAL-MG

BOLSAS DE GRADUAÇÃO, DOUTORADO, PÓS-DOC OU SANDUÍCHE

1. Bolsista Programa Inova Talentos – IEL / CNPq
2. Oportunidade de Pós-Doutorado em controle de formigas cortadeiras
em São Carlos e Rio Claro
3. Chamada 001/2016 para o processo seletivo de bolsista do Programa
Nacional de Pós-Doutorado – PNPD/CAPES
4. Postdoctoral position in the group of Prof. Dr. Da-Gang Yu – College of
Chemistry, Sichuan University, Chegdu-China

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Oportunidade de Pós-Doutorado em Síntese Orgânica em São Carlos

 

15 de abril de 2016

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Bolsista integrará projeto desenvolvido no Departamento de Química da UFSCar no âmbito de um PITE da FAPESP (imagem:Wikimedia Commons)

Agência FAPESP – O Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) oferece uma oportunidade de Pós-Doutorado em Síntese Química com bolsa da FAPESP. O prazo de inscrição encerra em 20 de abril.

O bolsista integrará a equipe do projeto “Derivados de quinoxalinas como fármacos antiparasitários: prova de conceito“, um Auxílio à Pesquisa vinculado ao Programa Apoio à Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (PITE) da Fundação.

O principal objetivo do projeto é a confirmação da atividade biológica de derivados de quinoxalinas visando o desenvolvimento de fármacos para a terapia da doença de Chagas e leishmaniose. A meta é a otimização da síntese de derivados quinoxalinicos, visando um processo mais verde e o aumento de escala.

O bolsista selecionado trabalhará no laboratório coordenado pela profa. Arlene G. Corrêa, no Departamento de Química da UFSCar (DQ), na área de síntese orgânica e química medicinal, com particular ênfase no planejamento e síntese de candidatos a fármacos para a terapia da doença de Chagas e leishmaniose.

As inscrições serão feitas exclusivamente por e-mail. Os candidatos deverão enviar carta de interesse e curriculum vitae atualizado, incluindo trabalhos publicados que atestem a capacidade de realização do projeto, para o endereço da coordenadoraagcorrea@ufscar.br.

A oportunidade está publicada em http://www.fapesp.br/oportunidades/1077/.

O selecionado receberá bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP no valor de R$ 6.819,30 mensais e Reserva Técnica. A Reserva Técnica da bolsa de PD equivale a 15% do valor anual da bolsa e tem o objetivo de atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa. Caso o bolsista resida em domicílio diferente e precise se mudar para a cidade onde se localiza a instituição sede da pesquisa, poderá ter direito a um Auxílio-Instalação.

Mais informações sobre a bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP estão disponíveis em www.fapesp.br/bolsas/pd.

Outras vagas de bolsas de Pós-Doutorado, em diversas áreas do conhecimento, estão no site FAPESP-Oportunidades.

Disponível em: http://agencia.fapesp.br/oportunidade_de_posdoutorado_em_sintese_organica_em_sao_carlos/23047/

BOLETIM ELETRÔNICO SBQ – N° 1216 – 14/04/2016

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14/04/2016

 

 

 

Biotecnologia Industrial em debate na 39ª RA
A presença da indústria química na 39ª Reunião Anual da SBQ, de 30 de maio a 2 de junho, em Goiânia, será marcada por uma sessão temática que reunirá representantes de diferentes indústrias e do Senai, para tratar do tema Biotecnologia Industrial. » Veja mais…

 

Save the date!
São Paulo from 9 to July 14, 2017, at the WTC
In 2017, we will have the unique opportunity to have the IUPAC World Chemistry Congress in Brazil, an event that will be held for the first time in South America in nearly 100 years of IUPAC history! » Veja mais…

 

In Memoriam – Prof. Dr. Douglas Wagner Franco
(21/03/1945 – 07/04/2016)
Este texto foi baseado num outro (escrito em 30/10/2015) que me foi solicitado recentemente pelo Luizinho (Luiz Gonzaga França Lopes, do IQ da UFC) para uma justa homenagem ao Douglas por parte de seus ex-orientados do Nordeste, homenagem esta que se tornou providencial. » Veja mais…

 

VEJA TAMBÉM NESTA EDIÇÃO:

NOTÍCIAS

 

Eleições SBQ 2016 – Dando prosseguimento ao processo eleitoral eletrônico para eleger os membros para compor a Diretoria, o Conselho Consultivo, o Conselho Fiscal, as Secretarias Regionais e as Diretorias Divisionais da SBQ, gestão 2016/2018, comunicamos que já foi iniciada, no dia 28 de março, a fase final das eleições SBQ 2016. » Veja mais…

 

Palácio do Planalto coloca em consulta pública a regulamentação da Lei da Biodiversidade – O processo de consulta pública começou na sexta-feira, 08, e vai até 02 de maio. A presidente da SBPC, Helena Nader, ressaltou que é importante que toda a comunidade científica leia o decreto da regulamentação da Lei 13.123/2015 e participe. » Veja mais…

 

Coleção “Humanistas e Cientistas do Brasil” traz biografias de grandes intelectuais brasileiros – Fruto de um projeto coordenado pelo geneticista Luiz Edmundo de Magalhães, a coletânea, publicada pela Edusp, é uma realização da SBPC. No lançamento, realizado no dia 11/04, em São Paulo, o presidente do CNPq, Hernan Chaimovich, disse que os livros contam a história dos “heróis” que permitiram que o Brasil tivesse Ciência. » Veja mais…

 

Finep libera R$ 1,2 bilhão para ICTs e empresas em cinco meses – Nos últimos cinco meses, a Finep liberou cerca de 1,2 bilhão para projetos de ciência, tecnologia e inovação de ICTs (Institutos de Ciência e Tecnologia) e empresas de todo o País. Desse montante, aproximadamente R$ 210 milhões são em recursos não reembolsáveis, R$ 964 milhões em crédito, e R$ 10 milhões em subvenção econômica. » Veja mais…

 

Plásticos são os principais predadores dos oceanos, mostra relatório – Sob a forma de garrafas, sacos ou tampas, os plásticos são os principais predadores dos oceanos, mostra a organização Surfrider em relatório divulgado no dia 12/04 sobre a poluição em cinco regiões da França e Espanha. »Veja mais…

 

  CNPq e Ipea discutem o panorama dos laboratórios de pesquisa do Brasil – Dados coletados por estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Apurada (IPEA), com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico, apontam que a maior parte dos 1.800 (56,7%) laboratórios do Brasil teve suas atividades iniciadas nos anos 2000 e a sua maioria está concentrado no sudeste (57%) e no sul (23%). » Veja mais…

 

FAPESP capacita startups para desenvolver modelo de negócios –Um grupo de 21 empresas nascentes de base tecnológica (startups) iniciou uma jornada, com duração prevista de sete semanas, em busca de um modelo de negócios robusto para as tecnologias que estão desenvolvendo por meio de projetos de pesquisa apoiados pelo Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE). » Veja mais…  

 

  Five chemists who should have won the Nobel –Looking back over the 115-year history of the Nobel Prize in Chemistry, there are some notable oversights—chemists who made important breakthroughs but never won the prize. Rules and restrictions in Alfred Nobel’s will, which established the prize’s guidelines, along with personal conflicts, premature death, and simple bad luck have made awarding the Nobel an imperfect and controversial process over the years. » Veja mais…

 

100 Anos da Academia Brasileira de Ciências – A Pesquisa na Agricultura: implicações para a sustentabilidade e a segurança alimentar global – Em 2016, a Academia Brasileira de Ciências (ABC) comemora seu Centenário, um marco histórico da ciência brasileira, que será celebrado na Reunião Magna da entidade, no Rio de Janeiro, entre os dias 4 a 6 de maio de 2016. » Veja mais…  

 

  CCT aprova plano de trabalho para avaliar fundos de desenvolvimento científico e tecnológico – O plano de trabalho para avaliar os Fundos de Incentivo ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico foi aprovado nesta terça-feira (12) pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT). » Veja mais…

 

CALENDÁRIO DE EVENTOS DA QUÍMICA – SBQ

Informe-se sobre os eventos da área de química divulgados pela SBQ, acessando nosso calendário mensal, clique aqui.

 

EVENTOS

1. Curso: Bioequivalência
2. Lançada a edição 2016 do Prêmio ABRAFATI
3. Prémio Científico Mário Quartin Graça

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OPORTUNIDADES

CONCURSOS PÚBLICOS E PROCESSOS SELETIVOS PARA CONTRATAÇÃO DE DOCENTES

1. Concurso público para professor adjunto (Química Inorgânica) –
UFPB/Campus João Pessoa

PROCESSOS SELETIVOS EM PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO

1. Mestrado Profissional em Rede Nacional em Propriedade Intelectual e
Transferência de Tecnologia para Inovação – PROFNIT/FORTEC

OUTRAS VAGAS

1. PhosAgro, UNESCO and IUPAC are launching a special call for
applications

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Oportunidade de Pós-Doutorado em Ecologia/Geociência

13 de abril de 2016

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Bolsista integrará projeto “Estruturação e evolução da biota amazônica e seu ambiente: uma abordagem integrativa”, no âmbito do BIOTA-FAPESP (foto: Léo Ramos/FAPESP)

 

Agência FAPESP – O Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Rio Claro oferece uma oportunidade de Pós-Doutorado em Ecologia/Geociências com bolsa da FAPESP. O prazo de inscrição encerra em 20 de abril.

O bolsista integrará a equipe do Projeto Temático “Estruturação e evolução da biota amazônica e seu ambiente: uma abordagem integrativa“, desenvolvido no âmbito do Programa BIOTA-FAPESP.

O projeto busca entender a história evolutiva, ecológica e ambiental da Amazônia por meio de uma abordagem comparativa, integrando sistemática e filogenética, estrutura e funcionamento dos ecossistemas, geologia e história paleoambiental, modelagem do sistema terrestre e sensoriamento remoto.

O pós-doutorando avaliará a atual distribuição das variáveis ambientais e estrutura da superfície da bacia do Amazonas e sua relação com os processos evolutivos e geológicos subjacentes. Serão empregados conjuntos de dados integrados de sensores ópticos e de micro-ondas para gerar produtos que irão apoiar a investigação biogeográfica na bacia amazônica.

O bolsista selecionado deverá desenvolver novos e criativos métodos para derivar conjuntos de dados, utilizando múltiplos sensores e informações multitemporais em múltiplas escalas espaciais, integrados às demandas e atividades de outros membros do projeto.

O bolsista deve ser capaz de divulgar seus resultados em publicações em revistas internacionais de renome e apresentações em conferências científicas internacionais.

Os candidatos devem ter doutorado em Ecologia, Geografia, Geologia, Ciências Ambientais e áreas afins, com demonstrada experiência em processamento e análise de dados de sensoriamento remoto a partir de diversas fontes.

Devem também estar familiarizados com todos os principais pacotes de software de sensoriamento remoto e ter um sólido conhecimento de ecologia tropical e/ou história natural, bem como um histórico de publicação em revistas internacionais.

Qualificações adicionais incluem experiência anterior com sensoriamento remoto de micro-ondas e/ou processamento de grandes volumes de dados, além de habilidades estatísticas e em programação (R, Python, IDL).

Os interessados devem enviar carta de interesse, currículum vitae ou link para o Currículo Lattes, cópias de até duas publicações e nomes de três contatos que possam fornecer carta de recomendação mediante solicitação para Thiago Sanna Freire Silva, um dos pesquisadores principais do projeto, no endereço tsfsilva@rc.unesp.br.

A oportunidade está publicada no endereço www.fapesp.br/oportunidades/1065/.

O selecionado receberá bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP no valor de R$ 6.819,30 mensais e Reserva Técnica. A Reserva Técnica da bolsa de PD equivale a 15% do valor anual da bolsa e tem o objetivo de atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa.

Caso o bolsista resida em domicílio diferente e precise se mudar para a cidade onde se localiza a instituição sede da pesquisa, poderá ter direito a um Auxílio-Instalação.

Mais informações sobre a bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP estão disponíveis em www.fapesp.br/bolsas/pd.

Outras vagas de bolsas de Pós-Doutorado, em diversas áreas do conhecimento, estão no site FAPESP-Oportunidades.

 

Disponível em: http://agencia.fapesp.br/oportunidade_de_posdoutorado_em_ecologia_geociencia/23023/

BOLETIM ELETRÔNICO SBQ – N° 1215 – 07/04/2016

 

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07/04/2016

 

 

 

SBQ Rio faz primeiro encontro regional gratuito
A SBQ-Rio realizou seu XV Encontro Regional na semana passada, na UFRJ. Foi a primeira vez que o Encontro não teve custo para os participantes, sendo totalmente subsidiado pelos patrocinadores INT, Waters, Thermo Fischer, Fiocruz e UFRJ. E, a exemplo da 38ª Reunião Anual da SBQ, realizada no ano passado, não houve copo descartável para os participantes. » Veja mais…

 

Saiu o JBCS número 4, volume 27
O número 4 do JBCS, volume 27 de 2016, correspondente ao mês de Abril está publicado online. » Veja mais…

 

Dando prosseguimento ao processo eleitoral eletrônico para eleger os membros para compor a Diretoria, o Conselho Consultivo, o Conselho Fiscal, as Secretarias Regionais e as Diretorias Divisionais da SBQ, gestão 2016/2018, comunicamos que já foi iniciada, no dia 28 de março, a fase final das eleições SBQ 2016. » Veja mais…
VEJA TAMBÉM NESTA EDIÇÃO:

NOTÍCIAS

 

Com corte adicional de R$ 1 bi, pasta da CT&I registra pior orçamento dos últimos dez anos – Com novo bloqueio de verbas, o orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação encolhe para R$ 3,298 bilhões. É o menor valor desde 2006. » Veja mais…

 

Finep lança dois editais para ICTs com valor total de R$ 390 milhões – O vice-presidente da SBPC, Ildeu de Castro Moreira, participou da cerimônia de lançamento dos editais e assinalou a importância de se investir em C&T quando o País passa por uma crise financeira. » Veja mais…

 

  MCTI busca recursos para evitar impacto da crise sobre CT&I, diz Pansera – Em evento do setor de TI, ministro citou empréstimo em negociação com o BID. “Na falta de dinheiro, usamos a criatividade”, disse. » Veja mais…

 

Ministério cria grupo para avaliar desempenho de políticas públicas em CT&I – A Secretaria Executiva do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (Sexec/MCTI) formou uma comissão para avaliar o desempenho, eficiência, eficácia e efetividade das políticas públicas comandadas pela pasta. A informação foi publicada no Diário Oficial da União do dia 31/03. »Veja mais…

 

Base curricular exigirá esforço nacional em torno de consensos, diz especialista – O professor Phill Lambert, da Universidade de Sidney, defendeu uma mobilização nacional em torno da construção da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). »Veja mais…  

 

  Brasil é um dos dez maiores investidores em energia renovável do mundo, aponta relatório do PNUMA – Agência ambiental da ONU calculou que, em 2015, investimentos globais em energias renováveis atingiram o valor histórico de 286 bilhões de dólares. » Veja mais…

 

Presidente do CNPq reconhece frutos da cooperação com a Finlândia – Hernan Chaimovich recebeu no MCTI delegação acadêmica, empresarial e governamental do país europeu, liderada pela diretora do Ministério da Educação e Cultura. » Veja mais…

 

Economista Mariana Mazzucato apresenta estudo sobre política de inovação brasileira – Economista defende a adoção de uma agenda de longo prazo com foco nos investimentos públicos e privados em inovação. » Veja mais…

 

Número de mulheres que fazem doutorado no exterior ultrapassa o de homens – As mulheres são maioria entre os doutores brasileiros titulados no exterior em 2014 – mais de 60%, de acordo com estudo divulgado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE). » Veja mais…

 

CALENDÁRIO DE EVENTOS DA QUÍMICA – SBQ

Informe-se sobre os eventos da área de química divulgados pela SBQ, acessando nosso calendário mensal, clique aqui.

