BOLETIM ELETRÔNICO SBQ – N° 1218 – 28/04/2016

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28/04/2016

 

 

 

Brasileiros ocupam espaço da IUPAC
Eleição de Érico Marlon Flores e Vanderlan Bolzani para divisões científicas reflete qualidade da química brasileira. » Veja mais…

 

RESULTADO
Às 10:00 h do dia 27/04/2016 a comissão eleitoral designada para conduzir o processo eleitoral para gestão 2016-2018 da SBQ reuniu-se, na sede da SBQ, no IQ-USP-SP, para fazer a apuração dos votos.

Clique aqui para ver o resultado para a Diretoria, Conselho Consultivo, Conselho Fiscal, Diretorias de Divisões e Secretarias Regionais.

Agradecemos a comissão eleitoral e todos os associados efetivos que participaram do processo! Parabenizamos os eleitos e desejamos muito sucesso na nova gestão, que se inicia em 29/05/2014, durante a Assembleia Geral da 39ª. RASBQ.

Rossimiriam Freitas
Tesoureira da SBQ

 

VEJA TAMBÉM NESTA EDIÇÃO:

NOTÍCIAS

 

  Aplicação de fundos setoriais em ciência e tecnologia no país é ineficiente, dizem debatedores –Faltam foco e avaliação na aplicação de recursos de fundos setoriais na área de ciência e tecnologia no Brasil. » Veja mais…

 

Um brinde à ciência: festival vai tirar os cientistas das universidades – Levar os pesquisadores para conversarem sobre ciência em restaurantes, cafés e bares é o objetivo do Pint of Science, evento que vai mobilizar sete cidades brasileiras e acontecerá simultaneamente em mais 11 países. » Veja mais…

 

Mundo está mais verde hoje do que há 30 anos, diz estudo – Pode parecer mentira, mas a Terra está hoje mais verde do que há 30 anos, e tudo graças ao aumento dos níveis de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, que atuaram como “fertilizante” para as plantas. A conclusão é de um estudo internacional publicado no dia 25/04 na revista científica Nature Climate Change, uma das publicações com maior impacto científico. » Veja mais…

 

Expectativa de mudança – Lei da Biodiversidade cria novas regras para pesquisadores e empresas, mas regulamentação atrasa. » Veja mais…  

 

  Comissão analisa aumento da participação de fontes renováveis na matriz energética – Está na pauta da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) projeto que aumenta para 60% a participação de fontes renováveis na matriz energética brasileira, até 2040. » Veja mais…

 

Governo confirma demissão de Pansera. Emília Ribeiro assume MCTI – A ministra interina é secretária executiva do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, se especializou em legislação e tem 30 anos de serviço público. » Veja mais…

 

Pesquisa para o desenvolvimento tecnológico – “A maioria das pessoas sabe que a FAPESP apoia a pesquisa acadêmica por meio de bolsas e auxílios. Mas a Fundação também apoia a pesquisa voltada ao desenvolvimento tecnológico”, afirmou o presidente da FAPESP, José Goldemberg, em conferência promovida pela Academia Nacional de Farmácia, que teve como tema Programas Nacionais e Estaduais de Fomento à Inovação em Saúde. » Veja mais…  

 

Senado retira educação de PEC sobre despesas de estados e municípios – O Senado retira educação de proposta que permite aos estados, o Distrito Federal e os municípios aplicarem em outras despesas parte dos recursos hoje atrelados a áreas específicas. » Veja mais…

 

  CNPq reúne membros de comitê internacional para julgar INCTs – Ao longo desta semana, estarão reunidos na sede do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), trinta e cinco pesquisadores renomados em suas áreas do conhecimento de vários países para julgar as propostas do último edital do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT), lançado em 2014. » Veja mais…

 

Chemistry Nobel Laureate Walter Kohn dies at age 93 – Chemistry Nobel Laureate Walter Kohn died April 19. He was 93. An emeritus professor of physics at the University of California, Santa Barbara, he received the Nobel Prize in 1998 for his development of density functional theory. » Veja mais…  

 

CALENDÁRIO DE EVENTOS DA QUÍMICA – SBQ

Informe-se sobre os eventos da área de química divulgados pela SBQ, acessando nosso calendário mensal, clique aqui.

 

EVENTOS

1. 19º Congresso Brasileiro de Catálise e IX Congresso Mercosul de Catálise
(MercoCat)
2. VIII Encontro Estadual de Química (ENESQUIM)
3. VII Encontro Regional de Química da SBQ Nordeste e IV Escola de Química
Professor Ricardo Ferreira
4. 5th Brazil-Spain Workshop on Organic Chemistry” (BSWOC-2016)
5. Reunião Magna 2016: Paving a Better Future

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OPORTUNIDADES

CONCURSOS PÚBLICOS E PROCESSOS SELETIVOS PARA CONTRATAÇÃO DE DOCENTES

1. Concurso para provimento de vagas para o Magistério Superior – UTFPR

BOLSAS DE GRADUAÇÃO, DOUTORADO, PÓS-DOC OU SANDUÍCHE

1. Empresa Líbera Tecnologia & Inovação Ltda. seleciona bolsistas

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Pós-doutorado em Imunologia com Bolsa da FAPESP

 

04 de maio de 2016

Agência FAPESP – O Projeto Temático “Modulação de monócitos, macrófagos e pericitos pelos genes dos fatores estimuladores de colônia para tratamento de isquemia de membros em modelo murino”, financiado pela FAPESP, dispõe de uma vaga para pós-doutoramento.

Com Bolsa da FAPESP, a oportunidade é para participação em subprojetos do Temático e está disponível no laboratório de terapia gênica do Departamento de Biofísica da Escola Paulista de Medicina / Universidade Federal de São Paulo.

Sob coordenação do professor Sang Won Han, o bolsista deverá participar de estudo sobre o efeito da superexpressão dos genes de citocina no músculo esquelético em nível transcripcional e celular.

Os candidatos interessados devem ter titulação de doutorado, com experiência nas áreas de biologia celular e molecular e imunologia confirmada por publicações e/ou tese de doutorado.

Além disso, é imprescindível experiência com cultura celular (principalmente de macrófagos, monócitos, pericitos), citometria de fluxo, PCR quantitativa, microarray e análise de expressão gênica.

Os candidatos interessados deverão enviar documentos comprobatórios dos pré-requisitos, curriculum vitae, carta de intenções para a vaga e duas cartas de recomendação para o professor Han (han.unifesp@gmail.com) até 13 de maio de 2016.

Para os candidatos que atenderem aos requisitos, uma entrevista por Skype será agendada. A previsão de duração da bolsa é de 24 meses.

Mais informações sobre a vaga: fapesp.br/oportunidades/1064.

A vaga está aberta a brasileiros e estrangeiros. O selecionado receberá Bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP no valor de R$ 6.819,30 mensais e Reserva Técnica. A Reserva Técnica de Bolsa de PD equivale a 15% do valor anual da bolsa e tem o objetivo de atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa.

Caso o bolsista de PD resida em domicílio diferente e precise se mudar para a cidade onde se localiza a instituição sede da pesquisa, poderá ter direito a um Auxílio-Instalação. Mais informações sobre a Bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP estão disponíveis em fapesp.br/bolsas/pd.

Outras vagas de Bolsas de Pós-Doutorado, em diversas áreas do conhecimento, estão no site FAPESP-Oportunidades, emfapesp.br/oportunidades.

Disponível em: http://agencia.fapesp.br/posdoutorado_em_imunologia_com_bolsa_da_fapesp/23141/

Oportunidade de Pós-Doutorado em Farmacologia

 

27 de abril de 2016

Agência FAPESP – O Centro de Toxinas, Resposta Imune e Sinalização Celular (CeTICS), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) apoiados pela FAPESP, no Instituto Butantan, oferece uma oportunidade de Pós-Doutorado em Farmacologia. O prazo de inscrição encerra em 30 de abril.

O bolsista vai atuar junto à equipe do subprojeto “Controle epigenético na analgesia dependente da ativação de receptores opioides: papel dos miRNAs e metilação do DNA no efeito antinociceptivo da crotalfina”, sob a supervisão da profa. Yara Cury.

O objetivo do projeto é avaliar as vias de sinalização intracelular e a participação de mecanismos epigenéticos no efeito analgésico de longa duração da crotalfina.

Os candidatos devem ter PhD, ou grau equivalente, em Biologia Molecular, Biologia Celular, Bioquímica, Farmacologia ou disciplinas afins. É desejável que tenham experiência em pelo menos uma das seguintes áreas: epigenética, análise da expressão gênica, sinalização celular e estudos da dor em modelos animais.

Os interessados deverão enviar carta de motivação, descrevendo realizações e interesse no tema do projeto, curriculum vitae completo e nomes de três referências para o e-mail da profa. Yara Cury, no endereço yara.cury@butantan.gov.br, com cópia para luciene.zanchetta@butantan.gov.br. O e-mail deve ter como título “PD – Dor/CEPID”.

A oportunidade está publicada no endereço http://www.fapesp.br/oportunidades/1050/.

O selecionado receberá bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP no valor de R$ 6.819,30 mensais e Reserva Técnica. A Reserva Técnica da bolsa de PD equivale a 15% do valor anual da bolsa e tem o objetivo de atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa.

Caso o bolsista resida em domicílio diferente e precise se mudar para a cidade onde se localiza a instituição sede da pesquisa, poderá ter direito a um Auxílio-Instalação.

Mais informações sobre a bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP estão disponíveis em www.fapesp.br/bolsas/pd.

Outras vagas de bolsas de Pós-Doutorado, em diversas áreas do conhecimento, estão no site FAPESP-Oportunidades.

Disponível em: http://agencia.fapesp.br/oportunidade_de_posdoutorado_em_farmacologia_/23100/

Oportunidade de Pós-Doutorado em Química Medicinal

 

27 de abril de 2016

Agência FAPESP – O Instituto de Química de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP) oferece uma oportunidade de Pós-Doutorado em Química Medicinal com bolsa da FAPESP. O prazo de inscrição encerra em 30 de abril.

O bolsista estará alocado no Grupo de Química Medicinal do Instituto de Química de São Carlos (IQSC/USP) e vai atuar junto à equipe liderada pelo professor Carlos Montanari, no desenvolvimento de pesquisa no âmbito do Projeto Temático FAPESP que investiganovos inibidores de cisteíno proteases para o tratamento da doença de Chagas, causada pelo parasitoTrypanosoma cruzi e endêmica na América do Sul e Central.

A doença de Chagas é atualmente tratável apenas na fase aguda e os fármacos utilizados têm graves efeitos colaterais.

Os candidatos devem ter doutorado em química orgânica, química medicinal ou biologia química e experiência em ensaios bioquímicos e biofísicos. Conhecimento de biologia molecular também é desejável.

Os interessados deverão enviar carta explicitando as razões da candidatura, curriculum vitae e duas cartas de apoio emitidas por pesquisadores que reconhecidamente atuem na área para o e-mail do prof. Carlos Montanari (Carlos.Montanari@usp.br).

A oportunidade está publicada no endereço http://www.fapesp.br/oportunidades/1083/.

O selecionado receberá bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP no valor de R$ 6.819,30 mensais e Reserva Técnica. A Reserva Técnica da bolsa de PD equivale a 15% do valor anual da bolsa e tem o objetivo de atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa.

Caso o bolsista resida em domicílio diferente e precise se mudar para a cidade onde se localiza a instituição sede da pesquisa, poderá ter direito a um Auxílio-Instalação.

Mais informações sobre a bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP estão disponíveis em www.fapesp.br/bolsas/pd.

Outras vagas de bolsas de Pós-Doutorado, em diversas áreas do conhecimento, estão no site FAPESP-Oportunidades.

Disponível em: http://agencia.fapesp.br/oportunidade_de_posdoutorado_em_quimica_medicinal/23101/

BOLETIM ELETRÔNICO SBQ – N° 1217 – 20/04/2016

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20/04/2016

 

 

 

Liberação da ‘Pílula do Câncer’ expõe atropelo da ciência pela política
Na semana passada a novela da fosfoetanolamina sintética, chamada popularmente de “Pílula do Câncer”, teve um novo capítulo com a sanção presidencial à lei que permite seu uso. » Veja mais…

 

Resumo do Relatório Técnico-Científico sobre os testes químicos realizados com as cápsulas da “Pílula do Cancer
Sob encomenda do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), desde dezembro de 2015, o Laboratório de Química Orgânica Sintética (LQOS) do Instituto de Química da UNICAMP – coordenado pelo Prof. Dr. Luiz Carlos Dias, em colaboração com o Laboratório de Avaliação e Síntese de Substâncias Bioativas (LASSBio), do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro-UFRJ – coordenado pelo Prof. Eliezer Barreiro, ambos vinculados ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Fármacos e Medicamentos (INCT-INOFAR), analisou os componentes químicos das cápsulas de fosfoetanolamina oriundas do Instituto de Química de São Carlos da Universidade de São Paulo (IQSC-USP). » Veja mais…

 

Você já votou? Eleições se encerram na próxima semana!
Dando prosseguimento ao processo eleitoral eletrônico para eleger os membros para compor a Diretoria, o Conselho Consultivo, o Conselho Fiscal, as Secretarias Regionais e as Diretorias Divisionais da SBQ, gestão 2016/2018, comunicamos que já foi iniciada, no dia 28 de março, a fase final das eleições SBQ 2016. » Veja mais…

 

Saiu a Revista Virtual de Química
número 2, volume 8
Editorial: Número Especial em Estrutura Eletrônica e Dinâmica Molecular.
O V Simpósio de Estrutura Eletrônica e Dinâmica Molecular (V SeedMol) foi realizado de 15-19 de setembro de 2014, na Pousada dos Pireneus Resort. »Veja mais…
VEJA TAMBÉM NESTA EDIÇÃO:

NOTÍCIAS

 

  MCTI tem autorização do governo para empréstimo com o BID, diz Pansera – Em reunião com diretores de institutos de pesquisa e entidades vinculadas ao MCTI, Celso Pansera afirmou que os recursos vão “irrigar o sistema nacional de ciência, tecnologia e inovação” a partir de 2017. » Veja mais…

 

Brasil pode produzir 10 bi de litros de etanol de segunda geração até 2025, diz ONU – Para cumprir os compromissos firmados na 21ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 21), no último mês de dezembro, em Paris, o Brasil precisa diminuir suas emissões de gases de efeito estufa em 37% até 2025. » Veja mais…  

 

  Ciência pode ajudar a reduzir impacto de fertilizantes nitrogenados no meio ambiente – Os fertilizantes nitrogenados, que contêm o elemento nitrogênio num formato assimilável pelos vegetais, são importantes para a formação das proteínas indispensáveis à saúde do caule e da raiz das plantas, mas seu uso indiscriminado aumenta as emissões de óxido nitroso, um potente causador do efeito estufa. » Veja mais…

 

A simple way to track your everyday exposure to chemicals –Silicone wristbands mimic how the body absorbs toxic compounds. For one week, 92 preschool-aged children in Oregon sported colorful silicone wristbands provided by researchers from Oregon State University. »Veja mais…  

 

Quantidade de editais aprovados pela Faperj caiu um terço em 2015 – A crise financeira traz impactos à Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj). Os editais caíram a pouco mais de um terço em 2015 na comparação com os dois anos anteriores – de 45 para 18. » Veja mais…

 

  Relatório dá alternativas para energia limpa – A construção de grandes hidrelétricas na Amazônia tem sido apresentada como indispensável para garantir o crescimento do país. » Veja mais…

 

Nova era industrial transformará produtividade global – O aumento da produtividade caminha no sentido de mais uma revolução industrial. As fábricas inteligentes, com altos níveis de comunicação e capacidade de monitoramento de processos, já dão seus primeiros passos, principalmente na Alemanha e nos Estados Unidos. » Veja mais…

 

CNPq – 65 anos apoiando o desenvolvimento cientifico e tecnológico do Brasil – Criado em 1951, pelo Almirante Álvaro Alberto, com o compromisso do fortalecimento científico e tecnológico em todas as esferas do conhecimento, o CNPq é a única agência de fomento de abrangência nacional que, ao centrar a sua ação nos pesquisadores, estudantes, divulgadores, extensores de conhecimento, estabelece relações únicas e pessoais com cidadãos criadores em todo o país. » Veja mais…

 

CALENDÁRIO DE EVENTOS DA QUÍMICA – SBQ

Informe-se sobre os eventos da área de química divulgados pela SBQ, acessando nosso calendário mensal, clique aqui.

 

OPORTUNIDADES

CONCURSOS PÚBLICOS E PROCESSOS SELETIVOS PARA CONTRATAÇÃO DE DOCENTES

1. Concurso para professor adjunto (Química Analítica Ambiental) –
DCFS/CCA/UFPB/Campus II – Areia-PB
2. Processo seletivo de credenciamento de novos docentes para o
programa de pós-graduação stricto sensu em ciências aplicadas a
produtos para saúde – nível mestrado acadêmico
3. Últimos dias para participar do processo seletivo para professor na área
de Química Ambiental Marinha do Departamento de Química do
CTC/PUC-Rio

PROCESSOS SELETIVOS EM PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO

1. Processo seletivo para Mestrado e Doutorado – UNIFAL-MG

BOLSAS DE GRADUAÇÃO, DOUTORADO, PÓS-DOC OU SANDUÍCHE

1. Bolsista Programa Inova Talentos – IEL / CNPq
2. Oportunidade de Pós-Doutorado em controle de formigas cortadeiras
em São Carlos e Rio Claro
3. Chamada 001/2016 para o processo seletivo de bolsista do Programa
Nacional de Pós-Doutorado – PNPD/CAPES
4. Postdoctoral position in the group of Prof. Dr. Da-Gang Yu – College of
Chemistry, Sichuan University, Chegdu-China

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Oportunidade de Pós-Doutorado em Síntese Orgânica em São Carlos

 

15 de abril de 2016

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Bolsista integrará projeto desenvolvido no Departamento de Química da UFSCar no âmbito de um PITE da FAPESP (imagem:Wikimedia Commons)

Agência FAPESP – O Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) oferece uma oportunidade de Pós-Doutorado em Síntese Química com bolsa da FAPESP. O prazo de inscrição encerra em 20 de abril.

O bolsista integrará a equipe do projeto “Derivados de quinoxalinas como fármacos antiparasitários: prova de conceito“, um Auxílio à Pesquisa vinculado ao Programa Apoio à Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (PITE) da Fundação.

O principal objetivo do projeto é a confirmação da atividade biológica de derivados de quinoxalinas visando o desenvolvimento de fármacos para a terapia da doença de Chagas e leishmaniose. A meta é a otimização da síntese de derivados quinoxalinicos, visando um processo mais verde e o aumento de escala.

O bolsista selecionado trabalhará no laboratório coordenado pela profa. Arlene G. Corrêa, no Departamento de Química da UFSCar (DQ), na área de síntese orgânica e química medicinal, com particular ênfase no planejamento e síntese de candidatos a fármacos para a terapia da doença de Chagas e leishmaniose.

As inscrições serão feitas exclusivamente por e-mail. Os candidatos deverão enviar carta de interesse e curriculum vitae atualizado, incluindo trabalhos publicados que atestem a capacidade de realização do projeto, para o endereço da coordenadoraagcorrea@ufscar.br.

A oportunidade está publicada em http://www.fapesp.br/oportunidades/1077/.

O selecionado receberá bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP no valor de R$ 6.819,30 mensais e Reserva Técnica. A Reserva Técnica da bolsa de PD equivale a 15% do valor anual da bolsa e tem o objetivo de atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa. Caso o bolsista resida em domicílio diferente e precise se mudar para a cidade onde se localiza a instituição sede da pesquisa, poderá ter direito a um Auxílio-Instalação.

Mais informações sobre a bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP estão disponíveis em www.fapesp.br/bolsas/pd.

Outras vagas de bolsas de Pós-Doutorado, em diversas áreas do conhecimento, estão no site FAPESP-Oportunidades.

Disponível em: http://agencia.fapesp.br/oportunidade_de_posdoutorado_em_sintese_organica_em_sao_carlos/23047/

BOLETIM ELETRÔNICO SBQ – N° 1216 – 14/04/2016

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14/04/2016

 

 

 

Biotecnologia Industrial em debate na 39ª RA
A presença da indústria química na 39ª Reunião Anual da SBQ, de 30 de maio a 2 de junho, em Goiânia, será marcada por uma sessão temática que reunirá representantes de diferentes indústrias e do Senai, para tratar do tema Biotecnologia Industrial. » Veja mais…

 

Save the date!
São Paulo from 9 to July 14, 2017, at the WTC
In 2017, we will have the unique opportunity to have the IUPAC World Chemistry Congress in Brazil, an event that will be held for the first time in South America in nearly 100 years of IUPAC history! » Veja mais…

 

In Memoriam – Prof. Dr. Douglas Wagner Franco
(21/03/1945 – 07/04/2016)
Este texto foi baseado num outro (escrito em 30/10/2015) que me foi solicitado recentemente pelo Luizinho (Luiz Gonzaga França Lopes, do IQ da UFC) para uma justa homenagem ao Douglas por parte de seus ex-orientados do Nordeste, homenagem esta que se tornou providencial. » Veja mais…

 

VEJA TAMBÉM NESTA EDIÇÃO:

NOTÍCIAS

 

Eleições SBQ 2016 – Dando prosseguimento ao processo eleitoral eletrônico para eleger os membros para compor a Diretoria, o Conselho Consultivo, o Conselho Fiscal, as Secretarias Regionais e as Diretorias Divisionais da SBQ, gestão 2016/2018, comunicamos que já foi iniciada, no dia 28 de março, a fase final das eleições SBQ 2016. » Veja mais…

 

Palácio do Planalto coloca em consulta pública a regulamentação da Lei da Biodiversidade – O processo de consulta pública começou na sexta-feira, 08, e vai até 02 de maio. A presidente da SBPC, Helena Nader, ressaltou que é importante que toda a comunidade científica leia o decreto da regulamentação da Lei 13.123/2015 e participe. » Veja mais…

 

Coleção “Humanistas e Cientistas do Brasil” traz biografias de grandes intelectuais brasileiros – Fruto de um projeto coordenado pelo geneticista Luiz Edmundo de Magalhães, a coletânea, publicada pela Edusp, é uma realização da SBPC. No lançamento, realizado no dia 11/04, em São Paulo, o presidente do CNPq, Hernan Chaimovich, disse que os livros contam a história dos “heróis” que permitiram que o Brasil tivesse Ciência. » Veja mais…

 

Finep libera R$ 1,2 bilhão para ICTs e empresas em cinco meses – Nos últimos cinco meses, a Finep liberou cerca de 1,2 bilhão para projetos de ciência, tecnologia e inovação de ICTs (Institutos de Ciência e Tecnologia) e empresas de todo o País. Desse montante, aproximadamente R$ 210 milhões são em recursos não reembolsáveis, R$ 964 milhões em crédito, e R$ 10 milhões em subvenção econômica. » Veja mais…

 

Plásticos são os principais predadores dos oceanos, mostra relatório – Sob a forma de garrafas, sacos ou tampas, os plásticos são os principais predadores dos oceanos, mostra a organização Surfrider em relatório divulgado no dia 12/04 sobre a poluição em cinco regiões da França e Espanha. »Veja mais…

 

  CNPq e Ipea discutem o panorama dos laboratórios de pesquisa do Brasil – Dados coletados por estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Apurada (IPEA), com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico, apontam que a maior parte dos 1.800 (56,7%) laboratórios do Brasil teve suas atividades iniciadas nos anos 2000 e a sua maioria está concentrado no sudeste (57%) e no sul (23%). » Veja mais…

 

FAPESP capacita startups para desenvolver modelo de negócios –Um grupo de 21 empresas nascentes de base tecnológica (startups) iniciou uma jornada, com duração prevista de sete semanas, em busca de um modelo de negócios robusto para as tecnologias que estão desenvolvendo por meio de projetos de pesquisa apoiados pelo Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE). » Veja mais…  

 

  Five chemists who should have won the Nobel –Looking back over the 115-year history of the Nobel Prize in Chemistry, there are some notable oversights—chemists who made important breakthroughs but never won the prize. Rules and restrictions in Alfred Nobel’s will, which established the prize’s guidelines, along with personal conflicts, premature death, and simple bad luck have made awarding the Nobel an imperfect and controversial process over the years. » Veja mais…

 

100 Anos da Academia Brasileira de Ciências – A Pesquisa na Agricultura: implicações para a sustentabilidade e a segurança alimentar global – Em 2016, a Academia Brasileira de Ciências (ABC) comemora seu Centenário, um marco histórico da ciência brasileira, que será celebrado na Reunião Magna da entidade, no Rio de Janeiro, entre os dias 4 a 6 de maio de 2016. » Veja mais…  

 

  CCT aprova plano de trabalho para avaliar fundos de desenvolvimento científico e tecnológico – O plano de trabalho para avaliar os Fundos de Incentivo ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico foi aprovado nesta terça-feira (12) pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT). » Veja mais…

 

CALENDÁRIO DE EVENTOS DA QUÍMICA – SBQ

Informe-se sobre os eventos da área de química divulgados pela SBQ, acessando nosso calendário mensal, clique aqui.

 

EVENTOS

1. Curso: Bioequivalência
2. Lançada a edição 2016 do Prêmio ABRAFATI
3. Prémio Científico Mário Quartin Graça

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OPORTUNIDADES

CONCURSOS PÚBLICOS E PROCESSOS SELETIVOS PARA CONTRATAÇÃO DE DOCENTES

1. Concurso público para professor adjunto (Química Inorgânica) –
UFPB/Campus João Pessoa

PROCESSOS SELETIVOS EM PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO

1. Mestrado Profissional em Rede Nacional em Propriedade Intelectual e
Transferência de Tecnologia para Inovação – PROFNIT/FORTEC

OUTRAS VAGAS

1. PhosAgro, UNESCO and IUPAC are launching a special call for
applications

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Oportunidade de Pós-Doutorado em Ecologia/Geociência

13 de abril de 2016

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Bolsista integrará projeto “Estruturação e evolução da biota amazônica e seu ambiente: uma abordagem integrativa”, no âmbito do BIOTA-FAPESP (foto: Léo Ramos/FAPESP)

 

Agência FAPESP – O Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Rio Claro oferece uma oportunidade de Pós-Doutorado em Ecologia/Geociências com bolsa da FAPESP. O prazo de inscrição encerra em 20 de abril.

O bolsista integrará a equipe do Projeto Temático “Estruturação e evolução da biota amazônica e seu ambiente: uma abordagem integrativa“, desenvolvido no âmbito do Programa BIOTA-FAPESP.

O projeto busca entender a história evolutiva, ecológica e ambiental da Amazônia por meio de uma abordagem comparativa, integrando sistemática e filogenética, estrutura e funcionamento dos ecossistemas, geologia e história paleoambiental, modelagem do sistema terrestre e sensoriamento remoto.

O pós-doutorando avaliará a atual distribuição das variáveis ambientais e estrutura da superfície da bacia do Amazonas e sua relação com os processos evolutivos e geológicos subjacentes. Serão empregados conjuntos de dados integrados de sensores ópticos e de micro-ondas para gerar produtos que irão apoiar a investigação biogeográfica na bacia amazônica.

O bolsista selecionado deverá desenvolver novos e criativos métodos para derivar conjuntos de dados, utilizando múltiplos sensores e informações multitemporais em múltiplas escalas espaciais, integrados às demandas e atividades de outros membros do projeto.

O bolsista deve ser capaz de divulgar seus resultados em publicações em revistas internacionais de renome e apresentações em conferências científicas internacionais.

Os candidatos devem ter doutorado em Ecologia, Geografia, Geologia, Ciências Ambientais e áreas afins, com demonstrada experiência em processamento e análise de dados de sensoriamento remoto a partir de diversas fontes.

Devem também estar familiarizados com todos os principais pacotes de software de sensoriamento remoto e ter um sólido conhecimento de ecologia tropical e/ou história natural, bem como um histórico de publicação em revistas internacionais.

Qualificações adicionais incluem experiência anterior com sensoriamento remoto de micro-ondas e/ou processamento de grandes volumes de dados, além de habilidades estatísticas e em programação (R, Python, IDL).

Os interessados devem enviar carta de interesse, currículum vitae ou link para o Currículo Lattes, cópias de até duas publicações e nomes de três contatos que possam fornecer carta de recomendação mediante solicitação para Thiago Sanna Freire Silva, um dos pesquisadores principais do projeto, no endereço tsfsilva@rc.unesp.br.

A oportunidade está publicada no endereço www.fapesp.br/oportunidades/1065/.

O selecionado receberá bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP no valor de R$ 6.819,30 mensais e Reserva Técnica. A Reserva Técnica da bolsa de PD equivale a 15% do valor anual da bolsa e tem o objetivo de atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa.

Caso o bolsista resida em domicílio diferente e precise se mudar para a cidade onde se localiza a instituição sede da pesquisa, poderá ter direito a um Auxílio-Instalação.

Mais informações sobre a bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP estão disponíveis em www.fapesp.br/bolsas/pd.

Outras vagas de bolsas de Pós-Doutorado, em diversas áreas do conhecimento, estão no site FAPESP-Oportunidades.