 

EVENTOS

1. III Congresso Nacional de Educação – Inscrições abertas!!!
» Veja mais…

 

OPORTUNIDADES

CONCURSOS PÚBLICOS E PROCESSOS SELETIVOS PARA CONTRATAÇÃO DE DOCENTES

1. Vaga para professor Adjunto em Química Inorgânica- UNIFEI
2. Departamento de Química do CTC/PUC-Rio abre processo seletivo para
professor na área de Química Ambiental Marinha

PROCESSOS SELETIVOS EM PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO

1. Abertas as inscrições para Mestrado em Química da Udesc Joinville

BOLSAS DE GRADUAÇÃO, DOUTORADO, PÓS-DOC OU SANDUÍCHE

1. Post doctoral fellowship in Medicinal Chemistry – IQSC-USP

OUTRAS VAGAS

1. Concurso BIOTA-Empreendedorismo para alunos de pós-graduação de
instituições paulistas estímulo a jovens criativos e empreendedores

» Veja todas as oportunidades desta edição… 

Pantanal pode ter temperaturas elevadas em 7º C até 2100, indica estudo

07 de abril de 2016

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Modelos também sugerem que, durante o inverno no hemisfério Sul, a região poderá ter redução na quantidade de chuva de 30% a 40% (foto: Wikimedia Commons)

Peter Moon  |  Agência FAPESP – O Pantanal, a maior planície alagada do mundo, corre o risco de, em 2100, ver as suas temperaturas médias anuais elevadas em até 7 °C. Tamanho aumento de temperatura implicaria uma redução sensível no regime de chuvas da região, principalmente no inverno. Tais mudanças climáticas teriam impacto sobre a evaporação da região e a própria existência do Pantanal como o conhecemos.

Essas projeções foram estimadas a partir da aplicação ao Pantanal dos modelos climáticos globais do 5º Relatório de Avaliação (AR5) do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), de 2014.

O trabalho “Climate Change Scenarios in the Pantanal”, publicado no livro Dynamics of the Pantanal Wetland in South America, é de autoria da equipe do hidrologista e meteorologista José Antonio Marengo Orsini, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), em Cachoeira Paulista, e tem apoio da FAPESP e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) para Mudanças Climáticas  – que, por sua vez, é apoiado pela FAPESP e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O Pantanal tem uma área de 140 mil km², 80% da qual fica no Brasil, nos estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. É uma região semiárida. Não fosse o enorme fluxo anual de água para a região, o bioma seria tão seco quanto a caatinga nordestina. Isso não ocorre porque o Pantanal é um grande reservatório que armazena as águas que escoam dos planaltos circundantes.

Nos meses de novembro a março, na estação chuvosa, os rios transbordam, inundando até 70% da planície. É quando se formam os banhados, os lagos rasos e quando os pântanos incham. Tudo isso faz com que, nas áreas mais elevadas, surjam ilhas de vegetação, um refúgio para os animais. Grandes áreas permanecem inundadas por quatro a oito meses no ano, com uma cobertura de água que varia de uns poucos centímetros até 2 metros.

Durante a estação seca, de abril a setembro, as águas refluem para a calha dos rios e os banhados são parcialmente drenados. As águas antes represadas seguem seu curso através das bacias dos rios Paraguai e Paraná, em direção ao rio da Prata e ao Atlântico Sul. Deixam em seu lugar uma camada de sedimentos férteis que impulsionam o crescimento da vegetação e das pastagens.

Esse é o retrato do Pantanal hoje. Nele caem anualmente entre 1.000 e 1.250 milímetros de chuva. A temperatura média anual é 24 °C – sendo que a temperatura máxima, alguns dias no ano, atinge os 41 graus. O que as projeções climáticas de Marengo indicam para o futuro?

O 5º Relatório de Avaliação do IPCC projeta um aumento na temperatura média global em 2100 de 3,7º C a 4,8°C. Quando seus parâmetros são usados para analisar as variáveis climáticas específicas do Pantanal, o resultado impressiona. Até 2040, as temperaturas médias devem subir de 2º C a 3 °C. Em 2070, o aumento poderá ser de 4ºC a 5°C, atingindo em 2100 uma temperatura média 6 °C mais elevada do que a atual.

Embora haja muita incerteza com relação às projeções pluviométricas, os modelos sugerem que, durante o inverno no hemisfério Sul, o Pantanal poderá experimentar uma redução na quantidade de chuva de 30% a 40%.

A associação entre temperaturas mais elevadas e menos chuva implicará um aumento da evaporação no Pantanal. Dependendo da temperatura, volumes consideráveis de água represada poderão desaparecer, o que reduzirá a área total alagada e a quantidade de água nas porções de terra que permanecerão alagadas. “Um aumento da temperatura média de 5º C a 6 °C implicaria em deficiência hídrica, o que afetaria a biodiversidade e a população”, observa Marengo.

As consequências para a fauna e a flora poderão ser severas. Espécies vegetais pouco adaptáveis a um grau de umidade inferior ao atual poderão desaparecer ou migrar para outras regiões. Em seu lugar, germinariam outras espécies, que preferem climas mais secos.

A alteração na vegetação implicaria diretamente as populações de invertebrados e de vertebrados herbívoros – capivaras, antas que delas dependem (mas também o gado das fazendas) – , numa reação em cadeia que afetaria todos os nichos da cadeia alimentar, até atingir os predadores de topo, como os felinos, os jacarés e as aves de rapina.

Muito embora Marengo faça questão de salientar que as incertezas com relação às mudanças climáticas ainda são elevadas, especialmente no quesito do regime pluviométrico, um coisa é certa: as temperaturas globais estão aumentando e o mesmo acontecerá no Pantanal.

Como aquela planície alagada fica no centro da América do Sul, portanto longe da influência marítima que poderia ajudar a amenizar o clima, o aumento das temperaturas no Pantanal tende a ser mais dramático. “O dia mais quente do ano pode vir a ser até 10 °C mais quente do que hoje”, diz Marengo.

Se atualmente, nos dias mais quentes do verão, a temperatura no Pantanal passa fácil dos 40 °C, estamos falando em temperaturas máximas em torno ou superiores aos 50 °C. É temperatura de deserto. A maioria das plantas suporta pontualmente um calorão desses. Pontualmente.

O artigo Climate Change Scenarios in the Pantanal, de Jose A. Marengo e outros, publicado no Dynamics of the Pantanal Wetland in South America, Springer International Publishing Switzerland, (doi: 10.1007/698_2015_357), pode ser lido em http://link.springer.com/chapter/10.1007/698_2015_357.

 

Disponível em: http://agencia.fapesp.br/pantanal_pode_ter_temperaturas_elevadas_em_7_c_ate_2100_indica_estudo/22994/

Por oceanos sem acidificação

 

 

Pesquisadores do BrOA, da Uerj, coletam material na Antártica,
a bordo do navio Almirante Maximiano
(Fotos: Divulgação)

A queima de combustíveis fósseis tem consequências que vão além do aumento do efeito estufa. Se o excesso de CO2permanece em parte na atmosfera, elevando as temperaturas no planeta, outra parte é absorvida pelos oceanos. Em contato com a água, ele reage e forma ácido carbônico, o que, por sua vez, provoca uma série de novas reações químicas, reduzindo o pH natural da água. Embora essas alterações não sejam homogêneas, variando de um ponto a outro no oceano, as consequências são mais ou menos as mesmas: pouco a pouco, essa alteração no pH das águas marinhas as torna mais ácidas. É a chamada acidificação dos oceanos.

São efeitos que vêm sendo estudados desde 2012 pela equipe de Oceanografia Química da Faculdade de Oceanografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), integrante doBrOA, grupo de pesquisa multidisciplinar que reúne diversas instituições brasileiras. “Procuramos compreender como a concentração das formas de carbono inorgânico dissolvido impacta os diversos ecossistemas marinhos brasileiros, e assim entender melhor os processos biogeoquímicos e a influência antropogênica nas trocas de CO2 entre o mar e a atmosfera nos ambientes costeiros fluminenses”, explica Letícia Cotrim da Cunha, oceanógrafa e professora da universidade, cujo projeto contou com recursos do Auxílio Básico à Pesquisa (APQ 1). Em maio, será a vez da equipe da Uerj receber um grupo de pesquisadores alemães do Instituto Helmoltz de Pesquisa Marinha – Geomar, instituição de referência em química do mar, sediado na cidade de Kiel, na Alemanha.

“Caso as emissões de CO2 fossem paralisadas hoje, ainda assim seriam necessários cerca de 10 mil anos para tudo se recuperar, ou seja, para voltarmos às condições pré-Revolução Industrial. Mas o que tem acontecido, ao contrário, é que as emissões, ano a ano, vêm tendo aumentos pequenos mas constantes”, alerta a pesquisadora. As consequências para a vida marinha são óbvias. “Se o pH da água é reduzido, certos organismos, com estruturas constituídas à base de carbonato de cálcio, como algas calcárias, corais e animais com conchas, como os bivalves, são os primeiros prejudicados: crescem menos e mais lentamente, podem apresentar dificuldade na reprodução  e, em casos mais acentuados, sofrer dissolução de parte de sua estrutura calcária”, explica. O que também quer dizer que o cultivo comercial de mariscos, ostras e mexilhões é diretamente prejudicado, uma vez que, em águas acidificadas, esses organismos não se desenvolvem o suficiente para chegar à fase adulta. Quanto mais a situação se acentua, mais a vida marinha sofre prejuízos.

“No BrOA, alguns grupos procuram criar, em laboratório, diferentes cenários ambientais. Tanto fazemos bioensaios com o cultivo de organismos em diferentes ambientes, como traçamos, com modelagem matemática, diferentes cenários para entender como determinada região reagirá diante de determinadas mudanças. Também procuramos acompanhar, por observação, como essas mudanças estão acontecendo”, diz Letícia.

Ela explica ainda que ao longo dos milhões de anos de existência da Terra, houve situações anteriores de CO2 elevado, como os pesquisadores puderam constatar em testemunhos de gelo de 800 mil anos, colhidos na Antártica. “A diferença é que, se fizermos um gráfico daquela época até hoje, veremos que essas alterações, que foram pequenas e lentas ao longo de milênios, sofreram uma elevação abrupta e sistemática depois da Revolução Industrial”, compara.

Leticia Cunha trabalha no laboratório do navio Almirante
Maximiano, da Marinha Brasileira, na Antártica, em 2015

No Brasil, as regiões mais sensíveis à acidificação são a plataforma continental desde a região de Abrolhos, no sul da Bahia, até o norte do estado do Rio de Janeiro, cujo fundo é dominado por recifes de corais e algas coralinas  – os rodolitos, que têm estrutura de carbonato de cálcio – e todos os organismos que vivem ao redor. Da mesma forma, as áreas costeiras de estuários – aquelas onde os rios desembocam no mar –, que em geral são regiões densamente povoadas, recebem um grande volume de material orgânico, vindo de esgoto não tratado, como acontece em um grande número de cidades brasileiras. A degradação desse material igualmente acelera a produção de CO2 in situ, o que pode agravar a acidificação.

“As mudanças de uso do solo, como o revolvimento da terra para áreas extensas de plantio, o desmatamento e a principalmente a queima de combustíveis fósseis, tudo isso aumenta de forma acelerada a emissão de CO2 para a atmosfera”, alerta Letícia. Ela explica que foi somente a partir dos anos 1990 que a comunidade científica realmente voltou os olhos para esse processo e suas consequências. “Como ainda não há políticas nacionais de financiamento para estudos sobre esse tema, as pesquisas ficam muito dificultadas”, diz a pesquisadora. “Em outros países, como o Chile, Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e África do Sul, há programas e políticas nacionais para entender e propor adaptações ou soluções mitigadoras para a acidificação”, acrescenta.

Saídas para esse impasse existem. Para começar, seria preciso intensificar o uso de energias limpas, como a eólica e a solar, em substituição aos combustíveis fósseis. “Quanto menos energia se gasta, menos emissões se produz. Até mesmo o cidadão comum pode, e deve, colaborar. Banhos rápidos, racionalização do uso dos aparelhos de energia elétrica, e, claro, opção pelos transportes coletivos são medidas simples, mas que certamente produzirão um bom resultado se adotadas por um grande contingente de usuários conscientes. Paralelamente, seriam necessárias políticas públicas que reduzissem a produção de CO2, sobretudo na atividade industrial. Só assim, daríamos os primeiros passos para enfrentar toda essa situação”, conclui.

Mais informações sobre a pesquisa podem ser encontradas no artigo The Western South Atlantic Ocean in a High-CO2 World: Current Measurement Capabilities and Perspectives, assinado pelos pesquisadores Kerr, R., da Cunha, L. C., Kikuchi, R. K. P., Horta, P. A., e outros, que pode ser encontrado em: http://repositorio.furg.br/handle/1/5826

 

Disponível em: http://www.faperj.br/?id=3145.2.4

BOLETIM ELETRÔNICO SBQ – N° 1214 – 31/03/2016

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31/03/2016

 

 

 

Dando prosseguimento ao processo eleitoral eletrônico para eleger os membros para compor a Diretoria, o Conselho Consultivo, o Conselho Fiscal, as Secretarias Regionais e as Diretorias Divisionais da SBQ, gestão 2016/2018, comunicamos que já foi iniciada, no dia 28 de março, a fase final das eleições SBQ 2016. » Veja mais…

 

RA terá experimentos e workshop de moléculas para adolescentes
Com o tema de Química e Alimentos, a SBQ está preparando uma grande atividade voltada a estudantes do ensino Fundamental e Médio na 39ª Reunião Anual, que será realizada em Goiânia de 30 de maio a 2 de junho. »Veja mais…

 

VEJA TAMBÉM NESTA EDIÇÃO:

NOTÍCIAS

 

Biblioteca digital concentra a produção da USP e de outras milhares de universidades – Planejada e construída por pesquisadores e alunos da Universidade de São Paulo, a Biblioteca Digital Vérsila indexa e oferece ao público gratuitamente cerca de 50 milhões de teses, dissertações, artigos e documentos acadêmicos. » Veja mais…

 

  Ministro da Ciência e Tecnologia apresentará prioridades da pasta para 2016 – A agenda e as prioridades do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCT) para o ano de 2016 serão tema de audiência pública na terça-feira (29) na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT). » Veja mais…

 

Is there a crisis in organic chemistry education? – Symposium organizers drew attention to a session earlier this month at the ACS national meeting in San Diego with a provocative title: “Is There a Crisis in Organic Chemistry Education?” But many of the speakers—most of whom work in academic publishing—responded with a “no,” threatening to deflate the advertised anxiety. » Veja mais…  

 

  Governo investiu mais de R$ 200 milhões em tecnologias para desenvolver o biodiesel – O biodiesel, por ser produzido a partir de plantas como o pinhão manso, a palma e, atualmente, a soja, é uma fonte de energia renovável que produz menos danos ambientais e com um grande potencial competitivo em relação ao óleo diesel. » Veja mais…

 

Chile recebe apoio brasileiro para criação do Ministério de Ciência e Tecnologia – À delegação de autoridades chilenas, ministro Celso Pansera apresentou os avanços do MCTI no desenvolvimento científico e tecnológico do Brasil. “Temos uma experiência já consolidada”, disse Pansera. »Veja mais…  

 

  FAPESP aumenta valores de bolsas –O Conselho Técnico-Administrativo da FAPESP aprovou proposta da Diretoria Científica de reajustar em 11% os valores de bolsas oferecidas pela Fundação a partir de 1º de abril de 2016. » Veja mais…

 

Projeto de bolsista do CNPq divulga ciência por meio de vídeos –O projeto Mulheres Cientistas: promovendo o interesse de meninas na ciência por meio da física surgiu quando a professora e vice-coordenadora do projeto, Daniela Borges Pavani da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) teve a ideia de discutir na escola e na universidade o porquê da baixa representatividade de mulheres na ciência, do desinteresse de meninas em idade escolar pelas carreiras nos campos de ciência e tecnologia. » Veja mais…

 

Importações de produtos químicos caem 16,3% no primeiro bimestre – O déficit acumulado da balança comercial de produtos químicos atingiu US$ 3,1 bilhões nos dois primeiros meses do ano. O valor representa uma queda de 20,8% em relação ao mesmo período do ano passado. » Veja mais…

 

Impasse burocrático desacelera pesquisas com material genético –Cientistas e empresas que fazem pesquisa com material genético de plantas, animais e microrganismos reclamam que um impasse burocrático criou um obstáculo inusitado para seu trabalho, impedindo a remessa de amostras para estudo no exterior e a publicação de resultados científicos baseados nesse material. » Veja mais…  

 

Presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro diz que proposta de corte de orçamento da Faperj não deve ser votada –O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Jorge Picciani (PMDB), reuniu-se nesta quarta-feira, 30, pela manhã, com representantes de entidades científicas para discutir os rumos da PEC 19/2016, que pede a redução em até 50% do orçamento da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj). » Veja mais…

 

  Cientistas discutem avanços e pendências seis anos após 4ª Conferência de CT&I – No dia 23 de março, reuniram-se na sede da Academia Brasileira de Ciências (ABC), representantes de algumas das principais instituições científicas brasileiras para uma reunião, convocada pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), para discutir o que já foi posto em prática e o que ainda está pendente das proposições da 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Sustentável (CNCTI), realizada em 2010, em Brasília. » Veja mais…

 

CALENDÁRIO DE EVENTOS DA QUÍMICA – SBQ

Informe-se sobre os eventos da área de química divulgados pela SBQ, acessando nosso calendário mensal, clique aqui.