 

Disponível em: http://agencia.fapesp.br/oportunidade_de_posdoutorado_em_ecologia_geociencia/23023/

BOLETIM ELETRÔNICO SBQ – N° 1215 – 07/04/2016

 

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07/04/2016

 

 

 

SBQ Rio faz primeiro encontro regional gratuito
A SBQ-Rio realizou seu XV Encontro Regional na semana passada, na UFRJ. Foi a primeira vez que o Encontro não teve custo para os participantes, sendo totalmente subsidiado pelos patrocinadores INT, Waters, Thermo Fischer, Fiocruz e UFRJ. E, a exemplo da 38ª Reunião Anual da SBQ, realizada no ano passado, não houve copo descartável para os participantes. » Veja mais…

 

Saiu o JBCS número 4, volume 27
O número 4 do JBCS, volume 27 de 2016, correspondente ao mês de Abril está publicado online. » Veja mais…

 

Dando prosseguimento ao processo eleitoral eletrônico para eleger os membros para compor a Diretoria, o Conselho Consultivo, o Conselho Fiscal, as Secretarias Regionais e as Diretorias Divisionais da SBQ, gestão 2016/2018, comunicamos que já foi iniciada, no dia 28 de março, a fase final das eleições SBQ 2016. » Veja mais…
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NOTÍCIAS

 

Com corte adicional de R$ 1 bi, pasta da CT&I registra pior orçamento dos últimos dez anos – Com novo bloqueio de verbas, o orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação encolhe para R$ 3,298 bilhões. É o menor valor desde 2006. » Veja mais…

 

Finep lança dois editais para ICTs com valor total de R$ 390 milhões – O vice-presidente da SBPC, Ildeu de Castro Moreira, participou da cerimônia de lançamento dos editais e assinalou a importância de se investir em C&T quando o País passa por uma crise financeira. » Veja mais…

 

  MCTI busca recursos para evitar impacto da crise sobre CT&I, diz Pansera – Em evento do setor de TI, ministro citou empréstimo em negociação com o BID. “Na falta de dinheiro, usamos a criatividade”, disse. » Veja mais…

 

Ministério cria grupo para avaliar desempenho de políticas públicas em CT&I – A Secretaria Executiva do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (Sexec/MCTI) formou uma comissão para avaliar o desempenho, eficiência, eficácia e efetividade das políticas públicas comandadas pela pasta. A informação foi publicada no Diário Oficial da União do dia 31/03. »Veja mais…

 

Base curricular exigirá esforço nacional em torno de consensos, diz especialista – O professor Phill Lambert, da Universidade de Sidney, defendeu uma mobilização nacional em torno da construção da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). »Veja mais…  

 

  Brasil é um dos dez maiores investidores em energia renovável do mundo, aponta relatório do PNUMA – Agência ambiental da ONU calculou que, em 2015, investimentos globais em energias renováveis atingiram o valor histórico de 286 bilhões de dólares. » Veja mais…

 

Presidente do CNPq reconhece frutos da cooperação com a Finlândia – Hernan Chaimovich recebeu no MCTI delegação acadêmica, empresarial e governamental do país europeu, liderada pela diretora do Ministério da Educação e Cultura. » Veja mais…

 

Economista Mariana Mazzucato apresenta estudo sobre política de inovação brasileira – Economista defende a adoção de uma agenda de longo prazo com foco nos investimentos públicos e privados em inovação. » Veja mais…

 

Número de mulheres que fazem doutorado no exterior ultrapassa o de homens – As mulheres são maioria entre os doutores brasileiros titulados no exterior em 2014 – mais de 60%, de acordo com estudo divulgado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE). » Veja mais…

 

CALENDÁRIO DE EVENTOS DA QUÍMICA – SBQ

Informe-se sobre os eventos da área de química divulgados pela SBQ, acessando nosso calendário mensal, clique aqui.

 

EVENTOS

1. III Congresso Nacional de Educação – Inscrições abertas!!!
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OPORTUNIDADES

CONCURSOS PÚBLICOS E PROCESSOS SELETIVOS PARA CONTRATAÇÃO DE DOCENTES

1. Vaga para professor Adjunto em Química Inorgânica- UNIFEI
2. Departamento de Química do CTC/PUC-Rio abre processo seletivo para
professor na área de Química Ambiental Marinha

PROCESSOS SELETIVOS EM PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO

1. Abertas as inscrições para Mestrado em Química da Udesc Joinville

BOLSAS DE GRADUAÇÃO, DOUTORADO, PÓS-DOC OU SANDUÍCHE

1. Post doctoral fellowship in Medicinal Chemistry – IQSC-USP

OUTRAS VAGAS

1. Concurso BIOTA-Empreendedorismo para alunos de pós-graduação de
instituições paulistas estímulo a jovens criativos e empreendedores

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Pantanal pode ter temperaturas elevadas em 7º C até 2100, indica estudo

07 de abril de 2016

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Modelos também sugerem que, durante o inverno no hemisfério Sul, a região poderá ter redução na quantidade de chuva de 30% a 40% (foto: Wikimedia Commons)

Peter Moon  |  Agência FAPESP – O Pantanal, a maior planície alagada do mundo, corre o risco de, em 2100, ver as suas temperaturas médias anuais elevadas em até 7 °C. Tamanho aumento de temperatura implicaria uma redução sensível no regime de chuvas da região, principalmente no inverno. Tais mudanças climáticas teriam impacto sobre a evaporação da região e a própria existência do Pantanal como o conhecemos.

Essas projeções foram estimadas a partir da aplicação ao Pantanal dos modelos climáticos globais do 5º Relatório de Avaliação (AR5) do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), de 2014.

O trabalho “Climate Change Scenarios in the Pantanal”, publicado no livro Dynamics of the Pantanal Wetland in South America, é de autoria da equipe do hidrologista e meteorologista José Antonio Marengo Orsini, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), em Cachoeira Paulista, e tem apoio da FAPESP e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) para Mudanças Climáticas  – que, por sua vez, é apoiado pela FAPESP e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O Pantanal tem uma área de 140 mil km², 80% da qual fica no Brasil, nos estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. É uma região semiárida. Não fosse o enorme fluxo anual de água para a região, o bioma seria tão seco quanto a caatinga nordestina. Isso não ocorre porque o Pantanal é um grande reservatório que armazena as águas que escoam dos planaltos circundantes.

Nos meses de novembro a março, na estação chuvosa, os rios transbordam, inundando até 70% da planície. É quando se formam os banhados, os lagos rasos e quando os pântanos incham. Tudo isso faz com que, nas áreas mais elevadas, surjam ilhas de vegetação, um refúgio para os animais. Grandes áreas permanecem inundadas por quatro a oito meses no ano, com uma cobertura de água que varia de uns poucos centímetros até 2 metros.

Durante a estação seca, de abril a setembro, as águas refluem para a calha dos rios e os banhados são parcialmente drenados. As águas antes represadas seguem seu curso através das bacias dos rios Paraguai e Paraná, em direção ao rio da Prata e ao Atlântico Sul. Deixam em seu lugar uma camada de sedimentos férteis que impulsionam o crescimento da vegetação e das pastagens.

Esse é o retrato do Pantanal hoje. Nele caem anualmente entre 1.000 e 1.250 milímetros de chuva. A temperatura média anual é 24 °C – sendo que a temperatura máxima, alguns dias no ano, atinge os 41 graus. O que as projeções climáticas de Marengo indicam para o futuro?

O 5º Relatório de Avaliação do IPCC projeta um aumento na temperatura média global em 2100 de 3,7º C a 4,8°C. Quando seus parâmetros são usados para analisar as variáveis climáticas específicas do Pantanal, o resultado impressiona. Até 2040, as temperaturas médias devem subir de 2º C a 3 °C. Em 2070, o aumento poderá ser de 4ºC a 5°C, atingindo em 2100 uma temperatura média 6 °C mais elevada do que a atual.

Embora haja muita incerteza com relação às projeções pluviométricas, os modelos sugerem que, durante o inverno no hemisfério Sul, o Pantanal poderá experimentar uma redução na quantidade de chuva de 30% a 40%.

A associação entre temperaturas mais elevadas e menos chuva implicará um aumento da evaporação no Pantanal. Dependendo da temperatura, volumes consideráveis de água represada poderão desaparecer, o que reduzirá a área total alagada e a quantidade de água nas porções de terra que permanecerão alagadas. “Um aumento da temperatura média de 5º C a 6 °C implicaria em deficiência hídrica, o que afetaria a biodiversidade e a população”, observa Marengo.

As consequências para a fauna e a flora poderão ser severas. Espécies vegetais pouco adaptáveis a um grau de umidade inferior ao atual poderão desaparecer ou migrar para outras regiões. Em seu lugar, germinariam outras espécies, que preferem climas mais secos.

A alteração na vegetação implicaria diretamente as populações de invertebrados e de vertebrados herbívoros – capivaras, antas que delas dependem (mas também o gado das fazendas) – , numa reação em cadeia que afetaria todos os nichos da cadeia alimentar, até atingir os predadores de topo, como os felinos, os jacarés e as aves de rapina.

Muito embora Marengo faça questão de salientar que as incertezas com relação às mudanças climáticas ainda são elevadas, especialmente no quesito do regime pluviométrico, um coisa é certa: as temperaturas globais estão aumentando e o mesmo acontecerá no Pantanal.

Como aquela planície alagada fica no centro da América do Sul, portanto longe da influência marítima que poderia ajudar a amenizar o clima, o aumento das temperaturas no Pantanal tende a ser mais dramático. “O dia mais quente do ano pode vir a ser até 10 °C mais quente do que hoje”, diz Marengo.

Se atualmente, nos dias mais quentes do verão, a temperatura no Pantanal passa fácil dos 40 °C, estamos falando em temperaturas máximas em torno ou superiores aos 50 °C. É temperatura de deserto. A maioria das plantas suporta pontualmente um calorão desses. Pontualmente.

O artigo Climate Change Scenarios in the Pantanal, de Jose A. Marengo e outros, publicado no Dynamics of the Pantanal Wetland in South America, Springer International Publishing Switzerland, (doi: 10.1007/698_2015_357), pode ser lido em http://link.springer.com/chapter/10.1007/698_2015_357.

 

Disponível em: http://agencia.fapesp.br/pantanal_pode_ter_temperaturas_elevadas_em_7_c_ate_2100_indica_estudo/22994/

Por oceanos sem acidificação

 

 

Pesquisadores do BrOA, da Uerj, coletam material na Antártica,
a bordo do navio Almirante Maximiano
(Fotos: Divulgação)

A queima de combustíveis fósseis tem consequências que vão além do aumento do efeito estufa. Se o excesso de CO2permanece em parte na atmosfera, elevando as temperaturas no planeta, outra parte é absorvida pelos oceanos. Em contato com a água, ele reage e forma ácido carbônico, o que, por sua vez, provoca uma série de novas reações químicas, reduzindo o pH natural da água. Embora essas alterações não sejam homogêneas, variando de um ponto a outro no oceano, as consequências são mais ou menos as mesmas: pouco a pouco, essa alteração no pH das águas marinhas as torna mais ácidas. É a chamada acidificação dos oceanos.

São efeitos que vêm sendo estudados desde 2012 pela equipe de Oceanografia Química da Faculdade de Oceanografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), integrante doBrOA, grupo de pesquisa multidisciplinar que reúne diversas instituições brasileiras. “Procuramos compreender como a concentração das formas de carbono inorgânico dissolvido impacta os diversos ecossistemas marinhos brasileiros, e assim entender melhor os processos biogeoquímicos e a influência antropogênica nas trocas de CO2 entre o mar e a atmosfera nos ambientes costeiros fluminenses”, explica Letícia Cotrim da Cunha, oceanógrafa e professora da universidade, cujo projeto contou com recursos do Auxílio Básico à Pesquisa (APQ 1). Em maio, será a vez da equipe da Uerj receber um grupo de pesquisadores alemães do Instituto Helmoltz de Pesquisa Marinha – Geomar, instituição de referência em química do mar, sediado na cidade de Kiel, na Alemanha.

“Caso as emissões de CO2 fossem paralisadas hoje, ainda assim seriam necessários cerca de 10 mil anos para tudo se recuperar, ou seja, para voltarmos às condições pré-Revolução Industrial. Mas o que tem acontecido, ao contrário, é que as emissões, ano a ano, vêm tendo aumentos pequenos mas constantes”, alerta a pesquisadora. As consequências para a vida marinha são óbvias. “Se o pH da água é reduzido, certos organismos, com estruturas constituídas à base de carbonato de cálcio, como algas calcárias, corais e animais com conchas, como os bivalves, são os primeiros prejudicados: crescem menos e mais lentamente, podem apresentar dificuldade na reprodução  e, em casos mais acentuados, sofrer dissolução de parte de sua estrutura calcária”, explica. O que também quer dizer que o cultivo comercial de mariscos, ostras e mexilhões é diretamente prejudicado, uma vez que, em águas acidificadas, esses organismos não se desenvolvem o suficiente para chegar à fase adulta. Quanto mais a situação se acentua, mais a vida marinha sofre prejuízos.

“No BrOA, alguns grupos procuram criar, em laboratório, diferentes cenários ambientais. Tanto fazemos bioensaios com o cultivo de organismos em diferentes ambientes, como traçamos, com modelagem matemática, diferentes cenários para entender como determinada região reagirá diante de determinadas mudanças. Também procuramos acompanhar, por observação, como essas mudanças estão acontecendo”, diz Letícia.

Ela explica ainda que ao longo dos milhões de anos de existência da Terra, houve situações anteriores de CO2 elevado, como os pesquisadores puderam constatar em testemunhos de gelo de 800 mil anos, colhidos na Antártica. “A diferença é que, se fizermos um gráfico daquela época até hoje, veremos que essas alterações, que foram pequenas e lentas ao longo de milênios, sofreram uma elevação abrupta e sistemática depois da Revolução Industrial”, compara.

Leticia Cunha trabalha no laboratório do navio Almirante
Maximiano, da Marinha Brasileira, na Antártica, em 2015

No Brasil, as regiões mais sensíveis à acidificação são a plataforma continental desde a região de Abrolhos, no sul da Bahia, até o norte do estado do Rio de Janeiro, cujo fundo é dominado por recifes de corais e algas coralinas  – os rodolitos, que têm estrutura de carbonato de cálcio – e todos os organismos que vivem ao redor. Da mesma forma, as áreas costeiras de estuários – aquelas onde os rios desembocam no mar –, que em geral são regiões densamente povoadas, recebem um grande volume de material orgânico, vindo de esgoto não tratado, como acontece em um grande número de cidades brasileiras. A degradação desse material igualmente acelera a produção de CO2 in situ, o que pode agravar a acidificação.

“As mudanças de uso do solo, como o revolvimento da terra para áreas extensas de plantio, o desmatamento e a principalmente a queima de combustíveis fósseis, tudo isso aumenta de forma acelerada a emissão de CO2 para a atmosfera”, alerta Letícia. Ela explica que foi somente a partir dos anos 1990 que a comunidade científica realmente voltou os olhos para esse processo e suas consequências. “Como ainda não há políticas nacionais de financiamento para estudos sobre esse tema, as pesquisas ficam muito dificultadas”, diz a pesquisadora. “Em outros países, como o Chile, Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e África do Sul, há programas e políticas nacionais para entender e propor adaptações ou soluções mitigadoras para a acidificação”, acrescenta.

Saídas para esse impasse existem. Para começar, seria preciso intensificar o uso de energias limpas, como a eólica e a solar, em substituição aos combustíveis fósseis. “Quanto menos energia se gasta, menos emissões se produz. Até mesmo o cidadão comum pode, e deve, colaborar. Banhos rápidos, racionalização do uso dos aparelhos de energia elétrica, e, claro, opção pelos transportes coletivos são medidas simples, mas que certamente produzirão um bom resultado se adotadas por um grande contingente de usuários conscientes. Paralelamente, seriam necessárias políticas públicas que reduzissem a produção de CO2, sobretudo na atividade industrial. Só assim, daríamos os primeiros passos para enfrentar toda essa situação”, conclui.

Mais informações sobre a pesquisa podem ser encontradas no artigo The Western South Atlantic Ocean in a High-CO2 World: Current Measurement Capabilities and Perspectives, assinado pelos pesquisadores Kerr, R., da Cunha, L. C., Kikuchi, R. K. P., Horta, P. A., e outros, que pode ser encontrado em: http://repositorio.furg.br/handle/1/5826

 

Disponível em: http://www.faperj.br/?id=3145.2.4

BOLETIM ELETRÔNICO SBQ – N° 1214 – 31/03/2016

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31/03/2016

 

 

 

Dando prosseguimento ao processo eleitoral eletrônico para eleger os membros para compor a Diretoria, o Conselho Consultivo, o Conselho Fiscal, as Secretarias Regionais e as Diretorias Divisionais da SBQ, gestão 2016/2018, comunicamos que já foi iniciada, no dia 28 de março, a fase final das eleições SBQ 2016. » Veja mais…

 

RA terá experimentos e workshop de moléculas para adolescentes
Com o tema de Química e Alimentos, a SBQ está preparando uma grande atividade voltada a estudantes do ensino Fundamental e Médio na 39ª Reunião Anual, que será realizada em Goiânia de 30 de maio a 2 de junho. »Veja mais…

 

VEJA TAMBÉM NESTA EDIÇÃO:

NOTÍCIAS

 

Biblioteca digital concentra a produção da USP e de outras milhares de universidades – Planejada e construída por pesquisadores e alunos da Universidade de São Paulo, a Biblioteca Digital Vérsila indexa e oferece ao público gratuitamente cerca de 50 milhões de teses, dissertações, artigos e documentos acadêmicos. » Veja mais…

 

  Ministro da Ciência e Tecnologia apresentará prioridades da pasta para 2016 – A agenda e as prioridades do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCT) para o ano de 2016 serão tema de audiência pública na terça-feira (29) na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT). » Veja mais…

 

Is there a crisis in organic chemistry education? – Symposium organizers drew attention to a session earlier this month at the ACS national meeting in San Diego with a provocative title: “Is There a Crisis in Organic Chemistry Education?” But many of the speakers—most of whom work in academic publishing—responded with a “no,” threatening to deflate the advertised anxiety. » Veja mais…  

 

  Governo investiu mais de R$ 200 milhões em tecnologias para desenvolver o biodiesel – O biodiesel, por ser produzido a partir de plantas como o pinhão manso, a palma e, atualmente, a soja, é uma fonte de energia renovável que produz menos danos ambientais e com um grande potencial competitivo em relação ao óleo diesel. » Veja mais…

 

Chile recebe apoio brasileiro para criação do Ministério de Ciência e Tecnologia – À delegação de autoridades chilenas, ministro Celso Pansera apresentou os avanços do MCTI no desenvolvimento científico e tecnológico do Brasil. “Temos uma experiência já consolidada”, disse Pansera. »Veja mais…  

 

  FAPESP aumenta valores de bolsas –O Conselho Técnico-Administrativo da FAPESP aprovou proposta da Diretoria Científica de reajustar em 11% os valores de bolsas oferecidas pela Fundação a partir de 1º de abril de 2016. » Veja mais…

 

Projeto de bolsista do CNPq divulga ciência por meio de vídeos –O projeto Mulheres Cientistas: promovendo o interesse de meninas na ciência por meio da física surgiu quando a professora e vice-coordenadora do projeto, Daniela Borges Pavani da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) teve a ideia de discutir na escola e na universidade o porquê da baixa representatividade de mulheres na ciência, do desinteresse de meninas em idade escolar pelas carreiras nos campos de ciência e tecnologia. » Veja mais…

 

Importações de produtos químicos caem 16,3% no primeiro bimestre – O déficit acumulado da balança comercial de produtos químicos atingiu US$ 3,1 bilhões nos dois primeiros meses do ano. O valor representa uma queda de 20,8% em relação ao mesmo período do ano passado. » Veja mais…

 

Impasse burocrático desacelera pesquisas com material genético –Cientistas e empresas que fazem pesquisa com material genético de plantas, animais e microrganismos reclamam que um impasse burocrático criou um obstáculo inusitado para seu trabalho, impedindo a remessa de amostras para estudo no exterior e a publicação de resultados científicos baseados nesse material. » Veja mais…  

 

Presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro diz que proposta de corte de orçamento da Faperj não deve ser votada –O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Jorge Picciani (PMDB), reuniu-se nesta quarta-feira, 30, pela manhã, com representantes de entidades científicas para discutir os rumos da PEC 19/2016, que pede a redução em até 50% do orçamento da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj). » Veja mais…

 

  Cientistas discutem avanços e pendências seis anos após 4ª Conferência de CT&I – No dia 23 de março, reuniram-se na sede da Academia Brasileira de Ciências (ABC), representantes de algumas das principais instituições científicas brasileiras para uma reunião, convocada pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), para discutir o que já foi posto em prática e o que ainda está pendente das proposições da 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Sustentável (CNCTI), realizada em 2010, em Brasília. » Veja mais…

 

CALENDÁRIO DE EVENTOS DA QUÍMICA – SBQ

Informe-se sobre os eventos da área de química divulgados pela SBQ, acessando nosso calendário mensal, clique aqui.

 

EVENTOS

1. 7º Congresso Internacional do Alumínio
2. 1° Congresso de Biotecnologia da Região Sul – 1° BiotecSul
3. 1º Workshop de Espectrometria de Massas Inorgânica
4. XV Brazil-MRS Meeting: aberta a submissão de trabalhos
5. Terceiro Simpósio Ibero-americano de Química Orgânica (SIBEAQO-III)

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OPORTUNIDADES

CONCURSOS PÚBLICOS E PROCESSOS SELETIVOS PARA CONTRATAÇÃO DE DOCENTES

1. Concurso público para professor adjunto (Química Inorgânica)
– UNIFEI/Campus Itajubá
2. Concurso para docente (Ensino de Química) – UFS/Campus de Itabaiana

PROCESSOS SELETIVOS EM PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO

1. Mestrado em Agroquímica – UFES – Campus de Alegre

BOLSAS DE GRADUAÇÃO, DOUTORADO, PÓS-DOC OU SANDUÍCHE

1. Vaga para Pos-Doc – Instituto de Química/USP
2. Chamada de pré‐qualificação para contração de profissionais para               projeto de Inovação Tecnológica (UFMG-CDTN/CNEN)

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Pesca no Rio Doce está proibida por causa de contaminação de metais

 

Origem do material poluente será divulgada daqui a um mês, diz ICMBio.
Instituto recomendou que pesca continue proibida por tempo indeterminado.

Pescador lamenta não poder tirar mais peixes do Rio Doce, no Espírito Santo (Foto: Viviane Machado/ G1)Pescador lamenta não poder tirar mais peixes do Rio Doce; foto de 23/02/2016 (Foto: Viviane Machado/ G1) 

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) recomendou que a pesca no  Rio Doce continue interrompida por prazo indeterminado, em função da presença de elevados níveis de contaminação por metais tóxicos nos peixes e crustáceos da região.

Os resultados preliminares da análise técnica colhida em janeiro, na Foz do Rio Doce, no Espírito Santo, ainda vão passar por uma nova etapa para identificação da origem dos contaminantes.

O relatório final e conclusivo desta fase da expedição – numa viagem de grande porte coletando peixes, água e sedimentos – sairá no final de abril, daqui a um mês, segundo o Instituto.

Por ora, não se pode fazer uma associação direta da contaminação com os resíduos de mineração da Samarco no rio, mas a incidência desse material aumentou após o rompimento das barragens de lama em novembro passado. É o que afirma o presidente do ICMBio, Cláudio Maretti, para quem os resultados preliminares dos laudos são “preocupantes”.

“Não podemos associar diretamente a lama da barragem ao aumento dos metais, mas há uma concentração maior desse material após o acidente. No entanto, pode ser efeito do movimento de lama ao longo do rio, mobilizando uma poluição já depositada antes do vazamento. Teremos uma nova posição em meados ou fim de abril”, explica Maretti.

Essa data pode ser o dia 17, já com encaminhamento de ações para começar o trabalho de recuperação na região, dentro do plano acordado pelo poder público com a Samarco com aval da Justiça.

Peixe agoniza na lama do Rio Doce (Foto: Leonardo Merçon/ Instituto Últimos Refúgios)
Peixe agoniza na lama; foto de 12/11/2015. (Foto: Leonardo Merçon/ Instituto Últimos Refúgios)

 

Novas análises
Em apresentação dos pesquisadores para o Ibama, ICMBio e ministério do Meio Ambiente em Brasília, nesta quarta-feira (30), o grupo de trabalho dos governos federal, capixaba e mineiro – que acompanha a recuperação da área afetada pela lama da Samarco – decidiu por uma nova expedição na região.

Após a atual etapa de monitoramento, iniciada três dias após o rompimento de rejeitos, haverá uma nova rodada do navio do ICMBio em abril para resultados em junho.

Os dados de água, vida marinha e sedimentos continuarão a ser analisados num prazo de 10 anos, dentro do acordo firmado pelos governos com a Samarco para recuperação socioambiental. Universidades da região e a Marinha se mobilizam nessas expedições.

Danos à saúde
Enquanto isso, o relatório da expedição de janeiro no rio deverá sair em um mês, mas o ICMBio manteve a recomendação de proibir a pesca “para prevenção de danos à saúde humana e por prevenção de piores danos se acumulando no meio ambiente”.

“Os dados são muito complexos, não são simples, e vamos continuar analisando caso a caso, momento a momento. Veja que a situação da água é dinâmica: a amostra coletada de água numa profundidade pode representar chuva no dia anterior, vento sul ou nordeste, se houve chuva na cabeceira do Rio Doce ou se a chuva foi só no litoral”, afirma o presidente do ICMBio.

Além disso, trata-se de um conjunto de análises de superfície e fundo, de sedimentos e vida marinha, de maior ou menor acumulação, mais ao Norte ou mais ao Sul. “Há um conjunto de amostras para evitar dados desgarrados”, frisa Maretti.

Preocupado, o ICMBio decidiu juntar aos pesquisadores as secretarias de meio ambiente estaduais para avaliação dos dados na reunião desta quarta. “O processo é mais longo e mais complexo. Na verdade, há uma série de dúvidas e nem relatório final temos ainda, mas temos informações preliminares de níveis de metais acima do permitido pela legislação”, reconhece o presidente do instituto, ligado ao ministério do Meio Ambiente.

 

Disponível em: http://g1.globo.com/espirito-santo/desastre-ambiental-no-rio-doce/noticia/2016/03/pesca-no-rio-doce-esta-proibida-por-causa-de-contaminacao-de-metais.html

Conheça as contribuições da cerveja para o mundo

Pasteurização, sistemas de resfriamento artificiais e escrita são algumas das contribuições da bebida para a humanidade.

 

Da próxima vez que você ligar o seu ar-condicionador, saiba que ele só está ali graças à cerveja. E não é só isso: alimentos pasteurizados, bomba hidráulica e o próprio advento das civilizações são algumas transformações que podem ser creditadas àquela gelada que você toma no fim de semana. A evolução da bebida e de seus processos de fabricação foi marco para diversas invenções que hoje facilitam a nossa vida. Confira algumas das contribuições mais relevantes da cerveja para o mundo.

Primeiras civilizações

O início das plantações de cevada pelos sumérios entre 9000 e 7000 a.C teve papel fundamental para o surgimento dos primeiros assentamentos da civilização. Antes nômades, eles começaram a cultivar o grão regularmente na região da Mesopotâmia, onde ele era transformado em pão e cerveja.

Escrita

Os sumérios também foram um dos primeiros povos que se tem registros históricos a desenvolverem uma forma de escrita. E um dos motivos era guardar receitas de cerveja. Eles começaram a gravar pictogramas em barro para registrar transações comerciais e a forma de produzir a bebida alcoólica fermentada que deu origem à cerveja.

Pirâmides

As pirâmides egípcias foram erguidas graças à cerveja. Os faraós pagavam os trabalhadores das obras de seus futuros mausoléus com cerca de 4 litros de cerveja por dia. A bebida não era apenas um pagamento, era também o alimento dos trabalhadores, já que na época ela era considerada um pão líquido. “Na Alemanha, ela é até hoje considerada alimento”, comenta Alfredo Ferreira, do Instituto da Cerveja Brasil (ICB).

Refrigeração artificial

Para ser produzida, a cerveja precisa de refrigeração, especialmente na fase de maturação, quando sua temperatura deve ficar em torno de 0ºC. Como no verão isso era praticamente impossível, o engenheiro alemão Carl von Linde desenvolveu um sistema de refrigeração artificial. “Se hoje a gente tem ar-condicionado, é porque lá atrás se preocuparam em refrigerar a cerveja”, comenta Alfredo.

Purificação da água

No passado, especialmente no período medieval, a cerveja funcionava como um substituto da água. Naquela época, muitas fontes aquíferas eram repletas de doenças graves como cólera e peste negra. Por isso, muitos religiosos – na época, os principais fabricantes de cerveja – recomendavam ela no lugar da água. Eles acreditavam que forças divinas havia purificado a bebida, mas na verdade era a fervura e a fermentação que haviam feito isso. “Depois que a cerveja fermenta, ela tem um pH muito baixo, que faz com que micro-organismos patogênicos não se desenvolvam”, explica Alfredo. Acredita-se que muitas civilizações se salvaram do extermínio por beberem cerveja no lugar de água poluída.

Pasteurização

A pasteurização é um processo no qual se aquece a cerveja a temperaturas entre 65º e 70º, para logo em seguida resfriá-la abruptamente. Geralmente creditada ao leite, a pasteurização começou, na verdade, graças à cerveja. O microbiólogo Louis Pasteur registrou o processo em um livro chamado Études sur la Bière (Estudos sobre a Cerveja), em 1876. Pasteur trabalhava com cervejarias e, para entender porque a bebida estragava, estudou células de levedura e descobriu as bactérias. Assim, ele provou que esses micro-organismos prejudicavam o sabor e desenvolveu a solução, a pasteurização.

Escala de pH

A necessidade da cervejaria dinamarquesa Carlsberg em controlar a acidez da sua cerveja levou a criação da escala de pH, usada até hoje em qualquer procedimento químico. O químico Soren Sorensen percebeu que quanto mais ácida era a cerveja, mais ela apresentava íons de hidrogênio. Assim, ele criou o modelo da escala de pH, para controlar esse efeito na bebida.