 

EVENTOS

1. 7º Congresso Internacional do Alumínio
2. 1° Congresso de Biotecnologia da Região Sul – 1° BiotecSul
3. 1º Workshop de Espectrometria de Massas Inorgânica
4. XV Brazil-MRS Meeting: aberta a submissão de trabalhos
5. Terceiro Simpósio Ibero-americano de Química Orgânica (SIBEAQO-III)

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OPORTUNIDADES

CONCURSOS PÚBLICOS E PROCESSOS SELETIVOS PARA CONTRATAÇÃO DE DOCENTES

1. Concurso público para professor adjunto (Química Inorgânica)
– UNIFEI/Campus Itajubá
2. Concurso para docente (Ensino de Química) – UFS/Campus de Itabaiana

PROCESSOS SELETIVOS EM PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO

1. Mestrado em Agroquímica – UFES – Campus de Alegre

BOLSAS DE GRADUAÇÃO, DOUTORADO, PÓS-DOC OU SANDUÍCHE

1. Vaga para Pos-Doc – Instituto de Química/USP
2. Chamada de pré‐qualificação para contração de profissionais para               projeto de Inovação Tecnológica (UFMG-CDTN/CNEN)

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Pesca no Rio Doce está proibida por causa de contaminação de metais

 

Origem do material poluente será divulgada daqui a um mês, diz ICMBio.
Instituto recomendou que pesca continue proibida por tempo indeterminado.

Pescador lamenta não poder tirar mais peixes do Rio Doce, no Espírito Santo (Foto: Viviane Machado/ G1)Pescador lamenta não poder tirar mais peixes do Rio Doce; foto de 23/02/2016 (Foto: Viviane Machado/ G1) 

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) recomendou que a pesca no  Rio Doce continue interrompida por prazo indeterminado, em função da presença de elevados níveis de contaminação por metais tóxicos nos peixes e crustáceos da região.

Os resultados preliminares da análise técnica colhida em janeiro, na Foz do Rio Doce, no Espírito Santo, ainda vão passar por uma nova etapa para identificação da origem dos contaminantes.

O relatório final e conclusivo desta fase da expedição – numa viagem de grande porte coletando peixes, água e sedimentos – sairá no final de abril, daqui a um mês, segundo o Instituto.

Por ora, não se pode fazer uma associação direta da contaminação com os resíduos de mineração da Samarco no rio, mas a incidência desse material aumentou após o rompimento das barragens de lama em novembro passado. É o que afirma o presidente do ICMBio, Cláudio Maretti, para quem os resultados preliminares dos laudos são “preocupantes”.

“Não podemos associar diretamente a lama da barragem ao aumento dos metais, mas há uma concentração maior desse material após o acidente. No entanto, pode ser efeito do movimento de lama ao longo do rio, mobilizando uma poluição já depositada antes do vazamento. Teremos uma nova posição em meados ou fim de abril”, explica Maretti.

Essa data pode ser o dia 17, já com encaminhamento de ações para começar o trabalho de recuperação na região, dentro do plano acordado pelo poder público com a Samarco com aval da Justiça.

Peixe agoniza na lama do Rio Doce (Foto: Leonardo Merçon/ Instituto Últimos Refúgios)
Peixe agoniza na lama; foto de 12/11/2015. (Foto: Leonardo Merçon/ Instituto Últimos Refúgios)

 

Novas análises
Em apresentação dos pesquisadores para o Ibama, ICMBio e ministério do Meio Ambiente em Brasília, nesta quarta-feira (30), o grupo de trabalho dos governos federal, capixaba e mineiro – que acompanha a recuperação da área afetada pela lama da Samarco – decidiu por uma nova expedição na região.

Após a atual etapa de monitoramento, iniciada três dias após o rompimento de rejeitos, haverá uma nova rodada do navio do ICMBio em abril para resultados em junho.

Os dados de água, vida marinha e sedimentos continuarão a ser analisados num prazo de 10 anos, dentro do acordo firmado pelos governos com a Samarco para recuperação socioambiental. Universidades da região e a Marinha se mobilizam nessas expedições.

Danos à saúde
Enquanto isso, o relatório da expedição de janeiro no rio deverá sair em um mês, mas o ICMBio manteve a recomendação de proibir a pesca “para prevenção de danos à saúde humana e por prevenção de piores danos se acumulando no meio ambiente”.

“Os dados são muito complexos, não são simples, e vamos continuar analisando caso a caso, momento a momento. Veja que a situação da água é dinâmica: a amostra coletada de água numa profundidade pode representar chuva no dia anterior, vento sul ou nordeste, se houve chuva na cabeceira do Rio Doce ou se a chuva foi só no litoral”, afirma o presidente do ICMBio.

Além disso, trata-se de um conjunto de análises de superfície e fundo, de sedimentos e vida marinha, de maior ou menor acumulação, mais ao Norte ou mais ao Sul. “Há um conjunto de amostras para evitar dados desgarrados”, frisa Maretti.

Preocupado, o ICMBio decidiu juntar aos pesquisadores as secretarias de meio ambiente estaduais para avaliação dos dados na reunião desta quarta. “O processo é mais longo e mais complexo. Na verdade, há uma série de dúvidas e nem relatório final temos ainda, mas temos informações preliminares de níveis de metais acima do permitido pela legislação”, reconhece o presidente do instituto, ligado ao ministério do Meio Ambiente.

 

Disponível em: http://g1.globo.com/espirito-santo/desastre-ambiental-no-rio-doce/noticia/2016/03/pesca-no-rio-doce-esta-proibida-por-causa-de-contaminacao-de-metais.html

Conheça as contribuições da cerveja para o mundo

Pasteurização, sistemas de resfriamento artificiais e escrita são algumas das contribuições da bebida para a humanidade.

 

Da próxima vez que você ligar o seu ar-condicionador, saiba que ele só está ali graças à cerveja. E não é só isso: alimentos pasteurizados, bomba hidráulica e o próprio advento das civilizações são algumas transformações que podem ser creditadas àquela gelada que você toma no fim de semana. A evolução da bebida e de seus processos de fabricação foi marco para diversas invenções que hoje facilitam a nossa vida. Confira algumas das contribuições mais relevantes da cerveja para o mundo.

Primeiras civilizações

O início das plantações de cevada pelos sumérios entre 9000 e 7000 a.C teve papel fundamental para o surgimento dos primeiros assentamentos da civilização. Antes nômades, eles começaram a cultivar o grão regularmente na região da Mesopotâmia, onde ele era transformado em pão e cerveja.

Escrita

Os sumérios também foram um dos primeiros povos que se tem registros históricos a desenvolverem uma forma de escrita. E um dos motivos era guardar receitas de cerveja. Eles começaram a gravar pictogramas em barro para registrar transações comerciais e a forma de produzir a bebida alcoólica fermentada que deu origem à cerveja.

Pirâmides

As pirâmides egípcias foram erguidas graças à cerveja. Os faraós pagavam os trabalhadores das obras de seus futuros mausoléus com cerca de 4 litros de cerveja por dia. A bebida não era apenas um pagamento, era também o alimento dos trabalhadores, já que na época ela era considerada um pão líquido. “Na Alemanha, ela é até hoje considerada alimento”, comenta Alfredo Ferreira, do Instituto da Cerveja Brasil (ICB).

Refrigeração artificial

Para ser produzida, a cerveja precisa de refrigeração, especialmente na fase de maturação, quando sua temperatura deve ficar em torno de 0ºC. Como no verão isso era praticamente impossível, o engenheiro alemão Carl von Linde desenvolveu um sistema de refrigeração artificial. “Se hoje a gente tem ar-condicionado, é porque lá atrás se preocuparam em refrigerar a cerveja”, comenta Alfredo.

Purificação da água

No passado, especialmente no período medieval, a cerveja funcionava como um substituto da água. Naquela época, muitas fontes aquíferas eram repletas de doenças graves como cólera e peste negra. Por isso, muitos religiosos – na época, os principais fabricantes de cerveja – recomendavam ela no lugar da água. Eles acreditavam que forças divinas havia purificado a bebida, mas na verdade era a fervura e a fermentação que haviam feito isso. “Depois que a cerveja fermenta, ela tem um pH muito baixo, que faz com que micro-organismos patogênicos não se desenvolvam”, explica Alfredo. Acredita-se que muitas civilizações se salvaram do extermínio por beberem cerveja no lugar de água poluída.

Pasteurização

A pasteurização é um processo no qual se aquece a cerveja a temperaturas entre 65º e 70º, para logo em seguida resfriá-la abruptamente. Geralmente creditada ao leite, a pasteurização começou, na verdade, graças à cerveja. O microbiólogo Louis Pasteur registrou o processo em um livro chamado Études sur la Bière (Estudos sobre a Cerveja), em 1876. Pasteur trabalhava com cervejarias e, para entender porque a bebida estragava, estudou células de levedura e descobriu as bactérias. Assim, ele provou que esses micro-organismos prejudicavam o sabor e desenvolveu a solução, a pasteurização.

Escala de pH

A necessidade da cervejaria dinamarquesa Carlsberg em controlar a acidez da sua cerveja levou a criação da escala de pH, usada até hoje em qualquer procedimento químico. O químico Soren Sorensen percebeu que quanto mais ácida era a cerveja, mais ela apresentava íons de hidrogênio. Assim, ele criou o modelo da escala de pH, para controlar esse efeito na bebida.

Bomba hidráulica

Não foi para apagar incêndios que as primeiras bombas hidráulicas surgiram. O engenheiro britânico Joseph Bramah criou em 1785 a primeira bomba hidráulica para retirar a cerveja dos barris. “Só alguns anos depois ele patenteou para uso em caminhões de incêndio”, explica Alfredo.

Disponível em: http://g1.globo.com/especial-publicitario/somos-todos-cervejeiros/noticia/2016/03/conheca-contribuicoes-da-cerveja-para-o-mundo.html?utm_source=projetos-epeciais&utm_medium=native-ads&utm_campaign=projetos-especiais

Atrasos em bolsas da Faperj atrapalha trabalhos científicos do RJ

Bolsistas não receberam em janeiro, fevereiro e março.
Pesquisadores sofrem com problemas financeiros.

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A pesquisadora Stella Rodriguez estuda comunidade localizada no maciço da Pedra Branca (Foto: Stella Rodriguez/ Arquivo Pessoal)

 

Os bolsistas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) sofrem com a irregularidade e atrasos no pagamento do benefício. Os pesquisadores não recebem pagamento desde dezembro. Como um dos requisitos para a bolsa é a dedicação exclusiva, a falta de pagamento implica, em muitos casos, na falta do sustento que paga os custos de suas pesquisas. Por causa disso, várias pesquisas relevantes que geram dados científicos relevantes estão paradas por falta de investimento.

Os bolsistas da Faperj não foram pagos no mês de janeiro. O valor de fevereiro foi prometido para o mesmo dia de pagamento dos servidores estaduais, na última sexta-feira (11). Porém, os valores não foram depositados até a edição desta reportagem. Questionada pelo G1, a instituição informa que o pagamento não foi realizado por causa de um problema técnico no novo sistema da Secretaria de Fazenda que opera a transferência bancária.

Em um encontro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Os bolsistas foram informados que o pagamento do benefício de janeiro só será realizado no mês de julho. A notícia foi comunicada pelo subsecretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio, Tande Vieira. O encontro na assembleia tinha como objetivo a discussão do Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 19/2016, que tem como objetivo reduzir em 50% o orçamento da Faperj.

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Audiência pública sobre a Faperj ficou lotada, com público sentado no chão da Alerj (Foto: Matheus Rodrigues/G1)

 

A antropóloga Stella Rodriguez, da UFRJ, faz um trabalho de mapeamento da comunidade quilombola de Vargem Grande, localizada no maciço da Pedra Branca. Durante seis meses, o trabalho da pesquisadora percorreu caminhos e coletou dados que os órgãos oficiais não possuem sobre os moradores da região. Além do trabalho cartográfico, Stella registrou costumes e histórias do grupo em seu trabalho de pós-doutorado pela UFRJ.

A bolsa que Stella recebe está atrasada desde dezembro, assim como o de todos os outros pesquisadores. Assim, a pesquisa que já contava com poucos recursos, praticamente parou.
“Não dá para ir a campo sem ter recursos para se mobilizar. Tudo tem uma despesa. A bolsa é o nosso ganha pão. É o nosso salário. Você assina um contrato de exclusividade e tem que se dedicar à pesquisa que produz”, afirma Stella.

Além dela, outros cinco mil pesquisadores considerados de excelência no Estado do Rio não sabem como vão seguir com seus estudos ou mesmo pagar as próprias contas. As bolsas da Faperj, que oferece valores que são considerados como acima do mercado científico brasileiro, costumam atrair os melhores estudantes dos cursos que possuem melhor qualificação nas diversas áreas do conhecimento nas universidades do RJ.

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro é subordinada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Governo do Estado do RJ. Atualmente, os bolsistas de iniciação científica recebem R$ 420 por mês. Os do mestrado ganham R$ 1,6 mil ou R$ 2,2, dependendo da qualificação do curso onde estudam e de suas notas. Os cientistas que estão no doutorado recebem R$ 2,3 mil ou 3,05 mil, de acordo com os mesmos critérios. Os de Pós-doutorado recebem R$ 4,7 mil. As informações sobre valores foram passadas pela própria Faperj. Os contratos não incluem nenhum benefício como o pagamento do 13º salário ou FGTS.

“Para mim, a Faperj sempre foi uma instituição séria. Para muitos de nós, ser escolhidos pela Faperj sempre foi uma honra e fazer parte dela é uma espécie de mérito. São bolsas com uma grande concorrência e fazer parte da instituição é uma espécie de prêmio. Nós nos encontramos em uma situação de humilhação. De vexame. Nós não estamos honrando as nossas contas. E você vai ficando sem energia para se dedicar à pesquisa. Porque você só pensa em como vai pagar as contas do mês”, explica a antropóloga.

Uma prova da importância do conhecimento gerado pela pesquisadora é o depoimento de Sandro da Silva, de 42 anos, que nasceu e cresceu na comunidade pesquisada por Stella. Ele afirma que todos os quilombolas estão, pela primeira vez, conseguindo enxergar a importância da própria história.

“O trabalho dela é inédito, porque nunca tivemos o mapeamento dessa área. Somos desconhecidos pelo Ipea, pelo IBGE. E o trabalho dela mostra o nosso modo de vida e a nossa cartografia. Nós estamos nos vendo. Não tínhamos a ideia da amplitude e diversidade do que somos. Por isso ele precisa continuar”, explicou Sandro.

Outro pesquisador que sofre com a falta de pagamento da bolsa de pesquisa é o historiador Gabriel Siqueira, mestrando no Programa de Pós-graduação em Políticas Públicas e Formação Humana na Uerj. Classificado como um aluno de “mestrado nota 10”, graças à boa nota, ele trocou uma bolsa do Capes por uma da Faperj. Ele reclama da falta de informações da instituição sobre o problema, o que aumenta a insegurança dos estudantes.