Bomba hidráulica

Não foi para apagar incêndios que as primeiras bombas hidráulicas surgiram. O engenheiro britânico Joseph Bramah criou em 1785 a primeira bomba hidráulica para retirar a cerveja dos barris. “Só alguns anos depois ele patenteou para uso em caminhões de incêndio”, explica Alfredo.

Disponível em: http://g1.globo.com/especial-publicitario/somos-todos-cervejeiros/noticia/2016/03/conheca-contribuicoes-da-cerveja-para-o-mundo.html?utm_source=projetos-epeciais&utm_medium=native-ads&utm_campaign=projetos-especiais

Atrasos em bolsas da Faperj atrapalha trabalhos científicos do RJ

Bolsistas não receberam em janeiro, fevereiro e março.
Pesquisadores sofrem com problemas financeiros.

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A pesquisadora Stella Rodriguez estuda comunidade localizada no maciço da Pedra Branca (Foto: Stella Rodriguez/ Arquivo Pessoal)

 

Os bolsistas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) sofrem com a irregularidade e atrasos no pagamento do benefício. Os pesquisadores não recebem pagamento desde dezembro. Como um dos requisitos para a bolsa é a dedicação exclusiva, a falta de pagamento implica, em muitos casos, na falta do sustento que paga os custos de suas pesquisas. Por causa disso, várias pesquisas relevantes que geram dados científicos relevantes estão paradas por falta de investimento.

Os bolsistas da Faperj não foram pagos no mês de janeiro. O valor de fevereiro foi prometido para o mesmo dia de pagamento dos servidores estaduais, na última sexta-feira (11). Porém, os valores não foram depositados até a edição desta reportagem. Questionada pelo G1, a instituição informa que o pagamento não foi realizado por causa de um problema técnico no novo sistema da Secretaria de Fazenda que opera a transferência bancária.

Em um encontro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Os bolsistas foram informados que o pagamento do benefício de janeiro só será realizado no mês de julho. A notícia foi comunicada pelo subsecretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio, Tande Vieira. O encontro na assembleia tinha como objetivo a discussão do Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 19/2016, que tem como objetivo reduzir em 50% o orçamento da Faperj.

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Audiência pública sobre a Faperj ficou lotada, com público sentado no chão da Alerj (Foto: Matheus Rodrigues/G1)

 

A antropóloga Stella Rodriguez, da UFRJ, faz um trabalho de mapeamento da comunidade quilombola de Vargem Grande, localizada no maciço da Pedra Branca. Durante seis meses, o trabalho da pesquisadora percorreu caminhos e coletou dados que os órgãos oficiais não possuem sobre os moradores da região. Além do trabalho cartográfico, Stella registrou costumes e histórias do grupo em seu trabalho de pós-doutorado pela UFRJ.

A bolsa que Stella recebe está atrasada desde dezembro, assim como o de todos os outros pesquisadores. Assim, a pesquisa que já contava com poucos recursos, praticamente parou.
“Não dá para ir a campo sem ter recursos para se mobilizar. Tudo tem uma despesa. A bolsa é o nosso ganha pão. É o nosso salário. Você assina um contrato de exclusividade e tem que se dedicar à pesquisa que produz”, afirma Stella.

Além dela, outros cinco mil pesquisadores considerados de excelência no Estado do Rio não sabem como vão seguir com seus estudos ou mesmo pagar as próprias contas. As bolsas da Faperj, que oferece valores que são considerados como acima do mercado científico brasileiro, costumam atrair os melhores estudantes dos cursos que possuem melhor qualificação nas diversas áreas do conhecimento nas universidades do RJ.

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro é subordinada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Governo do Estado do RJ. Atualmente, os bolsistas de iniciação científica recebem R$ 420 por mês. Os do mestrado ganham R$ 1,6 mil ou R$ 2,2, dependendo da qualificação do curso onde estudam e de suas notas. Os cientistas que estão no doutorado recebem R$ 2,3 mil ou 3,05 mil, de acordo com os mesmos critérios. Os de Pós-doutorado recebem R$ 4,7 mil. As informações sobre valores foram passadas pela própria Faperj. Os contratos não incluem nenhum benefício como o pagamento do 13º salário ou FGTS.

“Para mim, a Faperj sempre foi uma instituição séria. Para muitos de nós, ser escolhidos pela Faperj sempre foi uma honra e fazer parte dela é uma espécie de mérito. São bolsas com uma grande concorrência e fazer parte da instituição é uma espécie de prêmio. Nós nos encontramos em uma situação de humilhação. De vexame. Nós não estamos honrando as nossas contas. E você vai ficando sem energia para se dedicar à pesquisa. Porque você só pensa em como vai pagar as contas do mês”, explica a antropóloga.

Uma prova da importância do conhecimento gerado pela pesquisadora é o depoimento de Sandro da Silva, de 42 anos, que nasceu e cresceu na comunidade pesquisada por Stella. Ele afirma que todos os quilombolas estão, pela primeira vez, conseguindo enxergar a importância da própria história.

“O trabalho dela é inédito, porque nunca tivemos o mapeamento dessa área. Somos desconhecidos pelo Ipea, pelo IBGE. E o trabalho dela mostra o nosso modo de vida e a nossa cartografia. Nós estamos nos vendo. Não tínhamos a ideia da amplitude e diversidade do que somos. Por isso ele precisa continuar”, explicou Sandro.

Outro pesquisador que sofre com a falta de pagamento da bolsa de pesquisa é o historiador Gabriel Siqueira, mestrando no Programa de Pós-graduação em Políticas Públicas e Formação Humana na Uerj. Classificado como um aluno de “mestrado nota 10”, graças à boa nota, ele trocou uma bolsa do Capes por uma da Faperj. Ele reclama da falta de informações da instituição sobre o problema, o que aumenta a insegurança dos estudantes.

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O historiador Gabriel Siqueira trocou uma bolsa da Capes pela da Faperj, onde não recebe desde dezembro (Foto: Gabriel Siqueira/ Arquivo pessoal)

 

“Nós não recebemos informações e não somos assistidos da maneira que deveríamos ser. A instituição se esquiva, passa informações que não se concretizam”, explicou Gabriel, que afirma que vive com a ajuda do irmão, da família e de amigos.

Ele afirma que, apesar das dificuldades, tenta conduzir sua dissertação sobre os impactos das políticas afirmativas na Uerj.

“Eu continuo pesquisando porque não quero me atrasar e nem atrasar o meu programa. A universidade da qual eu faço parte merece que eu a termine”, explicou o pesquisador.

O biólogo Luiz Duarte, aluno do doutorado do Programa de Pós-graduação em Ecologia e Evolução da Uerj trabalha na identificação e conectividade genética de peixes que vivem em recifes da Baía de Todos os Santos. Algumas espécies estudadas pelo pesquisador estão em extinção e não possuem nenhuma informação genética armazenada no mundo. Uma delas terá a primeira sequência de DNA da espécie disponibilizada após a conclusão do trabalho. A falta de verba, usada para custear os gastos gerados pela coleta do material no fundo do mar, como embarcações, cilindros de mergulho, combustível e material de coleta são bancados pela bolsa.

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Peixe Elacatinus figaro, um dos estudados pelo biólogo Luiz Duarte (Foto: Luiz Duarte/ Arquivo pessoal)

 

“Estou atrasado nas amostragens. Deveria ter concluído os censos visuais ainda este mês, mas não foi possível. Preciso ir ao Rio de Janeiro para continuar sequenciando as amostras de DNA e pegar as disciplinas do doutorado. Mas sem bolsa há dois meses estou com o nome no SPC e sem condição de dar continuidade ao trabalho”, explicou o biólogo.

A falta de pagamento, além de atrapalhar a pesquisa, complica a sua vida pessoal, já que a bolsa é o sustento de Luiz. Ele afirma que, além da pesquisa, a falta de pagamento atrapalha o seu sonho. Luiz acompanhou a sessão da Alerj que discutiu o atraso e a PEC que prevê a redução do orçamento da Faperj em 50%.

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Pesquisa do biólogo Luiz Duarte foi interrompida pela falta de pagamento (Foto: Luiz Duarte/ Arquivo pessoal)

 

“Pedi empréstimo a um amigo para renovar minha CNH e poder continuar dirigindo. Existem peixes do doutorado esperando para serem processados no congelador da minha casa. Não tenho como viajar para Feira de Santana, onde faço a extração do DNA e deposito os peixes no Museu de Zoologia da UEFS, parceira no estudo”, conclui Luiz.

Disponível em: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2016/03/atrasos-em-bolsas-da-faperj-atrapalha-trabalhos-cientificos-do-rj.html

Duas oportunidades de Bolsa de Pós-Doutorado em Biologia Geral e Bioquímica

 

16 de março de 2016

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Bolsistas integrarão projetos de pesquisas desenvolvidos no Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades que tem sede na UNICAMP (foto: Wikimedia Commons)

 

Agência FAPESP – O Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades (OCRC) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) apoiados pela FAPESP, oferece duas oportunidades de bolsa de Pós-Doutorado. Os prazos de inscrição para as duas bolsas encerram em 28 de março.

A primeira bolsa, na área de Programação Fetal, está vinculada ao programa de investigação de Estudos Experimentais de diferentes aspectos da Biologia do Desenvolvimento e Controle da Pressão Arterial, especialmente focado nos fatores ambientais maternos (nutricionais) que impactam no desenvolvimento do coração e do rim e na disfunção de órgãos na prole adulta.

O projeto leva em conta o rápido aumento em todo o mundo da obesidade e do diabetes materno e tem como objetivo avaliar o impacto da deficiência de nutrientes durante a gestação sobre aspectos do desenvolvimento e da fisiologia de órgãos na prole.

O grupo de pesquisa mostrou que a redução do número de nefros e alterações cardíacas está associada a um maior risco de hipertensão e alteração na manipulação renal de sódio no adulto. Estudos demonstram alterações morfológicas e funcionais em áreas de controle autonômico do sistema nervoso central associadas com a programação fetal.

Os candidatos a esta bolsa devem ter doutorado; experiência em análise morfológica por microscopia de luz e confocal; conhecimento de técnicas de biologia celular e molecular, com experiência em estudos de expressão gênica por PCR em tempo real, expressão de miRNAs e análise bioinformática; conhecimento sobre fisiologia renal e cardiovascular. Além disso, espera-se que tenham habilidade de trabalho em ambiente multidisciplinar. É desejável, mas não obrigatória, experiência anterior de pesquisa em programação fetal.

O projeto será conduzido no Laboratório do Metabolismo Hidrossalino, na Faculdade de Ciências Médicas, Unicamp, sob a supervisão de José Antonio Rocha Gontijo, financiado pelo OCRC e com acesso às instalações da universidade.

Os interessados devem enviar para o e-mail obesity.ocrc@gmail.com (tendo como assunto: Pós-Doutorado OCRC), carta de interesse, duas cartas de recomendação, resumo da pesquisa desenvolvida durante o doutorado, resumo do currículo e proposta de pesquisa.

A oportunidade está publicada em www.fapesp.br/oportunidades/1047/.

A segunda bolsa oferecida pelo OCRC, na área de Síntese Orgânica, oferecerá ao bolsista a oportunidade de participar de um programa de pesquisa visando a descoberta de novas moléculas químicas para o tratamento da diabetes de tipo II e de outras doenças relacionadas com a obesidade.

De acordo com a mais recente estimativa da OMS, cerca de 350 milhões de pessoas sofrerão de diabetes até o ano de 2025. Além disso, a mortalidade global direta e indiretamente associada com a obesidade está aumentando rapidamente em todo o mundo e é considerada uma epidemia global.

Os candidatos devem ter grau de doutoramento, sólida experiência em química orgânica sintética e estar disposto a trabalhar em um ambiente multidisciplinar. Experiência anterior em pesquisa química medicinal é desejada, mas não obrigatória.

O bolsista selecionado será responsável pela concepção e síntese de uma pequena biblioteca de compostos com potencial atividade antidiabética. Espera-se que o bolsista interaja com grupos localizados na Faculdade de Medicina e no Instituto de Biologia da Unicamp, responsáveis pelos ensaios biológicos, tais como ensaios de secreção de insulina e ativação das vias de sinalização da insulina em sistemas de células isoladas e roedores vivos.

O trabalho de síntese será realizado no Instituto de Química da Unicamp, sob a supervisão dos professores Ronaldo A. Pilli e Julio C. Pastre, com acesso às instalações do OCRC, incluindo sistemas de fluxo contínuo.

Os candidatos devem enviar para o e-mail pilli@iqm.unicamp.br (assunto: aplicação OCRC_post doctoral) os seguintes documentos: declaração de interesse na posição, duas cartas de recomendação, breve resumo da pesquisa de doutorado, currículo curto e resumo da proposta de pesquisa (breve descrição sobre a família potencial de compostos que podem ser sintetizados e avaliados, incluindo um plano sintético).

A oportunidade está publicada em http://www.fapesp.br/oportunidades/1054/.

Os bolsistas selecionados para as duas oportunidades oferecidas pelo OCRC receberão bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP no valor de R$ 6.143,40 mensais e Reserva Técnica. A Reserva Técnica da bolsa de PD equivale a 15% do valor anual da bolsa e tem o objetivo de atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa.

Caso o bolsista resida em domicílio diferente e precise se mudar para a cidade onde se localiza a instituição sede da pesquisa, poderá ter direito a um Auxílio-Instalação.

Mais informações sobre a bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP estão disponíveis em www.fapesp.br/bolsas/pd.

Outras vagas de bolsas de Pós-Doutorado, em diversas áreas do conhecimento, estão no site FAPESP-Oportunidades.

 

Disponível em: http://agencia.fapesp.br/duas_oportunidades_de_bolsa_de_posdoutorado_em_biologia_geral_e_bioquimica/22850/

Pós-Doutorado em Ecologia Marinha na USP

11 de março de 2016

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Vaga com bolsa da FAPESP, vinculado ao projeto Marine E-thec, está disponível no Instituto Oceanográfico, com inscrições até o dia 25 de março (imagem: CPRM)

 

Agência FAPESP – O Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO-USP) oferece uma vaga de Pós-Doutorado com bolsa da FAPESP. Inscrições serão recebidas até o dia 25 de março.

A oportunidade está vinculada ao Projeto Temático Depósitos marinhos de ferromanganês – A principal fonte de elementos tecnológicos (MarineE-thec), fruto de uma cooperação entre a FAPESP e o Natural Environment Research Council (NERC), do Reino Unido.

A pesquisa tem como objetivo levantar questões socioeconômicas na mineração de depósitos de ferromanganês localizados na plataforma continental externa do Brasil, na Elevação do Rio Grande (ERG).

Os requisitos necessários são formação acadêmica, além de PhD/Doutorado em campo relevante (por exemplo, biologia marinha, ecologia bêntica e oceanografia de mar profundo); comprovação de publicações de alto nível; familiaridade com metodologias analíticas e matemáticas; fluência em inglês, com habilidades de comunicação oral e escrita fortes; habilidade de conduzir pesquisas independentemente; e vontade de trabalhar em um ambiente interdisciplinar.

O bolsista selecionado realizará estudos e compilará o conhecimento existente em relatórios e/ou artigo(s) de revisão, colaborando com cientistas de diferentes disciplinas; participará de cruzeiros oceanográficos e organizará campanhas de amostragem; projetará e executará sistemas de medição nos parâmetros da coluna d’água e dos sedimentos, como sonar de varredura lateral (multibeam) e meio/macrobentos; usará abordagens estatísticas multivariadas para caracterizar e mapear a biodiversidade funcional; analisará os resultados da pesquisa conduzida; escreverá os resultados na forma de relatórios e publicações científicas de alta qualidade; e disseminará informações sobre o projeto e seus resultados tanto para a comunidade científica como para tomadores de decisão.

A vaga requer dedicação em tempo integral, por 40 horas semanais ao longo de 24 meses, com possibilidade de extensão por mais dois períodos de 12 meses.

Interessados devem encaminhar uma cópia do curriculum vitae, uma carta declarando interesse e nomes de dois contatos de referência para o Professor Alexander Turra (turra@usp.br).

A oportunidade está publicada no endereço www.fapesp.br/oportunidades/1040.

O selecionado receberá bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP no valor de R$ 6.143,40 mensais e Reserva Técnica. A Reserva Técnica da bolsa de PD equivale a 15% do valor anual da bolsa e tem o objetivo de atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa.

Caso o bolsista resida em domicílio diferente e precise se mudar para a cidade onde se localiza a instituição sede da pesquisa, poderá ter direito a um Auxílio-Instalação.

Mais informações sobre a bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP estão disponíveis em www.fapesp.br/bolsas/pd.

Outras vagas de bolsas de Pós-Doutorado, em diversas áreas do conhecimento, estão no site FAPESP-Oportunidades.

Disponível em: http://agencia.fapesp.br/posdoutorado_em_ecologia_marinha_na_usp/22823/

Mau uso da água subterrânea agrava a crise hídrica

11 de março de 2016

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Esquema, em corte vertical, dos aquíferos de Recife: consumo descontrolado está forçando a entrada de águas do mar e de águas salobras de aquíferos superficiais, com risco de degradação irremediável.

José Tadeu Arantes | Agência FAPESP – Se utilizadas com critério, as águas subterrâneas podem ser um importante recurso complementar para o enfrentamento da crise hídrica. No entanto, a perfuração indiscriminada de poços e o consumo excessivo estão levando os aquíferos da Região Metropolitana de Recife ao limite de uma salinização irreversível. Ao mesmo tempo, os aquíferos da Região Metropolitana de São Paulo – que poderiam, com baixo investimento e em prazo relativamente curto, proporcionar um aporte adicional de 1 metro cúbico de água boa por segundo – encontram-se subutilizados. O duplo alerta foi feito pelo pesquisador Ricardo Hirata, do Centro de Pesquisas de Águas Subterrâneas (Cepas-USP) do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo.

O estudo sobre a situação de Recife foi coordenado por Hirata em Projeto Temático apoiado pela FAPESP: “Projeto Coqueiral: desafios associados à qualidade da água em Recife: como enfrentar a contaminação e a salinização das águas subterrâneas sob a perspectiva de mudança ambiental global e seu contexto social”.

Já o estudo sobre a situação de São Paulo foi publicado por ele e colaboradores na Revista DAE, mantida pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo): “Água subterrânea para abastecimento público na Região Metropolitana de São Paulo: é possível utilizá-la em larga escala?”.

Aquíferos de Recife: consumo e salinização

“Na contabilidade oficial, a água subterrânea atende a 13% do abastecimento público da Região Metropolitana de Recife. Mas, quando consideramos os 14 mil poços existentes na região, que cobrem as falhas no fornecimento público, descobrimos que esse número está subestimado. A água subterrânea atende de fato a 28% do consumo”, disse Hirata à Agência FAPESP.

“Milhares de poços foram perfurados sem respeito aos critérios técnicos e sem controle por parte administração pública. Não me refiro apenas poços de pouca profundidade nos bairros pobres, mas também a poços tubulares de mais de 100 metros, os chamados ‘artesianos’, em condomínios ricos como os dos bairros de Boa Viagem e Pina. Em consequência disso, os aquíferos encontram-se agora seriamente ameaçados, com intrusão de água do mar e início de salinização. Se persistir o ritmo atual de bombeamento, os aquíferos poderão estar irremediavelmente perdidos por volta de 2035”, prosseguiu o pesquisador.

Segundo dados levantados pelo Projeto Coqueiral, 70% dos poços de Recife são ilegais. E a zona sul da região metropolitana, onde reside a população de alta renda, concentra o maior número de poços tubulares privados do país. Houve um aumento dramático da perfuração durante a grande estiagem de 1997/98. A situação é agravada pelo comércio de água por meio de carros-pipa, que se tornou um negócio altamente rentável na cidade. Os proprietários dos veículos enchem os tanques com água de poço e saem vendendo nos condomínios. “Recife vive a típica ‘tragédia dos comuns’, quando a soma das soluções individuais [perfuração de poços] acarreta um problema para todos [superexploração dos aquíferos]”, comentou Hirata.

O bombeamento desmedido ameaça fazer agora aquilo que uma elevação de quatro metros do nível do mar, ocorrida há cerca de 5 mil anos, não conseguiu fazer: salinizar os aquíferos. “Fizemos a datação da água dos aquíferos profundos por meio do teste do carbono 14 [que estabelece a data do material pela proporção entre os isótopos 14 e 12 do carbono presentes na amostra]. E descobrimos que essa água é doce e pura há mais de 18 mil anos. Sabemos que, há cerca de 7 mil anos, o mar começou a subir. E atingiu seu nível máximo, quatro metros acima do atual, por volta de 5 mil anos atrás. Mas o decorrente avanço do oceano para o interior da área continental não foi suficiente para alcançar a área de recarga dos aquíferos. Por isso, eles não foram salinizados”, informou o pesquisador.

Essa área de recarga é uma elevação topográfica, de rochas do embasamento cristalino, existente na região serrana que fica a oeste de Recife. É por ela que as águas das chuvas, que se infiltram no solo, entram nos aquíferos. Se, no último grande avanço, o mar tivesse chegado até essa região, os aquíferos teriam sido salinizados. Mas isso não aconteceu.

De fato, houve uma salinização em época anterior, há cerca de 120 mil anos, quanto o nível do oceano esteve muito mais alto. Mas, com a continuidade do processo de recarga, novas águas doces despejadas pelas chuvas foram se infiltrando nos aquíferos ao longo de milênios, empurrando a água salgada através do aquitarde (rochas de baixa permeabilidade, associadas às formações Paraíso e Estiva), até a área de descarga no fundo do mar.

“Existe um movimento natural de oeste para leste. As águas novas entram nos aquíferos na área de recarga, e saem no mar. Esse mecanismo faz com que a idade das águas subterrâneas seja crescente de oeste para leste. Elas são mais jovens perto da serra e mais velhas perto da costa. Mas esse ciclo está sendo comprometido agora pelo bombeamento excessivo, que diminui as cargas hidráulicas da água doce no interior dos aquíferos e possibilita a intrusão da água salgada”, explicou Hirata.

Projeto Coqueiral

Segundo o pesquisador, conduzir o Projeto Coqueiral foi como montar um grande quebra-cabeças. A pesquisa integrou estudos nas áreas de geologia, hidrogeologia, macrossociologia (urbanização e política institucional de gestão da água), mesossociologia (percepções e participações coletivas no manejo da água) e microssociologia (práticas individuais relativas ao uso da água). Muitas informações sobre o passado remoto, relativas à evolução do nível do mar ou às variações do clima regional, ficaram registradas nas águas subterrâneas. E foram recuperadas por meio de miríades de análises.

Por exemplo, o conhecimento de que houve uma intrusão de água salgada no passado remoto foi possível porque se sabe que, nos processos de salinização e dessalinização, muito frequentes em aquíferos, existe uma troca de cátions, que fica registrada na água. Foi esse registro que permitiu constatar a ocorrência de uma salinização do aquífero e de uma posterior “lavagem” (freshening) com água doce. “Como a última grande ingressão do mar no continente capaz de causar tal salinização aconteceu há 120 mil anos, acreditamos que, desde então, o aquífero está sendo dessalinizado. E, como as águas atuais são doces, e foram datadas pelo carbono 14 com idades variando de 8 a 18 mil anos – portanto, muito anteriores à época da mais recente elevação do nível do mar –, pudemos deduzir que, nessa segunda ocorrência, não houve salinização. Isso é consistente com outro dado, que é o fato de que uma elevação de quatro metros não é suficiente para que o avanço do mar terra adentro chegue até a área de recarga”, detalhou Hirata.

Pela medição da quantidade de gases nobres dissolvidos na água atual, foi possível determinar também qual era a temperatura da água na época da recarga, isto é, a temperatura da água há cerca de 18 mil anos. “Atualmente, a temperatura média de Recife é de 25,5º C. A temperatura média na época da recarga era 15º C. Ou seja, a região encontrava-se, então, 10 graus mais fria – o que corroborou outras estimativas sobre o clima da época, associado ao final de uma glaciação. Já as idades recentes das águas de aquíferos mais rasos foram confirmadas pela análise de gases CFCs e SF6, presentes somente em águas com menos de 60 anos. Foram muitas variáveis que, medidas, ajudaram a montar o quebra-cabeças”, afirmou o pesquisador.

As águas subterrâneas de Recife estão distribuídas em três grandes estoques: Boa Viagem, um aquífero pouco profundo e livre, vulnerável à salinização e à contaminação, amplamente utilizado pela população pobre; Beberibe, um aquífero profundo e confinado, usado no abastecimento público e industrial; e Cabo, outro aquífero profundo e confinado, usado no abastecimento privado residencial da população de maior poder econômico.

O sobreconsumo atual está salinizando não apenas o aquífero superficial, mas também os aquíferos profundos. “O bombeamento intensivo tem mudado a direção e o sentido dos fluxos de água subterrâneos. Uma parte da água que chega agora aos aquíferos profundos vem de unidades mais rasas, pela indução da recarga por meio de fluxos verticais descendentes através do aquitarde, e também do oceano, pelo deslocamento horizontal de leste para oeste”, explicou Hirata.

A quantificação desse fenômeno e relação precisa entre a taxa de extração de água e a taxa de recarga com água doce são as variáveis que os pesquisadores pretendem agora determinar, com o aperfeiçoamento da modelagem numérica.

Aquíferos de São Paulo: potencial subutilizado

Assim como em Recife, também na Região Metropolitana de São Paulo existem dois tipos de estoques de água subterrânea: o aquífero sedimentar, localizado em áreas em que o relevo é mais suave; e o aquífero cristalino, que se estende abaixo do aquífero sedimentar e aflora em locais onde o relevo é mais acidentado. “É essa água subterrânea que também dilui os esgotos lançados nos rios, sustenta a vida aquática e recarrega os reservatórios superficiais de abastecimento público em épocas de estiagem”, informou Hirata.

“Nas áreas de baixa ocupação urbana, mais permeáveis, predomina a recarga natural por chuvas; nas áreas mais impermeabilizadas e de forte urbanização, as fugas das redes públicas de distribuição, da coletora de esgotos e das galerias pluviais podem representar mais de 50% da recarga dos aquíferos”, escreveram os pesquisadores no artigo publicado na Revista DAE.

O volume de água de recarga que se infiltra anualmente nos aquíferos da Bacia do Alto Tietê é estimado em 53 m3/s. Desse montante, 33 m3/s poderiam ser captados de forma segura por meio de poços profundos, sem interferir no fluxo de base dos rios. Tal número é quase a metade da atual capacidade instalada do sistema produtor metropolitano, computada em 67,7 m3/s.

A água subterrânea já é intensamente utilizada em algumas áreas, mas sem cumprimento de critérios técnicos e gestão centralizada. “O último levantamento, realizado em 2009, estimou a existência de 12 mil poços profundos, retirando dos aquíferos cerca de 10 m3/s. Desse total, apenas 4.931 poços encontravam-se cadastrados no Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE). Em função da estiagem dos anos 2013, 2014 e 2015, o ritmo de perfurações foi intenso, especialmente de poços irregulares. E há várias zonas aquíferas com sintomas de superexploração, o que ocorre quando a taxa de bombeamento é maior do que a capacidade do aquífero, criando prejuízos ao recurso, aumentos intoleráveis aos custos da extração ou impactos ecológicos”, afirmou Hirata.

Apesar disso, a maior parte dos aquíferos da Região Metropolitana de São Paulo ainda apresenta capacidade de maior extração. E, no artigo citado, o pesquisador e seus colaboradores recomendaram ao órgão gestor que novos poços para abastecimento público fossem construídos em áreas subutilizadas, em especial onde já existe estrutura de adução e estocagem de água tratada, como uma estratégia para minimizar os impactos da crise hídrica.

“Evidentemente, o plano de construção deveria valer-se dos melhores recursos técnicos disponíveis, com a utilização de modelos digitais do terreno, imageamentos óptico e acústico das fraturas em poços, medições de velocidades de fluxos etc., resultando em sucesso na locação de poços produtivos. Além disso, uma vez construído, cada poço precisaria ser monitorado continuamente, para se obter a melhor relação entre as vazões necessárias, a exploração segura dos aquíferos e o consumo de energia elétrica, além da identificação de problemas que eventualmente exigissem manutenção. E o gerenciamento de um conjunto de poços estratégicos teria que ser integrado por um sistema automático de operação e controle por telemetria”, sublinhou Hirata.

Qualidade da água

Segundo as contas dos pesquisadores, 180 poços públicos permitiriam oferecer à população um aporte adicional de um metro cúbico de água por segundo, a um custo para construção, operação e manutenção competitivo em relação ao custo de obtenção de novas fontes de água superficial.

“Existe uma falsa percepção de que a água subterrânea da Região Metropolitana de São Paulo é de baixa qualidade devido à contaminação por esgotos, vazamentos de tanques de combustíveis em postos de serviços e infiltração de substâncias químicas em zonas industriais. Mas tais situações restringem-se apenas a determinadas áreas. Milhares de poços tubulares profundos legais existentes receberam outorga de uso porque as análises químicas requeridas demonstraram que a água era potável. De fato, a água subterrânea, especialmente quando captada nas porções mais profundas do aquífero, é melhor protegida da poluição do que a água dos reservatórios superficiais”, ponderou o pesquisador.

“Além disso, quando bem captadas, as águas subterrâneas dispensam tratamento químico, obrigatoriamente utilizado no tratamento de águas superficiais. E não geram resíduos sólidos – o que torna sua gestão muito menos custosa”, acrescentou.