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O historiador Gabriel Siqueira trocou uma bolsa da Capes pela da Faperj, onde não recebe desde dezembro (Foto: Gabriel Siqueira/ Arquivo pessoal)

 

“Nós não recebemos informações e não somos assistidos da maneira que deveríamos ser. A instituição se esquiva, passa informações que não se concretizam”, explicou Gabriel, que afirma que vive com a ajuda do irmão, da família e de amigos.

Ele afirma que, apesar das dificuldades, tenta conduzir sua dissertação sobre os impactos das políticas afirmativas na Uerj.

“Eu continuo pesquisando porque não quero me atrasar e nem atrasar o meu programa. A universidade da qual eu faço parte merece que eu a termine”, explicou o pesquisador.

O biólogo Luiz Duarte, aluno do doutorado do Programa de Pós-graduação em Ecologia e Evolução da Uerj trabalha na identificação e conectividade genética de peixes que vivem em recifes da Baía de Todos os Santos. Algumas espécies estudadas pelo pesquisador estão em extinção e não possuem nenhuma informação genética armazenada no mundo. Uma delas terá a primeira sequência de DNA da espécie disponibilizada após a conclusão do trabalho. A falta de verba, usada para custear os gastos gerados pela coleta do material no fundo do mar, como embarcações, cilindros de mergulho, combustível e material de coleta são bancados pela bolsa.

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Peixe Elacatinus figaro, um dos estudados pelo biólogo Luiz Duarte (Foto: Luiz Duarte/ Arquivo pessoal)

 

“Estou atrasado nas amostragens. Deveria ter concluído os censos visuais ainda este mês, mas não foi possível. Preciso ir ao Rio de Janeiro para continuar sequenciando as amostras de DNA e pegar as disciplinas do doutorado. Mas sem bolsa há dois meses estou com o nome no SPC e sem condição de dar continuidade ao trabalho”, explicou o biólogo.

A falta de pagamento, além de atrapalhar a pesquisa, complica a sua vida pessoal, já que a bolsa é o sustento de Luiz. Ele afirma que, além da pesquisa, a falta de pagamento atrapalha o seu sonho. Luiz acompanhou a sessão da Alerj que discutiu o atraso e a PEC que prevê a redução do orçamento da Faperj em 50%.

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Pesquisa do biólogo Luiz Duarte foi interrompida pela falta de pagamento (Foto: Luiz Duarte/ Arquivo pessoal)

 

“Pedi empréstimo a um amigo para renovar minha CNH e poder continuar dirigindo. Existem peixes do doutorado esperando para serem processados no congelador da minha casa. Não tenho como viajar para Feira de Santana, onde faço a extração do DNA e deposito os peixes no Museu de Zoologia da UEFS, parceira no estudo”, conclui Luiz.

Disponível em: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2016/03/atrasos-em-bolsas-da-faperj-atrapalha-trabalhos-cientificos-do-rj.html

Duas oportunidades de Bolsa de Pós-Doutorado em Biologia Geral e Bioquímica

 

16 de março de 2016

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Bolsistas integrarão projetos de pesquisas desenvolvidos no Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades que tem sede na UNICAMP (foto: Wikimedia Commons)

 

Agência FAPESP – O Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades (OCRC) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) apoiados pela FAPESP, oferece duas oportunidades de bolsa de Pós-Doutorado. Os prazos de inscrição para as duas bolsas encerram em 28 de março.

A primeira bolsa, na área de Programação Fetal, está vinculada ao programa de investigação de Estudos Experimentais de diferentes aspectos da Biologia do Desenvolvimento e Controle da Pressão Arterial, especialmente focado nos fatores ambientais maternos (nutricionais) que impactam no desenvolvimento do coração e do rim e na disfunção de órgãos na prole adulta.

O projeto leva em conta o rápido aumento em todo o mundo da obesidade e do diabetes materno e tem como objetivo avaliar o impacto da deficiência de nutrientes durante a gestação sobre aspectos do desenvolvimento e da fisiologia de órgãos na prole.

O grupo de pesquisa mostrou que a redução do número de nefros e alterações cardíacas está associada a um maior risco de hipertensão e alteração na manipulação renal de sódio no adulto. Estudos demonstram alterações morfológicas e funcionais em áreas de controle autonômico do sistema nervoso central associadas com a programação fetal.

Os candidatos a esta bolsa devem ter doutorado; experiência em análise morfológica por microscopia de luz e confocal; conhecimento de técnicas de biologia celular e molecular, com experiência em estudos de expressão gênica por PCR em tempo real, expressão de miRNAs e análise bioinformática; conhecimento sobre fisiologia renal e cardiovascular. Além disso, espera-se que tenham habilidade de trabalho em ambiente multidisciplinar. É desejável, mas não obrigatória, experiência anterior de pesquisa em programação fetal.

O projeto será conduzido no Laboratório do Metabolismo Hidrossalino, na Faculdade de Ciências Médicas, Unicamp, sob a supervisão de José Antonio Rocha Gontijo, financiado pelo OCRC e com acesso às instalações da universidade.

Os interessados devem enviar para o e-mail obesity.ocrc@gmail.com (tendo como assunto: Pós-Doutorado OCRC), carta de interesse, duas cartas de recomendação, resumo da pesquisa desenvolvida durante o doutorado, resumo do currículo e proposta de pesquisa.

A oportunidade está publicada em www.fapesp.br/oportunidades/1047/.

A segunda bolsa oferecida pelo OCRC, na área de Síntese Orgânica, oferecerá ao bolsista a oportunidade de participar de um programa de pesquisa visando a descoberta de novas moléculas químicas para o tratamento da diabetes de tipo II e de outras doenças relacionadas com a obesidade.

De acordo com a mais recente estimativa da OMS, cerca de 350 milhões de pessoas sofrerão de diabetes até o ano de 2025. Além disso, a mortalidade global direta e indiretamente associada com a obesidade está aumentando rapidamente em todo o mundo e é considerada uma epidemia global.

Os candidatos devem ter grau de doutoramento, sólida experiência em química orgânica sintética e estar disposto a trabalhar em um ambiente multidisciplinar. Experiência anterior em pesquisa química medicinal é desejada, mas não obrigatória.

O bolsista selecionado será responsável pela concepção e síntese de uma pequena biblioteca de compostos com potencial atividade antidiabética. Espera-se que o bolsista interaja com grupos localizados na Faculdade de Medicina e no Instituto de Biologia da Unicamp, responsáveis pelos ensaios biológicos, tais como ensaios de secreção de insulina e ativação das vias de sinalização da insulina em sistemas de células isoladas e roedores vivos.

O trabalho de síntese será realizado no Instituto de Química da Unicamp, sob a supervisão dos professores Ronaldo A. Pilli e Julio C. Pastre, com acesso às instalações do OCRC, incluindo sistemas de fluxo contínuo.

Os candidatos devem enviar para o e-mail pilli@iqm.unicamp.br (assunto: aplicação OCRC_post doctoral) os seguintes documentos: declaração de interesse na posição, duas cartas de recomendação, breve resumo da pesquisa de doutorado, currículo curto e resumo da proposta de pesquisa (breve descrição sobre a família potencial de compostos que podem ser sintetizados e avaliados, incluindo um plano sintético).

A oportunidade está publicada em http://www.fapesp.br/oportunidades/1054/.

Os bolsistas selecionados para as duas oportunidades oferecidas pelo OCRC receberão bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP no valor de R$ 6.143,40 mensais e Reserva Técnica. A Reserva Técnica da bolsa de PD equivale a 15% do valor anual da bolsa e tem o objetivo de atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa.

Caso o bolsista resida em domicílio diferente e precise se mudar para a cidade onde se localiza a instituição sede da pesquisa, poderá ter direito a um Auxílio-Instalação.

Mais informações sobre a bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP estão disponíveis em www.fapesp.br/bolsas/pd.

Outras vagas de bolsas de Pós-Doutorado, em diversas áreas do conhecimento, estão no site FAPESP-Oportunidades.

 

Disponível em: http://agencia.fapesp.br/duas_oportunidades_de_bolsa_de_posdoutorado_em_biologia_geral_e_bioquimica/22850/

Pós-Doutorado em Ecologia Marinha na USP

11 de março de 2016

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Vaga com bolsa da FAPESP, vinculado ao projeto Marine E-thec, está disponível no Instituto Oceanográfico, com inscrições até o dia 25 de março (imagem: CPRM)

 

Agência FAPESP – O Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO-USP) oferece uma vaga de Pós-Doutorado com bolsa da FAPESP. Inscrições serão recebidas até o dia 25 de março.

A oportunidade está vinculada ao Projeto Temático Depósitos marinhos de ferromanganês – A principal fonte de elementos tecnológicos (MarineE-thec), fruto de uma cooperação entre a FAPESP e o Natural Environment Research Council (NERC), do Reino Unido.

A pesquisa tem como objetivo levantar questões socioeconômicas na mineração de depósitos de ferromanganês localizados na plataforma continental externa do Brasil, na Elevação do Rio Grande (ERG).

Os requisitos necessários são formação acadêmica, além de PhD/Doutorado em campo relevante (por exemplo, biologia marinha, ecologia bêntica e oceanografia de mar profundo); comprovação de publicações de alto nível; familiaridade com metodologias analíticas e matemáticas; fluência em inglês, com habilidades de comunicação oral e escrita fortes; habilidade de conduzir pesquisas independentemente; e vontade de trabalhar em um ambiente interdisciplinar.

O bolsista selecionado realizará estudos e compilará o conhecimento existente em relatórios e/ou artigo(s) de revisão, colaborando com cientistas de diferentes disciplinas; participará de cruzeiros oceanográficos e organizará campanhas de amostragem; projetará e executará sistemas de medição nos parâmetros da coluna d’água e dos sedimentos, como sonar de varredura lateral (multibeam) e meio/macrobentos; usará abordagens estatísticas multivariadas para caracterizar e mapear a biodiversidade funcional; analisará os resultados da pesquisa conduzida; escreverá os resultados na forma de relatórios e publicações científicas de alta qualidade; e disseminará informações sobre o projeto e seus resultados tanto para a comunidade científica como para tomadores de decisão.

A vaga requer dedicação em tempo integral, por 40 horas semanais ao longo de 24 meses, com possibilidade de extensão por mais dois períodos de 12 meses.

Interessados devem encaminhar uma cópia do curriculum vitae, uma carta declarando interesse e nomes de dois contatos de referência para o Professor Alexander Turra (turra@usp.br).

A oportunidade está publicada no endereço www.fapesp.br/oportunidades/1040.

O selecionado receberá bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP no valor de R$ 6.143,40 mensais e Reserva Técnica. A Reserva Técnica da bolsa de PD equivale a 15% do valor anual da bolsa e tem o objetivo de atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa.

Caso o bolsista resida em domicílio diferente e precise se mudar para a cidade onde se localiza a instituição sede da pesquisa, poderá ter direito a um Auxílio-Instalação.

Mais informações sobre a bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP estão disponíveis em www.fapesp.br/bolsas/pd.

Outras vagas de bolsas de Pós-Doutorado, em diversas áreas do conhecimento, estão no site FAPESP-Oportunidades.

Disponível em: http://agencia.fapesp.br/posdoutorado_em_ecologia_marinha_na_usp/22823/

Mau uso da água subterrânea agrava a crise hídrica

11 de março de 2016

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Esquema, em corte vertical, dos aquíferos de Recife: consumo descontrolado está forçando a entrada de águas do mar e de águas salobras de aquíferos superficiais, com risco de degradação irremediável.

José Tadeu Arantes | Agência FAPESP – Se utilizadas com critério, as águas subterrâneas podem ser um importante recurso complementar para o enfrentamento da crise hídrica. No entanto, a perfuração indiscriminada de poços e o consumo excessivo estão levando os aquíferos da Região Metropolitana de Recife ao limite de uma salinização irreversível. Ao mesmo tempo, os aquíferos da Região Metropolitana de São Paulo – que poderiam, com baixo investimento e em prazo relativamente curto, proporcionar um aporte adicional de 1 metro cúbico de água boa por segundo – encontram-se subutilizados. O duplo alerta foi feito pelo pesquisador Ricardo Hirata, do Centro de Pesquisas de Águas Subterrâneas (Cepas-USP) do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo.

O estudo sobre a situação de Recife foi coordenado por Hirata em Projeto Temático apoiado pela FAPESP: “Projeto Coqueiral: desafios associados à qualidade da água em Recife: como enfrentar a contaminação e a salinização das águas subterrâneas sob a perspectiva de mudança ambiental global e seu contexto social”.

Já o estudo sobre a situação de São Paulo foi publicado por ele e colaboradores na Revista DAE, mantida pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo): “Água subterrânea para abastecimento público na Região Metropolitana de São Paulo: é possível utilizá-la em larga escala?”.

Aquíferos de Recife: consumo e salinização

“Na contabilidade oficial, a água subterrânea atende a 13% do abastecimento público da Região Metropolitana de Recife. Mas, quando consideramos os 14 mil poços existentes na região, que cobrem as falhas no fornecimento público, descobrimos que esse número está subestimado. A água subterrânea atende de fato a 28% do consumo”, disse Hirata à Agência FAPESP.

“Milhares de poços foram perfurados sem respeito aos critérios técnicos e sem controle por parte administração pública. Não me refiro apenas poços de pouca profundidade nos bairros pobres, mas também a poços tubulares de mais de 100 metros, os chamados ‘artesianos’, em condomínios ricos como os dos bairros de Boa Viagem e Pina. Em consequência disso, os aquíferos encontram-se agora seriamente ameaçados, com intrusão de água do mar e início de salinização. Se persistir o ritmo atual de bombeamento, os aquíferos poderão estar irremediavelmente perdidos por volta de 2035”, prosseguiu o pesquisador.

Segundo dados levantados pelo Projeto Coqueiral, 70% dos poços de Recife são ilegais. E a zona sul da região metropolitana, onde reside a população de alta renda, concentra o maior número de poços tubulares privados do país. Houve um aumento dramático da perfuração durante a grande estiagem de 1997/98. A situação é agravada pelo comércio de água por meio de carros-pipa, que se tornou um negócio altamente rentável na cidade. Os proprietários dos veículos enchem os tanques com água de poço e saem vendendo nos condomínios. “Recife vive a típica ‘tragédia dos comuns’, quando a soma das soluções individuais [perfuração de poços] acarreta um problema para todos [superexploração dos aquíferos]”, comentou Hirata.

O bombeamento desmedido ameaça fazer agora aquilo que uma elevação de quatro metros do nível do mar, ocorrida há cerca de 5 mil anos, não conseguiu fazer: salinizar os aquíferos. “Fizemos a datação da água dos aquíferos profundos por meio do teste do carbono 14 [que estabelece a data do material pela proporção entre os isótopos 14 e 12 do carbono presentes na amostra]. E descobrimos que essa água é doce e pura há mais de 18 mil anos. Sabemos que, há cerca de 7 mil anos, o mar começou a subir. E atingiu seu nível máximo, quatro metros acima do atual, por volta de 5 mil anos atrás. Mas o decorrente avanço do oceano para o interior da área continental não foi suficiente para alcançar a área de recarga dos aquíferos. Por isso, eles não foram salinizados”, informou o pesquisador.

Essa área de recarga é uma elevação topográfica, de rochas do embasamento cristalino, existente na região serrana que fica a oeste de Recife. É por ela que as águas das chuvas, que se infiltram no solo, entram nos aquíferos. Se, no último grande avanço, o mar tivesse chegado até essa região, os aquíferos teriam sido salinizados. Mas isso não aconteceu.

De fato, houve uma salinização em época anterior, há cerca de 120 mil anos, quanto o nível do oceano esteve muito mais alto. Mas, com a continuidade do processo de recarga, novas águas doces despejadas pelas chuvas foram se infiltrando nos aquíferos ao longo de milênios, empurrando a água salgada através do aquitarde (rochas de baixa permeabilidade, associadas às formações Paraíso e Estiva), até a área de descarga no fundo do mar.

“Existe um movimento natural de oeste para leste. As águas novas entram nos aquíferos na área de recarga, e saem no mar. Esse mecanismo faz com que a idade das águas subterrâneas seja crescente de oeste para leste. Elas são mais jovens perto da serra e mais velhas perto da costa. Mas esse ciclo está sendo comprometido agora pelo bombeamento excessivo, que diminui as cargas hidráulicas da água doce no interior dos aquíferos e possibilita a intrusão da água salgada”, explicou Hirata.

Projeto Coqueiral

Segundo o pesquisador, conduzir o Projeto Coqueiral foi como montar um grande quebra-cabeças. A pesquisa integrou estudos nas áreas de geologia, hidrogeologia, macrossociologia (urbanização e política institucional de gestão da água), mesossociologia (percepções e participações coletivas no manejo da água) e microssociologia (práticas individuais relativas ao uso da água). Muitas informações sobre o passado remoto, relativas à evolução do nível do mar ou às variações do clima regional, ficaram registradas nas águas subterrâneas. E foram recuperadas por meio de miríades de análises.

Por exemplo, o conhecimento de que houve uma intrusão de água salgada no passado remoto foi possível porque se sabe que, nos processos de salinização e dessalinização, muito frequentes em aquíferos, existe uma troca de cátions, que fica registrada na água. Foi esse registro que permitiu constatar a ocorrência de uma salinização do aquífero e de uma posterior “lavagem” (freshening) com água doce. “Como a última grande ingressão do mar no continente capaz de causar tal salinização aconteceu há 120 mil anos, acreditamos que, desde então, o aquífero está sendo dessalinizado. E, como as águas atuais são doces, e foram datadas pelo carbono 14 com idades variando de 8 a 18 mil anos – portanto, muito anteriores à época da mais recente elevação do nível do mar –, pudemos deduzir que, nessa segunda ocorrência, não houve salinização. Isso é consistente com outro dado, que é o fato de que uma elevação de quatro metros não é suficiente para que o avanço do mar terra adentro chegue até a área de recarga”, detalhou Hirata.

Pela medição da quantidade de gases nobres dissolvidos na água atual, foi possível determinar também qual era a temperatura da água na época da recarga, isto é, a temperatura da água há cerca de 18 mil anos. “Atualmente, a temperatura média de Recife é de 25,5º C. A temperatura média na época da recarga era 15º C. Ou seja, a região encontrava-se, então, 10 graus mais fria – o que corroborou outras estimativas sobre o clima da época, associado ao final de uma glaciação. Já as idades recentes das águas de aquíferos mais rasos foram confirmadas pela análise de gases CFCs e SF6, presentes somente em águas com menos de 60 anos. Foram muitas variáveis que, medidas, ajudaram a montar o quebra-cabeças”, afirmou o pesquisador.

As águas subterrâneas de Recife estão distribuídas em três grandes estoques: Boa Viagem, um aquífero pouco profundo e livre, vulnerável à salinização e à contaminação, amplamente utilizado pela população pobre; Beberibe, um aquífero profundo e confinado, usado no abastecimento público e industrial; e Cabo, outro aquífero profundo e confinado, usado no abastecimento privado residencial da população de maior poder econômico.

O sobreconsumo atual está salinizando não apenas o aquífero superficial, mas também os aquíferos profundos. “O bombeamento intensivo tem mudado a direção e o sentido dos fluxos de água subterrâneos. Uma parte da água que chega agora aos aquíferos profundos vem de unidades mais rasas, pela indução da recarga por meio de fluxos verticais descendentes através do aquitarde, e também do oceano, pelo deslocamento horizontal de leste para oeste”, explicou Hirata.

A quantificação desse fenômeno e relação precisa entre a taxa de extração de água e a taxa de recarga com água doce são as variáveis que os pesquisadores pretendem agora determinar, com o aperfeiçoamento da modelagem numérica.

Aquíferos de São Paulo: potencial subutilizado

Assim como em Recife, também na Região Metropolitana de São Paulo existem dois tipos de estoques de água subterrânea: o aquífero sedimentar, localizado em áreas em que o relevo é mais suave; e o aquífero cristalino, que se estende abaixo do aquífero sedimentar e aflora em locais onde o relevo é mais acidentado. “É essa água subterrânea que também dilui os esgotos lançados nos rios, sustenta a vida aquática e recarrega os reservatórios superficiais de abastecimento público em épocas de estiagem”, informou Hirata.

“Nas áreas de baixa ocupação urbana, mais permeáveis, predomina a recarga natural por chuvas; nas áreas mais impermeabilizadas e de forte urbanização, as fugas das redes públicas de distribuição, da coletora de esgotos e das galerias pluviais podem representar mais de 50% da recarga dos aquíferos”, escreveram os pesquisadores no artigo publicado na Revista DAE.

O volume de água de recarga que se infiltra anualmente nos aquíferos da Bacia do Alto Tietê é estimado em 53 m3/s. Desse montante, 33 m3/s poderiam ser captados de forma segura por meio de poços profundos, sem interferir no fluxo de base dos rios. Tal número é quase a metade da atual capacidade instalada do sistema produtor metropolitano, computada em 67,7 m3/s.

A água subterrânea já é intensamente utilizada em algumas áreas, mas sem cumprimento de critérios técnicos e gestão centralizada. “O último levantamento, realizado em 2009, estimou a existência de 12 mil poços profundos, retirando dos aquíferos cerca de 10 m3/s. Desse total, apenas 4.931 poços encontravam-se cadastrados no Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE). Em função da estiagem dos anos 2013, 2014 e 2015, o ritmo de perfurações foi intenso, especialmente de poços irregulares. E há várias zonas aquíferas com sintomas de superexploração, o que ocorre quando a taxa de bombeamento é maior do que a capacidade do aquífero, criando prejuízos ao recurso, aumentos intoleráveis aos custos da extração ou impactos ecológicos”, afirmou Hirata.

Apesar disso, a maior parte dos aquíferos da Região Metropolitana de São Paulo ainda apresenta capacidade de maior extração. E, no artigo citado, o pesquisador e seus colaboradores recomendaram ao órgão gestor que novos poços para abastecimento público fossem construídos em áreas subutilizadas, em especial onde já existe estrutura de adução e estocagem de água tratada, como uma estratégia para minimizar os impactos da crise hídrica.

“Evidentemente, o plano de construção deveria valer-se dos melhores recursos técnicos disponíveis, com a utilização de modelos digitais do terreno, imageamentos óptico e acústico das fraturas em poços, medições de velocidades de fluxos etc., resultando em sucesso na locação de poços produtivos. Além disso, uma vez construído, cada poço precisaria ser monitorado continuamente, para se obter a melhor relação entre as vazões necessárias, a exploração segura dos aquíferos e o consumo de energia elétrica, além da identificação de problemas que eventualmente exigissem manutenção. E o gerenciamento de um conjunto de poços estratégicos teria que ser integrado por um sistema automático de operação e controle por telemetria”, sublinhou Hirata.

Qualidade da água

Segundo as contas dos pesquisadores, 180 poços públicos permitiriam oferecer à população um aporte adicional de um metro cúbico de água por segundo, a um custo para construção, operação e manutenção competitivo em relação ao custo de obtenção de novas fontes de água superficial.

“Existe uma falsa percepção de que a água subterrânea da Região Metropolitana de São Paulo é de baixa qualidade devido à contaminação por esgotos, vazamentos de tanques de combustíveis em postos de serviços e infiltração de substâncias químicas em zonas industriais. Mas tais situações restringem-se apenas a determinadas áreas. Milhares de poços tubulares profundos legais existentes receberam outorga de uso porque as análises químicas requeridas demonstraram que a água era potável. De fato, a água subterrânea, especialmente quando captada nas porções mais profundas do aquífero, é melhor protegida da poluição do que a água dos reservatórios superficiais”, ponderou o pesquisador.

“Além disso, quando bem captadas, as águas subterrâneas dispensam tratamento químico, obrigatoriamente utilizado no tratamento de águas superficiais. E não geram resíduos sólidos – o que torna sua gestão muito menos custosa”, acrescentou.

Disponível em: http://agencia.fapesp.br/mau_uso_da_agua_subterranea_agrava_a_crise_hidrica/22828/

BOLETIM ELETRÔNICO SBQ – N° 1211 – 10/03/2016

 

10/03/2016

 

 

 

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Nova Estratégia Nacional de CT&I vai ajudar o Brasil a superar desafios, diz ministro – Em evento da Mobilização Empresarial pela Inovação, em São Paulo, ministro Celso Pansera apresentou proposta da Encti 2016 – 2019 e defendeu a modernização dos sistemas produtivos e da legislação para aumentar a competitividade do País. » Veja mais…

 

Audiência pública sobre a Faperj é adiada para o dia 16 de março – Foi adiada para o dia 16 de março, às 10h, a audiência pública que acontecerá no Palácio Tiradentes, onde fica localizada a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), para falar sobre a importância da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa no Rio de Janeiro (Faperj). » Veja mais…

 

SBPC envia nota a deputados e senadores pedindo derrubada dos vetos ao Marco Legal da CT&I – O presidente do Senado, Renan Calheiros, convocou sessão do Congresso Nacional para o dia 08/03, às 19h, para analisar os vetos presidenciais. Na nota, a presidente da SBPC, Helena Nader, reitera que os vetos inviabilizaram a legislação e vão na contramão do desenvolvimento do País. » Veja mais…

 

CALENDÁRIO DE EVENTOS DA QUÍMICA – SBQ

Informe-se sobre os eventos da área de química divulgados pela SBQ, acessando nosso calendário mensal, clique aqui.

 

EVENTOS

1. II Workshop da Pós-Graduação em Química da UFC
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OPORTUNIDADES

CONCURSOS PÚBLICOS E PROCESSOS SELETIVOS PARA CONTRATAÇÃO DE DOCENTES

1. Concurso público para professor adjunto – UFMG

BOLSAS DE GRADUAÇÃO, DOUTORADO, PÓS-DOC OU SANDUÍCHE

1. Chamada de Bolsistas para Doutorado-Sanduíche no Exterior (SWE)
2. Bolsa de pós-doutorado para o Centro de Pesquisa em Obesidade e
Comorbidades (OCRC)

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Mais sabor e saúde nas refeições diárias

Aline Salgado

A apigenina pode ser encontrada na pimenta malagueta,
na salsa, no tomilho e no aipo (Foto: Reprodução)

Em uma boa refeição brasileira não pode faltar o feijão com arroz. Mas o que pouca gente sabe é que temperos como a pimenta malagueta, a salsa, o tomilho e o aipo, além de sabor, podem trazer mais saúde para o prato e para a vida dos brasileiros. Por trás desses ingredientes que aguçam o paladar há uma substância capaz de incrementar a atividade do cérebro humano: a apigenina. Foi o que descobriram, recentemente, pesquisadores do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (Idor), do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

A equipe comprovou, em laboratório, que a substância vegetal, também presente na camomila, é capaz de aumentar a formação de neurônios humanos e fortalecer a comunicação entre eles. À frente do projeto, o pesquisador e neurocientista da UFRJ e do Idor, Stevens Rehen, explica que, até então, só se conhecia os bons efeitos da apigenina em células animais. “Já se sabia que quando os animais consomem flavonoides –  grupo de compostos vegetais ao qual a apigenina pertence –, há uma melhora na performance da memória e do aprendizado. Agora, com a descoberta dos efeitos em células humanas, temos um indicativo do forte e promissor papel terapêutico do uso dessa substância para adiar a progressão de doenças associadas à baixa formação de neurônios, como a esquizofrenia, a depressão, o mal de Parkinson e o Alzheimer”, afirma Rehen.

Em laboratório, os pesquisadores aplicaram a apigenina em células-tronco pluripotentes humanas, que têm potencial de se transformar em qualquer tipo de tecido do corpo. Após 25 dias de experimento, eles observaram que as células tratadas deram origem a neurônios, o que não ocorreria sem a aplicação da substância. Além disso, as conexões entre estes neurônios eram mais fortes e de melhor qualidade.

Stevens Rehen diz que, antes, só se conhecia os bons
efeitos da apigenina em células animais
(Foto: Reprodução)

“Além da grande eficácia na formação de neurônios, a apigenina contribuiu com a sofisticação da comunicação entre eles”, diz o pesquisador. “A plataforma tecnológica construída em laboratório nos permitiu extrair, alcançar, o melhor da pesquisa. Temos aí uma janela que se abre para trabalhos futuros”, ressalta Rehen.

Os pesquisadores observaram também que a apigenina age de modo similar ao estrogênio, hormônio feminino que em testes também tem mostrado capacidade de adiar a progressão de doenças associadas à baixa formação de neurônios, como Parkinson e Alzheimer. A apigenina se liga aos receptores de estrogênio nos neurônios e produz efeitos similares ao hormônio, porém, sem os danos colaterais associados ao uso do estrogênio, como o risco de desenvolvimento de tumores e problemas cardiovasculares. Os pesquisadores acreditam que a substância pode vir a ser uma alternativa ao estrogênio para as terapias contra doenças neurodegenerativas.

O trabalho recebeu apoio da FAPERJ, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). A pesquisa é parte da tese de doutorado de Cleide Souza, defendida no Programa de Ciências Morfológicas da UFRJ. O trabalho foi publicado no periódico Advances in Regenerative Biology, em dezembro de 2015.

Disponível em: http://www.faperj.br/?id=3119.2.7

Cientistas do Rio revelam os alvos do vírus zika no cérebro

Em pesquisa pioneira no mundo, eles descobriram que vírus mata células-tronco do sistema nervoso

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A cara do zika: A primeira imagem do mundo do vírus zika (em azul) atacando neurônios humanos – Pablo Trindade e Erick Loiola / Divulgação Idor

 

RIO – Pela primeira vez, o zika é flagrado ao destruir o cérebro humano. Um estudo de cientistas de instituições do Rio de Janeiro mostrou em laboratório a devastação provocada pelo vírus no sistema nervoso central de fetos. A pesquisa revela que o zika ataca células-tronco neuronais, mais especificamente aquelas que dão origem aos neurônios do córtex, a área mais nobre do cérebro. Esse é o primeiro estudo do mundo a demonstrar uma relação de causa e efeito entre o zika e danos neurológicos.

— Mostramos que existe uma relação causal entre o zika e a destruição do sistema nervoso — afirma o coordenador do estudo, Stevens Rehen.

Além de Rehen, da neurocientista Patrícia Garcez e do virologista Amílcar Tanuri, participaram do estudo cientistas do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Antes, havia só uma correlação entre a infecção pelo zika e a microcefalia e defeitos do sistema nervoso. Até agora, ninguém tinha observado o zika em ação dentro de células humanas.

Mais estudos serão necessários para a comprovação e o entendimento de como o zika causa uma síndrome congênita capaz de afetar várias partes do feto em desenvolvimento. O estudo foi realizado com células humanas, diferentemente de experiências em curso em instituições estrangeiras, que usam modelos animais.

“UMA CASCATA DE DESTRUIÇÃO”

Os cientistas simularam a ação do zika em diferentes períodos da gestação. Com estruturas chamadas neuroesferas (feitas de células nervosas), eles viram o que acontece quando o vírus ataca o sistema nervoso assim que este se forma. Nesse caso, a destruição é praticamente total. Com o uso de minicérebros (estruturas celulares que se organizam como o cérebro), eles observaram o que ocorre do primeiro ao terceiro mês de gestação — uma redução de 40% no crescimento e morte maciça de neurônios.

— Isso não significa que o zika não ataque outras células. Mas seu alvo parece ser as células-tronco do córtex. Com isso, ele provoca uma cascata de destruição no feto, onde essas células-tronco se proliferam — explica Rehen.

Seguindo a orientação da OMS sobre partilha de dados em caso de emergência, os resultados estarão disponíveis on-line hoje numa revista científica internacional.

Disponível em: http://oglobo.globo.com/rio/cientistas-do-rio-revelam-os-alvos-do-virus-zika-no-cerebro-18793312

Estudo aponta possível uso terapêutico da carnosina

03 de março de 2016

Karina Toledo | Agência FAPESP – Situações como abuso de álcool, consumo de tabaco, atividade física intensa, exposição à poluição veicular e envelhecimento podem causar no organismo uma elevação nos níveis de moléculas tóxicas conhecidas como aldeídos.