Disponível em: http://agencia.fapesp.br/mau_uso_da_agua_subterranea_agrava_a_crise_hidrica/22828/

BOLETIM ELETRÔNICO SBQ – N° 1211 – 10/03/2016

 

10/03/2016

 

 

 

Participação do Prof. Kurt Wüthrich, ganhador do Prêmio Nobel de Química de 2002, na 39ª. Reunião Anual da SBQ
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A importância da Química Inorgânica para a Medicina
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Workshop do INT mostra opções de parceria com empresas em programa com R$ 2,2 bilhões para investimento na indústria química – O Instituto Nacional de Tecnologia, do MCTI, busca parcerias para reverter o quadro de pouco investimento do setor desde o ano passado » Veja mais…

 

SBPC publica manifesto pelo fortalecimento da democracia –Intitulado “Pelo estado de direito e pelo fortalecimento da democracia, com entendimento nacional e paz social”, o manifesto conclama a sociedade civil organizada a arregaçar as mangas para transformar a crise atual em instrumento de fortalecimento da democracia, propugnar pelo entendimento nacional e garantir a paz social. » Veja mais…

 

SBPC e ABC manifestam apoio ao empréstimo junto ao BID para o MCTI – Em carta encaminhada à presidente Dilma Rousseff, entidades manifestam “total apoio à iniciativa do governo federal em obter empréstimo junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) visando incrementar as atividades de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) em nosso País”. » Veja mais…

 

  Chamada do CNPq incentiva jovens pesquisadoras nas áreas de exatas, computação e engenharias – Dois anos depois do Edital, algumas dessas jovens relatam que não somente lugar de mulher é onde ela quiser estar, mas que cada uma delas pode ser uma peça na engrenagem do desenvolvimento científico e tecnológico do Brasil. » Veja mais…

 

Nova Estratégia Nacional de CT&I vai ajudar o Brasil a superar desafios, diz ministro – Em evento da Mobilização Empresarial pela Inovação, em São Paulo, ministro Celso Pansera apresentou proposta da Encti 2016 – 2019 e defendeu a modernização dos sistemas produtivos e da legislação para aumentar a competitividade do País. » Veja mais…

 

Audiência pública sobre a Faperj é adiada para o dia 16 de março – Foi adiada para o dia 16 de março, às 10h, a audiência pública que acontecerá no Palácio Tiradentes, onde fica localizada a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), para falar sobre a importância da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa no Rio de Janeiro (Faperj). » Veja mais…

 

SBPC envia nota a deputados e senadores pedindo derrubada dos vetos ao Marco Legal da CT&I – O presidente do Senado, Renan Calheiros, convocou sessão do Congresso Nacional para o dia 08/03, às 19h, para analisar os vetos presidenciais. Na nota, a presidente da SBPC, Helena Nader, reitera que os vetos inviabilizaram a legislação e vão na contramão do desenvolvimento do País. » Veja mais…

 

CALENDÁRIO DE EVENTOS DA QUÍMICA – SBQ

Informe-se sobre os eventos da área de química divulgados pela SBQ, acessando nosso calendário mensal, clique aqui.

 

EVENTOS

1. II Workshop da Pós-Graduação em Química da UFC
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OPORTUNIDADES

CONCURSOS PÚBLICOS E PROCESSOS SELETIVOS PARA CONTRATAÇÃO DE DOCENTES

1. Concurso público para professor adjunto – UFMG

BOLSAS DE GRADUAÇÃO, DOUTORADO, PÓS-DOC OU SANDUÍCHE

1. Chamada de Bolsistas para Doutorado-Sanduíche no Exterior (SWE)
2. Bolsa de pós-doutorado para o Centro de Pesquisa em Obesidade e
Comorbidades (OCRC)

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Mais sabor e saúde nas refeições diárias

Aline Salgado

A apigenina pode ser encontrada na pimenta malagueta,
na salsa, no tomilho e no aipo (Foto: Reprodução)

Em uma boa refeição brasileira não pode faltar o feijão com arroz. Mas o que pouca gente sabe é que temperos como a pimenta malagueta, a salsa, o tomilho e o aipo, além de sabor, podem trazer mais saúde para o prato e para a vida dos brasileiros. Por trás desses ingredientes que aguçam o paladar há uma substância capaz de incrementar a atividade do cérebro humano: a apigenina. Foi o que descobriram, recentemente, pesquisadores do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (Idor), do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

A equipe comprovou, em laboratório, que a substância vegetal, também presente na camomila, é capaz de aumentar a formação de neurônios humanos e fortalecer a comunicação entre eles. À frente do projeto, o pesquisador e neurocientista da UFRJ e do Idor, Stevens Rehen, explica que, até então, só se conhecia os bons efeitos da apigenina em células animais. “Já se sabia que quando os animais consomem flavonoides –  grupo de compostos vegetais ao qual a apigenina pertence –, há uma melhora na performance da memória e do aprendizado. Agora, com a descoberta dos efeitos em células humanas, temos um indicativo do forte e promissor papel terapêutico do uso dessa substância para adiar a progressão de doenças associadas à baixa formação de neurônios, como a esquizofrenia, a depressão, o mal de Parkinson e o Alzheimer”, afirma Rehen.

Em laboratório, os pesquisadores aplicaram a apigenina em células-tronco pluripotentes humanas, que têm potencial de se transformar em qualquer tipo de tecido do corpo. Após 25 dias de experimento, eles observaram que as células tratadas deram origem a neurônios, o que não ocorreria sem a aplicação da substância. Além disso, as conexões entre estes neurônios eram mais fortes e de melhor qualidade.

Stevens Rehen diz que, antes, só se conhecia os bons
efeitos da apigenina em células animais
(Foto: Reprodução)

“Além da grande eficácia na formação de neurônios, a apigenina contribuiu com a sofisticação da comunicação entre eles”, diz o pesquisador. “A plataforma tecnológica construída em laboratório nos permitiu extrair, alcançar, o melhor da pesquisa. Temos aí uma janela que se abre para trabalhos futuros”, ressalta Rehen.

Os pesquisadores observaram também que a apigenina age de modo similar ao estrogênio, hormônio feminino que em testes também tem mostrado capacidade de adiar a progressão de doenças associadas à baixa formação de neurônios, como Parkinson e Alzheimer. A apigenina se liga aos receptores de estrogênio nos neurônios e produz efeitos similares ao hormônio, porém, sem os danos colaterais associados ao uso do estrogênio, como o risco de desenvolvimento de tumores e problemas cardiovasculares. Os pesquisadores acreditam que a substância pode vir a ser uma alternativa ao estrogênio para as terapias contra doenças neurodegenerativas.

O trabalho recebeu apoio da FAPERJ, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). A pesquisa é parte da tese de doutorado de Cleide Souza, defendida no Programa de Ciências Morfológicas da UFRJ. O trabalho foi publicado no periódico Advances in Regenerative Biology, em dezembro de 2015.

Disponível em: http://www.faperj.br/?id=3119.2.7

Cientistas do Rio revelam os alvos do vírus zika no cérebro

Em pesquisa pioneira no mundo, eles descobriram que vírus mata células-tronco do sistema nervoso

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A cara do zika: A primeira imagem do mundo do vírus zika (em azul) atacando neurônios humanos – Pablo Trindade e Erick Loiola / Divulgação Idor

 

RIO – Pela primeira vez, o zika é flagrado ao destruir o cérebro humano. Um estudo de cientistas de instituições do Rio de Janeiro mostrou em laboratório a devastação provocada pelo vírus no sistema nervoso central de fetos. A pesquisa revela que o zika ataca células-tronco neuronais, mais especificamente aquelas que dão origem aos neurônios do córtex, a área mais nobre do cérebro. Esse é o primeiro estudo do mundo a demonstrar uma relação de causa e efeito entre o zika e danos neurológicos.

— Mostramos que existe uma relação causal entre o zika e a destruição do sistema nervoso — afirma o coordenador do estudo, Stevens Rehen.

Além de Rehen, da neurocientista Patrícia Garcez e do virologista Amílcar Tanuri, participaram do estudo cientistas do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Antes, havia só uma correlação entre a infecção pelo zika e a microcefalia e defeitos do sistema nervoso. Até agora, ninguém tinha observado o zika em ação dentro de células humanas.

Mais estudos serão necessários para a comprovação e o entendimento de como o zika causa uma síndrome congênita capaz de afetar várias partes do feto em desenvolvimento. O estudo foi realizado com células humanas, diferentemente de experiências em curso em instituições estrangeiras, que usam modelos animais.

“UMA CASCATA DE DESTRUIÇÃO”

Os cientistas simularam a ação do zika em diferentes períodos da gestação. Com estruturas chamadas neuroesferas (feitas de células nervosas), eles viram o que acontece quando o vírus ataca o sistema nervoso assim que este se forma. Nesse caso, a destruição é praticamente total. Com o uso de minicérebros (estruturas celulares que se organizam como o cérebro), eles observaram o que ocorre do primeiro ao terceiro mês de gestação — uma redução de 40% no crescimento e morte maciça de neurônios.

— Isso não significa que o zika não ataque outras células. Mas seu alvo parece ser as células-tronco do córtex. Com isso, ele provoca uma cascata de destruição no feto, onde essas células-tronco se proliferam — explica Rehen.

Seguindo a orientação da OMS sobre partilha de dados em caso de emergência, os resultados estarão disponíveis on-line hoje numa revista científica internacional.

Disponível em: http://oglobo.globo.com/rio/cientistas-do-rio-revelam-os-alvos-do-virus-zika-no-cerebro-18793312

Estudo aponta possível uso terapêutico da carnosina

03 de março de 2016

Karina Toledo | Agência FAPESP – Situações como abuso de álcool, consumo de tabaco, atividade física intensa, exposição à poluição veicular e envelhecimento podem causar no organismo uma elevação nos níveis de moléculas tóxicas conhecidas como aldeídos.

Por serem altamente reativos, os aldeídos em excesso danificam proteínas, ácidos nucleicos e outras estruturas importantes para o funcionamento das células. Algumas dessas lesões são possíveis vias para o desenvolvimento de patologias relacionadas ao estresse oxidativo, como inflamação, doenças neurodegenerativas, doenças cardiovasculares, diabetes e câncer.

Em um estudo divulgado recentemente na revista Scientific Reports, pesquisadores brasileiros demonstraram que uma importante aliada no processo de eliminação de aldeídos reativos é a carnosina – um dipeptídeo formado a partir da combinação entre os aminoácidos β-alanina e L-histidina.

No trabalho, apoiado pela FAPESP e coordenado por Marisa H. G. Medeiros, professora do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQ-USP), os pesquisadores elucidaram a estrutura do composto resultante da reação entre a carnosina e o aldeído insaturado acroleína. Esse aduto (produto da reação química) foi nomeado 3-metilpiridíneo carnosina.

O grupo também desenvolveu um método de alta sensibilidade para detectar e quantificar esse produto da reação carnosina-acroleína em tecidos e em fluidos biológicos, como urina e sangue.

“Desenvolvemos um método altamente específico e detectamos concentrações bastante significativas de 3-metilpiridíneo carnosina na urina de adultos não fumantes. Acreditamos que esse aduto pode ser usado como biomarcador da exposição a aldeídos endógenos [naturalmente produzidos pelo corpo, por exemplo, após exercícios intensos] e exógenos [por exemplo, aqueles inalados com a fumaça do cigarro ou de escapamentos]”, disse Medeiros.

A pesquisa foi realizada no âmbito do Centro de Pesquisa em Processos Redox em Biomedicina (Redoxoma), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP.

Na avaliação de Medeiros, os resultados apontam para um possível uso terapêutico da carnosina em patologias relacionadas com o aumento da produção de aldeídos reativos, como, por exemplo, a esclerose lateral amiotrófica.

Suplementação

A carnosina é encontrada naturalmente em tecidos como músculos, coração, cérebro, fígado, rins, entre outros. Suas concentrações podem ser elevadas por meio da ingestão de carnes ou de suplementos de β-alanina, aminoácido precursor da carnosina.

Atualmente, a suplementação com β-alanina é bastante usada por atletas com o objetivo de melhorar o desempenho durante os treinos, especialmente em práticas anaeróbicas como musculação.

“Ainda não é totalmente compreendida a ação da carnosina nos músculos. Já se sabe que ela ajuda a equilibrar o pH do tecido, que tende a diminuir com a prática de atividade física intensa, pois esta induz a liberação de ácido láctico. Acreditamos que o efeito benéfico também esteja relacionado ao fato de a carnosina se ligar a aldeídos insaturados, ajudando a eliminá-los do organismo”, explicou Medeiros.

De acordo com Medeiros, diversas vias endógenas para eliminação de aldeídos insaturados já foram descritas na literatura científica, sendo as principais a conjugação dessas moléculas com a enzima glutationa (GSH) e as reações de redução ou oxidação catalisadas pelas enzimas álcool desidrogenase, aldo-ceto redutase e aldeído desidrogenase.

Dipeptídeos contendo histidina, como é o caso da carnosina e também da homocarnosina e da anserina, são reconhecidos como agentes capazes de eliminar compostos carbonílicos insaturados, como os aldeídos. Alguns produtos resultantes da reação entre a carnosina e os aldeídos insaturados já haviam sido caracterizados e descritos na literatura.

“Nosso objetivo inicial era desenvolver um método não invasivo para detecção desses compostos já caracterizados, que poderiam servir de biomarcadores de estresse oxidativo em modelos pesquisados no âmbito do CEPID Redoxoma, como, por exemplo, o envelhecimento e a esclerose lateral amiotrófica. Mas, quando analisamos o aduto da reação carnosina-acroleína por ressonância magnética nuclear, descobrimos que sua estrutura era diferente da que havia sido descrita anteriormente e, desta forma, percebemos que havíamos caracterizado um produto inédito”, contou Medeiros.

Os pesquisadores detectaram e quantificaram o aduto em amostras de urina humana com auxílio de uma metodologia baseada em cromatografia líquida acoplada a espectrometria de massas. Nas amostras analisadas, a substância 3-metilpiridíneo carnosina foi o mais abundante metabólito de acroleína na urina.

Para Medeiros, o método de detecção representa uma ferramenta importante para identificar o aumento da produção e o acúmulo de aldeídos reativos em tecidos, bem como para desvendar o papel da carnosina na desintoxicação desses aldeídos, possibilitando o desenvolvimento de estratégias terapêuticas.

“Temos um modelo de camundongo geneticamente modificado para desenvolver uma condição semelhante à esclerose lateral amiotrófica. Nossa proposta é acompanhar a evolução da doença por meio da observação e quantificação desses adutos na urina dos animais”, contou Medeiros

O grupo do Redoxoma também inicia uma colaboração com dois professores da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP, Guilherme Giannini Artioli e Bruno Gualano, que desenvolvem estudos com atletas suplementados com β-alanina.

“Vamos monitorar a liberação desses adutos na urina dos atletas antes e depois da prática de atividade física para ver se os níveis desse possível biomarcador aumentam. Se realmente a carnosina estiver ajudando na eliminação dos aldeídos, o nível desses adutos deverá aumentar após o treino”, explicou a pesquisadora.

Disponível em: http://agencia.fapesp.br/estudo_aponta_possivel_uso_terapeutico_da_carnosina/22777/

BOLETIM ELETRÔNICO SBQ – N° 1210 – 03/03/2016

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03/03/2016

 

 

 

Os dilemas da luz visível na 39ª Reunião Anual da SBQ
A maioria dos estudos sobre os efeitos dos raios solares sobre a pele preocupa-se apenas com os raios ultra-violeta. O professor Maurício Silva Baptista, do IQ-USP, pesquisador CEPID Redoxoma em Biomedicina e do NAP-Phototec, ao contrário, tem dedicado seus quase 20 anos de pesquisa a entender os efeitos da luz visível. » Veja mais…

 

VEJA TAMBÉM NESTA EDIÇÃO:

NOTÍCIAS

 

Secretário do MEC anuncia revogação do ofício da Capes sobre cortes no Pibid – Em audiência pública, a manutenção e fortalecimento do programa receberam apoio unânime dos debatedores e parlamentares. » Veja mais…

 

  Ministro participa de cerimônia para liberação de recursos para obras em institutos de ciência e tecnologia –Recursos do CT-Infra da Finep somam R$ 100 milhões e serão usados para concluir 91 obras de infraestrutura física e laboratorial em 31 instituições. » Veja mais…

 

Aliança em Defesa do Marco Legal da CT&I se reúne para pedir derrubada dos vetos – A presidente da SBPC, Helena Nader, participou da comitiva e entregou uma carta assinada por 19 instituições argumentando que o texto final da lei retirou dispositivos “essenciais para a eliminação de gargalos que dificultam e cerceiam o desenvolvimento da inovação no Brasil”. » Veja mais…  

 

Estados e municípios pedem clareza na definição da Base Nacional Comum Curricular – Para estados e municípios, a Base Nacional Comum Curricular – que vai fixar conteúdos mínimos obrigatórios em cada etapa da educação básica – precisa de maior clareza. Secretários estaduais e municipais de educação querem que a diretriz seja aprimorada antes de ser colocada em prática em todo o país. » Veja mais…

 

  Brasil terá que desenvolver modelo próprio de controle biológico – A exemplo do que fez na agricultura, em que se tornou um dos maiores produtores agrícolas mundiais ao desenvolver uma série de tecnologias e adaptar sistemas de produção de cultivos de regiões temperadas para os trópicos, o Brasil também terá que desenvolver um modelo próprio de controle biológico. »Veja mais…

 

Ciência sem Fronteiras abriu diálogo qualificado entre instituições mas escancarou dificuldade dos estudantes de se comunicar em outros idiomas – Uma das mais louváveis iniciativas do governo brasileiro, com relação à educação superior, foi o importante movimento para ampliar a inserção do Brasil, como forte protagonista no cenário da educação internacional. » Veja mais…

 

CNPq recebe até março inscrições para o Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia – Estão abertas até o dia 07 de março deste ano as inscrições para o Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia. » Veja mais…

 

Nota de esclarecimento da Representação da OPAS/OMS no Brasil sobre o uso do larvicida Pyriproxyfen – A Representação da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) no Brasil esclarece que o uso do larvicida Pyriproxyfen (4-phenoxyphenyl (RS)-2-(2-pyridyloxy)propyl ether) é seguro para o controle do mosquito Aedes aegypti. »Veja mais…  

 

Fiocruz: epidemias de dengue, zika e chikungunya são problemas muito complexos – O vice-presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Valcler Rangel Fernandes, afirmou, na sessão de debates do Senado no dia 25/02, que as epidemias de dengue, zika e chikungunya são um problema extremamente complexo. » Veja mais…

 

  Diretor científico da Faperj publica artigo contra corte de verbas da Fundação – Em artigo publicado no dia 14 de fevereiro no jornal O Globo, o diretor científico da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj), Jerson Lima Silva, criticou o Projeto de Emenda Constitucional (PEC) 19/2016, em tramitação na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), que prevê corte de até 50% no orçamento da instituição. » Veja mais…

 

Acadêmicas falam sobre importância da participação da mulher na ciência – Dois acontecimentos recentes fortaleceram a busca pela igualdade de gêneros dentro da pesquisa científica. Um deles foi a instituição, pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) de 11 de fevereiro como o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, comemorado pela primeira vez este ano (confira a matéria). » Veja mais…

 

Presidente da SBPC fala sobre as dificuldades na área acadêmica, os cortes no orçamento e o futuro da ciência – Helena Nader participou ontem do programa Alta Frequência, da rádio Band News FM, em São Paulo. Ouça o programa na íntegra neste link.

 

Mulheres estão sub-representadas nas academias científicas do mundo – A primeira pesquisa global sobre a representação das mulheres no mais alto nível da comunidade científica mostra que menos de um oitavo dos membros de academias de ciências de todo o mundo são mulheres. » Veja mais…

 

Embrapii vai investir R$ 100 milhões em sete novas unidades de inovação industrial – Com as unidades selecionadas na Chamada 02/2015, investimentos da Embrapii somam R$ 229 milhões este ano. Objetivo é estimular o setor industrial a inovar e potencializar a força competitiva das empresas. » Veja mais…

 

L´ORÉAL prorroga inscrições para sua primeira maratona de hackers no Brasil – a Beauty Hack – Startups têm até 07 de março para fazer sua inscrição no desafio que busca desenvolver um aplicativo mobile para marcas da empresa e dá até R$ 100 mil como prêmio. » Veja mais…

 

CALENDÁRIO DE EVENTOS DA QUÍMICA – SBQ

Informe-se sobre os eventos da área de química divulgados pela SBQ, acessando nosso calendário mensal, clique aqui.

 

EVENTOS

1. 8th Molecular Quantum Mechanics
2. International Symposium and Workshop on Astrochemistry – ISWA

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OPORTUNIDADES

CONCURSOS PÚBLICOS E PROCESSOS SELETIVOS PARA CONTRATAÇÃO DE DOCENTES

1. Concurso público para docente – FUB
2. Processo seletivo simplificado para contratação de professor temporário
(Química Analítica) – UEL

BOLSAS DE GRADUAÇÃO, DOUTORADO, PÓS-DOC OU SANDUÍCHE

1. Programa CAPES de Duplo Diploma com Case Western Reserve
University

BOLSAS DE GRADUAÇÃO, DOUTORADO, PÓS-DOC OU SANDUÍCHE

1. Seleção de um doutor para o programa de pós-doutorado PNPD-CAPES
– IQ-UNICAMP

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BOLSA DE POST-DOC QUÍMICO ORGÂNICO/INORGÂNICO (TEM QUE TER DOUTORADO COMPLETO)

 

Post-doc para uma vaga de PNPD/CAPES. Antes do dia 5 de março precisamos selecionar um candidato com o seguinte perfil: Vaga para bolsa PNPS/CAPES 4000 reais para três anos. Químico orgânico/inorgânico com experiência em funcionalização de Silica, vidro, grafenos, nanotubos de carbono com moléculas/ligantes orgânicos de diferentes estruturas química (proteínas, aminoacidos, DNA, anticorpos, antígenos, oligonucleotides, agentes quelantes, etc). O candidato deve apresentar experiência no uso de equipamento espectroscopicos pela caracterização de materiais, quais: IR, NMR, Raman, XPS, AFM. Os candidatos deverão enviar a seguinte documentação: 1. Diploma de doutorado. 2. Curriculo Lattes. Após a seleção outros documentos serão solicitados para o cadastro junto à PUC-Rio. Enviar documentos para omarpandoli@puc-rio.br.

Oportunidade de Pós-Doutorado na Bélgica

26 de fevereiro de 2016

Agência FAPESP – A Belspo (Belgian Science Policy Office) abriu chamada de proposta para programa de pós-doutorado voltado a pesquisadores não europeus. O prazo de inscrição encerra em 30 de abril de 2016.

Para estimular a cooperação internacional em ciência e tecnologia, a Belspo oferece oportunidade a pesquisadores dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul), do Vietnã e de todos os países africanos de trabalhar por um período entre seis e 18 meses com equipe belga de pesquisa. Os selecionados deverão iniciar seu período de estadia até 30 de setembro de 2017.

O programa teve início em 1981 e já concedeu 750 bolsas.

O candidato deve ser pesquisador, possuir o grau de doutor há menos de seis anos, não ter tido domicílio na Bélgica por um período superior a um ano nos últimos 36 meses – a contar de janeiro de 2016, e não ter sido ainda beneficiado pelo programa, ter origem num dos países elegíveis.

A instituição belga à qual ele se vinculará deve estar envolvida a algum programa de pesquisa financiado pela BELSPO ou ser uma das 15 instituições científicas federal do país.

As informações estão disponíveis no site da Belspo no endereço:http://www.belspo.be/belspo/organisation/call_postdoc_en.stm.

Disponível em: http://agencia.fapesp.br/oportunidade_de_posdoutorado_na_belgica/22745/

BOLETIM ELETRÔNICO SBQ – N° 1209 – 25/02/2016

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25/02/2016

 

 

 

Sessão Temática debaterá diversas etapas da produção dos fármacos na 39ª RA
As divisões de Química Medicinal, Química Orgânica e Produtos Naturais organizaram conjuntamente a sessão temática “Da Criação ao Desenvolvimento de Novos Fármacos – Experiências e Desafios para a Química Brasileira”, em que serão tratados aspectos importantes da produção de fármacos que normalmente passam longe dos debates na academia. » Veja mais…

 

RVq: eBook – Doenças Negligenciadas
Este certamente será o primeiro de muitos livros, de uma série, que reunirão artigos publicados na Revista Virtual de Química. » Veja mais…

 

VEJA TAMBÉM NESTA EDIÇÃO:

NOTÍCIAS

 

Piauí terá uma unidade da Fiocruz – O estado do Piauí deu mais um passo para ter uma Unidade da Fiocruz – Fundação Oswaldo Cruz. Além de o projeto arquitetônico já estar pronto, no dia 2 de fevereiro foi assinado o termo de cessão de um terreno da União para a construção dessa unidade. » Veja mais…

 

  Building a start-up machine – How the University of Oxford is capturing its professors’ entrepreneurial spirit. When the deadly ebola virus was ripping through communities across West Africa last April, epidemiologists turned to MinION, an instrument capable of sequencing the DNA of a virus in less than 60 minutes. »Veja mais…

 

Paper retracted after 12 years – Science withdraws paper after NSF finds. Poor research practices and data misrepresentation. Nearly 12 years after Science published a paper, the journal has decided to retract it. The withdrawal is in response to a National Science Foundation report that found the paper’s authors used poor re- search practices and misrepresented data, although the report also concluded that they did not engage in misconduct. » Veja mais…

 

Embrapii realiza rodada de negócios em Biotecnologia em SP – A Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) irá realizar no próximo dia 03/03, em São Paulo, a 1ª Rodada de Oportunidade de Negócios em Biotecnologia da Embrapii. O evento será uma oportunidade para empresários do ramo de biotecnologia conhecerem o modelo de financiamento não reembolsável da organização. » Veja mais…

 

Harvard e MIT selecionam brasileiros para conferência – A universidade americana de Harvard e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) abriram três vagas para levar estudantes de graduação brasileiros para participar da segunda edição da Brazil Conference. » Veja mais…

 

Pesquisadores brasileiros e argentinos discutem participação no Sirius – Nova fonte de luz síncrotron em construção no CNPEM é oportunidade para intensificar cooperação bilateral. “O Sirius desperta na comunidade cientifica internacional um interesse extraordinário”, diz diretor do CNPEM. » Veja mais…

 

Últimos dias para se inscrever na Chamada Universal 2016 – O formulário de inscrição está disponível na página do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) até 26 de fevereiro. Os interessados devem apresentar apenas um projeto, que deve ser executado em um período de 36 meses, a partir da data de contratação. » Veja mais…

 

Capes disponibiliza aplicativo de declaração de rendimentos para bolsistas – A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) disponibilizou nesta segunda-feira, 22, o aplicativo de declaração de rendimentos de pessoa física, que considera os dados do ano/exercício de 2015. » Veja mais…

 

  Prêmio Vale Capes de Ciência e Sustentabilidade – Inscrições abertas! – Em acordo com a Vale S.A. , a CAPES lança a 4ª Edição do Prêmio Vale-Capes de Ciência e Sustentabilidade. » Veja mais…

 

CALENDÁRIO DE EVENTOS DA QUÍMICA – SBQ

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EVENTOS

1. 1° Ciclo de Minicursos de Cristalografia
2. Inscrições de resumos para 68ª RA da SBPC vão até o dia 22 de março
3. Curso em EAD – Escrita Científica: Produção de Artigos de Alto Impacto
4. XV Encontro da Regional Rio de Janeiro – XV ERSBQ – RIO 2016
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OPORTUNIDADES

CONCURSOS PÚBLICOS E PROCESSOS SELETIVOS PARA CONTRATAÇÃO DE DOCENTES

1. Concurso público para professor adjunto (Química Orgânica) – UnB
2. Concurso público na área de Química Analítica – UnB

BOLSAS DE GRADUAÇÃO, DOUTORADO, PÓS-DOC OU SANDUÍCHE

1. Bolsa de Pós-Doutoramento no NPPNS FCFRP/USP
2. Oportunidade de Bolsa de Doutorado em Físico-Química
no IQ-UNICAMP/LNNano

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Professora da UFSCar está entre 100 mulheres de sucesso na área de cerâmica em vidro

23 de fevereiro de 2016

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Com mais de 150 artigos publicados, Ruth Kiminani foi reconhecida entre cientistas de 29 países (foto: UFSCar)

 

Agência FAPESPRuth Kiminami, professora titular do Departamento de Engenharia de Materiais da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), foi incluída entre as 100 mulheres cientistas e engenheiras de sucesso da área de cerâmica e vidro em todo o mundo, de acordo com o livro Sucessful Women Ceramic and Engineers – 100 Inspirational Profiles, de Lynnette D. Madsen. A iniciativa é da American Ceramic Society e o livro foi publicado pela editora John Wiley and Sons.

Kiminami é doutora em engenharia pela Rheinisch-Westfälische Technische Hochschule (RWTH) Aachen, na Alemanha (1986), e foi professora na Universidade Federal da Paraíba, em Campina Grande, até 1990, quando se transferiu para a UFSCar.

Especializada na área de engenharia de materiais e metalúrgica, com ênfase em materiais não metálicos, tem mais de 150 artigos publicados em periódicos indexados e quatro patentes relacionadas a temas de investigação como síntese de pós-cerâmicos, nanomateriais e processamento de cerâmicas em micro-ondas.

No livro, Madsen traça um perfil de cada uma das 100 mulheres selecionadas e inclui, além de uma breve biografia, a lista das publicações mais citadas, reconhecimentos mais prestigiados, informações para contato, entre outras.