Por serem altamente reativos, os aldeídos em excesso danificam proteínas, ácidos nucleicos e outras estruturas importantes para o funcionamento das células. Algumas dessas lesões são possíveis vias para o desenvolvimento de patologias relacionadas ao estresse oxidativo, como inflamação, doenças neurodegenerativas, doenças cardiovasculares, diabetes e câncer.

Em um estudo divulgado recentemente na revista Scientific Reports, pesquisadores brasileiros demonstraram que uma importante aliada no processo de eliminação de aldeídos reativos é a carnosina – um dipeptídeo formado a partir da combinação entre os aminoácidos β-alanina e L-histidina.

No trabalho, apoiado pela FAPESP e coordenado por Marisa H. G. Medeiros, professora do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQ-USP), os pesquisadores elucidaram a estrutura do composto resultante da reação entre a carnosina e o aldeído insaturado acroleína. Esse aduto (produto da reação química) foi nomeado 3-metilpiridíneo carnosina.

O grupo também desenvolveu um método de alta sensibilidade para detectar e quantificar esse produto da reação carnosina-acroleína em tecidos e em fluidos biológicos, como urina e sangue.

“Desenvolvemos um método altamente específico e detectamos concentrações bastante significativas de 3-metilpiridíneo carnosina na urina de adultos não fumantes. Acreditamos que esse aduto pode ser usado como biomarcador da exposição a aldeídos endógenos [naturalmente produzidos pelo corpo, por exemplo, após exercícios intensos] e exógenos [por exemplo, aqueles inalados com a fumaça do cigarro ou de escapamentos]”, disse Medeiros.

A pesquisa foi realizada no âmbito do Centro de Pesquisa em Processos Redox em Biomedicina (Redoxoma), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP.

Na avaliação de Medeiros, os resultados apontam para um possível uso terapêutico da carnosina em patologias relacionadas com o aumento da produção de aldeídos reativos, como, por exemplo, a esclerose lateral amiotrófica.

Suplementação

A carnosina é encontrada naturalmente em tecidos como músculos, coração, cérebro, fígado, rins, entre outros. Suas concentrações podem ser elevadas por meio da ingestão de carnes ou de suplementos de β-alanina, aminoácido precursor da carnosina.

Atualmente, a suplementação com β-alanina é bastante usada por atletas com o objetivo de melhorar o desempenho durante os treinos, especialmente em práticas anaeróbicas como musculação.

“Ainda não é totalmente compreendida a ação da carnosina nos músculos. Já se sabe que ela ajuda a equilibrar o pH do tecido, que tende a diminuir com a prática de atividade física intensa, pois esta induz a liberação de ácido láctico. Acreditamos que o efeito benéfico também esteja relacionado ao fato de a carnosina se ligar a aldeídos insaturados, ajudando a eliminá-los do organismo”, explicou Medeiros.

De acordo com Medeiros, diversas vias endógenas para eliminação de aldeídos insaturados já foram descritas na literatura científica, sendo as principais a conjugação dessas moléculas com a enzima glutationa (GSH) e as reações de redução ou oxidação catalisadas pelas enzimas álcool desidrogenase, aldo-ceto redutase e aldeído desidrogenase.

Dipeptídeos contendo histidina, como é o caso da carnosina e também da homocarnosina e da anserina, são reconhecidos como agentes capazes de eliminar compostos carbonílicos insaturados, como os aldeídos. Alguns produtos resultantes da reação entre a carnosina e os aldeídos insaturados já haviam sido caracterizados e descritos na literatura.

“Nosso objetivo inicial era desenvolver um método não invasivo para detecção desses compostos já caracterizados, que poderiam servir de biomarcadores de estresse oxidativo em modelos pesquisados no âmbito do CEPID Redoxoma, como, por exemplo, o envelhecimento e a esclerose lateral amiotrófica. Mas, quando analisamos o aduto da reação carnosina-acroleína por ressonância magnética nuclear, descobrimos que sua estrutura era diferente da que havia sido descrita anteriormente e, desta forma, percebemos que havíamos caracterizado um produto inédito”, contou Medeiros.

Os pesquisadores detectaram e quantificaram o aduto em amostras de urina humana com auxílio de uma metodologia baseada em cromatografia líquida acoplada a espectrometria de massas. Nas amostras analisadas, a substância 3-metilpiridíneo carnosina foi o mais abundante metabólito de acroleína na urina.

Para Medeiros, o método de detecção representa uma ferramenta importante para identificar o aumento da produção e o acúmulo de aldeídos reativos em tecidos, bem como para desvendar o papel da carnosina na desintoxicação desses aldeídos, possibilitando o desenvolvimento de estratégias terapêuticas.

“Temos um modelo de camundongo geneticamente modificado para desenvolver uma condição semelhante à esclerose lateral amiotrófica. Nossa proposta é acompanhar a evolução da doença por meio da observação e quantificação desses adutos na urina dos animais”, contou Medeiros

O grupo do Redoxoma também inicia uma colaboração com dois professores da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP, Guilherme Giannini Artioli e Bruno Gualano, que desenvolvem estudos com atletas suplementados com β-alanina.

“Vamos monitorar a liberação desses adutos na urina dos atletas antes e depois da prática de atividade física para ver se os níveis desse possível biomarcador aumentam. Se realmente a carnosina estiver ajudando na eliminação dos aldeídos, o nível desses adutos deverá aumentar após o treino”, explicou a pesquisadora.

Disponível em: http://agencia.fapesp.br/estudo_aponta_possivel_uso_terapeutico_da_carnosina/22777/

BOLETIM ELETRÔNICO SBQ – N° 1210 – 03/03/2016

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03/03/2016

 

 

 

Os dilemas da luz visível na 39ª Reunião Anual da SBQ
A maioria dos estudos sobre os efeitos dos raios solares sobre a pele preocupa-se apenas com os raios ultra-violeta. O professor Maurício Silva Baptista, do IQ-USP, pesquisador CEPID Redoxoma em Biomedicina e do NAP-Phototec, ao contrário, tem dedicado seus quase 20 anos de pesquisa a entender os efeitos da luz visível. » Veja mais…

 

VEJA TAMBÉM NESTA EDIÇÃO:

NOTÍCIAS

 

Secretário do MEC anuncia revogação do ofício da Capes sobre cortes no Pibid – Em audiência pública, a manutenção e fortalecimento do programa receberam apoio unânime dos debatedores e parlamentares. » Veja mais…

 

  Ministro participa de cerimônia para liberação de recursos para obras em institutos de ciência e tecnologia –Recursos do CT-Infra da Finep somam R$ 100 milhões e serão usados para concluir 91 obras de infraestrutura física e laboratorial em 31 instituições. » Veja mais…

 

Aliança em Defesa do Marco Legal da CT&I se reúne para pedir derrubada dos vetos – A presidente da SBPC, Helena Nader, participou da comitiva e entregou uma carta assinada por 19 instituições argumentando que o texto final da lei retirou dispositivos “essenciais para a eliminação de gargalos que dificultam e cerceiam o desenvolvimento da inovação no Brasil”. » Veja mais…  

 

Estados e municípios pedem clareza na definição da Base Nacional Comum Curricular – Para estados e municípios, a Base Nacional Comum Curricular – que vai fixar conteúdos mínimos obrigatórios em cada etapa da educação básica – precisa de maior clareza. Secretários estaduais e municipais de educação querem que a diretriz seja aprimorada antes de ser colocada em prática em todo o país. » Veja mais…

 

  Brasil terá que desenvolver modelo próprio de controle biológico – A exemplo do que fez na agricultura, em que se tornou um dos maiores produtores agrícolas mundiais ao desenvolver uma série de tecnologias e adaptar sistemas de produção de cultivos de regiões temperadas para os trópicos, o Brasil também terá que desenvolver um modelo próprio de controle biológico. »Veja mais…

 

Ciência sem Fronteiras abriu diálogo qualificado entre instituições mas escancarou dificuldade dos estudantes de se comunicar em outros idiomas – Uma das mais louváveis iniciativas do governo brasileiro, com relação à educação superior, foi o importante movimento para ampliar a inserção do Brasil, como forte protagonista no cenário da educação internacional. » Veja mais…

 

CNPq recebe até março inscrições para o Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia – Estão abertas até o dia 07 de março deste ano as inscrições para o Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia. » Veja mais…

 

Nota de esclarecimento da Representação da OPAS/OMS no Brasil sobre o uso do larvicida Pyriproxyfen – A Representação da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) no Brasil esclarece que o uso do larvicida Pyriproxyfen (4-phenoxyphenyl (RS)-2-(2-pyridyloxy)propyl ether) é seguro para o controle do mosquito Aedes aegypti. »Veja mais…  

 

Fiocruz: epidemias de dengue, zika e chikungunya são problemas muito complexos – O vice-presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Valcler Rangel Fernandes, afirmou, na sessão de debates do Senado no dia 25/02, que as epidemias de dengue, zika e chikungunya são um problema extremamente complexo. » Veja mais…

 

  Diretor científico da Faperj publica artigo contra corte de verbas da Fundação – Em artigo publicado no dia 14 de fevereiro no jornal O Globo, o diretor científico da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj), Jerson Lima Silva, criticou o Projeto de Emenda Constitucional (PEC) 19/2016, em tramitação na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), que prevê corte de até 50% no orçamento da instituição. » Veja mais…

 

Acadêmicas falam sobre importância da participação da mulher na ciência – Dois acontecimentos recentes fortaleceram a busca pela igualdade de gêneros dentro da pesquisa científica. Um deles foi a instituição, pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) de 11 de fevereiro como o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, comemorado pela primeira vez este ano (confira a matéria). » Veja mais…

 

Presidente da SBPC fala sobre as dificuldades na área acadêmica, os cortes no orçamento e o futuro da ciência – Helena Nader participou ontem do programa Alta Frequência, da rádio Band News FM, em São Paulo. Ouça o programa na íntegra neste link.

 

Mulheres estão sub-representadas nas academias científicas do mundo – A primeira pesquisa global sobre a representação das mulheres no mais alto nível da comunidade científica mostra que menos de um oitavo dos membros de academias de ciências de todo o mundo são mulheres. » Veja mais…

 

Embrapii vai investir R$ 100 milhões em sete novas unidades de inovação industrial – Com as unidades selecionadas na Chamada 02/2015, investimentos da Embrapii somam R$ 229 milhões este ano. Objetivo é estimular o setor industrial a inovar e potencializar a força competitiva das empresas. » Veja mais…

 

L´ORÉAL prorroga inscrições para sua primeira maratona de hackers no Brasil – a Beauty Hack – Startups têm até 07 de março para fazer sua inscrição no desafio que busca desenvolver um aplicativo mobile para marcas da empresa e dá até R$ 100 mil como prêmio. » Veja mais…

 

CALENDÁRIO DE EVENTOS DA QUÍMICA – SBQ

Informe-se sobre os eventos da área de química divulgados pela SBQ, acessando nosso calendário mensal, clique aqui.

 

EVENTOS

1. 8th Molecular Quantum Mechanics
2. International Symposium and Workshop on Astrochemistry – ISWA

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OPORTUNIDADES

CONCURSOS PÚBLICOS E PROCESSOS SELETIVOS PARA CONTRATAÇÃO DE DOCENTES

1. Concurso público para docente – FUB
2. Processo seletivo simplificado para contratação de professor temporário
(Química Analítica) – UEL

BOLSAS DE GRADUAÇÃO, DOUTORADO, PÓS-DOC OU SANDUÍCHE

1. Programa CAPES de Duplo Diploma com Case Western Reserve
University

BOLSAS DE GRADUAÇÃO, DOUTORADO, PÓS-DOC OU SANDUÍCHE

1. Seleção de um doutor para o programa de pós-doutorado PNPD-CAPES
– IQ-UNICAMP

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BOLSA DE POST-DOC QUÍMICO ORGÂNICO/INORGÂNICO (TEM QUE TER DOUTORADO COMPLETO)

 

Post-doc para uma vaga de PNPD/CAPES. Antes do dia 5 de março precisamos selecionar um candidato com o seguinte perfil: Vaga para bolsa PNPS/CAPES 4000 reais para três anos. Químico orgânico/inorgânico com experiência em funcionalização de Silica, vidro, grafenos, nanotubos de carbono com moléculas/ligantes orgânicos de diferentes estruturas química (proteínas, aminoacidos, DNA, anticorpos, antígenos, oligonucleotides, agentes quelantes, etc). O candidato deve apresentar experiência no uso de equipamento espectroscopicos pela caracterização de materiais, quais: IR, NMR, Raman, XPS, AFM. Os candidatos deverão enviar a seguinte documentação: 1. Diploma de doutorado. 2. Curriculo Lattes. Após a seleção outros documentos serão solicitados para o cadastro junto à PUC-Rio. Enviar documentos para omarpandoli@puc-rio.br.

Oportunidade de Pós-Doutorado na Bélgica

26 de fevereiro de 2016

Agência FAPESP – A Belspo (Belgian Science Policy Office) abriu chamada de proposta para programa de pós-doutorado voltado a pesquisadores não europeus. O prazo de inscrição encerra em 30 de abril de 2016.

Para estimular a cooperação internacional em ciência e tecnologia, a Belspo oferece oportunidade a pesquisadores dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul), do Vietnã e de todos os países africanos de trabalhar por um período entre seis e 18 meses com equipe belga de pesquisa. Os selecionados deverão iniciar seu período de estadia até 30 de setembro de 2017.

O programa teve início em 1981 e já concedeu 750 bolsas.

O candidato deve ser pesquisador, possuir o grau de doutor há menos de seis anos, não ter tido domicílio na Bélgica por um período superior a um ano nos últimos 36 meses – a contar de janeiro de 2016, e não ter sido ainda beneficiado pelo programa, ter origem num dos países elegíveis.

A instituição belga à qual ele se vinculará deve estar envolvida a algum programa de pesquisa financiado pela BELSPO ou ser uma das 15 instituições científicas federal do país.

As informações estão disponíveis no site da Belspo no endereço:http://www.belspo.be/belspo/organisation/call_postdoc_en.stm.