Disponível em: http://agencia.fapesp.br/professora_da_ufscar_esta_entre_100_mulheres_de_sucesso_na_area_de_ceramica_em_vidro/22718/

IPT e CBMM obtém didímio metálico utilizado em superímãs

18 de fevereiro de 2016

Agência FAPESP – O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) desenvolveram, em parceria, e pela primeira vez no Brasil, os primeiros 100 gramas de didímio metálico, constituído de praseodímio e neodímio, elementos das terras raras usados na fabricação de superímãs.

“A obtenção do didímio mostra que é possível, num futuro breve, a sua produção em escala industrial, contribuição definitiva para completar a cadeia dos ímãs de alto desempenho, peças-chave nas turbinas eólicas e carros elétricos, mas também necessários em dispositivos eletrônicos. A ideia é que se tenha domínio tecnológico de toda a cadeia produtiva dos ímãs permanentes, desde a extração mineral das terras raras até a fabricação dos ímãs”, afirmou João Batista Ferreira Neto, pesquisador do Centro de Tecnologia em Metalurgia e Materiais (CTMM) do IPT e coordenador do projeto.

A CBMM, que exporta o nióbio extraído de sua reserva mineral situada em Araxá, em Minas Gerais, metal que possui também alto teor de terras raras, desenvolveu planta-piloto de concentração das terras raras e uma planta laboratorial que separa os óxidos, entre eles o óxido de didímio. A parceria com o IPT possibilitou o desenvolvimento de tecnologia de redução do óxido de didímio em metal, gerando o didímio metálico, o elo que faltava para a produção de superímãs, de acordo com o IPT.

O projeto foi desenvolvido no âmbito de contrato com a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) com duração de dois anos e previsão de término em junho de 2016. O projeto caminha agora para testes de rotas e processos, otimização de parâmetros de operação e controle do nível de pureza do didímio.

De acordo com o Departamento Nacional de Produção Mineral, o Brasil é detentor da segunda maior reserva de terras raras do mundo. O país, no entanto, ainda não explora comercialmente esses elementos, num mercado que é dominado pela China. “O projeto da CBMM é estratégico, pois abre portas para o país garantir internamente e também exportar um produto fundamental para indústrias de elevado conteúdo tecnológico, que têm demandas crescentes”, destaca Ferreira Neto.

 

Disponível em: http://agencia.fapesp.br/ipt_e_cbmm_obtem_didimio_metalico_utilizado_em_superimas/22704/

OMS: Testes em larga escala de vacina contra zika só começam em 18 meses

Relação de vírus com microcefalia e Guillain-Barré pode ser confirmada em semanas

RIO – A Organização Mundial da Saúde (OMS) estimou nesta sexta-feira que testes clínicos em grande escala de vacinas contra o vírus zika não serão possíveis em menos de um ano e meio. A organização informou que identificou pelo menos 15 empresas que trabalham na busca por vacinas e que duas delas estariam em estado mais avançado: uma dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA e outro produto (com vírus) inativo da empresa Bharat Biotech, na Índia.

— Apesar deste cenário encorajador, não irão ocorrer testes (clínicos) em grande escala de vacinas em menos de 18 meses — declarou à imprensa a vice-diretora da OMS encarregada do departamento de Sistemas de Saúde e Inovação, Marie-Paule Kieny.

A OMS acredita que o vínculo entre o vírus, transmitido pelo Aedes aegypti, e o aumento do número de casos de bebês com microcefalia e de adultos com síndrome de Guillain-Barré é cada vez mais provável. Segundo Marie-Paule Kieny, a comprovação da relação causal entre as doenças e o zika deve ser comprovada em algumas semanas.

— Nós temos algumas semanas para termos certeza de demonstrar a casualidade, mas a ligação entre Zika e Guillain-Barré é altamente provável — disse a vice-diretora da OMS.

No início de fevereiro, a epidemia foi classificada como emergência mundial, decisão que abriu caminho para medidas internacionais mais rápidas e projetos de investigação sobre a doença.

Na última quinta-feira, o ministro da Saúde do Brasil, Marcelo Castro, anunciou uma parceria entre Instituto Evandro Chagas e a Universidade do Texas para o desenvolvimento de uma vacina contra o zika. Segundo Castro, os testes poderão começar em um ano e o governo brasileiro insvetirá US$ 1,9 milhão.
Disponível em: http://oglobo.globo.com/brasil/oms-testes-em-larga-escala-de-vacina-contra-zika-so-comecam-em-18-meses-18657399

Pós-Doutorado em Ciência e Tecnologia de Alimentos na USP

 

12 de fevereiro de 2016

Agência FAPESP – O Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) apoiadospela FAPESP, sediado no Departamento de Alimentos e Nutrição Experimental da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP), oferece uma oportunidade de bolsa de Pós-Doutorado em Ciência e Tecnologia de Alimentos. O prazo de submissão encerra em 21 de fevereiro.

O bolsista integrará a equipe do projeto “Elucidation of the biological actions of bioactive compounds/polyphenols in foods in preclinical and clinical studies: nutrition system biology approach”.

Os candidatos devem ter título de doutor há no máximo sete anos, com destacado desempenho nas áreas de análise instrumental (CG-MS, LC-S e RNM) de polifenóis e seus metabólitos e de condução de ensaios nutricionais em animais e humanos, com ênfase em aplicações da proteômica e metabolômica.

Os interessados deverão encaminhar carta de apresentação e motivação; súmula curricular de acordo com roteiro disponível emwww.fapesp.br/5266; cópia do diploma de doutor, até duas cartas de recomendação e lista de até 10 publicações mais importantes para o e-mail forc@usp.br, colocando no assunto “FoRC PD Polifenóis”.

As cartas de recomendação devem ser enviadas diretamente pelo autor também para o e-mail forc@usp.br.

A oportunidade está publicada www.fapesp.br/oportunidades/1014.

O selecionado receberá bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP no valor de R$ 6.143,40 mensais e Reserva Técnica. A Reserva Técnica da bolsa de PD equivale a 15% do valor anual da bolsa e tem o objetivo de atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa.

Caso o bolsista resida em domicílio diferente e precise se mudar para a cidade onde se localiza a instituição sede da pesquisa, poderá ter direito a um Auxílio-Instalação.

Mais informações sobre a bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP estão disponíveis em www.fapesp.br/bolsas/pd.

Outras vagas de bolsas de Pós-Doutorado, em diversas áreas do conhecimento, estão no site FAPESP-Oportunidades.

 

Disponível em: http://agencia.fapesp.br/posdoutorado_em_ciencia_e_tecnologia_de_alimentos_na_usp/22672/

Academia Austríaca de Ciência lança chamada do JEHS

 

12 de fevereiro de 2016

Agência FAPESP – A Academia Austríaca de Ciências (Österreichische Akademie der Wissenschaften – OAW) lançou a primeira chamada do programa Joint Excellence in Science and Humanities (JEHS).

O programa tem como objetivo promover a pesquisa colaborativa e oferecer a cientistas austríacos oportunidade de cooperação com pesquisadores de países selecionados – entre os quais o Brasil – e de estabelecer contatos internacionais de alto nível, sem restrições de área de interesse de pesquisa.

Os pesquisadores interessados devem ter concluído o pós-doutorado nos últimos dez anos. O período de permanência na instituição que receberá o pesquisador austríaco pode ser de até seis meses.

O prazo de submissão das propostas encerra em 15 de fevereiro.

Informações detalhadas sobre o programa estão disponíveis na página da OAW: www.oeaw.ac.at/en/fellowship-funding/promotional-programmes/joint-excellence-in-science-humanities/jesh-call-outgoing-2015/.

 

Disponível em: http://agencia.fapesp.br/academia_austriaca_de_ciencia_lanca_chamada_do_jehs/22673/

EUA confirmam transmissão do vírus Zika por relação sexual

 

Da Agência Lusa

Os Estados Unidos confirmaram hoje (2) que o vírus Zika se transmite sexualmente, aumentando o temor de uma propagação rápida da doença, suspeita de causar malformações no cérebro de fetos.

O vírus Zika é transmitido aos seres humanos pela picada de mosquitos da espécie Aedes aegypti infectados e está associado a complicações neurológicas e malformações em fetos.

Por causa da epidemia, os ministros da Saúde do Mercosul, mercado comum do continente sul-americano, o mais afetado pelo vírus, vão reunir-se na quarta-feira (3) para avaliar a situação epidemiológica em relação a doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, também responsável pela transmissão da dengue e do chikungunya.

A Cruz Vermelha apelou para que sejam feitos donativos para a luta contra a epidemia de Zika, que pode ser potencialmente perigosa para mulheres grávidas. Até agora, foram detetados casos de infeção com vírus Zika na América Latina, África e Ásia.

“A única maneira de impedir o vírus Zika é controlar os mosquitos ou parar completamente o seu contato com os seres humanos, acompanhando esta ação para reduzir a pobreza”, informou, em comunicado, a Cruz Vermelha.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) considerou segunda-feira (1º) a epidemia como “emergência de saúde pública de alcance global”.

Na Europa e na América do Norte, dezenas de casos foram relatados, mas as temperaturas frias impedem a sobrevivência do mosquito.

O Brasil, país mais atingido pela epidemia, com 1,5 milhões de casos, segundo a OMS, desaconselhou as mulheres grávidas a viajarem para aquele país.

A OMS alertou que a epidemia do vírus Zika poderá afetar entre 3 e 4 milhões de pessoas no continente americano. O Brasil e a Colômbia são os países onde se registam mais casos de infetados e de suspeitos.

Disponível em: http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2016-02/eua-confirmam-transmissao-sexual-do-virus-zika

Vacina contra a dengue pode ser adaptada para o Zika, afirma diretor do Butantan

02 de fevereiro de 2016

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Uma das possibilidades seria inserir no vírus vacinal da dengue um gene codificador de proteína-chave do vírus Zika; outra seria criar um vírus Zika atenuado (foto: Eduardo Cesar/FAPESP)

 

Karina Toledo  |  Agência FAPESP – A tecnologia desenvolvida na formulação da vacina brasileira contra a dengue – que contou comapoio da FAPESP e já entrou na fase final de ensaio clínico – pode ser adaptada para criar um imunizante contra o vírus Zika, afirmou o diretor do Instituto Butantan, Jorge Kalil, em entrevista concedida àAgência FAPESP.

Segundo ele, uma das possibilidades seria inserir no vírus vacinal da dengue um gene codificador de uma proteína-chave do vírus Zika. Outra ideia seria criar um vírus Zika atenuado, usando método semelhante ao empregado no desenvolvimento da vacina da dengue.

O Instituto Butantan, que integra a recém-criada Rede Zika (força-tarefa apoiada pela FAPESP e formada por cerca de 40 laboratórios), também já deu início a pesquisas voltadas ao desenvolvimento de um soro que poderia ser aplicado em gestantes infectadas para combater o vírus Zika circulante no organismo antes que ele cause danos ao feto.

Ainda durante a entrevista, Kalil falou sobre os preparativos necessários para o início da imunização dos voluntários participantes da terceira etapa de ensaios clínicos da vacina tetravalente contra a dengue, prevista para começar este mês.

“Estamos vivendo uma crise aguda de Zika, mas não podemos minimizar a dengue. É uma doença que persiste, ainda mata no país e deve vir com muita força este ano”, avaliou. Leia a seguir os principais trechos da entrevista.

Agência FAPESP – No último mês de dezembro, a Anvisa autorizou o início da terceira fase de ensaios clínicos da vacina contra a dengue. O que foi feito desde então?
Jorge Kalil – Desde que recebemos o aval da Anvisa, em 11 de dezembro de 2015, demos início às tratativas finais necessárias antes da imunização dos voluntários, que deve começar este mês. Precisamo, por exemplo, fazer novas preparações vacinais, pois as amostras que tínhamos prontas estavam perto do término da validade. Já preparamos um lote do imunizante de acordo com as novas normas deliberadas pela Anvisa para a produção de amostras usadas em ensaios clínicos. Para isso foram necessárias algumas alterações na área de produção. Também contratamos um seguro para todos os participantes e uma empresa do tipo CRO (do inglês, Clinical Research Organization) de atuação internacional para fazer o gerenciamento do estudo.

Agência FAPESP – Qual será o papel dessa empresa?
Kalil – Os ensaios clínicos são, de maneira geral, muito complexos e envolvem muitas pessoas. Essas CROs auxiliam no treinamento das pessoas dos centros participantes, acompanham o processo para garantir que os pesquisadores atuem de acordo com o procedimento descrito e avaliam a qualidade dos dados recolhidos. Isso não pode ser feito pelo próprio Instituto Butantan, que é parte interessada e funciona como um patrocinador da pesquisa. E, como desejamos obter um registro internacional da vacina, contratamos uma CRO de atuação internacional. Os 14 centros participantes terão um pesquisador principal, sem nenhuma relação com o Instituto Butantan.

Agência FAPESP – Quando exatamente terá início a imunização dos voluntários e como será o processo?
Kalil – A data exata será anunciada pelo governador Geraldo Alckmin em breve. As primeiras imunizações serão feitas em São Paulo, no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) e, depois, nos outros 13 centros. Serão vacinados 17 mil voluntários, que serão acompanhados por até cinco anos. Mas antes disso, possivelmente dentro de um ano, já devemos ter a resposta principal: se a vacina protege ou não contra a dengue. Esse tempo vai depender da incidência da doença nos diferentes locais onde será feito o estudo nos próximos meses e também de nossa capacidade de imunização dos voluntários.

Agência FAPESP – A disseminação do vírus Zika pelo país pode atrapalhar de alguma forma o ensaio clínico?
Kalil – Nossa principal preocupação deverá ser capacitar os centros para fazer o diagnóstico com precisão, distinguindo os casos de Zika e dengue. Fora isso, não vejo problema.

Agência FAPESP – Pode haver interação do vírus da dengue atenuado usado na vacina com o vírus Zika que circula pelo país?
Kalil – Ainda não há dados sobre isso, mas é um fator que sem dúvida vamos observar durante a pesquisa.

Agência FAPESP – É possível adaptar a vacina desenvolvida contra a dengue para que ela imunize contra o vírus Zika ?
Kalil – Uma das ideias é utilizar o mesmo arcabouço viral da vacina contra a dengue, que é o próprio vírus da dengue atenuado, e inserir o gene que codifica uma proteína do envelope viral do Zika (bicamada lipídica que fica na parte mais externa do vírus). Já se sabe que os anticorpos que protegem contra essas doenças virais – os chamados anticorpos neutralizantes – são dirigidos contra proteínas do envelope viral. Outra possibilidade seria criar uma vacina usando o próprio vírus Zika atenuado por um método parecido com o empregado para criar a vacina contra a dengue. Vamos testar diferentes possibilidades.

Agência FAPESP – Nesse caso, os testes com a nova vacina teriam de começar desde a fase pré-clínica ou poderiam andar mais rápido?
Kalil – Tem de começar tudo de novo, mas talvez o processo ande um pouco mais rápido, pois seria muito semelhante ao que foi feito e já mostramos que o método é seguro. Diante da pressa, teríamos de conversar com as autoridades sanitárias.

Agência FAPESP – O Butantan também trabalha em um soro contra o vírus Zika?
Kalil – Sim. Já estamos cultivando o vírus em células in vitro. A ideia é isolar antígenos específicos para imunizar cavalos. Então temos de observar se o animal produz quantidades significativas de anticorpos neutralizantes, isolar e purificar essas imunoglobulinas em nossa fábrica – algo semelhante ao que fazemos para produzir soros contra toxinas e venenos. Depois é necessário obter fragmentos dessa imunoglobulina de cavalos que funcionem como anticorpos neutralizantes e possam ser injetados na mulher para combater o vírus. Já começamos a imunizar camundongos e já estamos desenvolvendo testes para avaliar se o anticorpo produzido é do tipo neutralizante. As primeiras etapas estão em andamento.

Agência FAPESP – O avanço dos casos de microcefalia possivelmente ligados ao vírus Zika foi considerado uma emergência internacional pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Isso deve contribuir para acelerar o andamento dessas pesquisas?
Kalil – Sem dúvida. Isso chama maior atenção para o tema, promove maior colaboração entre os cientistas e, sobretudo, maior alocação de recursos para as pesquisas. O caso do ebola é um exemplo. Por ter sido considerado uma emergência, as pesquisas avançaram no sistema fast track, que permite avaliar e aprovar os resultados com maior rapidez. Isso também depende das agências reguladoras locais, que deverão acompanhar a decisão da OMS.

 

Disponível em: http://agencia.fapesp.br/vacina_contra_a_dengue_pode_ser_adaptada_para_o_zika_afirma_diretor_do_butantan/22640/

Como era o Brasil há 100 milhões de anos

 

03 de fevereiro de 2016

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Estudo estabelece a cronologia de eventos tectônicos e climáticos nas bacias sedimentares Bauru, Sanfranciscana e dos Perecis, na região Centro-Sul do país (Imagem: Wikimedia Commons

 

Peter Moon  |  Agência FAPESP – Há 140 milhões de anos, no início do período Cretáceo, o Brasil era coberto por um vastíssimo deserto de dunas muito maior que o Saara. Este deserto desapareceu ao ser engolido por um oceano de lava produzido pelo maior extravasamento de magma dos últimos 500 milhões de anos. Sete entre as dez maiores erupções vulcânicas – inclusive as três maiores – que ocorreram no planeta neste período aconteceram no Sudeste brasileiro. O panorama geológico que os pesquisadores brasileiros estão compondo de nosso país é estarrecedor.

O mais recente trabalho que procura atar três peças basilares desse quebra-cabeça colossal, as três bacias geológicas que sustentam a porção Centro-Sul do território brasileiro, acaba de ser publicado no Journal of South American Sciences. Um de seus autores é o geólogo Alessandro Batezelli, do Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O projeto teve o apoio da Fapesp.

O foco do estudo de Batezelli são as bacias sedimentares do Centro-Sul do Brasil, com destaque para as bacias Bauru, Sanfranciscana e dos Parecis. Entender o modo como os eventos tectônicos e climáticos interagiram em cada uma delas no tempo e no espaço ajuda a estabelecer uma sequência cronológica.

A descoberta daqueles eventos não foi obra de Batezelli e do geógrafo Francisco Sergio Bernardes Ladeira, o coautor do trabalho. Mas é a sua pesquisa, assim como a de outros profissionais, que nos permite tecer um esboço do drama geológico que se desenrolou no Centro-Sul brasileiro entre 135 e 60 milhões de anos atrás.

A ruptura de Gondwana

No período Jurássico, entre 201 e 145 milhões de anos atrás, a América do Sul e a África encontravam-se unidas. Ficavam bem no meio do antigo megacontinente Gondwana. As correntes de ar saturadas de umidade do antigo oceano Pantalássico não tinham força para atingir o distante centro de Gondwana. Daí a formação de um imenso deserto, o deserto Botucatu. É o mesmo processo que se vê hoje na Ásia Central, cujo clima desértico se deve à sua grande distância dos oceanos.

Quase não há fósseis preservados do Jurássico no Brasil. Explicações, para tanto, seriam o clima inóspito do deserto e também a difícil preservação de fósseis num ambiente de dunas. No entanto, o deserto Botucatu não era desabitado. Até agora, foram achadas apenas algumas pegadas fossilizadas de mamíferos e de répteis.

Há 140 milhões de anos, a América do Sul e a África começaram a se separar para dar início à abertura do Atlântico Sul. “O fenômeno que provocou a ruptura de Gondwana foi o surgimento de fraturas profundas na crosta terrestre”, diz Batezelli. Por essas fraturas começou a extravasar magma do interior do planeta em quantidades descomunais. À medida que as fendas iam se alargando, e os continentes se afastando, mais lava extravasava, num processo contínuo e muito prolongado, que perdurou de 137,4 a 128,7 milhões de anos atrás.

O epicentro desta megaerupção vulcânica, “ou mais apropriadamente um megaextravasamento basáltico, conhecido como Província Vulcânica Paraná-Etendeka,” como observa o geólogo, foi o Sudeste e o Sul do Brasil, que se encontravam ligados às terras da atual Namíbia, na África.

A Província Vulcânica Paraná-Etendeka foi formada a partir de diversas fendas, ou megavulcões, os maiores de que se têm notícia. Não eram vulcões explosivos, como os que estamos acostumados a ver. “Não havia erupções explosivas. As fendas jorravam continuamente”, diz Batezelli. “Daqui até a África havia fendas através das quais a lava extravasou sobre uma área gigantesca e por um período muito prolongado.” Através daquelas fendas transbordaram 2,3 milhões de km3 de lava, que cobriram totalmente 1,5 milhão de km2 – equivalente a cobrir o Estado do Amazonas, o maior do país, com uma camada de lava de 1,5 km de altura.

A origem do aquífero Guarani

Toda essa lava enterrou as antigas dunas do deserto Botucatu e foi-se acumulando em camadas sucessivas até erigir a Serra Geral, que cobre os Estados do Paraná, Santa Catarina e o norte do Rio Grande do Sul – além do leste paraguaio e o norte da Argentina. Sua areia foi cozinhada a uma temperatura de 1.200 graus centígrados e prensada pelo peso do magma. A areia acabou virando arenito, uma rocha bastante porosa que tem a propriedade de armazenar a água da chuva que é absorvida pelo solo.

No caso das dunas do deserto Botucatu, elas deram origem ao aquífero Guarani, um dos maiores reservatórios subterrâneos de água doce do planeta, enterrado sob o chão do Centro-Sudoeste do Brasil. O aquífero Guarani comporta 37 mil km3 de água, equivalente a 1,6 vez o volume do maior lago do planeta, o Baikal, na Sibéria.

“Nas regiões onde as dunas entraram em contato direto com a lava, houve um aumento de temperatura tão grande que os sedimentos foram literalmente cozidos, formando um arenito mais duro e impermeável, que é usado hoje nas calçadas de mosaico português”, diz Batezelli. Já a lava resfriada formou basalto, e este, desgastado por cem milhões de anos de erosão, deu origem à terra roxa, o solo fértil que alavancou no século XIX as lavouras de café em São Paulo e no Paraná.

Um novo deserto

Há 128,7 milhões de anos, quando os extravasamentos de magma findaram, aquele gigantesco acúmulo de rocha vulcânica fez com que parte do Sudeste brasileiro sofresse um abatimento sob seu próprio peso, o que criou na superfície uma nova bacia sedimentar, a Bacia Bauru. E sobre esta bacia formou-se um novo deserto de dunas, porém menor que o anterior.

O Atlântico Sul mal começara a abrir. Ainda nem era um braço de mar, no máximo uma depressão alagada para onde convergiam os rios, os sedimentos e a erosão de dois continentes. Ou seja, as águas de Pantalassa – o oceano que rodeava a Pangeia – ainda estavam longínquas, assim como sua brisa úmida. Para acabar com as condições de secura do Centro-Sul do Brasil, seria preciso aguardar outros 60 milhões de anos, quando o Atlântico Sul, embora com menos da metade da abertura atual, pôde amenizar o clima.

De qualquer forma, aquela depressão que lentamente se alargava um par de centímetros por ano já ia se fazendo sentir no clima. O novo deserto de dunas, agora denominado Grupo Caiuá, não era tão grande como o antigo deserto Botucatu, afirma Batezelli. Era árido, mas pontilhado aqui e ali por oásis infestados de várias espécies de crocodilos terrestres, parentes extintos dos crocodilianos atuais.

Aqueles crocodilos viviam em terra firme, tinham patas longas e andavam como lobos. Os paleontólogos já descreveram mais de uma dúzia de espécies. A mais famosa é o famigerado baurusuchus, uma fera predadora. Mas havia também formas bizarras, com chifres ou com uma carapaça semelhante à dos tatus, como a do armadillosuchus, e até um crocodilo herbívoro, o esfagessauro.

As dunas do Caiuá existiram entre 125 e 100 milhões de anos atrás, quando cederam lugar a uma nova paisagem formada por rios e lagos. “O clima se tornou muito mais ameno, similar ao semiárido da Caatinga nordestina”, diz Batezelli. Essa nova depressão recebeu sedimentos que hoje pertencem ao Grupo Bauru, que existiu entre 80 e 60 milhões de anos atrás.

Aí sim os titanossauros proliferaram. A maioria das espécies brasileiras é dessa fase. Seus fósseis homenageiam o nome das cidades mineiras e paulistas próximas das quais foram encontrados, como uberabatitan e baurutitan.

A Bacia Sanfranciscana

Concomitante a estes 60 milhões de anos de transformações na Bacia Bauru, “mais para o norte, na Bacia Sanfranciscana, ocorreram fenômenos muito parecidos, embora sem serem os mesmo”, salienta Batezelli. A Bacia Sanfranciscana engloba o oeste de Minas Gerais, Goiás, Tocantins e o oeste da Bahia, estendendo-se até o sul do Piauí.

Durante o Cretáceo inferior, na Bacia Sanfranciscana se desenvolveram campos de dunas eólicas. Dezenas de milhões de anos depois, já no Cretáceo superior, também aconteceu vulcanismo. “Bem no limite entre as bacias Bauru e Sanfranciscana se formaram diversos vulcões”, revela Batezelli pautado em sua pesquisa. “Eles apresentaram um extravasamento bem menor do que o vulcanismo que deu origem à Serra Geral, porém foram responsáveis por formar uma região mais elevada entre as Bacias Bauru e Sanfranciscana. Foi como se a crosta inchasse por causa do calor das intrusões magmáticas.”

Seu relevo é perceptível até hoje, nas crateras no interior das quais estão as cidades de Araxá, Tapira e Poços de Caldas. “As grandes jazidas de nióbio assim como outras riquezas minerais do sudeste de Minas Gerais estão relacionadas a este vulcanismo.”

O vulcanismo na Bacia Sanfranciscana ocorreu há menos de 100 milhões de anos atrás. A maior parte da lava que extravasou desses vulcões avançou sobre as dunas.

A evolução da Bacia dos Parecis é semelhante ao ocorrido nas bacias Bauru e Sanfranciscana. Ainda no período Jurássico superior, ocorreu um vulcanismo modesto nos Parecis. Há 145 milhões de anos atrás, já no Cretáceo superior, formaram-se rios e lagos na região compreendida entre o norte do Mato Grosso e o oeste de Rondônia. Com o passar do tempo o clima foi se tornando mais árido e o cenário paisagístico se transformou num campo de dunas.

Em resumo, e comparando os cenários das três bacias sedimentares, conclui-se que do Cretáceo inferior ao Cretáceo superior, um período de mais de 60 milhões de anos, houve um deslocamento dos desertos de dunas no território brasileiro das direções sudeste para noroeste.

Das dunas eólicas aos rios e lagos

Durante o Cretáceo inferior, a região Sudeste era dominada por uma paisagem desértica formada por dunas eólicas. Já no Cretáceo superior, a maior parte da região Sudeste passou a ter uma paisagem constituída por rios e lagos, enquanto que desertos de dunas surgiram no norte de Minas, em Goiás, Tocantins, Matogrosso e Rondônia. “Isso demonstra que, com o passar do tempo, houve uma diminuição nas condições de umidade de sul/sudeste para o centro-oeste/norte do Brasil”, revela Batezelli.

Todo o drama geológico descrito acima se desenrolou em paralelo ao alargamento do Atlântico Sul. Suas brisas que cresciam em volume e intensidade semeavam cada vez mais umidade na porção sudeste do continente.

Esse era o cenário dominante quando da extinção em massa do fim do Cretáceo, há 65 milhões, que deu fim aos dinossauros. Esse legado geológico, geográfico e climático formou o novo meio ambiente no qual os mamíferos da era Cenozoica puderam se adaptar. Mas esta é uma outra história.

O artigo Stratigraphic framework and evolution of the Cretaceous continental sequences of the Bauru, Sanfranciscana, and Parecis basins, Brazil, de Betezelli e Ladeira, publicado no Journal of South American Earth Sciences, pode ser lido emhttp://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0895981115300857.

 

Disponível em: http://agencia.fapesp.br/como_era_o_brasil_ha_100_milhoes_de_anos/22636/

Zika: o vírus que pegou o país de surpresa

 

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Cerca de 30 laboratórios de São Paulo se unem para investigar o agente infeccioso que ameaça o Brasil com uma epidemia de microcefalia (foto: CDC)

28 de janeiro de 2016

Ricardo Zorzetto  |  Pesquisa FAPESP – Vestida como uma cirurgiã, a pesquisadora Stella Melo trabalhava em total silêncio em um laboratório de biossegurança da Universidade de São Paulo (USP) na tarde da sexta-feira 11 de dezembro.

No interior de uma cabine na qual só circula ar filtrado, ela semeava células de rim de macaco em garrafas plásticas contendo um líquido rosado nutritivo. Embora usasse máscara, evitava falar para não correr o risco de contaminar o material. Dias mais tarde aquelas células serviriam para reproduzir o vírus Zika, um agente infeccioso que por décadas foi considerado inofensivo e agora assusta o Brasil e o mundo porque, suspeita-se, está associado ao nascimento de bebês com o cérebro menor que o normal, um problema sem cura conhecido como microcefalia congênita.

Na quinta-feira seguinte, dia 17, a virologista Danielle Leal de Oliveira usou parte das células preparadas por Stella para iniciar a cultura de Zika e anunciou em um e-mail: “Inoculei os vírus hoje. Estamos de dedos cruzados para ver se eles crescem”. Danielle e Stella integram a equipe do virologista Edison Durigon no Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP e trabalhavam duro para replicar as amostras de Zika recebidas do Instituto Evandro Chagas, no Pará. O objetivo era multiplicar o vírus e compartilhar com grupos do Brasil e do exterior que planejavam estudá-lo. Interessados não faltavam.

Desde que o Zika ganhou importância mundial em novembro com os casos de microcefalia, o virologista Paolo Zanotto, colega de Durigon e seu vizinho de sala na USP, não pensa em outra coisa a não ser conter o vírus. Especialista em evolução dos flavivírus, o grupo a que pertence o Zika, Zanotto sabe que é grande o risco de o vírus se espalhar pelo país – em especial pelo estado de São Paulo, onde se encontra disseminada a população urbana de seu transmissor, o mosquito Aedes aegypti. Ele sabe também que só há chance de conter o Zika com um esforço coordenado de pesquisadores, poder público e população.

Por essa razão, ainda em novembro, Zanotto iniciou a mobilização de virologistas, epidemiologistas, médicos e entomologistas de São Paulo e do exterior para estudar tudo o que for possível sobre o Zika. No final de dezembro, 32 grupos paulistas (quase 300 pesquisadores) já haviam aceitado integrar essa rede de investigação do vírus – que recebeu o nome informal de Rede Zika – e vários aguardavam amostras de vírus do laboratório de Durigon para iniciar as pesquisas.

Essa pronta reação foi possível porque, no passado, a FAPESP apoiou a criação de laboratórios de virologia em todo o estado de São Paulo que mantiveram forte interação entre si. Muitos deles detêm projetos temáticos ou auxílios regulares financiados pela Fundação e, para reativar o trabalho coletivo do grupo, a FAPESP concedeu pequenos aditivos aos projetos já existentes. Esses aditivos somarão cerca de R$ 550 mil e permitirão complementar o trabalho que já está sendo realizado.

Jean Pierre Peron é neuroimunologista e, entre outras coisas, estuda em seu laboratório na USP inflamações no cérebro provocadas pelo sistema de defesa do próprio corpo. Ele é um dos que aderiram à Rede Zika e está com sua equipe preparada para começar ao menos dois experimentos. Em um deles, Peron planeja injetar o vírus diretamente no cérebro de camundongos, com dois objetivos. O primeiro é deixá-lo se multiplicar e gerar mais amostras para suas pesquisas e a de outros grupos. O segundo, e mais importante, é verificar se o próprio vírus lesa o cérebro ou se os danos decorrem de um ataque exacerbado do sistema de defesa contra o Zika.

Imagens do cérebro de bebês que nasceram com microcefalia e são filhos de mães possivelmente infectadas por Zika na gravidez em geral mostram pequenos círculos brancos bem próximos uns dos outros, como as contas de um colar. Segundo neurologistas, são sinais de calcificação, uma espécie de cicatriz que se forma em áreas lesadas do cérebro e ocorrem também em bebês cujas mães tiveram infecção por citomegalovírus ou toxoplasmose na gestação. No caso do Zika, não se sabe se essas calcificações são provocadas pelo vírus ou são uma lesão secundária, resultado de um superataque das células de defesa ao invasor.

Também não se sabe ainda como o vírus chega ao cérebro, como foi observado em um bebê do Ceará que nasceu com microcefalia e morreu minutos após o parto. Foi a partir de amostras de vários tecidos dessa criança que o virologista Pedro Vasconcelos e sua equipe conseguiram isolar no Evandro Chagas, centro nacional de referência em virologia, as amostras de Zika enviadas para São Paulo. A suspeita principal é de que o vírus – assim como outros dos quase 60 da família Flaviviridae, a mesma do vírus da dengue e da febre amarela – se desenvolva melhor em células do sistema nervoso.

Um segundo experimento planejado por Peron pode ajudar a confirmar a preferência do Zika por células do tecido cerebral e a traçar o caminho percorrido pelo vírus até o sistema nervoso central. Ele e sua equipe estão prontos para inocular o vírus em camundongos fêmeas prenhes e acompanhar o que ocorre com os fetos. “Isso vai permitir verificar se o vírus chega até o cérebro dos fetos e se causa lesão, morte ou microcefalia”, disse Peron em uma visita ao laboratório de Durigon na tarde em que Stella preparava as células para multiplicar o Zika.

O trabalho de Peron com os roedores deve ser complementado pelos experimentos da bióloga Patrícia Beltrão Braga com células humanas. “A primeira coisa que precisamos saber é se, de fato, o vírus infecta células humanas do sistema nervoso e qual tipo de morte celular ele provoca”, diz Patrícia. Com base nas informações que circulam entre os pesquisadores e na extrapolação do que se conhece sobre outros flavivírus, o Zika deve invadir as células do tecido cerebral, mas ainda não se sabe quais nem como. Essa informação pode no futuro orientar os médicos sobre qual terapia adotar para tentar conter o vírus ou os danos que ele pode causar – por ora, no entanto, ainda não há medicamento seguro para combater o Zika.

Patrícia deve analisar os efeitos do vírus sobre células humanas usando uma tecnologia inovadora. Ela vai usar células-tronco adultas extraídas do dente de leite de crianças e reprogramá-las quimicamente para se transformarem em células mais versáteis, capazes de originar diferentes tecidos. Cultivadas em uma matriz tridimensional, essas células, ao receberem os estímulos químicos certos, originam os diferentes tipos de células do sistema nervoso central e se organizam em camadas, como se fossem cérebros microscópicos – alguns têm o tamanho da cabeça de um alfinete.

Patrícia planeja infectar os minicérebros com o Zika e acompanhar as alterações que surgirem. “Minha ideia é avaliar se o vírus prejudica o crescimento das células, a produção de proteínas e a formação de sinapses, que são as conexões entre os neurônios”, diz. “Acredito que os minicérebros devem permitir termos uma resposta rápida para algumas questões”, conta a pesquisadora, que participou da primeira reunião da Rede Zika no início de dezembro. Até aquele momento o Ministério da Saúde havia registrado a presença do vírus em 18 estados, principalmente no Nordeste, onde foram identificados os primeiros casos. E o vírus podia avançar mais.

Uma das dificuldades de planejar ações eficientes para conter o vírus é que ainda não se conhece seu padrão de circulação na população brasileira – nem em outras populações. Ninguém sabe com precisão quantas pessoas já foram infectadas no país nem quantos casos novos surgem por mês. Também não há dados sobre a taxa de infecção dos mosquitos e a sua eficiência em transmitir o vírus pela picada. “Com essas informações, poderíamos calcular a capacidade de a infecção se espalhar”, conta o epidemiologista Eduardo Massad, da Faculdade de Medicina da USP, que aderiu à rede.

Um modo de começar a conhecer essas variáveis é registrar os casos de infecção em tempo real, para ver como evoluem no tempo e no espaço. Uma das ferramentas necessárias para isso seria um teste de laboratório confiável para identificar infecções antigas por Zika e saber por onde o vírus já passou e quando. A forma atual de fazer esse rastreamento é por meio de exames sorológicos, que detectam anticorpos contra o vírus no sangue. Esse tipo de teste permite saber se uma infecção é antiga ou recente, mas não funciona bem no caso do Zika. É que os anticorpos contra ele são semelhantes aos gerados contra os vírus da dengue, que ocorre em quase todo o país.

UFRJ e Vital Brazil fecham parceria para produzir soro contra o zika vírus

 

 

Aline Salgado

Zika vírus e microcefalia: risco para grávidas e
mobilização de cientistas
(Foto: Reprodução)

Na luta contra a microcefalia associada à contaminação pelo zika vírus, uma parceria entre dois importantes centros de pesquisa do estado, anunciada nesta segunda-feira, 18 de janeiro, promete trazer alento especial às grávidas. A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o Instituto Vital Brazil (IVB) fecharam acordo para desenvolver um soro contra o vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. Segundo os pesquisadores, após o diagnóstico do zika, por meio de um teste rápido, as grávidas contaminadas poderão receber o soro, possibilitando a redução da carga viral e, por consequência, os riscos de infecção do feto.

À frente das pesquisas para a produção do antígeno, composto de proteínas recombinantes do zika, a coordenadora do Laboratório de Engenharia de Cultivos Celulares do Instituto de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe/UFRJ), Leda Castilho, conta que estudo está em fase preliminar, mas que o entusiasmo da equipe é grande. “Estamos em uma corrida contra o tempo. Em dezembro, tomamos a decisão de aplicar a nossa experiência em produção de proteínas recombinantes e no desenvolvimento de vacina contra a febre amarela para buscar ferramentas contra o zika vírus, tais como soros e, em mais longo prazo, vacinas. A ideia é avaliar o soro como uma ferramenta para situações de emergência, como no caso das grávidas. Reduzir a carga viral nessas pessoas infectadas trará maiores chances de que a doença não seja transmitida para o feto. Essa poderia ser uma das estratégias para reduzir os riscos de microcefalia em bebês”, explica Leda.

Assim como a febre amarela, os vírus da dengue e do zika pertencem à mesma família, a dos flavivírus. A partir da expertise do grupo de pesquisadores da Coppe/UFRJ, que atuam com Leda, a tática é iniciar os trabalhos pelo levantamento de bibliografia especializada sobre as sequências de proteínas estruturais do vírus para, em seguida, produzir proteínas recombinantes. “Já existem cepas do zika vírus com RNA sequenciado. É com base nessas sequências que vamos obter os genes sintéticos”, acrescenta a pesquisadora.

Com as proteínas em mãos, a UFRJ vai transferir a segunda etapa da missão para o IVB. Ao longo dos últimos anos, a FAPERJ tem apoiado importantes pesquisas realizadas pelo IVB, que tem sede em Niterói. Só na produção de soros hiperimunes, o instituto conta com uma experiência de 96 anos. Diretor científico do IVB, Claudio Mauricio Vieira de Souza prevê que o antígeno ficará pronto em três anos. “Todo o desenvolvimento é longo e três anos costuma ser o tempo prudente considerado. Mas, assim que recebermos o antígeno da UFRJ, iremos iniciar a produção do soro, usando cavalos da fazenda do instituto em Cachoeiras de Macacu, e proceder aos testes pré-clínicos”, diz Souza.

Leda Castilho: à frente da coordenação de pesquisa
para a produção do antígeno 
(Foto: Coppe/UFRJ)

Na guerra contra o zika não faltam esforço e dedicação dos pesquisadores. Leda conta que está em busca de colaboração internacional para garantir o avanço rápido nas pesquisas. Em contato com especialistas do exterior, ela planeja fazer um estágio sênior de pesquisa, de quatro meses, em um laboratório americano com experiência no desenvolvimento de vacina gênica contra o vírus do Oeste do Nilo, que também é da família do zika. “O conhecimento acumulado por eles nos seria muito útil e poderia acelerar nossas pesquisas”, salienta.

Além da equipe da professora Leda, a UFRJ montou uma força-tarefa para o estudo de estratégias de combate ao vírus que vem provocando a microcefalia. Batizado de Núcleo Zika Vírus, o grupo conta com a participação do professor da Faculdade de Medicina e epidemiologista Roberto Medronho; o virologista do Instituto de Microbiologia Davis Ferreira; o professor da Faculdade de Medicina Edimilson Migowski; e a professora do Instituto de Química Mônica Ferreira. Cada pesquisador tem trabalhado em estudos específicos, que visam desde o combate ao vetor, o mosquito Aedes aegypti, e o desenvolvimento de vacinas, até o tratamento por meio de fitocomplexos e soros hiperimunes.

O último informe epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado na quarta-feira, 20 de janeiro, mostra que de 1º de janeiro de 2015 até o dia 16 de janeiro deste ano foram notificados 3.893 casos de microcefalia com suspeita de infecção pelo vírus zika em 764 municípios de 21 estados do País e mais o Distrito Federal. Do total notificado, 224 tiveram confirmação de microcefalia, seis confirmaram a relação com o vírus zika e outros 282 foram descartados. Continuam em investigação 3.381 casos suspeitos da doença. A região Nordeste tem o maior número de casos suspeitos de microcefalia, com 3.402 notificações.

No estado do Rio de Janeiro, levantamento da Superintendência de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde aponta que, de 1º de janeiro de 2015 a esta terça-feira, 19 de janeiro, foram registrados 166 casos. Deste total, 133 são de bebês já nascidos e os outros 33 são referentes ao período intra-uterino. A microcefalia é uma malformação congênita, em que o cérebro do feto não se desenvolve de maneira adequada. Neste caso, os bebês nascem com um perímetro cefálico menor do que o normal, que habitualmente é superior a 32 cm.

 

Disponível em: http://www.faperj.br/?id=3100.2.1

Brasil tem 4 cientistas na lista de ‘mais influentes’ do mundo

Lista produzida pela empresa Thomson Reuters tem 3.126 nomes, baseada na publicação de trabalhos de alto impacto. O que isso significa (ou não) para a ciência brasileira?

Instituto Broad de pesquisa genômica, no EUA, tem uma das produções científicas de maior impacto no mundo: Foto: Len Rubenstein/Broad Institute

Quatro pesquisadores brasileiros estão entre os 3 mil cientistas “mais influentes” do mundo, segundo um levantamento feito pela empresa Thomson Reuters. São eles, em ordem alfabética:

Ado Jorio de Vasconcelos, físico de Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); que “trabalha com pesquisa e desenvolvimento de instrumentação científica para o estudo de nanoestruturas para aplicação em novos materiais e biomedicina” — Currículo Lattes/CNPq

Adriano Nunes-Nesi, agrônomo da Universidade Federal de Viçosa (UFV); que “atua principalmente nos seguintes temas: metabolismo de carboidratos e interações entre o metabolismo mitocondrial e outras vias metabólicas em plantas” — Currículo Lattes/CNPq

Alvaro Avezum, diretor da Divisão de Pesquisa do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em São Paulo, que participa de vários testes clínicos internacionais de drogas e terapias — Currículo Researchgate

Paulo Artaxo, físico da Universidade de São Paulo (USP); que “trabalha com física aplicada a problemas ambientais, atuando principalmente nas questões de mudanças climáticas globais, meio ambiente na Amazônia, física de aerossóis atmosféricos e poluição do ar urbana” — Currículo Lattes/CNPq

É a terceira vez que a Thomson Reuters publica esse relatório, intitulado  As mentes científicas mais influentes do mundo, que pode ser pesquisado aqui: http://highlycited.com (as versão anteriores são de 2001 e 2014). Um pdf do relatório, noticiado pela Agência Fapesp, pode ser baixado aqui: http://goo.gl/OI9H1C.

A lista é baseada na quantidade de trabalhos “altamente citados” publicados por cada pesquisador entre 2003 e 2013, em 21 áreas do conhecimento, chegando a um total del 3.126 nomes. Segundo a empresa, portanto, estes são os pesquisadores com o maior número de estudos de alto impacto publicados nesse período de 11 anos. Mas o relatório apresenta os nomes apenas em ordem alfabética, sem revelar os números de publicações ou citações associados a cada um deles individualmente.

Levantamentos desse tipo são interessantes e costumam ter bastante repercussão — assim como os rankings de universidades —, mas precisam ser analisados com uma boa dose de ressalvas (ou, como dizem os americanos, com uma “pitada de sal”), para não se cometer injustiças. Como já escrevi num outro post cerca de um ano atrás, é importante não confundir métricas com adjetivos: “mais citados” não significa necessariamente “melhores”, “mais produtivos” nem “mais influentes”.

Quando falo em não cometer injustiças, me refiro tanto àqueles que estão na lista quando aos que ficaram fora dela. Acho sempre temeroso produzir rankings baseados em métricas isoladas — neste caso, o número de trabalhos “altamente citados”. Sem querer, com isso, desmerecer os quatro brasileiros: O fato de eles figurarem nessa lista mostra, certamente, que são pesquisadores de alto nível, produzindo ciência de alto impacto, em colaboração com pesquisadores estrangeiros. Mas seria uma injustiça concluir, com base nisso, que são os quatro cientistas brasileiros “mais influentes do mundo”.

Especialmente para o grande público, pode-se passar a impressão de que o Brasil só tem uma meia-dúzia de cientistas capazes de produzir ciência de relevância internacional; o que não é verdade. A ciência brasileira é limitada em muitos aspectos e tem muito o que melhorar, sem sombra de dúvida, mas uma coisa que não nos falta são bons cientistas. Faltam, sim, condições institucionais, orçamentárias e regulatórias adequadas para eles trabalharem, ousarem e ganharem espaço no cenário internacional.

Participação colaborativa

É preciso levar em conta que o levantamento da Thomson Reuters não faz distinção entre autores e co-autores, o que significa que muitos desses 3 mil pesquisadores podem figurar na lista por atuarem como colaboradores de grandes projetos internacionais, não necessariamente por terem tido alguma ideia ou iniciativa própria revolucionária. São coadjuvantes, não protagonistas.

Ainda assim, não há como negar que 4 pesquisadores entre 3.126 (0,001%) é muito pouco para um país do tamanho do Brasil, que tem pretensões de se colocar como uma potência científica internacional. Por mais míope que seja a métrica de elaboração, é fato que deveríamos ter mais nomes nesse lista — reflexo de uma das principais limitações qualitativas da nossa ciência, que é a falta deinternacionalização. Se as condições não são ideais para desenvolver tantos projetos revolucionários por aqui, deveríamos pelo menos estar colaborando com mais projetos revolucionários de outros países.

(OBS: O levantamento da Thomson Reuters leva em conta a nacionalidade da instituição onde o pesquisador trabalha, não a nacionalidade da pessoa. Portanto, é possível que haja outros pesquisadores brasileiros na lista, associados a instituições estrangeiras.)

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O relatório da Thomson Reuters retrata claramente a supremacia global da ciência norte-americana. O país com a maior produção de trabalhos científicos altamente citados são os Estados Unidos; e quatro das cinco instituições mais produtivas nesse quesito são americanas, lideradas pela Universidade da Califórnia.

Além da lista de 3.126 pesquisadores “mais influentes” do mundo entre 2003-2013, o relatório faz também um ranking dos 19 cientistas que mais “bombaram” no cenário global nos últimos dois anos (2013-2014). Nesse caso, quem lidera a lista de “hot scientists”, com 25 “hot papers”  é a geneticista americana Stacey Gabriel, do Instituto Broad, um centro de pesquisas genômicas das universidades MIT e Harvard — onde, aliás, trabalham outros cinco figurantes da lista. Como diretora de Plataformas Genômicas da instituição, ela está envolvida na coordenação de vários projetos de grande escala e alto impacto para a biomedicina mundial, como o HapMap, 1000 Genomes e Cancer Genome Atlas.

As informações e opiniões expressas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Disponível em: http://ciencia.estadao.com.br/blogs/herton-escobar/brasil-tem-4-cientistas-na-lista-de-mais-influentes-do-mundo/

Estudo alerta para a presença de malária fora da região amazônica

 

 

Karina Toledo  |  Agência FAPESP – De acordo com um levantamento publicado por pesquisadores brasileiros no Malaria Journal, entre os anos de 2007 e 2014 foram registrados 6.092 casos de malária fora da região amazônica – a única considerada endêmica para a doença no país.

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Entre 2007 e 2014 foram registrados mais de 6 mil casos da doença fora da Amazônia legal. Demora no diagnóstico e tratamento fora de áreas endêmicas explicaria maior número de casos severos e mortes (foto: Fêmea de Anopheles cruzii / Paulo Urbinatti)

 

Segundo os autores, apenas 19% de todos os casos fora da Amazônia são diagnosticados e tratados em até 48 horas após o início dos sintomas – enquanto na região amazônica esse índice salta para 60%.

“Isso pode explicar a alta proporção de casos severos de malária e a maior taxa de mortalidade em regiões não endêmicas”, dizem os pesquisadores no artigo.

O levantamento foi feito com apoio da FAPESP durante o doutorado de Camila Lorenz e de Flávia Virginio, orientandas de Lincoln Suesdek no Instituto Butantan. Contou ainda com a participação do pesquisador Breno Aguiar e foi coordenado por Francisco Chiaravalloti-Neto, ambos da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP).

O grupo se baseou nos dados registrados pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) – ambos do Ministério da Saúde. Esses bancos de dados trazem informações como sexo e idade do paciente, local em que foi registrada a notificação e também os locais em que o paciente esteve no suposto período da contaminação.

“Esse estudo mostra que, embora a maioria dos casos de malária ocorra na região da Amazônia legal, a região extra-amazônica também merece atenção dos profissionais de saúde, pois abriga 87% da população brasileira e também as condições para a transmissão da doença: há presença do vetor (mosquitos do gênero Anopheles), do agente etiológico (parasitas do gêneroPlasmodium) e do hospedeiro (humanos)”, comentou Virginio em entrevista à Agência FAPESP.

Segundo a aluna de Doutorado, muitas vezes os sintomas clínicos da doença não são suficientes para estabelecer um diagnóstico e podem ser confundidos com dengue ou outras doenças virais. Há, portanto, necessidade de se realizar exames parasitológicos para confirmar. “Confundir doenças é perigoso, pois os tratamentos são muito diferentes”, comentou.

Na avaliação de Virginio, profissionais de saúde de todos os estados brasileiros devem estar alertas para o histórico dos pacientes e atentos aos locais visitados recentemente.

“É necessária maior atenção tanto do ponto de vista da assistência, ou seja, ter médicos aptos a diagnosticar e tratar a doença, como do ponto de vista da vigilância epidemiológica. Os olhares estão todos voltados para a Amazônia, onde se concentram 99% dos casos, mas, se a vigilância for esquecida no restante do país, o problema pode voltar em locais onde já foi superado”, disse Virginio.

A demora para diagnosticar e tratar a doença, explicou a pesquisadora, cria condições para que o mosquito se contamine com o parasita ao picar o paciente infectado e transmita para outros habitantes locais. Especialistas estimam que um único doente sem tratamento pode, em uma semana, dar origem a até 50 novos casos, dependendo da região.

“É importante salientar que a região extra-amazônica abriga várias espécies de mosquitos com potencial para transmitir malária. Com as mudanças na paisagem e no clima do país é possível que espécies antes inofensivas passem a transmitir o Plasmodium, e isso é uma questão de saúde pública que precisa ser investigada”, alertou Lorenz.

Diferenças regionais

Dos mais de 6 mil casos notificados durante o período avaliado, quase 90% são considerados importados, ou seja, o paciente contraiu a doença durante estada na Amazônia ou no exterior – principalmente países da América Latina, África e Índia. Os demais são casos autóctones/introduzidos, isto é, nos quais a transmissão ocorreu localmente.

Embora os casos importados tenham predominado em todos os anos, houve um pico em 2007. Já o pico de casos autóctones ocorreu em 2010. Os estados com maior incidência de casos autóctones foram Espírito Santo, Piauí e Paraná.

“Foi possível notar que o ano de 2014 teve o menor número de casos, tanto autóctones quanto importados. Isso reflete as medidas que a população vem tomando para se proteger da malária, mesmo nas áreas não endêmicas, como: o uso de repelente, telas em portas e janelas e evitar áreas de banho durante o pico de atividade dos mosquitos”, observou Lorenz.

Embora notificações da doença tenham sido registradas em todos os estados brasileiros, em Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Minas Gerais e Rio Grande do Sul houve apenas casos importados.

As infecções por parasitas da espécie Plasmodium vivax predominaram na Região Sul, enquanto no Nordeste e no Sudeste foram mais comuns os casos de infecção pelo Plasmodium falciparum. Já na Região Centro-Oeste, que faz fronteira entre a região da Amazônia Legal e a região extra-amazônica, foi observada dupla infecção.

“Na região extra-amazônica, a malária tornou-se um problema que afeta principalmente subpopulações isoladas com certas características sociais (por exemplo, tipos de habitação) ou que desempenham específicas atividades profissionais. Portanto, a educação adequada dos indivíduos em risco e profissionais de saúde é necessária. Além disso, meios de diagnóstico rápido devem ser implementados nestas regiões para evitar eventos adversos graves ou mortes por malária”, concluem os autores no artigo.

O artigo Spatial and temporal epidemiology of malaria in extra-Amazonian regions of Brazil (doi: 10.1186/s12936-015-0934-6), pode ser lido em www.malariajournal.com/content/14/1/408.

 

Disponível em: http://agencia.fapesp.br/estudo_alerta_para_a_presenca_de_malaria_fora_da_regiao_amazonica/22396/

O perfil químico da droga fluminense

 

Vilma Homero

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Bruno Duarte Sabino analisou
a composição das 
drogas que
circulam no Rio
(Foto: Divulgação)

Tudo começa ainda nos campos: as plantas de coca são cultivadas com agrotóxicos, usados sem critério para fazer com que cresçam mais rápido. Depois, entram os solventes, durante o processo de purificação. O produto final termina sendo uma soma de impurezas e substâncias adicionadas para aumentar o volume e fazer crescer o lucro dos envolvidos nesse comércio. Nada disso, no entanto, é suficiente para afastar o usuário. “Se os malefícios de drogas como a cocaína são bastante evidentes, também não há como negar o prazer que provocam. Afinal, é exatamente esse prazer, forte e imediato, que atrai o usuário e mantém o vício. A questão é que, a longo prazo, tudo isso tem um custo bastante alto”, opina o farmacêutico Bruno Duarte Sabino, do Laboratório Contraprova – Doping e Toxicologia. Pós-doutor em Toxicologia Forense pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Jovem Cientista do Nosso Estado, da FAPERJ, ele analisa em seu projeto a composição química da maconha, cocaína, crack e ecstasy que circulam no Rio de Janeiro.

“Não há droga pura nas ruas de cidades como o Rio de Janeiro. Para ampliar os lucros, todas elas são acrescidas de diversas substâncias”, afirma. Para Sabino, a composição química de cada uma delas é quase como uma assinatura de sua origem. “Das 33 amostras de crack e 54 de cloridrato de cocaína apreendidas no estado e analisadas no projeto, pude observar que todas continham algum outro tipo de substância. Por esse tipo de análise, consegue-se estabelecer as conexões entre fornecedores, traçar rotas de tráfico e identificar os produtos que devem ter prioridade de controle em cada região do País”, explica o pesquisador. E acrescenta: “Muito se fala sobre os danos e a dependência causados pelo princípio ativo dessas drogas, mas pouco se sabe sobre as consequências das substâncias usadas para ‘batizá-las’ ou sobre as que são empregadas durante a fabricação”.

A maconha fumada pelo usuário brasileiro, por exemplo, vem do Paraguai e pode não ter nem 1% de THC (tetrahydrocannabinol), o princípio ativo da planta. “Como o padrão internacional está entre 1% e 3%, isso quer dizer que a maconha no País é de baixa qualidade”, diz o farmacêutico. E ela passa por um processo que a torna ainda pior. O que é simples de se entender. Tal como acontece com a planta da coca, ela é cultivada com agrotóxicos e muitas vezes arrancada antes do tempo apropriado. Estendida em lugares abertos para secar, fica exposta à intempérie e a todo tipo de insetos. Terra, raízes, galhos e até mesmo esterco são prensados junto com as folhas, o que provoca na mistura um odor semelhante ao da amônia. Enterrada, como forma de ocultá-la da polícia, ela pode ainda absorver metais do solo. “Tudo isso serve para ilustrar bem a qualidade da erva consumida no País”, afirma.

Com a cocaína não é diferente. Considerada como uma das drogas mais batizadas no País, sua composição varia enormemente. Como explica Sabino, “na cocaína vendida no Brasil, há apenas cerca de 25% da droga propriamente dita em sua composição”. Analisando amostras apreendidas pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, ele observou que quase todas continham adulterantes, adicionados para mimetizar seus efeitos; e diluentes, usados para aumentar o volume e os lucros do tráfico. O que significa que, do plantio ao consumidor, as várias etapas de produção da cocaína são também vários momentos de adulteração. O processo de purificação – para separar a cocaína dos demais elementos que a constituem – é feito à base de solventes. Entram aí gasolina, óleo diesel e substâncias mais empregadas na indústria química, como o cloreto de etila, hidrocarbonetos e acetona. “Como todos os resíduos permanecem no produto final, a possibilidade de consequências hepatotóxicas e cancerígenas está bastante presente”, explica. Tudo isso sem contar os agrotóxicos usados no plantio.

Numa etapa seguinte, é a vez dos adulterantes. Nas amostras analisadas, os mais presentes foram a cafeína (73,3%), a lidocaína (40%) e a benzocaína (35,6%). Enquanto a cafeína é empregada para aumentar os efeitos estimulantes da droga, a lidocaína, ao provocar dormência na boca, mimetiza seu efeito anestésico e leva o usuário a acreditar que está consumindo uma cocaína mais pura. O grau com que estes adulterantes afetam um indivíduo varia bastante, tal como ocorre no consumo de qualquer droga. E embora seja difícil definir um padrão de reações físicas ou comportamentais, certas consequências adversas podem acontecer, como efeitos cardíacos e reações alérgicas (cafeína); náuseas, alucinações e efeitos cardíacos (lidocaína e benzocaína). A forma de administração da cocaína também pode ter influência nessas consequências. “Quando injetada, pode levar a uma trombose, ou seja, à formação de coágulos no interior dos vasos sanguíneos, ou mesmo seguir pela circulação e atingir os pulmões, causando uma fibrose, como resultado de uma intensa reação inflamatória.”

Mas no caminho da comercialização da cocaína, ainda entram em cena os diluentes. “A forma de pó branco facilita a mistura com diversos diluentes de aspecto semelhante, entre eles amido, carbonatos e açúcares”, fala o pesquisador. Como a imaginação humana é infindável, incluem-se aí também bicarbonato de sódio, cal e até mesmo ácido bórico. “Quando a cocaína é aspirada, ela se dissolve na umidade dos seios nasais, é diluída e absorvida pelos vasos sanguíneos dos seios da face. Só a partir daí é que chega ao sistema nervoso central”, explica Sabino.

No caso do crack – fruto  de uma mistura de cocaína em pó ainda não purificada, dissolvida em água, acrescida de bicarbonato e depois aquecida –, o percentual de cocaína propriamente dita que as pedras costumam apresentar são superiores ao da cocaína em pó. “Isso mostra poder devastador do crack sobre o organismo humano. Como ele não passa pelo processo de refinamento pelo qual passa a cocaína, acaba concentrando grande quantidade de resíduos das substâncias empregadas em todo o processo. Por outro lado, como é um produto sólido, as pedras de crack são consideravelmente menos adulteradas do que a cocaína em forma de sal. Isso se deve à imposibilidade de adição de diluentes ao produto final”, revela o pesquisador.