Disponível em: http://agencia.fapesp.br/oportunidade_de_posdoutorado_na_belgica/22745/

BOLETIM ELETRÔNICO SBQ – N° 1209 – 25/02/2016

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25/02/2016

 

 

 

Sessão Temática debaterá diversas etapas da produção dos fármacos na 39ª RA
As divisões de Química Medicinal, Química Orgânica e Produtos Naturais organizaram conjuntamente a sessão temática “Da Criação ao Desenvolvimento de Novos Fármacos – Experiências e Desafios para a Química Brasileira”, em que serão tratados aspectos importantes da produção de fármacos que normalmente passam longe dos debates na academia. » Veja mais…

 

RVq: eBook – Doenças Negligenciadas
Este certamente será o primeiro de muitos livros, de uma série, que reunirão artigos publicados na Revista Virtual de Química. » Veja mais…

 

VEJA TAMBÉM NESTA EDIÇÃO:

NOTÍCIAS

 

Piauí terá uma unidade da Fiocruz – O estado do Piauí deu mais um passo para ter uma Unidade da Fiocruz – Fundação Oswaldo Cruz. Além de o projeto arquitetônico já estar pronto, no dia 2 de fevereiro foi assinado o termo de cessão de um terreno da União para a construção dessa unidade. » Veja mais…

 

  Building a start-up machine – How the University of Oxford is capturing its professors’ entrepreneurial spirit. When the deadly ebola virus was ripping through communities across West Africa last April, epidemiologists turned to MinION, an instrument capable of sequencing the DNA of a virus in less than 60 minutes. »Veja mais…

 

Paper retracted after 12 years – Science withdraws paper after NSF finds. Poor research practices and data misrepresentation. Nearly 12 years after Science published a paper, the journal has decided to retract it. The withdrawal is in response to a National Science Foundation report that found the paper’s authors used poor re- search practices and misrepresented data, although the report also concluded that they did not engage in misconduct. » Veja mais…

 

Embrapii realiza rodada de negócios em Biotecnologia em SP – A Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) irá realizar no próximo dia 03/03, em São Paulo, a 1ª Rodada de Oportunidade de Negócios em Biotecnologia da Embrapii. O evento será uma oportunidade para empresários do ramo de biotecnologia conhecerem o modelo de financiamento não reembolsável da organização. » Veja mais…

 

Harvard e MIT selecionam brasileiros para conferência – A universidade americana de Harvard e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) abriram três vagas para levar estudantes de graduação brasileiros para participar da segunda edição da Brazil Conference. » Veja mais…

 

Pesquisadores brasileiros e argentinos discutem participação no Sirius – Nova fonte de luz síncrotron em construção no CNPEM é oportunidade para intensificar cooperação bilateral. “O Sirius desperta na comunidade cientifica internacional um interesse extraordinário”, diz diretor do CNPEM. » Veja mais…

 

Últimos dias para se inscrever na Chamada Universal 2016 – O formulário de inscrição está disponível na página do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) até 26 de fevereiro. Os interessados devem apresentar apenas um projeto, que deve ser executado em um período de 36 meses, a partir da data de contratação. » Veja mais…

 

Capes disponibiliza aplicativo de declaração de rendimentos para bolsistas – A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) disponibilizou nesta segunda-feira, 22, o aplicativo de declaração de rendimentos de pessoa física, que considera os dados do ano/exercício de 2015. » Veja mais…

 

  Prêmio Vale Capes de Ciência e Sustentabilidade – Inscrições abertas! – Em acordo com a Vale S.A. , a CAPES lança a 4ª Edição do Prêmio Vale-Capes de Ciência e Sustentabilidade. » Veja mais…

 

CALENDÁRIO DE EVENTOS DA QUÍMICA – SBQ

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EVENTOS

1. 1° Ciclo de Minicursos de Cristalografia
2. Inscrições de resumos para 68ª RA da SBPC vão até o dia 22 de março
3. Curso em EAD – Escrita Científica: Produção de Artigos de Alto Impacto
4. XV Encontro da Regional Rio de Janeiro – XV ERSBQ – RIO 2016
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OPORTUNIDADES

CONCURSOS PÚBLICOS E PROCESSOS SELETIVOS PARA CONTRATAÇÃO DE DOCENTES

1. Concurso público para professor adjunto (Química Orgânica) – UnB
2. Concurso público na área de Química Analítica – UnB

BOLSAS DE GRADUAÇÃO, DOUTORADO, PÓS-DOC OU SANDUÍCHE

1. Bolsa de Pós-Doutoramento no NPPNS FCFRP/USP
2. Oportunidade de Bolsa de Doutorado em Físico-Química
no IQ-UNICAMP/LNNano

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Professora da UFSCar está entre 100 mulheres de sucesso na área de cerâmica em vidro

23 de fevereiro de 2016

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Com mais de 150 artigos publicados, Ruth Kiminani foi reconhecida entre cientistas de 29 países (foto: UFSCar)

 

Agência FAPESPRuth Kiminami, professora titular do Departamento de Engenharia de Materiais da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), foi incluída entre as 100 mulheres cientistas e engenheiras de sucesso da área de cerâmica e vidro em todo o mundo, de acordo com o livro Sucessful Women Ceramic and Engineers – 100 Inspirational Profiles, de Lynnette D. Madsen. A iniciativa é da American Ceramic Society e o livro foi publicado pela editora John Wiley and Sons.

Kiminami é doutora em engenharia pela Rheinisch-Westfälische Technische Hochschule (RWTH) Aachen, na Alemanha (1986), e foi professora na Universidade Federal da Paraíba, em Campina Grande, até 1990, quando se transferiu para a UFSCar.

Especializada na área de engenharia de materiais e metalúrgica, com ênfase em materiais não metálicos, tem mais de 150 artigos publicados em periódicos indexados e quatro patentes relacionadas a temas de investigação como síntese de pós-cerâmicos, nanomateriais e processamento de cerâmicas em micro-ondas.

No livro, Madsen traça um perfil de cada uma das 100 mulheres selecionadas e inclui, além de uma breve biografia, a lista das publicações mais citadas, reconhecimentos mais prestigiados, informações para contato, entre outras.

Disponível em: http://agencia.fapesp.br/professora_da_ufscar_esta_entre_100_mulheres_de_sucesso_na_area_de_ceramica_em_vidro/22718/

IPT e CBMM obtém didímio metálico utilizado em superímãs

18 de fevereiro de 2016

Agência FAPESP – O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) desenvolveram, em parceria, e pela primeira vez no Brasil, os primeiros 100 gramas de didímio metálico, constituído de praseodímio e neodímio, elementos das terras raras usados na fabricação de superímãs.

“A obtenção do didímio mostra que é possível, num futuro breve, a sua produção em escala industrial, contribuição definitiva para completar a cadeia dos ímãs de alto desempenho, peças-chave nas turbinas eólicas e carros elétricos, mas também necessários em dispositivos eletrônicos. A ideia é que se tenha domínio tecnológico de toda a cadeia produtiva dos ímãs permanentes, desde a extração mineral das terras raras até a fabricação dos ímãs”, afirmou João Batista Ferreira Neto, pesquisador do Centro de Tecnologia em Metalurgia e Materiais (CTMM) do IPT e coordenador do projeto.

A CBMM, que exporta o nióbio extraído de sua reserva mineral situada em Araxá, em Minas Gerais, metal que possui também alto teor de terras raras, desenvolveu planta-piloto de concentração das terras raras e uma planta laboratorial que separa os óxidos, entre eles o óxido de didímio. A parceria com o IPT possibilitou o desenvolvimento de tecnologia de redução do óxido de didímio em metal, gerando o didímio metálico, o elo que faltava para a produção de superímãs, de acordo com o IPT.

O projeto foi desenvolvido no âmbito de contrato com a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) com duração de dois anos e previsão de término em junho de 2016. O projeto caminha agora para testes de rotas e processos, otimização de parâmetros de operação e controle do nível de pureza do didímio.

De acordo com o Departamento Nacional de Produção Mineral, o Brasil é detentor da segunda maior reserva de terras raras do mundo. O país, no entanto, ainda não explora comercialmente esses elementos, num mercado que é dominado pela China. “O projeto da CBMM é estratégico, pois abre portas para o país garantir internamente e também exportar um produto fundamental para indústrias de elevado conteúdo tecnológico, que têm demandas crescentes”, destaca Ferreira Neto.

 

Disponível em: http://agencia.fapesp.br/ipt_e_cbmm_obtem_didimio_metalico_utilizado_em_superimas/22704/

OMS: Testes em larga escala de vacina contra zika só começam em 18 meses

Relação de vírus com microcefalia e Guillain-Barré pode ser confirmada em semanas

RIO – A Organização Mundial da Saúde (OMS) estimou nesta sexta-feira que testes clínicos em grande escala de vacinas contra o vírus zika não serão possíveis em menos de um ano e meio. A organização informou que identificou pelo menos 15 empresas que trabalham na busca por vacinas e que duas delas estariam em estado mais avançado: uma dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA e outro produto (com vírus) inativo da empresa Bharat Biotech, na Índia.

— Apesar deste cenário encorajador, não irão ocorrer testes (clínicos) em grande escala de vacinas em menos de 18 meses — declarou à imprensa a vice-diretora da OMS encarregada do departamento de Sistemas de Saúde e Inovação, Marie-Paule Kieny.

A OMS acredita que o vínculo entre o vírus, transmitido pelo Aedes aegypti, e o aumento do número de casos de bebês com microcefalia e de adultos com síndrome de Guillain-Barré é cada vez mais provável. Segundo Marie-Paule Kieny, a comprovação da relação causal entre as doenças e o zika deve ser comprovada em algumas semanas.

— Nós temos algumas semanas para termos certeza de demonstrar a casualidade, mas a ligação entre Zika e Guillain-Barré é altamente provável — disse a vice-diretora da OMS.

No início de fevereiro, a epidemia foi classificada como emergência mundial, decisão que abriu caminho para medidas internacionais mais rápidas e projetos de investigação sobre a doença.

Na última quinta-feira, o ministro da Saúde do Brasil, Marcelo Castro, anunciou uma parceria entre Instituto Evandro Chagas e a Universidade do Texas para o desenvolvimento de uma vacina contra o zika. Segundo Castro, os testes poderão começar em um ano e o governo brasileiro insvetirá US$ 1,9 milhão.
Disponível em: http://oglobo.globo.com/brasil/oms-testes-em-larga-escala-de-vacina-contra-zika-so-comecam-em-18-meses-18657399

Pós-Doutorado em Ciência e Tecnologia de Alimentos na USP

 

12 de fevereiro de 2016

Agência FAPESP – O Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) apoiadospela FAPESP, sediado no Departamento de Alimentos e Nutrição Experimental da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP), oferece uma oportunidade de bolsa de Pós-Doutorado em Ciência e Tecnologia de Alimentos. O prazo de submissão encerra em 21 de fevereiro.

O bolsista integrará a equipe do projeto “Elucidation of the biological actions of bioactive compounds/polyphenols in foods in preclinical and clinical studies: nutrition system biology approach”.

Os candidatos devem ter título de doutor há no máximo sete anos, com destacado desempenho nas áreas de análise instrumental (CG-MS, LC-S e RNM) de polifenóis e seus metabólitos e de condução de ensaios nutricionais em animais e humanos, com ênfase em aplicações da proteômica e metabolômica.

Os interessados deverão encaminhar carta de apresentação e motivação; súmula curricular de acordo com roteiro disponível emwww.fapesp.br/5266; cópia do diploma de doutor, até duas cartas de recomendação e lista de até 10 publicações mais importantes para o e-mail forc@usp.br, colocando no assunto “FoRC PD Polifenóis”.

As cartas de recomendação devem ser enviadas diretamente pelo autor também para o e-mail forc@usp.br.

A oportunidade está publicada www.fapesp.br/oportunidades/1014.

O selecionado receberá bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP no valor de R$ 6.143,40 mensais e Reserva Técnica. A Reserva Técnica da bolsa de PD equivale a 15% do valor anual da bolsa e tem o objetivo de atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa.

Caso o bolsista resida em domicílio diferente e precise se mudar para a cidade onde se localiza a instituição sede da pesquisa, poderá ter direito a um Auxílio-Instalação.

Mais informações sobre a bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP estão disponíveis em www.fapesp.br/bolsas/pd.

Outras vagas de bolsas de Pós-Doutorado, em diversas áreas do conhecimento, estão no site FAPESP-Oportunidades.

 

Disponível em: http://agencia.fapesp.br/posdoutorado_em_ciencia_e_tecnologia_de_alimentos_na_usp/22672/

Academia Austríaca de Ciência lança chamada do JEHS

 

12 de fevereiro de 2016

Agência FAPESP – A Academia Austríaca de Ciências (Österreichische Akademie der Wissenschaften – OAW) lançou a primeira chamada do programa Joint Excellence in Science and Humanities (JEHS).

O programa tem como objetivo promover a pesquisa colaborativa e oferecer a cientistas austríacos oportunidade de cooperação com pesquisadores de países selecionados – entre os quais o Brasil – e de estabelecer contatos internacionais de alto nível, sem restrições de área de interesse de pesquisa.

Os pesquisadores interessados devem ter concluído o pós-doutorado nos últimos dez anos. O período de permanência na instituição que receberá o pesquisador austríaco pode ser de até seis meses.

O prazo de submissão das propostas encerra em 15 de fevereiro.

Informações detalhadas sobre o programa estão disponíveis na página da OAW: www.oeaw.ac.at/en/fellowship-funding/promotional-programmes/joint-excellence-in-science-humanities/jesh-call-outgoing-2015/.

 

Disponível em: http://agencia.fapesp.br/academia_austriaca_de_ciencia_lanca_chamada_do_jehs/22673/

EUA confirmam transmissão do vírus Zika por relação sexual

 

Da Agência Lusa

Os Estados Unidos confirmaram hoje (2) que o vírus Zika se transmite sexualmente, aumentando o temor de uma propagação rápida da doença, suspeita de causar malformações no cérebro de fetos.

O vírus Zika é transmitido aos seres humanos pela picada de mosquitos da espécie Aedes aegypti infectados e está associado a complicações neurológicas e malformações em fetos.

Por causa da epidemia, os ministros da Saúde do Mercosul, mercado comum do continente sul-americano, o mais afetado pelo vírus, vão reunir-se na quarta-feira (3) para avaliar a situação epidemiológica em relação a doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, também responsável pela transmissão da dengue e do chikungunya.

A Cruz Vermelha apelou para que sejam feitos donativos para a luta contra a epidemia de Zika, que pode ser potencialmente perigosa para mulheres grávidas. Até agora, foram detetados casos de infeção com vírus Zika na América Latina, África e Ásia.

“A única maneira de impedir o vírus Zika é controlar os mosquitos ou parar completamente o seu contato com os seres humanos, acompanhando esta ação para reduzir a pobreza”, informou, em comunicado, a Cruz Vermelha.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) considerou segunda-feira (1º) a epidemia como “emergência de saúde pública de alcance global”.

Na Europa e na América do Norte, dezenas de casos foram relatados, mas as temperaturas frias impedem a sobrevivência do mosquito.

O Brasil, país mais atingido pela epidemia, com 1,5 milhões de casos, segundo a OMS, desaconselhou as mulheres grávidas a viajarem para aquele país.

A OMS alertou que a epidemia do vírus Zika poderá afetar entre 3 e 4 milhões de pessoas no continente americano. O Brasil e a Colômbia são os países onde se registam mais casos de infetados e de suspeitos.

Disponível em: http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2016-02/eua-confirmam-transmissao-sexual-do-virus-zika

Vacina contra a dengue pode ser adaptada para o Zika, afirma diretor do Butantan

02 de fevereiro de 2016

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Uma das possibilidades seria inserir no vírus vacinal da dengue um gene codificador de proteína-chave do vírus Zika; outra seria criar um vírus Zika atenuado (foto: Eduardo Cesar/FAPESP)

 

Karina Toledo  |  Agência FAPESP – A tecnologia desenvolvida na formulação da vacina brasileira contra a dengue – que contou comapoio da FAPESP e já entrou na fase final de ensaio clínico – pode ser adaptada para criar um imunizante contra o vírus Zika, afirmou o diretor do Instituto Butantan, Jorge Kalil, em entrevista concedida àAgência FAPESP.

Segundo ele, uma das possibilidades seria inserir no vírus vacinal da dengue um gene codificador de uma proteína-chave do vírus Zika. Outra ideia seria criar um vírus Zika atenuado, usando método semelhante ao empregado no desenvolvimento da vacina da dengue.

O Instituto Butantan, que integra a recém-criada Rede Zika (força-tarefa apoiada pela FAPESP e formada por cerca de 40 laboratórios), também já deu início a pesquisas voltadas ao desenvolvimento de um soro que poderia ser aplicado em gestantes infectadas para combater o vírus Zika circulante no organismo antes que ele cause danos ao feto.

Ainda durante a entrevista, Kalil falou sobre os preparativos necessários para o início da imunização dos voluntários participantes da terceira etapa de ensaios clínicos da vacina tetravalente contra a dengue, prevista para começar este mês.

“Estamos vivendo uma crise aguda de Zika, mas não podemos minimizar a dengue. É uma doença que persiste, ainda mata no país e deve vir com muita força este ano”, avaliou. Leia a seguir os principais trechos da entrevista.

Agência FAPESP – No último mês de dezembro, a Anvisa autorizou o início da terceira fase de ensaios clínicos da vacina contra a dengue. O que foi feito desde então?
Jorge Kalil – Desde que recebemos o aval da Anvisa, em 11 de dezembro de 2015, demos início às tratativas finais necessárias antes da imunização dos voluntários, que deve começar este mês. Precisamo, por exemplo, fazer novas preparações vacinais, pois as amostras que tínhamos prontas estavam perto do término da validade. Já preparamos um lote do imunizante de acordo com as novas normas deliberadas pela Anvisa para a produção de amostras usadas em ensaios clínicos. Para isso foram necessárias algumas alterações na área de produção. Também contratamos um seguro para todos os participantes e uma empresa do tipo CRO (do inglês, Clinical Research Organization) de atuação internacional para fazer o gerenciamento do estudo.