Como essas pedras são fumadas, a droga chega mais rápido ao pulmão e daí à corrente sanguínea. “Além dessa rapidez, a absorção é mais intensa do que com a cocaína aspirada, permitindo que uma quantidade maior da droga penetre no organismo. Com isso, o processo de dependência também é bem mais rápido e mais forte”, explica. Assim, ampliam-se também os riscos cardiovasculares e vasculares cerebrais.

“A questão é que todos os alertas sobre os efeitos negativos das drogas terminam surtindo pouco efeito sobre os jovens”, frisa Sabino. Ele critica os programas de prevenção que apenas enfatizam as consequências ruins. “O jovem até sabe dos riscos, mas quando ouve um colega ou amigo falando das sensações e, principalmente, quando faz suas primeiras experiências e sente os efeitos prazerosos, deixa-se levar”.

“Sou favorável a mostrar a verdade. Acho que é preciso adotar uma visão mais realista, informando que o prazer existe, mas está associado a consequências negativas. Como se sabe, todo esse prazer tem um preço.”

Disponível em: http://www.faperj.br/?id=3072.2.0

Por que o mosquito Aedes aegypti transmite tantas doenças?

 

 

Resistente e adaptável, espécie está no centro da atual epidemia de zika, além de ser vetor de contágio da dengue, das febres chikungunya e amarela e outras enfermidades mais raras.

Aedes aegypti, que transmite dengue e chikungunya, também pode transmitir o zika vírus (Foto: CDC-GATHANY/PHANIE/AFP)Aedes aegypti, que transmite dengue, chikungunya e zika (Foto: CDC-GATHANY/PHANIE/AFP)

 

No mundo, ele é chamado de mosquito da febre amarela. No Brasil, é conhecido como mosquito da dengue – e, mais recentemente, também da zika e da chikungunya.

Considerado uma das espécies de mosquito mais difundidas no planeta pela Agência Europeia para Prevenção e Controle de Doenças (ECDC, na sigla em inglês), o Aedes aegypti – nome que significa “odioso do Egito” – é combatido no país desde o início do século passado.

A partir de meados dos anos 1990, com a classificação da dengue como doença endêmica, passou a estar anualmente em evidência. Isso ocorre principalmente com a chegada do verão, quando a maior intensidade de chuvas favorece sua reprodução.

Agora, um novo sinal de alerta vem da epidemia de zika, uma doença com sintomas semelhantes aos da dengue, em curso desde o meio do ano.

Foi confirmado pelo governo federal que o zika vírus está ligado a uma má-formação no cérebro de bebês, a microcefalia, que já teve neste ano ao menos 1.248 casos registrados em 311 municípios em 14 Estados, a maioria deles no Nordeste.

Mosquitos Aedes aegypti, transmissor da dengue. doença, vetor, inseto, transmissores, contágio. -HN- (Foto: Fabio Motta/Estadão Conteúdo)Mosquitos Aedes aegypti (Foto: Fabio Motta/Estadão Conteúdo)

 

O Aedes aegypti também esteve no centro de um surto de febre chikungunya ocorrido no país no ano passado, quando este vírus chegou ao Brasil e se espalhou com a ajuda do mosquito.

E, apesar de a febre amarela ter sido considerada erradicada de áreas urbanas brasileiras em 1942, casos de contaminação foram confirmados em cidades de Goiás e no Amapá em 2014.

“O Aedes aegypti está ligado ainda a males mais raros, do grupo flavivírus”, afirma Felipe Pizza, infectologista do hospital Albert Einstein.

“Entre os agentes de contaminação, esse mosquito é o que tem a capacidade de transmitir a maior variedade de doenças.”

Eficiência
Alguns fatores contribuem para tornar o Aedes aegypti um agente tão eficiente para a transmissão desses vírus. Entre eles estão, segundo especialistas ouvidos pela BBC Brasil, sua capacidade de se adaptar e sua proximidade do homem.

Surgido na África em locais silvestres, o mosquito chegou às Américas em navios ainda na época da colonização. Ao longo dos anos, encontrou no ambiente urbano um espaço ideal para sua proliferação.

“Ele se especializou em dividir o espaço com o homem”, afirma Fabiano Carvalho, entomologista e pesquisador da Fiocruz Minas.

“O mosquito prefere água limpa para colocar seus ovos, e qualquer objeto ou local serve de criadouro. Mesmo numa casca de laranja ou numa tampinha de garrafa, se houver um mínimo de água parada, seus ovos se desenvolvem.”

Mas a falta de água limpa não impede que o Aedes aegypti se reproduza. Estudos científicos já mostraram que, nesse caso, a fêmea pode depositar seus ovos em água com maior presença de matéria orgânica.

Os ovos também podem permanecer inertes em locais secos por até um ano, e, ao entrar em contato com a água, desenvolvem-se rapidamente – num período de sete dias, em média.

“Outros vetores não têm essa capacidade de resistir ao ambiente”, afirma Pizza, do Albert Einstein. “Por isso ele está presente quase no mundo todo, a não ser em lugares onde é muito frio.”

Flexibilidade
Um aspecto que também favorece a reprodução é o fato de a fêmea colocar em média cem ovos de cada vez, mas não fazer isso em um único local. Em vez disso, ela os distribui por diferentes pontos.

“Quando tentamos exterminá-lo, é muito grande a chance de um destes locais passar despercebido”, diz Carvalho.

Também se trata de um mosquito flexível em seus hábitos de alimentação.

O Aedes aegypti é, geralmente, diurno: prefere sair em busca de sangue pela manhã ou no fim da tarde, evitando os momentos mais quentes do dia.

 

“Mas ele é oportunista. Se não tiver conseguido se alimentar de dia, vai picar de noite. Isso não ocorre com o pernilongo, por exemplo, que é noturno e só vai estar quando o sol começa a se pôr”, afirma a bióloga Denise Valle, pesquisadora do laboratório de biologia molecular de flavivírus do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).

Além disso, o mosquito costuma ter como alvos mamíferos, especialmente humanos. Como explica o agência europeia, mesmo na presença de outros animais ele “se alimenta preferencialmente de pessoas”.

Simbiose
Por ser um mosquito urbano que fica em contato constante com o homem, ser muito adaptável e ter um apetite especial por sangue humano, o inseto se tornou um eficiente vetor para a transmissão de doenças.

“Todo ser vivo busca uma forma de se proliferar, e com os vírus não é diferente. Nestes casos, eles podem ser transmitidos por outros vetores, mas que não são tão efetivos”, afirma Erico Arruda, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia. “Eles (vírus) conseguiram no Aedes aegypti e na forma como este mosquito evoluiu uma relação de simbiose muito boa.”

Para ser capaz de infectar uma pessoa, o vírus precisa estar presente na saliva do inseto.

Valle, do IOC/FioCruz, explica que, no caso da dengue, por exemplo, após o Aedes aegypti picar alguém que esteja infectado, o vírus leva cerca de dez dias para estar presente em sua saliva.

“São poucos os mosquitos que vivem mais de dez dias. Mas, quanto menos energia ele precisa gastar para se alimentar e colocar ovos, mais tempo ele vive”, diz Valle.

“Assim, o aglomerado urbano, com muitos locais de criadouro e muitos alvos para picar, faz com que o mosquito viva mais, favorecendo o processo de infecção.”

A bióloga destaca ainda que se trata de um mosquito especialmente arisco: “Quando vai picar, se a pessoa se mexe, ele tenta escapar e picar outra pessoa. Se estiver infectado com algum vírus, vai transmiti-lo para várias pessoas”.

Controle
Exterminá-lo também é difícil. Segundo o Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos, o Aedes aegypti é “muito resistente”, o que faz com que “sua população volte ao seu estado original rapidamente após intervenções naturais ou humanas”.

No Brasil, ele chegou a ser erradicado duas vezes no século passado. Na década de 1950, o epidemiologista brasileiro Oswaldo Cruz comandou uma campanha intensa contra ele no combate à febre amarela. Em 1958, a Organização Mundial da Saúde declarou o país livre do Aedes aegypti.

Mas, como o mesmo não havia ocorrido em países vizinhos, o mosquito voltou a ser detectado no fim dos anos 1960. Foi erradicado novamente em 1973 – e retornou mais uma vez três anos mais tarde. “Hoje não falamos mais em erradicação. Sabemos que isso não é possível”, diz Valle, do IOC/Fiocruz.

“O país é muito grande e tem muitas entradas para o mosquito. Também há muito mais gente vivendo em cidades, e a circulação de pessoas pelo mundo com a globalização aumentou muito. Os recursos humanos e financeiros para exterminá-lo seriam enormes.”

Uma forma comum de combater o mosquito, a de dispersar uma nuvem de inseticida – técnica popularmente conhecida como “fumacê” –, não é muito eficiente, pois o componente químico tem de entrar em um espiráculo localizado embaixo da asa. Portanto, o inseto precisa estar voando, algo difícil tratando-se de uma espécie que fica na maior parte do tempo em repouso.

“Na maior parte das vezes, isso é jogar dinheiro fora e gera mosquitos mais resistentes. Hoje, levamos de 20 a 30 anos para desenvolver um inseticida e, em dois anos, ele perde sua eficácia por causa do uso abusivo”, afirma Valle. “E os químicos usados no controle de larvas não estão disponíveis para a população.”

Carvalho, da Fiocruz Minas, ressalta ainda que 80% dos criadouros são encontrados em residências, e que realizar a prevenção e exterminar focos do Aedes aegypti não é fácil.

“Quando temos uma epidemia, é mais simples conseguir o apoio da população, mas, fora deste período, é mais complexo sensibilizar as pessoas para a questão”, afirma o entomologista. “Por tudo isso, acho muito complicado falar em erradicação. Talvez a melhor palavra seja controle.”

Uma abordagem nova vem sendo testada na Bahia e em São Paulo. Machos transgênicos do Aedes aegypti são liberados na natureza e, no cruzamento com fêmeas comuns, geram larvas que morrem antes de atingir a fase adulta, o que, com o tempo, reduz a população do mosquito numa determinada área.

Responsável por testes realizados desde maio em Piracicaba, no interior paulista, a empresa Oxitec informou que os resultados estão sendo analisados por sua equipe técnica e que ainda não há uma previsão de quando serão divulgados.

 

Disponível em: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2015/12/por-que-o-mosquito-aedes-aegypti-transmite-tantas-doencas.html

Estudo indica que Zika vírus está cada vez mais eficiente para infectar humanos

Karina Toledo | Agência FAPESP – Durante o caminho que percorreu do continente africano até a América – passando pela Ásia e cruzando o oceano Pacífico –,  o Zika vírus (ZIKV) passou por um processo de adaptação ao organismo humano, adquirindo certas características genéticas que tornaram cada vez mais eficiente sua replicação nas células do novo hospedeiro.

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Desde o ano de 2000, a espécie vem sofrendo alterações genéticas que ajudam a driblar o sistema imunológico e a se replicar em células humanas (imagem: Wikimedia Commons)

 

A conclusão é de um estudo divulgado no site bioRxiv (pronuncia-se “bio-archive”) por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e do Institut Pasteur de Dakar, no Senegal, que chamam a esse processo adaptativo do vírus de “processo de humanização”.

“O ZIKV é um agente zoonótico africano que infecta principalmente macacos e mosquitos. Estudos anteriores sugerem que teriam ocorrido casos esporádicos de infecção em humanos no passado e o vírus teria saído da África por volta da segunda metade do século 20. Em 2007 ele causou um primeiro surto em humanos e parece ter havido um processo concomitante de adaptação pelo qual o código genético do vírus passou a mimetizar os genes humanos mais expressos para produzir em maior quantidade proteínas que tornam eficiente sua replicação no novo hospedeiro”, contou Paolo Marinho de Andrade Zanotto, professor do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP e coautor do artigo.

Entre os genes que o ZIKV passou a mimetizar de forma mais evidente destaca-se o da proteína NS1, cujo papel é modular a interação entre o vírus e o sistema imunológico humano.

“A NS1, produzida em grande quantidade, funciona como um sistema de camuflagem para flavivírus, como o vírus da dengue, de quem o ZIKV é o parente mais próximo. Ela deixa o sistema imunológico desorientado. É o mesmo princípio usado por aviões de guerra ao liberar pequenos fogos para despistar os mísseis guiados pelo calor da turbina”, explicou Zanotto.

Os resultados da pesquisa mostram ainda que o chamado “valor adaptativo” da espécie (fitness) – que é capacidade de sobreviver e gerar uma progênie também capaz de sobreviver e de se reproduzir – cai drasticamente por volta do ano 2000, quando estaria ocorrendo forte seleção possivelmente associada ao processo de tráfego entre espécies. A partir desse ponto, o fitness do Zika vírus passa a crescer exponencialmente. Os gráficos do artigo sugerem que o patógeno já se tornou tão (ou mais) eficiente para sobreviver e se reproduzir em humanos quanto era antes em macacos.

A investigação foi conduzida com apoio da FAPESP durante o doutorado de Caio César de Melo Freire, sob a orientação de Zanotto.

O grupo analisou dados de 17 sequenciamentos completos do genoma viral – que continham informação sobre o ano e o local em que o vírus foi isolado – depositados no GenBank, um banco público mantido pelo National Center for Biotechnology Information (NCBI), nos Estados Unidos.

Com base nessas análises e também em um trabalho anterior do grupo, publicado em 2014 na revista PLoS Neglected Tropical Diseases, foi possível determinar o caminho percorrido pelas linhagens africanas e asiáticas e também as alterações genéticas sofridas no percurso.

Conforme explicam os autores no artigo mais recente, a linhagem africana ainda infecta predominantemente macacos e mosquitos do gênero Aedes. Já a linhagem asiática está se espalhando por meio de uma cadeia de transmissão entre humanos nas ilhas do Pacífico e na América do Sul.

Além da picada do mosquito, os cientistas apontam as relações sexuais e as infecções perinatais como rotas alternativas de transmissão.

Mundo em alerta

O primeiro surto significativo conhecido em humanos, causado pela linhagem asiática em 2007, ocorreu nos Estados Federados da Micronésia. Entre 2013 e 2014 o vírus emergiu novamente e causou uma significante epidemia na Polinésia Francesa, espalhando-se pela Oceania e chegando à América pela Ilha de Páscoa, no Chile, em 2014. Agora, em 2015, já foi reportado em pelo menos 14 estados brasileiros, a maioria na Região Nordeste, e também em outros países da América do Sul.

“As análises feitas com base em dados genéticos sugerem que o vírus está se tornando mais eficiente para produzir suas proteínas em humanos, mas agora precisamos confirmar essa hipótese com ensaios in vitro, colocando linhagens africanas e asiáticas em culturas de células humanas para estabelecer comparações”, comentou Zanotto.

O pesquisador também está organizando uma parceria com cerca de 25 laboratórios de diferentes regiões do Estado de São Paulo para monitorar como está sendo o espalhamento do vírus na região. Várias unidades dessa rede vão trabalhar diretamente na questão das malformações cerebrais congênitas em associação com serviços de neonatologia.

“Estamos ajustando protocolos comuns para identificar, caracterizar e isolar o vírus. Dada a experiência de nossos colegas na África, o isolamento do vírus em humanos pode apresentar problemas e provavelmente teremos de isolar também de mosquitos. Também pretendemos somar esforços no desenvolvimento da expressão de proteínas virais para facilitar a detecção da doença e estamos articulando ações conjuntas e trocando informações diariamente grupos internacionais. Será uma tarefa pesada, mas não temos outra opção, uma vez que o vírus parece de fato estar envolvido nos casos de microcefalia”, disse Zanotto.

Na última terça-feira (01/12), a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta mundial reconhecendo a relação entre a epidemia de Zika vírus e o crescimento dos casos de microcefalia e da síndrome Guillain-Barré no Brasil. No documento, a OMS recomendou que seus mais de 140 países-membros reforcem a vigilância para o eventual crescimento de infecções, sugeriu o isolamento dos pacientes e disse para as nações ficarem atentas à necessidade de se ampliar o atendimento de serviços neurológicos e de cuidados específicos a recém-nascidos.

“Recebemos de nossos colegas do Institut Pasteur, há alguns dias uma notificação do Serviço de Vigilância Sanitária em Papeete, na Polinésia Francesa, dizendo que após reavaliar os dados relacionados a crianças gestadas durante o surto local de ZIKV em 2014 e 2015 foram encontrados 12 casos de mulheres que tiveram filhos com complicações neurológicas sérias. Destas, quatro foram testadas e apresentaram anticorpos contra ZIKV, mas nehuma manifestou sintomas da doença durante a gravidez”, contou Zanotto.

De acordo com o pesquisador, é preciso investigar se há uma interação entre o vírus da dengue e o ZIKV no desenvolvimento da microcefalia. “É possível que o vírus da dengue – por ser muito comum nessas regiões – seja apenas um fator de confusão”, avaliou.

Além de causar sintomas parecidos, explicou Zanotto, os vírus da dengue e Zika são muitos próximos filogeneticamente. No estudo mais recente, o grupo mostrou que ambos compartilham pedaços da proteína NS1 considerados epítopos, ou seja, que são capazes de serem reconhecidos pelos anticorpos humanos.

“Como os dados desse estudo são de grande relevância mundial optamos por torná-los público imediatamente por meio desse arquivo público on-line. Agora pretendemos submetê-lo para revistas científicas”, contou Zanotto.

Disponível em: http://agencia.fapesp.br/estudo_indica_que_zika_virus_esta_cada_vez_mais_eficiente_para_infectar_humanos/22345/

BOLETIM ELETRÔNICO SBQ – N° 1198 – 26/11/2015

 

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26/11/2015

 

 

 

Quase 800 participam do SBQ Sul, último encontro regional da SBQ no ano
O último encontro regional da SBQ em 2015 foi realizado em Joinville-SC, de 11 a 13 de novembro. Foram quase 800 inscritos, sendo cerca de 70% alunos de iniciação científica e cursos técnicos, 13 palestras, oito minicursos e seis sessões coordenadas. » Veja mais…

 

Eleições SBQ: Mensagem para os Associados Efetivos
Estamos iniciando o processo eleitoral eletrônico para a escolha da nova Diretoria, Conselhos Consultivo e Fiscal, Divisões Científicas e Secretarias Regionais para a gestão 2016-2018. Este é o momento dos associados efetivos participarem ativamente na definição dos membros que terão a responsabilidade de trabalhar arduamente pela SBQ nos próximos 2 anos. »Veja mais…

 

Minicurso na 39ª RA: “Energia Eletroquímica: Conversores e Bioconversores de Combustíveis Renováveis”, com os Profs. Frank N. Crespilho (coordenador) e Fabio H. B. Lima
Os Profs. Frank N. Crespilho (coordenador) e Fabio H. B. Lima, ambos do (IQSC-USP), irão ministrar um minicurso intitulado “Energia Eletroquímica: Conversores e Bioconversores de Combustíveis Renováveis” para pesquisadores, alunos de graduação e de pós-graduação. » Veja mais…

 

  Saiu a revista Química Nova número 09, volume 38 – Veja mais…

 

VEJA TAMBÉM NESTA EDIÇÃO:

NOTÍCIAS

 

U. S. bans sulfoxaflor pesticide – Agriculture: After court order, EPA stops sale of chemical to protect bees. Sulfoxaflor, a pesticide used to control aphids and other insects on a handful of crops, can no longer be sold or distributed in the U.S., EPA announced on Nov. 12. EPA’s action follows a Sep- tember federal appeals court ruling that ordered the agency to remove sulfoxaflor from the U.S. market be- cause of concerns that the chemical is harmful to bees and other pollinators. (Chemical & Engineering News) » Veja mais…

 

  Fabricantes de Viagra e Botox fecham fusão de US$ 160 bilhões –As empresas Pfizer e Allergan anunciaram nesta segunda-feira (23) um acordo histórico de fusão, com valor de cerca de US$ 160 bilhões, que cria a maior empresa farmacêutica do mundo. (Folha de S.Paulo) »Veja mais…

 

Air liquide to buy airgas – Acquisitions: purchase will create world’s largest industrial gases company. In a move that will make it the world’s largest industrial gas supplier and augment its U.S. presence, Air Liquide has agreed to purchase its smaller rival Airgas in a deal worth $13.4 billion. » Veja mais…

 

FAPESP e GSK anunciam dois novos Centros de Excelência em Pesquisa –A FAPESP e a empresa farmacêutica Glaxo SmithKline Brasil (GSK) anunciaram no dia 17/11 a criação de dois novos Centros de Excelência em Pesquisa no Estado de São Paulo. » Veja mais…  

 

CNPq lança nova plataforma sobre programas de iniciação científica – A nova plataforma reúne informações sobre número de bolsas vigentes, total de investimentos, quantidades de projetos de pesquisa e evolução histórica, por exemplo. O lançamento do painel foi feito pelo presidente do CNPq, Hernan Chaimovich, durante o 6º Encontro de Coordenadores do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic). » Veja mais…

 

  The Making Of MilliporeSigma – Udit Batra, CEO of the new laboratory supply giant, reveals Merck KGaA’s plans for Sigma-Aldrich. On Nov. 18, Merck KGaA closed on the biggest acquisition in its 347-year history: The $17.0 billion purchase of the research-chemical supply house Sigma-Aldrich.(Chemical & Engineering News) » Veja mais…

 

Fapeam investirá R$ 2 milhões em 40 projetos inovadores –Quarenta micro e pequenos empreendedores do Amazonas receberão R$ 2 milhões, R$ 50 mil cada um, do governo do Estado via Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) para o desenvolvimento de produtos (bens e/ou serviços) ou processos inovadores que incorporem novas tecnologias aos setores econômicos no Estado. » Veja mais…

 

Biodiversidade brasileira pode impulsionar síntese de moléculas bioativas – O maior laboratório a céu aberto do mundo – é assim que pesquisadores da área de química orgânica veem o potencial da variedade molecular da biodiversidade brasileira para síntese de moléculas bioativas isoladas de fontes naturais. » Veja mais…  

 

  PIPE abre chamada de propostas para primeiro ciclo de 2016 – Estão reservados até R$ 15 milhões para atendimento às propostas selecionadas. O prazo final para submissão de projetos pelo SAGe termina no dia 1º de fevereiro de 2016. » Veja mais…

 

Drugs on demand – Controversy in Brazil over access to a purported cancer cure could set a harmful precedent. A furious debate that is raging in Brazil pits the nation’s largest university against hundreds of cancer patients who want access to a compound that some have branded a miracle cure. A university laboratory is neither a pharmaceutical plant nor a pharmacy; it is not required to follow good manufacturing protocols. There is no oversight to certify what is going into the blue-and-white phosphoethanolamine capsules produced at the University of São Paulo. Neither the compound’s side effects nor its efficacy are systematically monitored. To order a university to supply a drug is to show a disregard for the importance of all these safety measures. » Veja mais…

 

Presidente do CNPq lança novo painel de investimentos – A novidade foi anunciada durante o 6º encontro de coordenadores do PIBIC. » Veja mais…  

 

  ProfÁgua é lançado durante Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos – Nesta terça-feira, 24, durante o XXI Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos (SBRH), em Brasília, foi lançado o novo Mestrado Profissional em Rede Nacional para Gestão e Regulação de Recursos Hídricos, recomendado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e coordenado pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), o ProfÁgua. » Veja mais…

 

CALENDÁRIO DE EVENTOS DA QUÍMICA – SBQ

Informe-se sobre os eventos da área de química divulgados pela SBQ, acessando nosso calendário mensal, clique aqui.

 

EVENTOS

1. II Congresso Internacional de Inovação e 2º Encontro de Jovens
Investigadores em Engenharia Biotecnologica
2. First Workshop on Green Nanotechnology, Molecular Imaging, Theranostics,
and Bio-Inspiration
3. Curso: Implantação e Gestão de Incubadoras de Empresas de Base
Tecnológica

» Veja mais…

 

OPORTUNIDADES

CONCURSOS PÚBLICOS E PROCESSOS SELETIVOS PARA CONTRATAÇÃO DE DOCENTES

1. Concurso docente (Ensino de Química) – IQ/Unicamp
2. Abertura de Edital de Redistribuição para o Instituto de Química da
UFU/Campus Patos de Minas
3. Concurso público para professor classe adjunto A na UFRGS
(Porto Alegre, RS)
4. Concurso público para professor substituto – Unesp/Araraquara

PROCESSOS SELETIVOS EM PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO

1. Processo Seletivo para Mestrado e Doutorado em Química – UFSC
(últimos dias para inscrição)
2. A.C. Camargo oferece pós-graduação em Oncologia

BOLSAS DE GRADUAÇÃO, DOUTORADO, PÓS-DOC OU SANDUÍCHE

1. Vaga remanescente do programa de inovação de parceria com o CNPq –
Golden Tecnologia

» Veja todas as oportunidades desta edição… 

BOLETIM ELETRÔNICO SBQ – N° 1196 – 12/11/2015

 

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12/11/2015

 

 

 

SBQ faz homenagem ao professor Etelvino Bechara pelos 70 anos
A SBQ realizou na semana passada em São Paulo, uma homenagem ao professor Etelvino Bechara, que completou 70 anos. O professor Etelvino é o associado de número 0003 da SBQ, e foi um dos fundadores da entidade em julho de 1977, quando, dentro de encontro anual da SBPC surgiu a Sociedade Brasileira de Química, por iniciativa de cerca de 70 químicos presentes ao encontro. » Veja mais…

 

Eleições SBQ: Mensagem para os Associados Efetivos
Estamos iniciando o processo eleitoral eletrônico para a escolha da nova Diretoria, Conselhos Consultivo e Fiscal, Divisões Científicas e Secretarias Regionais para a gestão 2016-2018. Este é o momento dos associados efetivos participarem ativamente na definição dos membros que terão a responsabilidade de trabalhar arduamente pela SBQ nos próximos 2 anos. »Veja mais…

 

Minicurso na 39ª RA: “Espectroscopias de Estado Sólido para Caracterização de Materiais “, com a Profa. Andrea de Camargo do IFSC-USP
A Profa. Andrea de Camargo (IFSC-USP), irá ministrar um minicurso intitulado “Espectroscopias de Estado Sólido para Caracterização de Materiais” para pesquisadores, alunos de graduação e de pós-graduação. » Veja mais…

 

VEJA TAMBÉM NESTA EDIÇÃO:

NOTÍCIAS

 

Edital seleciona dez projetos de doutorado para intercâmbio na Alemanha – A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) divulgou no dia 06/11, o resultado da seleção de projetos de doutorado sanduíche do Programa Conjunto de Bolsas de Doutorado na Alemanha relativo à seleção 2015/2016. Ao todo, foram selecionados dez projetos de diferentes áreas do conhecimento, como Genética Molecular e Ética. » Veja mais…

 

  Allison Campbell wins ACS president-elect –ACS News: Board directors are also selected in society’s annual elections. Allison A. Campbell, an associate laboratory director at Pacific Northwest National Laboratory, has been elected the 2016 American Chemical Society president-elect by members of ACS. »Veja mais…

 

Portal de Periódicos da Capes celebra 15 anos de apoio à educação, ciência e tecnologia – Com uma trajetória de crescimento constante, o Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) completa 15 anos em novembro de 2015. » Veja mais…
Governo paulista e ABStartups anunciam as empresas selecionadas para o Pitch Gov SP – O Governo do Estado de São Paulo, em parceria com a Associação Brasileira de Startups (ABStartups), divulga a relação de 15 startupsselecionadas para participar da primeira edição do Pitch Gov SP, programa que busca atrair iniciativas inovadoras para soluções dos desafios da administração pública nas áreas de saúde, educação e facilidades ao cidadão. »Veja mais…  
CNPq participa de chamada internacional do ERANET-LAC – O projeto europeu ERANet-LAC, do qual o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) participa, divulgou o pré-anúncio da 2ª Chamada Conjunta em Pesquisa e Inovação do Projeto. » Veja mais…

 

  Finep e BNDES lançam edital do Padiq com aporte de R$ 2,2 bilhões –A Finep e o BNDES lançaram no dia 05/11, no encerramento do Seminário Desenvolvimento Produtivo e Inovativo, o primeiro edital do Padiq (Programa de Desenvolvimento e Inovação da Indústria Química). » Veja mais…

 

Primeiro banco público de dados genômico do Brasil será lançado na FAPESP – Com o objetivo de permitir a implantação no Brasil da chamada medicina de precisão, será lançado em 13 de novembro, na sede da FAPESP, em São Paulo, o Brazilian Initiative on Precision Medicine (BIPMed), banco público de dados genômico inédito no país, com informações reunidas ao longo de vários anos de estudos realizados em diferentes instituições e grupos de pesquisa. »Veja mais…  

 

CALENDÁRIO DE EVENTOS DA QUÍMICA – SBQ

Informe-se sobre os eventos da área de química divulgados pela SBQ, acessando nosso calendário mensal, clique aqui.

 

OPORTUNIDADES

CONCURSOS PÚBLICOS E PROCESSOS SELETIVOS PARA CONTRATAÇÃO DE DOCENTES

1. Concurso docente em Físico-Química Orgânica – IQ/Unicamp
2. Concurso público com 4 vagas para professor Adjunto – Departamento
de Química Fundamental, UFPE – Recife

 PROCESSOS SELETIVOS EM PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO

1. IQ/Unesp de Araraquara abre inscrições para pós-graduação
em Química
2. Processo seletivo para ingresso nos cursos de mestrado e doutorado
em Química no ano letivo de 2016 – UNESP/SJRP
3. Processo seletivo para mestrado e doutorado no PGrCEM/USP-
São Carlos
4. Processo seletivo (Mestrado e Doutorado) – PUC-Rio
5. Instituto de Química da Unesp de Araraquara abre inscrições
para pós-graduação

BOLSAS DE GRADUAÇÃO, DOUTORADO, PÓS-DOC OU SANDUÍCHE

1. Bolsa de Pós-Doutorado (CAPES) – IQ/UFG

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BOLETIM ELETRÔNICO SBQ – N° 1195 – 05/11/2015

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05/11/2015

Minas Gerais reúne mais de 600 químicos para falar dos desafios da expansão e da internacionalização
Foi realizado no último final de semana, em Belo Horizonte, o 29º Encontro Regional da SBQ-MG, com a participação de mais de 600 químicos, que apresentaram mais de 420 trabalhos. O encontro, organizado pela UFMG, o CEFET-MG e a SBQ-MG, teve como tema “Química nas Gerais: Expansão e Internacionalização”. » Veja mais…
Eleições SBQ: Mensagem para os Associados Efetivos
Estamos iniciando o processo eleitoral eletrônico para a escolha da nova Diretoria, Conselhos Consultivo e Fiscal, Divisões Científicas e Secretarias Regionais para a gestão 2016-2018. Este é o momento dos associados efetivos participarem ativamente na definição dos membros que terão a responsabilidade de trabalhar arduamente pela SBQ nos próximos 2 anos. »Veja mais…
Criar e Empreender é o Tema Central da 39ª RA
Informações detalhadas sobre a programação da 39ª RA da SBQ podem ser encontradas na página do evento. » Veja mais…
Minicurso na 39ª RA: “Propriedades e aplicações dos nanocatalisadores”, com as Profas. Maria do Carmo Rangel Santos Varela (coordenadora) e Emilia Celma de Oliveira Lima
As Profas. Maria do Carmo Rangel Santos Varela da UFBA (coordenadora), e Emilia Celma de Oliveira Lima da UFG, irão ministrar um minicurso intitulado “Propriedades e aplicações dos nanocatalisadores” para pesquisadores, alunos de graduação e de pós-graduação. » Veja mais…
Saiu o JBCS número 11, volume 26 » Veja mais…
VEJA TAMBÉM NESTA EDIÇÃO:

NOTÍCIAS

Start-Ups to watch – Young companies use chemistry to tackle global problems. Whether they’re trying to treat a debilitating disease or extend the life of your cell phone battery, these companies are united by a common theme: They all are using groundbreaking chemistry to solve real-world problems. » Veja mais…
Parques tecnológicos alavancam investimentos em inovação – A cidade de Sorocaba (a cerca de 100 quilômetros de São Paulo) vem atraindo, nos últimos anos, empresas como a Toyota, que inaugurou em 2012 sua terceira fábrica no país e trouxe, a reboque, 13 fornecedoras de componentes e de serviços automotivos (sistemistas) ao município paulista. » Veja mais…
Britannica Escola realiza treinamentos para professores em novembro – A equipe pedagógica do portal Britannica Escola realizará mais dois treinamentos online voltados a professores da educação básica no mês de novembro. Mensalmente são realizados encontros em diferentes horários onde a equipe explica aos docentes como utilizar as ferramentas digitais da Britannica em sala de aula e também nas atividades complementares. » Veja mais…
Empresa japonesa realiza 4ª edição de programa de estágio para bolsistas – De 10 a 21 de agosto, a Mitsui & Co. Ltd. realizou a 4ª edição do programa de estágio para 15 intercambistas brasileiros do Programa Ciência sem Fronteiras matriculados em universidades japonesas (Hokkaido University, Tohoku University, Tsukuba University, Shibaura Institute of Technology, Osaka University). » Veja mais…
Sai resultado de propostas de cursos novos de pós-graduação – A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC) divulgou no dia 29/10, os resultados da apreciação de propostas de cursos novos (APCN) acadêmicos e profissionais. » Veja mais…
CNPq recebe 2ª reunião que avalia resultados do PPBio e Geoma – Acontece, entre os dias 04 e 05 de novembro, na sede do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em Brasília, reunião para monitorar os resultados parciais obtidos pelas redes e projetos aprovados na Chamada 35/2012 e avançar na proposta de elaboração de um livro de divulgação científica do PPBio e GEOMA, destinado para o público geral. » Veja mais…

CALENDÁRIO DE EVENTOS DA QUÍMICA – SBQ

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EVENTOS

1. PCNSPA Conference 2016 – Photonic Colloidal Nanostructures: Synthesis,
Properties, and Applications
2. XIX Encontro Jacques Danon de Espectroscopia Mössbauer
3. 6th International IUPAC Conference on Green Chemistry
» Veja mais…

OPORTUNIDADES

PROCESSOS SELETIVOS EM PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO

1. Processo seletivo (mestrado e doutorado) – UNIFESP unidades Diadema
e São José dos Campos
2. Abertas inscrições Mestrado e Doutorado em Eng. da Nanotecnologia
– COPPE/UFRJ
3. Processo Seletivo 2016/1 de Mestrado Acadêmico, Mestrado Profissional
e Doutorado – UFRJ

BOLSAS DE GRADUAÇÃO, DOUTORADO, PÓS-DOC OU SANDUÍCHE

1. Seleção de Bolsista PNPD – UFPel-RS
2. Graduados e Mestres em Química, a INOVA Talentos quer você!
Ainda dá tempo

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BOLETIM ELETRÔNICO SBQ – N° 1194 – 29/10/2015

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29/10/2015

Kinghorn contará, na 39ª RA, sobre décadas de busca por compostos bioativos contra o câncer
O doutor Douglas Kinghorn tem mais de três décadas dedicadas a entender compostos bioativos de plantas das florestas tropicais, sobretudo descobrir propriedades terapêuticas contra o câncer e outras doenças. Neste tempo, com seu grupo de pesquisadores, conseguiu isolar e caracterizar centenas de novos produtos naturais com potencial atividade anticancerígena – algumas chegaram às fases de testes pré-clínicos e clínicos. Ele é pesquisador do Comprehensive Cancer Center, da Universidade de Ohio State, nos EUA, onde leciona na Faculdade de Farmácia, e virá dar conferência na 39ª. Reunião Anual da SBQ, que será realizada em Goiânia, de 30 de maio a 2 de junho de 2016. » Veja mais…
Minicurso na 39ª RA: “Química atmosférica e mudanças climáticas”, com a Profa. Perola de Castro Vasconcellos
A Profa. Perola de Castro Vasconcellos (IQ-USP), irá ministrar um minicurso intitulado “Química atmosférica e mudanças climáticas” para pesquisadores, professores de 1º/2º Grau, alunos de pós-graduação e de graduação. » Veja mais…
VEJA TAMBÉM NESTA EDIÇÃO:

NOTÍCIAS

Prorrogado o calendário de reenvio do Coleta 2013 e 2014 – A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), por meio da Diretoria de Avaliação, comunica a prorrogação dos calendários de reenvio do Coleta 2013 e 2014. » Veja mais…
Seeking Better Biofuels – Researchers at the Joint Bioenergy Institute transform biomass into energy-rich fuel molecules. In this season of cheap oil, the promise of running our energy- intensive economy on plants rather than fossil fuels can seem further out than ever. » Veja mais…
Plano de Desenvolvimento e Inovação da Indústria Química – PADIQ – O PADIQ é uma iniciativa conjunta do BNDES e da Finep que visa o fomento a projetos que contemplem o desenvolvimento tecnológico e o investimento na fabricação de produtos químicos. » Veja mais…
Programa apoia parcerias com pesquisadores da França – O Consulado Geral da França em São Paulo lançou, pelo sexto ano consecutivo, uma chamada de propostas no programa de Cátedras Franco-Brasileiras no Estado de São Paulo. A chamada é feita em parceria com a USP, a Unicamp e a Unesp. » Veja mais…
Prazos de quatro chamadas da FAPESP terminam na primeira quinzena de novembro – Quatro chamadas de propostas de pesquisa lançadas pela FAPESP encerram seus prazos de submissão na primeira quinzena de novembro. » Veja mais…
Austrália oferece oportunidades para doutorandos brasileiros –Como resultado das bem sucedidas parcerias entre Brasil e Austrália, e visando estreitar os laços já existentes em ciência, tecnologia e inovação entre os dois países, a Embaixada da Austrália no Brasil oferece oportunidade de estada de curto prazo para estudantes brasileiros em instituições de pesquisa e ensino australianas, por meio do Austrália – Brazil PhD Exchange Program. » Veja mais…
Presidente do CNPq recebe Membros dos Comitês de Assessoramento (CAs) – Hernan Chaimovich recebeu cerca de 300 membros dos comitês que estão reunidos na sede do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em Brasília, de 19 a 23 de outubro, para julgamento de bolsas da Agência. » Veja mais…
Liberação de droga contra o câncer será debatida por especialistas – As Comissões de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) e de Assuntos Sociais (CAS), realizam na quinta-feira (29), “audiência pública destinada a debater sobre a descoberta e o desenvolvimento de pesquisas médico-farmacológica-clínicas com a droga fosfoetanolamina na Universidade de São Carlos-SP.” » Veja mais…
BIOTA-FAPESP abre chamada para educação em biodiversidade – O Programa FAPESP de Pesquisas em Caracterização, Conservação, Restauração e Uso Sustentável da Biodiversidade (BIOTA) abre uma chamada de propostas para selecionar e apoiar projetos de pesquisa que contemplem a área de educação em biodiversidade. » Veja mais…
CBL divulga finalistas da primeira fase do 57º Prêmio Jabuti – Os finalistas da primeira fase do 57º Prêmio Jabuti foram conhecidos no dia 22/10 (quinta-feira), após a apuração das 27 categorias, que aconteceu na Avenida Ipiranga, 1267 – 10º andar, a partir das 10h. » Veja mais…

CALENDÁRIO DE EVENTOS DA QUÍMICA – SBQ

Informe-se sobre os eventos da área de química divulgados pela SBQ, acessando nosso calendário mensal, clique aqui.

EVENTOS

1. XIX Encontro Jacques Danon de Espectroscopia Mössbauer
2. IV Simpósio de Design e Desenvolvimento de Medicamentos para doenças
negligenciadas e XIII Encontro Nacional de Professores de Química
Farmacêutica

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OPORTUNIDADES

CONCURSOS PÚBLICOS E PROCESSOS SELETIVOS PARA CONTRATAÇÃO DE DOCENTES

1. Concurso público para professor efetivo – UFLA
2. Seleção de professor visitante ou professor e pesquisador visitante
estrangeiro

PROCESSOS SELETIVOS EM PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO

1. Inscrições abertas para Doutorado no Instituto de Química de Recursos
Naturais, Universidad de Talca, Talca, Chile
2. Processo seletivo (Mestrado e Doutorado) – UFSC
3. Processo seletivo (Mestrado) UTFPR/ Câmpus Curitiba
4. Processo Seletivo 2016 – Mestrado e Doutorado – Programa de
Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas – UFG
5. Instituto de Química da USP seleciona candidatos para pós-graduação

BOLSAS DE GRADUAÇÃO, DOUTORADO, PÓS-DOC OU SANDUÍCHE

1. Seleção de Bolsista Pós-Doutorado PNPD – UFG
2. Seleção Bolsista PNPD/CAPES – UFG

OUTRAS VAGAS

1. Contratação de Profissional Doutor em Química ou Áreas afins para
execução de projeto na Embrapa Agroenergia

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UFRJ inaugura o Centro de Espectrometria de Massas de Biomoléculas


A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) inaugurou na tarde desta quarta-feira, 21 de outubro, o Centro de Espectrometria de Massas de Biomoléculas (Cembio), que será destinado à análises de biomoléculas pela espectrometria de massa. O evento foi realizado no Anfiteatro Hertha Meyer, no Bloco G, Sala 22, do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (IBCCF), no prédio do Centro de Ciências da Saúde (CCS), na Ilha do Fundão. Em paralelo à inauguração do Cembio, houve a abertura do workshop “Espectrometria de Massas FT-MS: do Imageamento às Ciências Ômicas”, na manhã desta quarta. O workshop teve início com a participação dos palestrantes Ronaldo Mohana Borges, coordenador do Cembio; Fernando Ferreira, diretor de negócios da América do Sul da Bruker (empresa alemã fabricante de equipamentos de pesquisa); e Paul Speir, vice-presidente da Bruker na área de espectrometria de massas. O evento seguiu até a tarde desta quinta-feira. Para Ronaldo Borges, a inauguração do Cembio abre novas possibilidades para a produção de pesquisas que colocam a UFRJ na fronteira do conhecimento. “A importância da inauguração do Cembio é enorme. Trata-se de um centro multiusuário que vai atender a pesquisadores de dentro e de fora da UFRJ, com a participação de todos os institutos do Centro de Ciências da Saúde. O Cembio visa prover toda a infraestrutura para análise de biomoléculas por espectrometria de massas. O equipamento que chegou ao centro tem o maior poder de resolução de massas e a maior precisão da América Latina nessa área. Ele tem uma ampla área de aplicação para análise de amostras muito complexas, desde proteínas e metabólitos, passando por lipídeos, petróleo e outros diversos produtos naturais”, destacou. Também estiveram presentes na inauguração do centro a pró-reitora de Pessoal da UFRJ, Regina Dantas; o reitor da UFRJ, Roberto Leher; o diretor Científico da FAPERJ, Jerson Lima Silva, que é professor titular do Instituto de Bioquímica Médica (IBqM/UFRJ) e coordenador do Centro Nacional de Ressonância Magnética Nuclear Jiri Jonas; e o pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa da UFRJ, Ivan da Costa Marques. A implantação do Cembio contou com recursos da FAPERJ, por meio de editais como “Apoio à Aquisição de Equipamentos de Grande Porte para Instituições de Ensino Superior e Pesquisa Sediadas no Estado do Rio de Janeiro” e “Equipamento Solidário”. Mais informações: http://www.biof.ufrj.br/pt-br

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A partir da esq., Jerson Lima, Regina Dantas, Ronaldo Borges, Roberto Leher e Ivan Marques, no Cembio (Foto: Divulgação)

Disponível em: http://www.faperj.br/?id=3041.2.5

BOLETIM ELETRÔNICO SBQ – N° 1193 – 22/10/2015

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22/10/2015

CONCURSOS PÚBLICOS E PROCESSOS SELETIVOS PARA CONTRATAÇÃO DE DOCENTES

  1. Concurso público para professor adjunto A (área: Química, sub-área: Eletroanalítica) – UFSCar

Estarão abertas as inscrições, até o dia 10/11/2015, do concurso para provimento de cargo de Professor da Carreira de Magistério do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico para o Quadro Permanente da UFSCar, no Departamento de Química, Classe Adjunto A, dedicação exclusiva, Área: QUÍMICA, sub-área: ELETROANALÍTICA.

Maiores informações

Fonte: Orlando Fatibello Filho (UFSCar)

  1. Concurso público p/ Professor Classe C nível 1 – (Física Atômica e Molecular) – UFES

Encontram-se abertas, até 27/10, as inscrições do concurso público para Professor Classe C nível 1 – (Física Atômica e Molecular), na Universidade Federal do Espírito Santo. Títulação exigida: Doutorado em Física, ou Ciências Físicas, ou Química, ou Química Teórica

Mais informações

Fonte: Rogério Netto Suave (UFES)

  1. Concurso para Professor Adjunto A1 (dedicação exclusiva) – UFSCar/Campus de São Carlos-SP

Encontram-se abertas as inscrições para o concurso para Professor Adjunto A1 (dedicação exclusiva) no Departamento de Química da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) Campus de São Carlos-SP.

Descrição: 01 (uma) vaga para a sub-área de “Química inorgânica computacional e/ou Mecanismos de reação envolvendo compostos inorgânicos e/ou Caracterização estrutural de substâncias inorgânicas”, no Departamento de Química da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) Campus de São Carlos-SP.

Pré-requisito: Título de Doutor em Ciências ou em Química ou em sub-áreas da Química.

Inscrições até 30/10/2015

Mais informações

Fonte: Jean Marcel R. Gallo (UFSCar)

  1. Concurso público – UFSCar/Campus São Carlos

Encontram-se abertas as inscrições para o Concurso Público de Provas e Títulos para provimento de 01 (uma) vaga no Magistério de Ensino Superior, a ser distribuída no Campus Baixada Santista.

Área/Subárea: Química Analítica / Eletroanalítica
Requisitos: Título de Doutor em Ciências ou em Química.
Período de Inscrição: 19/10/15 a 10/11/15 Mais informações

Fonte: Ronaldo Censi Faria (UFSCar)

  1. Concurso para professor de química – UFRN

O Instituto de Química da Universidade Federal do Rio Grande do Norte realizará concursos para a classe de Professor Adjunto em regime de dedicação exclusiva.

As inscrições estão abertas até 10/12/2015 e as provas serão realizadas entre 29/02 e 01/04/2016.

Mais informações

Fonte: Ótom Anselmo de Oliveira (IQ-UFRN)

PROCESSOS SELETIVOS EM PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO

  1. Processo seletivo para o Mestrado Profissional em Engenharia Engenharia Ambiental da Escola Politécnica e Escola de Química da UFRJ

O Programa de Mestrado Profissional em Engenharia Engenharia Ambiental da Escola Politécnica e Escola de Química da UFRJ forma profissionais altamente qualificados, com conhecimentos de processos físicos, químicos e biológicos que controlam o ambiente (ar, água, solo, biota) visando ao desenvolvimento científico e inovações tecnológicas, ao aprimoramento e à proteção da saúde humana e dos ecossistemas e à melhoria da qualidade de vida humana em aspectos relacionados ao ambiente, nas linhas de concentração: Saneamento Ambiental, Gestão Ambiental e Segurança Ambiental.

Os Editais de Seleção (para candidatos brasileiros e estrangeiros) para ingresso em 2016 já estão na página do Programa.

As inscrições foram prorrogadas até 23 de outubro de 2015.

Mais informações, somente por e-mail: secretaria.pea@poli.ufrj.br ou pelo site:http://www.pea.poli.ufrj.br

Fonte: Programa de Engenharia Ambiental/PEA – Escola Politécnica e Escola de Química da UFRJ

BOLSAS DE GRADUAÇÃO, DOUTORADO, PÓS-DOC OU SANDUÍCHE

  1. Seleção de Bolsista de Pós-Doutorado (PNPD/CAPES) – UNESP/ Ilha Solteira

Edital de Seleção de Bolsista de Pós-Doutorado (Programa Nacional de Pós-Doutorado, PNPD/CAPES) junto ao Programa de Pós-Graduação em Ciência dos Materiais (UNESP – Ilha Solteira).

A coordenação do Programa de Pós-Graduação em Ciência dos Materiais receberá inscrições até o dia 13 de novembro de 2015, para o processo seletivo de escolha de um bolsista de pós-doutorado que contribua com as atividades de pesquisa do Programa.

Mais informações

Fonte: João Cordeiro (UNESP/Câmpus de Ilha Solteira)

OUTRAS VAGAS

  1. 1º Chamamento público – IEL/CNPq Inova Talentos Programa RHAE Trainee CNPq/IEL

O Instituto Euvaldo Lodi/Núcleo Central – IEL/NC, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq, divulgam o Chamamento Público do Programa RHAE Trainee – INOVA Talentos, programa de suporte a seleção, capacitação, colocação de profissionais egressos da academia no mercado de trabalho para desenvolverem atividades de inovação no ambiente empresarial brasileiro.

O Programa é uma parceria entre o CNPq e o IEL/NC, onde a atribuição principal do IEL/NC é a coordenação nacional, do CNPq a administração das bolsas de desenvolvimento tecnológico e extensão inovadora, na modalidade SET e, dos Núcleos Regionais do IEL a operacionalização do referido programa nas Unidades da Federação.

Todas as orientações, sugestões e questões referente ao Programa INOVA Talentos devem ser encaminhadas aos respectivos Núcleos Regionais do IEL (disponível no site: www.inovatalentos.com.br).

Mais informações

Fonte: Instituto Euvaldo Lodi/Núcleo Central – IEL/NC

BOLETIM ELETRÔNICO SBQ – N° 1192 – 15/10/2015

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15/10/2015

Dourados recebe primeiro encontro regional da SBQ-MS
A comunidade química do Mato Grosso do Sul realizou, no início de outubro, a I Reunião Regional Mato Grosso do Sul da Sociedade Brasileira de Química (I RSBQ-MS). Foram mais de 300 participantes que se reuniram por três dias, em Dourados, no sul do estado, para debater os temas mais importantes na química na região. O tema do evento foi “Educação, Ciência e Tecnologia no Cerrado: onde estamos e para onde vamos”. » Veja mais…
Dia do Professor

O Dia do Professor é comemorado em 15 de outubro. Uma homenagem justa e merecida, hoje e sempre!

O professor de verdade não é apenas mais um professor, mas sim um Mestre na arte de educar, que se dedica com amor à profissão que escolheu. Com notável empenho, dedicação e paciência, renova a cada dia a esperança em um futuro mais justo, melhor.

Todos nós, neste dia, dedicamos um pensamento todo especial, um muito obrigado afetuoso, por tudo que nos foi ensinado, por aquele, que carinhosamente, chamamos de meu Professor, de meu Mestre.

Aos nossos queridos professores e, em especial aos colegas da SBQ, parabéns!

Adriano D. Andricopulo (Presidente da SBQ)

Minicurso na 39ª RA: “Terras Raras: fundamentos, aplicações e caracterizações”, com os Profs. Lucas Alonso Rocha e Eduardo José Nassar
Os Profs. Lucas Alonso Rocha e Eduardo José Nassar (coordenador), ambos da Universidade de Franca, irão ministrar um minicurso intitulado “Terras Raras: fundamentos, aplicações e caracterizações” para alunos de graduação e de pós-graduação. » Veja mais…
15 anos de dedicação e apoio à Educação, Ciência e Tecnologia
Em novembro de 2015, o Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) completa 15 anos. Com uma trajetória de crescimento constante, o Portal reúne e disponibiliza um acervo científico, tecnológico, acadêmico e de inovação atualizado e de alto nível. Tudo à disposição da sociedade brasileira, de forma gratuita! » Veja mais…
VEJA TAMBÉM NESTA EDIÇÃO:

NOTÍCIAS

Posse dos novos membros da ACIESP – A Cerimônia de Posse dos Novos Membros da Academia de Ciências do Estado de São Paulo ocorrerá no dia 16 de outubro de 2015, à partir das 17:30h no auditório da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, na Cidade Universitária. » Veja mais…
FAPESP anuncia 44 projetos aprovados no 2º Ciclo de 2015 do PIPE – A FAPESP anunciou no dia 8 de outubro os 44 projetos de pesquisa selecionados no 2º ciclo do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) em 2015. » Veja mais…
Programa de Apoio à Produção de Material Didático para a Educação Básica – Projeto Água – A Capes em parceria com a Agência Nacional de Águas – ANA abre, nesta data, edital para selecionar projetos que tenham como objeto a produção de material didático sobre o tema Água, que contribuam para o processo de ensino/aprendizagem e para o desenvolvimento de conteúdos educacionais para uso nas escolas de educação básica, no Ensino Fundamental II e no Ensino Médio. » Veja mais…
Esclarecimento Qualis Periódicos – A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), por meio da Diretoria de Avaliação, divulga nota referente ao Qualis Periódicos. Acesse a nota na íntegra.
Making money in the ivory tower – A unique breed of investment firm works with universities to develop technology and NURTURE START-UPS. In 2001, in exchange for $30 million to help the University of Oxford build a new chemistry building, the firm now known as IP Group won the right to get stakes in start-ups formed around the chemistry department’s intellectual property. » Veja mais…
Os fatos sobre a substância que seria a cura do câncer: fosfoetanolamina não é remédio – A Universidade de São Paulo (USP) foi envolvida, nos últimos meses, na polêmica do uso de uma substância química, a fosfoetanolamina, anunciada como cura para diversos tipos de cânceres. Por liminares judiciais, a Universidade foi obrigada a fornecer o produto para os que a solicitam. » Veja mais…
Empresas-filhas da Unicamp faturam R$ 3 bi por ano – As empresas-filhas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) são responsáveis por gerar 19,2 mil empregos e movimentar um faturamento anual da ordem de R$ 3 bilhões. » Veja mais…
BIOTA-FAPESP convida pesquisadores a aderirem ao Programa – A coordenação do Programa Pesquisa em Biodiversidade (BIOTA) FAPESP divulgou documento convidando pesquisadores da área a participar do programa que visa ampliar o conhecimento biológico e químico da fauna, da flora e dos microrganismos de ambientes terrestres, dulciaquícolas e marinhos, bem como avaliar as possibilidades de exploração sustentável e restauração da diversidade. » Veja mais…
Plataforma compartilha experiências do Ciência sem Fronteiras – Ao voltar dos Estados Unidos após um ano de intercâmbio, Guilherme Rosso, ex-estudante de bacharelado em Ciências e Tecnologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e um dos primeiros bolsistas do Ciência sem Fronteiras, sentiu necessidade de uma maior interação entre os egressos do programa. » Veja mais…

CALENDÁRIO DE EVENTOS DA QUÍMICA – SBQ

Informe-se sobre os eventos da área de química divulgados pela SBQ, acessando nosso calendário mensal, clique aqui.

EVENTOS

1. Curso sobre Caracterização de Sólidos através do “Refinamento de
Rietveld”

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OPORTUNIDADES

CONCURSOS PÚBLICOS E PROCESSOS SELETIVOS PARA CONTRATAÇÃO DE DOCENTES

1. Concurso públicos para carreira do magistério superior (Ensino de
Química) – UNILA
2. Concurso público (professor adjunto A e professor auxiliar) – UFMA
3. Concurso público para professor adjunto A – UFABC
4. Concurso público – UNIFESP/Campus Baixada Santista

PROCESSOS SELETIVOS EM PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO

1. Estão abertas as inscrições para os cursos de Pós-Graduação no IME

BOLSAS DE GRADUAÇÃO, DOUTORADO, PÓS-DOC OU SANDUÍCHE

1. Postdoctoral Research Position in Organic Synthesis – Université de
Bordeaux
2. Bolsa de Pós-doutorado (PNPD/CAPES) – UNIFAL-MG

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Física na Virada Científica da USP

14 de outubro de 2015

Agência FAPESP – O Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IFUSP) participará, no dia 17 de outubro de 2015, da segunda edição da Virada Científica da USP com visitas guiadas aos seus laboratórios, palestras, exposição e apresentações do Show de Física e do projeto Arte & Ciência no Parque.

A palestra “Luz síncrotron: o LNLS e o Sirius, o novo acelerador brasileiro”, com o professor Antonio José Roque da Silva, será das 10h às 11h, no Auditório Abrahão de Moraes. Inscrições em:https://portal.if.usp.br/extensao/pt-br/node/348.

O Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) está engajado no projeto de um novo acelerador síncrotron, o Sirius, que será uma das maiores e mais complexas infraestruturas científicas já construídas no Brasil. A nova fonte permitirá a execução de pesquisas avançadas que hoje não são possíveis de serem realizadas no país.

Roque da Silva traçará um panorama da evolução e situação atual do LNLS, bem como as perspectivas futuras relacionadas ao Sirius.

“A física nuclear encontra D. Pedro I”, às 14 horas no mesmo auditório, será a palestra da professora Marcia de Almeida Rizzutto. Inscrições: https://portal.if.usp.br/extensao.

Em 2012, foi realizada uma pesquisa arqueológica multidisciplinar nos restos mortais de D. Pedro I e de suas duas esposas, D. Leopoldina e D. Amélia, com vários estudos físico-químicos. Na palestra, Rizzutto mostrará como a física nuclear, muitas vezes associada a armas de destruição em massa ou desastres de usinas nucleares, permite compreender melhor a história a partir de estudos que somente são possíveis devido ao profundo conhecimento do núcleo atômico e às técnicas desenvolvidas para estudá-lo.

O Show de Física terá sessões às 10h, 13h30 e 16h. É preciso chegar com meia hora de antecedência para pegar senha.

A apresentação do Arte & Ciência no Parque será na Praça do Relógio e a Exposição Occhialini ocorrerá das 9 às 18h na entrada principal do IFUSP, na rua do Matão, em frente ao Instituto Astronômico e Geofísico.

A programação completa da Virada Científica da USP está em: www.viradacientifica.prceu.usp.br

Disponível em: http://agencia.fapesp.br/fisica_na_virada_cientifica_da_usp/22048/

Inpe recebe inscrições para mestrado e doutorado

14 de outubro de 2015

Agência FAPESP – Estão abertas até o dia 31 de outubro de 2015 as inscrições para o Mestrado e Doutorado em Computação Aplicada no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Segundo o Inpe, o programa tem por objetivo contribuir com o desenvolvimento tecnológico e científico nacional, gerando conhecimento e formando pesquisadores com conhecimentos e competência multidisciplinares necessários em tecnologia da informação, extração de informações e modelagem computacional.

As linhas de pesquisa do programa são “Modelagem Computacional” e “Tecnologia da Informação e Extração de Informações”. A primeira combina o conhecimento das diversas áreas associadas ao setor espacial com o objetivo de elaborar modelos computacionais que possibilitem a compreensão de fenômenos naturais e sistemas complexos e o desenvolvimento de sistemas de uso espacial.

A segunda linha combina o conhecimento para a coleta, organização, armazenamento, comunicação segura, manipulação, processamento e disponibilização com extração de informações de dados de interesse e de uso espacial.

Mais informações: www.inpe.br/pos_graduacao/cursos/cap

Disponível em: http://agencia.fapesp.br/_inpe_recebe_inscricoes_para_mestrado_e_doutorado/22047/

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