Agência FAPESP – Qual será o papel dessa empresa?
Kalil – Os ensaios clínicos são, de maneira geral, muito complexos e envolvem muitas pessoas. Essas CROs auxiliam no treinamento das pessoas dos centros participantes, acompanham o processo para garantir que os pesquisadores atuem de acordo com o procedimento descrito e avaliam a qualidade dos dados recolhidos. Isso não pode ser feito pelo próprio Instituto Butantan, que é parte interessada e funciona como um patrocinador da pesquisa. E, como desejamos obter um registro internacional da vacina, contratamos uma CRO de atuação internacional. Os 14 centros participantes terão um pesquisador principal, sem nenhuma relação com o Instituto Butantan.

Agência FAPESP – Quando exatamente terá início a imunização dos voluntários e como será o processo?
Kalil – A data exata será anunciada pelo governador Geraldo Alckmin em breve. As primeiras imunizações serão feitas em São Paulo, no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) e, depois, nos outros 13 centros. Serão vacinados 17 mil voluntários, que serão acompanhados por até cinco anos. Mas antes disso, possivelmente dentro de um ano, já devemos ter a resposta principal: se a vacina protege ou não contra a dengue. Esse tempo vai depender da incidência da doença nos diferentes locais onde será feito o estudo nos próximos meses e também de nossa capacidade de imunização dos voluntários.

Agência FAPESP – A disseminação do vírus Zika pelo país pode atrapalhar de alguma forma o ensaio clínico?
Kalil – Nossa principal preocupação deverá ser capacitar os centros para fazer o diagnóstico com precisão, distinguindo os casos de Zika e dengue. Fora isso, não vejo problema.

Agência FAPESP – Pode haver interação do vírus da dengue atenuado usado na vacina com o vírus Zika que circula pelo país?
Kalil – Ainda não há dados sobre isso, mas é um fator que sem dúvida vamos observar durante a pesquisa.

Agência FAPESP – É possível adaptar a vacina desenvolvida contra a dengue para que ela imunize contra o vírus Zika ?
Kalil – Uma das ideias é utilizar o mesmo arcabouço viral da vacina contra a dengue, que é o próprio vírus da dengue atenuado, e inserir o gene que codifica uma proteína do envelope viral do Zika (bicamada lipídica que fica na parte mais externa do vírus). Já se sabe que os anticorpos que protegem contra essas doenças virais – os chamados anticorpos neutralizantes – são dirigidos contra proteínas do envelope viral. Outra possibilidade seria criar uma vacina usando o próprio vírus Zika atenuado por um método parecido com o empregado para criar a vacina contra a dengue. Vamos testar diferentes possibilidades.

Agência FAPESP – Nesse caso, os testes com a nova vacina teriam de começar desde a fase pré-clínica ou poderiam andar mais rápido?
Kalil – Tem de começar tudo de novo, mas talvez o processo ande um pouco mais rápido, pois seria muito semelhante ao que foi feito e já mostramos que o método é seguro. Diante da pressa, teríamos de conversar com as autoridades sanitárias.

Agência FAPESP – O Butantan também trabalha em um soro contra o vírus Zika?
Kalil – Sim. Já estamos cultivando o vírus em células in vitro. A ideia é isolar antígenos específicos para imunizar cavalos. Então temos de observar se o animal produz quantidades significativas de anticorpos neutralizantes, isolar e purificar essas imunoglobulinas em nossa fábrica – algo semelhante ao que fazemos para produzir soros contra toxinas e venenos. Depois é necessário obter fragmentos dessa imunoglobulina de cavalos que funcionem como anticorpos neutralizantes e possam ser injetados na mulher para combater o vírus. Já começamos a imunizar camundongos e já estamos desenvolvendo testes para avaliar se o anticorpo produzido é do tipo neutralizante. As primeiras etapas estão em andamento.

Agência FAPESP – O avanço dos casos de microcefalia possivelmente ligados ao vírus Zika foi considerado uma emergência internacional pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Isso deve contribuir para acelerar o andamento dessas pesquisas?
Kalil – Sem dúvida. Isso chama maior atenção para o tema, promove maior colaboração entre os cientistas e, sobretudo, maior alocação de recursos para as pesquisas. O caso do ebola é um exemplo. Por ter sido considerado uma emergência, as pesquisas avançaram no sistema fast track, que permite avaliar e aprovar os resultados com maior rapidez. Isso também depende das agências reguladoras locais, que deverão acompanhar a decisão da OMS.

 

Disponível em: http://agencia.fapesp.br/vacina_contra_a_dengue_pode_ser_adaptada_para_o_zika_afirma_diretor_do_butantan/22640/

Como era o Brasil há 100 milhões de anos

 

03 de fevereiro de 2016

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Estudo estabelece a cronologia de eventos tectônicos e climáticos nas bacias sedimentares Bauru, Sanfranciscana e dos Perecis, na região Centro-Sul do país (Imagem: Wikimedia Commons

 

Peter Moon  |  Agência FAPESP – Há 140 milhões de anos, no início do período Cretáceo, o Brasil era coberto por um vastíssimo deserto de dunas muito maior que o Saara. Este deserto desapareceu ao ser engolido por um oceano de lava produzido pelo maior extravasamento de magma dos últimos 500 milhões de anos. Sete entre as dez maiores erupções vulcânicas – inclusive as três maiores – que ocorreram no planeta neste período aconteceram no Sudeste brasileiro. O panorama geológico que os pesquisadores brasileiros estão compondo de nosso país é estarrecedor.

O mais recente trabalho que procura atar três peças basilares desse quebra-cabeça colossal, as três bacias geológicas que sustentam a porção Centro-Sul do território brasileiro, acaba de ser publicado no Journal of South American Sciences. Um de seus autores é o geólogo Alessandro Batezelli, do Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O projeto teve o apoio da Fapesp.

O foco do estudo de Batezelli são as bacias sedimentares do Centro-Sul do Brasil, com destaque para as bacias Bauru, Sanfranciscana e dos Parecis. Entender o modo como os eventos tectônicos e climáticos interagiram em cada uma delas no tempo e no espaço ajuda a estabelecer uma sequência cronológica.

A descoberta daqueles eventos não foi obra de Batezelli e do geógrafo Francisco Sergio Bernardes Ladeira, o coautor do trabalho. Mas é a sua pesquisa, assim como a de outros profissionais, que nos permite tecer um esboço do drama geológico que se desenrolou no Centro-Sul brasileiro entre 135 e 60 milhões de anos atrás.

A ruptura de Gondwana

No período Jurássico, entre 201 e 145 milhões de anos atrás, a América do Sul e a África encontravam-se unidas. Ficavam bem no meio do antigo megacontinente Gondwana. As correntes de ar saturadas de umidade do antigo oceano Pantalássico não tinham força para atingir o distante centro de Gondwana. Daí a formação de um imenso deserto, o deserto Botucatu. É o mesmo processo que se vê hoje na Ásia Central, cujo clima desértico se deve à sua grande distância dos oceanos.

Quase não há fósseis preservados do Jurássico no Brasil. Explicações, para tanto, seriam o clima inóspito do deserto e também a difícil preservação de fósseis num ambiente de dunas. No entanto, o deserto Botucatu não era desabitado. Até agora, foram achadas apenas algumas pegadas fossilizadas de mamíferos e de répteis.

Há 140 milhões de anos, a América do Sul e a África começaram a se separar para dar início à abertura do Atlântico Sul. “O fenômeno que provocou a ruptura de Gondwana foi o surgimento de fraturas profundas na crosta terrestre”, diz Batezelli. Por essas fraturas começou a extravasar magma do interior do planeta em quantidades descomunais. À medida que as fendas iam se alargando, e os continentes se afastando, mais lava extravasava, num processo contínuo e muito prolongado, que perdurou de 137,4 a 128,7 milhões de anos atrás.

O epicentro desta megaerupção vulcânica, “ou mais apropriadamente um megaextravasamento basáltico, conhecido como Província Vulcânica Paraná-Etendeka,” como observa o geólogo, foi o Sudeste e o Sul do Brasil, que se encontravam ligados às terras da atual Namíbia, na África.

A Província Vulcânica Paraná-Etendeka foi formada a partir de diversas fendas, ou megavulcões, os maiores de que se têm notícia. Não eram vulcões explosivos, como os que estamos acostumados a ver. “Não havia erupções explosivas. As fendas jorravam continuamente”, diz Batezelli. “Daqui até a África havia fendas através das quais a lava extravasou sobre uma área gigantesca e por um período muito prolongado.” Através daquelas fendas transbordaram 2,3 milhões de km3 de lava, que cobriram totalmente 1,5 milhão de km2 – equivalente a cobrir o Estado do Amazonas, o maior do país, com uma camada de lava de 1,5 km de altura.

A origem do aquífero Guarani

Toda essa lava enterrou as antigas dunas do deserto Botucatu e foi-se acumulando em camadas sucessivas até erigir a Serra Geral, que cobre os Estados do Paraná, Santa Catarina e o norte do Rio Grande do Sul – além do leste paraguaio e o norte da Argentina. Sua areia foi cozinhada a uma temperatura de 1.200 graus centígrados e prensada pelo peso do magma. A areia acabou virando arenito, uma rocha bastante porosa que tem a propriedade de armazenar a água da chuva que é absorvida pelo solo.

No caso das dunas do deserto Botucatu, elas deram origem ao aquífero Guarani, um dos maiores reservatórios subterrâneos de água doce do planeta, enterrado sob o chão do Centro-Sudoeste do Brasil. O aquífero Guarani comporta 37 mil km3 de água, equivalente a 1,6 vez o volume do maior lago do planeta, o Baikal, na Sibéria.

“Nas regiões onde as dunas entraram em contato direto com a lava, houve um aumento de temperatura tão grande que os sedimentos foram literalmente cozidos, formando um arenito mais duro e impermeável, que é usado hoje nas calçadas de mosaico português”, diz Batezelli. Já a lava resfriada formou basalto, e este, desgastado por cem milhões de anos de erosão, deu origem à terra roxa, o solo fértil que alavancou no século XIX as lavouras de café em São Paulo e no Paraná.

Um novo deserto

Há 128,7 milhões de anos, quando os extravasamentos de magma findaram, aquele gigantesco acúmulo de rocha vulcânica fez com que parte do Sudeste brasileiro sofresse um abatimento sob seu próprio peso, o que criou na superfície uma nova bacia sedimentar, a Bacia Bauru. E sobre esta bacia formou-se um novo deserto de dunas, porém menor que o anterior.

O Atlântico Sul mal começara a abrir. Ainda nem era um braço de mar, no máximo uma depressão alagada para onde convergiam os rios, os sedimentos e a erosão de dois continentes. Ou seja, as águas de Pantalassa – o oceano que rodeava a Pangeia – ainda estavam longínquas, assim como sua brisa úmida. Para acabar com as condições de secura do Centro-Sul do Brasil, seria preciso aguardar outros 60 milhões de anos, quando o Atlântico Sul, embora com menos da metade da abertura atual, pôde amenizar o clima.

De qualquer forma, aquela depressão que lentamente se alargava um par de centímetros por ano já ia se fazendo sentir no clima. O novo deserto de dunas, agora denominado Grupo Caiuá, não era tão grande como o antigo deserto Botucatu, afirma Batezelli. Era árido, mas pontilhado aqui e ali por oásis infestados de várias espécies de crocodilos terrestres, parentes extintos dos crocodilianos atuais.

Aqueles crocodilos viviam em terra firme, tinham patas longas e andavam como lobos. Os paleontólogos já descreveram mais de uma dúzia de espécies. A mais famosa é o famigerado baurusuchus, uma fera predadora. Mas havia também formas bizarras, com chifres ou com uma carapaça semelhante à dos tatus, como a do armadillosuchus, e até um crocodilo herbívoro, o esfagessauro.

As dunas do Caiuá existiram entre 125 e 100 milhões de anos atrás, quando cederam lugar a uma nova paisagem formada por rios e lagos. “O clima se tornou muito mais ameno, similar ao semiárido da Caatinga nordestina”, diz Batezelli. Essa nova depressão recebeu sedimentos que hoje pertencem ao Grupo Bauru, que existiu entre 80 e 60 milhões de anos atrás.

Aí sim os titanossauros proliferaram. A maioria das espécies brasileiras é dessa fase. Seus fósseis homenageiam o nome das cidades mineiras e paulistas próximas das quais foram encontrados, como uberabatitan e baurutitan.

A Bacia Sanfranciscana

Concomitante a estes 60 milhões de anos de transformações na Bacia Bauru, “mais para o norte, na Bacia Sanfranciscana, ocorreram fenômenos muito parecidos, embora sem serem os mesmo”, salienta Batezelli. A Bacia Sanfranciscana engloba o oeste de Minas Gerais, Goiás, Tocantins e o oeste da Bahia, estendendo-se até o sul do Piauí.

Durante o Cretáceo inferior, na Bacia Sanfranciscana se desenvolveram campos de dunas eólicas. Dezenas de milhões de anos depois, já no Cretáceo superior, também aconteceu vulcanismo. “Bem no limite entre as bacias Bauru e Sanfranciscana se formaram diversos vulcões”, revela Batezelli pautado em sua pesquisa. “Eles apresentaram um extravasamento bem menor do que o vulcanismo que deu origem à Serra Geral, porém foram responsáveis por formar uma região mais elevada entre as Bacias Bauru e Sanfranciscana. Foi como se a crosta inchasse por causa do calor das intrusões magmáticas.”

Seu relevo é perceptível até hoje, nas crateras no interior das quais estão as cidades de Araxá, Tapira e Poços de Caldas. “As grandes jazidas de nióbio assim como outras riquezas minerais do sudeste de Minas Gerais estão relacionadas a este vulcanismo.”

O vulcanismo na Bacia Sanfranciscana ocorreu há menos de 100 milhões de anos atrás. A maior parte da lava que extravasou desses vulcões avançou sobre as dunas.

A evolução da Bacia dos Parecis é semelhante ao ocorrido nas bacias Bauru e Sanfranciscana. Ainda no período Jurássico superior, ocorreu um vulcanismo modesto nos Parecis. Há 145 milhões de anos atrás, já no Cretáceo superior, formaram-se rios e lagos na região compreendida entre o norte do Mato Grosso e o oeste de Rondônia. Com o passar do tempo o clima foi se tornando mais árido e o cenário paisagístico se transformou num campo de dunas.

Em resumo, e comparando os cenários das três bacias sedimentares, conclui-se que do Cretáceo inferior ao Cretáceo superior, um período de mais de 60 milhões de anos, houve um deslocamento dos desertos de dunas no território brasileiro das direções sudeste para noroeste.

Das dunas eólicas aos rios e lagos

Durante o Cretáceo inferior, a região Sudeste era dominada por uma paisagem desértica formada por dunas eólicas. Já no Cretáceo superior, a maior parte da região Sudeste passou a ter uma paisagem constituída por rios e lagos, enquanto que desertos de dunas surgiram no norte de Minas, em Goiás, Tocantins, Matogrosso e Rondônia. “Isso demonstra que, com o passar do tempo, houve uma diminuição nas condições de umidade de sul/sudeste para o centro-oeste/norte do Brasil”, revela Batezelli.

Todo o drama geológico descrito acima se desenrolou em paralelo ao alargamento do Atlântico Sul. Suas brisas que cresciam em volume e intensidade semeavam cada vez mais umidade na porção sudeste do continente.

Esse era o cenário dominante quando da extinção em massa do fim do Cretáceo, há 65 milhões, que deu fim aos dinossauros. Esse legado geológico, geográfico e climático formou o novo meio ambiente no qual os mamíferos da era Cenozoica puderam se adaptar. Mas esta é uma outra história.

O artigo Stratigraphic framework and evolution of the Cretaceous continental sequences of the Bauru, Sanfranciscana, and Parecis basins, Brazil, de Betezelli e Ladeira, publicado no Journal of South American Earth Sciences, pode ser lido emhttp://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0895981115300857.

 

Disponível em: http://agencia.fapesp.br/como_era_o_brasil_ha_100_milhoes_de_anos/22636/

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